sábado, 29 de maio de 2010

São Sebastião abre festejos pelo aniversário da cidade



As atrações preparadas para comemorar o 17º aniversário de São Sebastião vão começar no próximo dia 3, com a 16ª ExpoAgro de São Sebastião. A festa agropecuária promovida pela Administração Regional, já é a segunda maior do Distrito Federal. A ExpoAgro vai até o dia 6 e o público irá contar com diversas atividades relacionadas à área rural. Estão programadas exposições de animais, vaquejada, cavalgada e exposições de alimentos produzidos da região.  O público também poderá conferir shows de renomados artistas. 


Um dos destaques da festa será a segunda edição do Torneio Leiteiro, quando será declarada vencedora a vaca que produzir a maior quantidade de leite. No ano passado, o evento foi uma das grandes atrações da festa. Está previsto, para este ano, a participação de 20 criadores de vacas leiteiras. 

Segundo a gerente de Apoio Rural, Ana Paula Belloti, São Sebastião faz parte do rol das grandes bacias leiteiras do DF. O objetivo do torneio é incentivar o produtor leiteiro da região. No evento, será observado o maior produtor e o animal que produzir mais leite. Entre os animais que participarão estão os mestiços leiteiros, além de raças já conhecidas do público como o gado Holandês, Gir, Girolanda e Jersey.  O torneio vai de sexta a domingo e contará com um total de seis ordenhas. 

Programação recheada

Na abertura do evento, quinta-feira (3), haverá uma cavalgada que percorrerá toda a cidade. A mostra de São Sebastião contará ainda com a exposição de novilhas leiteiras, bovinos de corte, eqüinos, caprinos e ovinos.

Na sexta-feira (4) se apresentará a dupla sertaneja Márcio e Marcelo e Railson e Gabriel. No sábado (5), véspera do encerramento, será a vez Pedro Paulo e Mateus;  Jhony e Rahony e Zé Mulato e Cassiano.  No domingo (6) último dia da 16ª ExpoAgro, será revelado o vencedor do concurso de Torneio Leiteiro e haverá shows com Fernando e Osmair, Ênio Lima e Gustavo Neto.  No encerramento da festa, a apresentação do grupo de catira Os Considerados.

O evento vai acontecer no Parque de Exposição Agropecuária de São Sebastião. A festa é uma realização da Administração Regional, Cooperativas de Leite (LeiteCopas), Emater/DF e produtores rurais de São Sebastião. E tem o apoio da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasília

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Horta comunitária

Moradores do Morro Azul, em São Sebastião, agora têm sua própria horta. O projeto reduziu casos de doenças e a criminalidade.

A horta comunitária do Morro Azul, em São Sebastião, surgiu como uma forma de protesto. A morte de uma moradora em agosto de 2004 por hantavirose foi a gota d'água para a comunidade. Os moradores decidiram, então, pegar a enxada e agir por conta própria: foi aí que o lixo saiu de cena e o medo deu lugar a uma conquista. O líder comunitário Osmane da Silva tratou de reunir a comunidade e mostrar aos vizinhos que o projeto só traria avanços. “Essa era uma área com muito mato e muita sujeira. O fato da minha vizinha Marinalva Silva ter sido contaminada nessa região nos levou a reunir as pessoas e fazer uma horta comunitária aqui, onde era um local de jogar entulho. Queremos mostrar o quanto esse projeto faz bem para a nossa comunidade”, diz Osmane.

Ele conta que a horta ajuda também a levantar a auto-estima dos participantes. “Hoje essa horta nos dá muito prazer, até como forma de terapia. Às vezes, a gente está em casa, em lotes pequenos, sem infra-estrutura... quando a gente vem para cá, o contato com a terra ajuda a todos nós”, afirma o líder comunitário. O projeto começou pequeno. Só cinco pessoas compraram a idéia. Mas hoje são 30 famílias, que se revezam para cuidar da horta. E eles foram atrás de ajuda: fizeram mutirões e aprenderam também com a Embrapa. Agora, caminham com as próprias pernas. O pedreiro Manoel Carvalho Santos tem na ponta da língua a receita que fez o projeto dar certo. “Uma andorinha só não faz verão. É muito importante a pessoa ter união. É todo mundo unido que chega lá. Deu certinho, graças a Deus, e vai dar cada vez mais”, acredita.

A comunidade teve que aprender a se organizar. Os homens lidam com a terra, cultivam as sementes. As mulheres mantêm a plantação junto com as crianças, que ajudam a irrigar a horta e a colher as verduras. Os moradores sentem o resultado até no bolso. “Isso aqui é uma maravilha. Ninguém compra mais. Essa alface aqui custa uns R$ 4 no supermercado. Hoje, a gente tira isso aqui de graça, só às custas do trabalho da gente”, orgulha-se a dona de casa Maria Edilene de Andrade. A horta tem alface, cebolinha, coentro, mandioca e até algumas frutas. Tudo isso vai parar na mesa de quem cuida da plantação. Manter o local limpo trouxe até mais tranqüilidade para a vizinhança. Por quatro meses, eles ficaram sem notícias de assaltos. As brigas de rua, antes tão freqüentes, hoje são raras. “Aqui é tranqüilo para nós. Dormimos sossegados, sem pensar em nada. Aqui não tem bandidagem. Tem lá para baixo, mas aqui não tem!”, garante José Luiz Mesquita, de 80 anos.

O morador José Soares dos Santos também se sente mais seguro depois que o projeto ganhou corpo. “Antes, existia só medo. Existia medo até de passar por perto. Hoje, várias pessoas, até mesmo que não pertencem à nossa quadra, vêm visitar a horta. Isso aqui é um orgulho para a quadra 12 e até para São Sebastião”, diz. Ainda falta muito a fazer. Nem o asfalto nem o esgoto chegaram ao local ainda, mas foi em um pequeno pedaço de terra que todos entenderam o que é viver em comunidade. Da horta, tiraram a lição: podem muito mais do que apenas esperar. “A horta significa orgulho, auto-estima; significa você dar a volta por cima. Viver a prática de um projeto comunitário, dividindo com os seus vizinhos, é fantástico!”, enfatiza Osmâne da Silva.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pegar ônibus cedo em São Sebastião é um sufoco

Não cabendo mais gente, as paradas também ficam cheias de passageiros que não conseguem embarcar. Outros se arriscam e saem pendurados na porta.

Às 6h30, em uma avenida perto do terminal de ônibus de São Sebastião, as paradas já estão cheias. Os passageiros que embarcam logo cedo, principalmente para o Plano Piloto e Lago Sul, reclamam que enfrentam o atraso dos ônibus e a superlotação. "A gente vai em pé, espremido. Quando chega na saída de São Sebastião não entra mais ninguém. É superlotado, é difícil”, reclama a diarista Luzia Helena Melo.

“Muitas vezes o ônibus nem para, porque está muito cheio. A gente entra, segura na porta e muitas vezes as pessoas ficam presas na porta. Aí fica atropelando, né?”, diz a auxiliar administrativa Priscila Alves da Silva.
A Equipe do DFTV 1ª Edição passou pelos principais trajetos dos ônibus na cidade. As paradas estavam lotadas e os passageiros, insatisfeitos com o transporte coletivo. Eles se espremem para conseguir um espacinho e não perder a hora do trabalho.

“O ônibus nunca passou na hora. Eu já tive problemas no emprego por causa desse horário. Agora, por exemplo, está atrasado”, reclama a secretária Elza Maria. Na região do Morro Azul, já na saída de São Sebastião, os ônibus que fazem as linhas circulares e que vão para a W3 Norte, W3 Sul e Lago Sul passam tão cheios que alguns nem param. Tem passageiro que desiste de embarcar. “O motorista ainda fica reclamando que não dá para o pessoal passar pela roleta. Ele reclama de quem vai em pé ali na frente. Até já ameaçou abrir a porta e descer a gente à força. Ameaçou dar porrada e tudo mais. Não tenho outra opção, só quando passa o W3 Norte . Só tem ele. Então, eles aproveitam e fazem o que querem”, relata o ajudante de depósito Lindomar Santana.

A Secretaria de Transportes informou que a superlotação já havia sido detectada pela área técnica na semana anterior ao carnaval e, por isso, estuda mudar o esquema de ônibus e linhas. A partir do dia 16, a secretaria promete mais coletivos e mais horários. Sobre a segurança a bordo, alega que não há lei que determine limite de passageiros.

Lívia Veiga / Mário Reis

terça-feira, 18 de maio de 2010

Estrela é Vice-Campeã do 1º Torneio Prof. Floriano Carvalho


Realizado neste último domingo (dia 02), pela Diretoria de Esporte e Cultura da Administração Regional de São Sebastião-DF, o 1º Torneio Professor Floriano Carvalho recebeu um bom público e ainda contou com 05 equipes de diferentes Cidades do Distrito Federal. Os jogos foram realizados no Ginásio da 9.

Na 1ª Fase, as guerreiras da Cidade jogaram em 04 oportunidades, 4 a 0 no Olímpia, 4 a 1 no Spice, no super clássico da Cidade o Estrela bateu mais uma vez o Juventus do Técnico Marcos Cabelo por 6 a 4 e no 4ºe último jogo da 1ª Fase o Estrela goleou o CERF do Prof. Wilson por 10 a 1, garantindo assim a melhor campanha da 1ª Fase.

Na Semifinal o Estrela enfrentou mais uma vez o Spice Girls equipe que apesar de nova, contava com atletas que jogaram por grandes equipes no DF e Entorno, como a fixa e capitã Bia e Dazinha, ambas atuaram pelo Estrela em temporadas passadas. O começo do jogo foi equilibrado mas o Spice recuou e permitiu que o Estrela atacasse e assim chegasse a uma goleada por 8 a 2, eliminando o Spice que disputaria o 3º lugar com o Juventus que foi eliminado de forma surpreendente pelo Olímpia., 3 a 1.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Moradores de São Sebastião estão preocupados com as nascentes

São Sebastião é uma cidade famosa pela quantidade de nascentes que possui. Só que os próprios moradores estão descuidando dessa riqueza natural. Maria Limpa fez questão de conferir de perto!

Os moradores mais conscientes de São Sebastião chamaram a Maria Limpa para uma visita na cidade. Estão preocupados com o futuro das nascentes. Muitas pessoas estão cada vez mais deixando lixo e sujeira. E como se não bastasse, ainda põe fogo no mato em volta.

No bairro Morro Azul, em São Sebastião, a cor do córrego não tem mais nada de azul! É muita sujeira. E dando uma volta pelo bairro, Maria Limpa pode testemunhar onde realmente o lixo começa: na consciência de cada um. Ou seja, nos péssimos hábitos dos moradores.

“Maria Limpa, eu gostaria muito que esta nascente voltasse a ser útil para a nossa comunidade. Do mesmo jeito que era no passado, quando a gente a usava para todos os serviços da nossa casa. Mas agora não tem como utilizá-la por causa da sujeira”, diz uma moradora.

Com as autoridades problema resolvido. Maria Limpa chamou e a limpeza foi feita. E no Bom Dia DF desta quinta-feira, dia 23, foi feito um anúncio. “O administrador de São Sebastião já entrou em contato solicitando a nossa presença, e o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) vai fazer essa parceria, cadastrando as nascentes. E ainda vamos tentar fazer uma parceria com a comunidade em prol da recuperação dessas áreas”, afirma a coordenadora do Adote uma Nascente do IBRAM Vandete Inês Maldaner.

Mas não adianta só um lado se mexer. É preciso a dedicação de todos, com atitudes, a favor do meio ambiente, com a ajuda da própria consciência!

Falando nisso... 
Um pouco abaixo da nascente que acabamos de mostrar existe outra que foi adotada por uma moradora do bairro Morro Azul. É que a região é rica em nascentes. São Sebastião contribui com 15% do abastecimento de água de poços artesianos do DF. “Quando eu cheguei, a nascente era toda suja, Maria Limpa. Mas resolvi cuidar dela, em razão da importância da água, do valor dessa nascente para esta comunidade. Tinha vários tipos de doenças, mas estou tentando recuperá-la. Dessa nascente pequena, estou construindo vários lagos”, conta a dona de casa Conceição de Santana.

Conceição começou o trabalho de limpeza há dois meses. “Eu consegui retirar daqui vários caminhões de lixos, como cama, colchões, vasos sanitários, panelas, sapatos e muitos outros”, diz. “A nascente servia para aglomerar ratos e sujeira. Mas, graças a nossa amiga, a moradora Conceição teve coragem. Eu não tenho a coragem que ela tem”, afirma a vendedora Maria Edite de Araújo.

Mas para ter coragem não precisa muito. Conceição misturou sensibilidade e amor à natureza. “Hoje a água corre facilmente. Maria Limpa, aqui eu capinei e plantei o meu jardim. E quero fazer muito mais para ficar um lugar bonito e agradável”, comemora Conceição de Santana. “Eu tiro o chapéu para ela, que é uma guerreira. Ela fez isso aqui, posso até dizer que tudo sozinha”, revela Maria Edite. É, mas ela não quer continuar sozinha. Conceição quer a ajuda de quem mora longe. “Preciso de mudas de plantas e quero pedir doações de plantas para que quem queira doar”.

E também quer a ajuda de quem está ali por perto. “Maria Limpa espero que esse meu trabalho sirva de exemplo para outras pessoas. Cuidar do meio ambiente e da água, já que ela é muito importante para todos nós”, enfatiza a dona de casa.

Serviço: 
Como a Conceição, você pode adotar uma nascente. É só ligar para o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), no telefone: 3321-3472.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Nascentes precisam de cuidados

Um terço das nascentes catalogadas no Distrito Federal agoniza à espera de socorro. Vítimas da ocupação
desordenada, do descaso com o meio ambiente e da falta de consciência ecológica, pelo menos 100 olhos d’água, a maioria em área urbana, sofrem com assoreamento, acúmulo de lixo e desmatamento. Em alguns casos, as regiões que eram para ser de proteção permanente viraram tanques de lavar roupa a céu aberto e locaisde banho coletivo. Aos poucos, nascentes perdem vazão e, a qualquer momento, podem secar.

O Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF (Ibram), ligado ao governo local, estima que existam mais de mil nascentes espalhadas na cidade. Das 300 identificadas até aqui, 199 foram adotadas desde 2001, quando surgiu o programa Adote uma Nascente. Isso quer dizer que essas, bem ou mal, são monitoradas e recebem o mínimo de cuidados por parte de pessoas ou empresas que, voluntariamente, resolveram ajudar de alguma forma. Nas restantes, a equipe de cinco funcionários do Ibram responsável por cuidar das nascentes não consegue impedir a degradação.

Há 12 anos, um olho d’água resiste ao abandono na entrada de São Sebastião. Capins braquiaras invadiram as margens. Ali, duas bombas de sucção foram instaladas. Elas abastecem pelo menos quatro casas próximas. “Tem a água que vem da rua, mas essa é limpa e geladinha. E é de graça”, comentou o ajudante de pedreiro Devanes Ferreira, 32 anos. O que ele e outras pessoas fazem pode ser enquadrado como roubo de água.

Do outro lado da rua, outra nascente, a Morro Azul, está ameaçada, apesar de ter sido adotada em 2007 pelo servidor público José Carlos Maciel, 42. Na época, ele plantou 50 mudas de vegetação nativa e fez mutirão para limpar a área. Ontem, voltou ao local e o encontrou cheio de sacolas plásticas e garrafas de vidro. Cascalhos da região, segundo ele, foram retirados para construir as ciclovias ali perto. O projeto de um condomínio a ser construído nas proximidades já foi aprovado. “Essa é uma nascente condenada”, lamentou.

A coordenadora do Adote uma Nascente, a bióloga Vandete Maldaner, diz que em 2009 a meta é convencer os adotantes do compromisso que precisam ter com as nascentes. No fim do ano passado, o programa recebeu R$ 43 mil da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP) do DF. O dinheiro será aplicado
em estudos para monitorar a qualidade da água e a vazão nas minas já adotadas. “Queremos nos preocupar mais com a qualidade das adoções do que com a quantidade”, resumiu Vandete.

Bom exemplo
O síndico do condomínio Jardim Botânico V, José Máximo de Oliveira, 56, é exemplo a ser seguido. Em 2006, adotou a nascente que fica no residencial e, desde então, a mantém preservada, sem entulhos que antes a sufocavam. Plantou cerca de 100 mudas e impediu qualquer construção nas redondezas, escalou um funcionário para fazer limpeza periódica e espalhou placas pelo local lembrando os 1,5 mil moradores de que ali, em meio às 310 casas, há uma nascente.

Adotar um olho d’água requer mais que boa vontade. Os interessados precisam arcar com os custos da preservação, como colocar placas e cercas, comprar mudas para reflorestar o local e impedir a invasão dos 50m destinados à área de preservação permanente (APP). Oliveira não quis nem falar em dinheiro: “Foi coisa pouca. Consegui umas mudas com a administração, não gastei quase nada”. “Não tem segredo. É só fazer a nossa parte que a natureza faz a dela”, completou, ao exibir o certificado de adotante.

A idéia de convocar a população para salvar as nascentes serviu de modelo para a WWF-Brasil. Em março do ano passado, a ONG lançou o programa Nascentes do Brasil, que segue a mesma lógica da iniciativa distrital. “Proteger as nascentes ajuda a diminuir custos de tratamento e melhora a qualidade da água. Mas as pessoas esquecem que a água não vem da torneira”, comentou o biólogo Samuel Barreto, coordenador do programa Água para a Vida do WWF-Brasil.