Por quanto tempo a comunidade da Quadra 12 terá que passar por isso. Não de hoje, não é de ontem que é sempre a mesma história. São mais de 15 anos a espera de um solução para o problema. E não é um problema difícil, é um problema de saneamento básico, o que é garantido por lei.
É incrível ver como as obras de infraestrutura do novo bairro ou cidade Jardins Mangueiral e Jardim Botânico 3 tenha tanta prioridade e o estágio de construção avançado. Esses novos bairros são a prova que observamos todos os dias, que vemos pela janela do ônibus, que o descaso para comunidade pobre e a escala que distancia o nível social é alarmante.
O representante do governo, o administrador da cidade, assumiu o compromisso de que em 90 dias as obras na quadra começarão. É incrível que para a imprensa eles sempre tem a data de quando as obras se iniciam e a comunidade é última a saber. Passará 90 dias e veremos o que acontece.
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Poeira e esgoto a céu aberto. Há quinze anos essa é a realidade dos moradores do Morro Azul, em São Sebastião. Administração diz que rede de esgoto deve ser instalada até dezembro.
Os moradores das ruas da quadra 12 reclamam da falta de infraestrutura, que já virou um problema de saúde pública. As obras de urbanização só chegaram a algumas ruas da cidade, e os moradores da quadra 12 têm que conviver com a falta de asfalto e de esgoto. De acordo com a dona de casa Hosana no Nascimento, o problema é antigo.
“Eu moro aqui há mais de 15 anos e a gente vem sofrendo com esse descaso, porque não é falta de cobrar, a gente cobra”, conta. Ela destaca que, recentemente, a rede do esgoto dos condomínios passou a correr pelas ruas da quadra. “Fui na administração perguntar porque eles não aproveitaram para criar a nossa, mas não consegui falar com ninguém”, relata.
A falta de asfalto gera problemas de saúde, especialmente para as crianças. “Nossos filhos não podem ficar à mercê da poeira, porque irrita os olhos, entope o nariz e aí tem que correr para o hospital, mas não tem médico, tem que ir para outros hospitais”, afirma uma moradora.
O esgoto corta as ruas da quadra 12. Hosana conta que a água da pia, do banheiro acaba escoando nas vias. “A única água que não vai é a do vaso sanitário, mas o resto vai porque não tem alternativa. A gente tem que jogar por que vai jogar onde? Não tem rede de esgoto”, afirma.
“Eu peguei hepatite, meu filho pegou hepatite e meu vizinho pegou hantavirose e morreu. Nós estamos à mercê da doença. Tem muito rato e tem barata, escorpião, toda qualidade de bicho”, diz o aposentado João Gualberto.
O chefe da Vigilância Sanitária de São Sebastião, André Godoy reconhece que o esgoto que corre pelas ruas leva riscos para a população. “Há risco de trazer roedores, doenças bacterianas, hepatite e vários outros tipo de risco à saúde”, explica.
De acordo com Godoy, uma intervenção no local não seria responsabilidade da Vigilância Sanitária. “Nós estamos fazendo um trabalho educativo na região, trabalhamos mais com comércio e serviços para a saúde, mas estamos de olho”, diz.
O administrador de São Sebastião, Alan Valim, afirma que a previsão é de que a rede de esgoto deve começar a ser instalada no Morro Azul dentro de 90 dias. Já as obras de pavimentação ainda demorar.
“É uma área nova, recente, que foi regularizada agora. Temos que esperar o projeto urbanístico ser elaborado e aprovado e aí entrar com a macro infraestrutura na região. A previsão é de que até o fim do ano nós tenhamos o projeto urbanístico e elaborado aprovado e aí sim nós vamos fazer as licitações necessários para permitir a melhor qualidade de vida desses moradores”, afirma.
“É uma área nova, recente, que foi regularizada agora. Temos que esperar o projeto urbanístico ser elaborado e aprovado e aí entrar com a macro infraestrutura na região. A previsão é de que até o fim do ano nós tenhamos o projeto urbanístico e elaborado aprovado e aí sim nós vamos fazer as licitações necessários para permitir a melhor qualidade de vida desses moradores”, afirma.
O administrador marcou no calendário da Redação Móvel o dia 17 de dezembro para as obras de esgoto estarem finalizadas na quadra 12.
Acompanhe a reportagem
Kenzô Machida / Marcos Tavares
Reportagem exibida no DFTV 1ª Edição em 23/08/2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
São Sebastião: Vítima das guerras de gangues
Bom não creio que a reportagem abaixo (esse que por sua ver é mais que uma reprise do Profissão Repórter) mostra a verdadeira cidade de São Sebastião. Essa violência existe devido a falta de assistência básica, tais como acesso integral a educação, opções de lazer, ocupação para nossos jovens. É fácil você visitar uma comunidade como essa e falar somente sobre a violência.
Mas nós que vivemos e compartilhamos momentos de tristeza, mas também momentos de alegria que esta comunidade humilde e batalhadora exerce. Esperamos de nossos escolhidos parlamentares que saibam exercer e cobrar o que queremos de bom para nossa cidade.
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Moradores de São Sebastião convivem diariamente com as brigas de gangues. A violência promovida por grupos de jovens destrói famílias e o futuro de muitas pessoas.
Mas nós que vivemos e compartilhamos momentos de tristeza, mas também momentos de alegria que esta comunidade humilde e batalhadora exerce. Esperamos de nossos escolhidos parlamentares que saibam exercer e cobrar o que queremos de bom para nossa cidade.
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Moradores de São Sebastião convivem diariamente com as brigas de gangues. A violência promovida por grupos de jovens destrói famílias e o futuro de muitas pessoas.
Há quase 10 anos, as gangues amedrontam os moradores de São Sebastião. São jovens que disputam o território da cidade. A guerra entre os grupos já deixou muitas vítimas, pois cada crime gera novos crimes. Assaltos, tráfico de drogas e homicídios são comuns na cidade.
De acordo com a Polícia Civil, atualmente sete gangues atuam em diferentes áreas de São Sebastião. São grupos rivais, na maioria das vezes, formado por jovens menores de idade. De janeiro a setembro de 2009, mais de 70 pessoas que participavam de gangues foram presas na cidade.
“Verificamos que essas gangues já estão na segunda geração. Algumas, já chegam à terceira geração”, afirma um delegado.
São Sebastião tem 17 anos e quase 120 mil habitantes. Os moradores apontam a violência, principalmente a guerra entre as gangues, como um dos principais problemas da cidade. Uma moradora conta como perdeu um dos filhos para o crime.
“Ele se juntou com más amizades. Quando vi isso, já é tarde demais, já tinha acontecido. Eles mesmos estão se matando. Eu conheço muitos aqui que estão na cadeira de rodas. Conheço uns que não andam mais, estão paralíticos em cima de uma cama”, conta.
Nessa guerra, a cozinheira Ivânia Késsia Dourado perdeu um irmão. Ela conta que Júlio foi confundido com um traficante de mesmo nome e acabou assassinado. “A gente vive no medo. Até mesmo de sair e acontecer de uma bala perdida pegar numa criança. Eles vivem atirando”, desabafa.
As mães preocupadas com o futuro dos filhos são parte dos 51 mil eleitores de São Sebastião. Elas já estão de olho nas propostas dos candidatos para tentar melhorar a segurança no DF. “Domingo mesmo bateram uns dois lá na porta dizendo que vão dar cesta, que vão ajudar. Eu perguntei se eles iam negociar voto desse jeito, batendo na porta e dizendo que vai dar isso, aquilo. Não tenho nenhuma confiança de votar assim”, conta Késsia.
E completa, indicando o que a comunidade de São Sebastião realmente precisa: “Queremos segurança para a cidade, além de área de lazer, uma quadra decente para as crianças, que hoje quase não saem para brincar com medo”, finaliza.
De acordo com a Polícia Civil, atualmente sete gangues atuam em diferentes áreas de São Sebastião. São grupos rivais, na maioria das vezes, formado por jovens menores de idade. De janeiro a setembro de 2009, mais de 70 pessoas que participavam de gangues foram presas na cidade.
“Verificamos que essas gangues já estão na segunda geração. Algumas, já chegam à terceira geração”, afirma um delegado.
São Sebastião tem 17 anos e quase 120 mil habitantes. Os moradores apontam a violência, principalmente a guerra entre as gangues, como um dos principais problemas da cidade. Uma moradora conta como perdeu um dos filhos para o crime.
“Ele se juntou com más amizades. Quando vi isso, já é tarde demais, já tinha acontecido. Eles mesmos estão se matando. Eu conheço muitos aqui que estão na cadeira de rodas. Conheço uns que não andam mais, estão paralíticos em cima de uma cama”, conta.
Nessa guerra, a cozinheira Ivânia Késsia Dourado perdeu um irmão. Ela conta que Júlio foi confundido com um traficante de mesmo nome e acabou assassinado. “A gente vive no medo. Até mesmo de sair e acontecer de uma bala perdida pegar numa criança. Eles vivem atirando”, desabafa.
As mães preocupadas com o futuro dos filhos são parte dos 51 mil eleitores de São Sebastião. Elas já estão de olho nas propostas dos candidatos para tentar melhorar a segurança no DF. “Domingo mesmo bateram uns dois lá na porta dizendo que vão dar cesta, que vão ajudar. Eu perguntei se eles iam negociar voto desse jeito, batendo na porta e dizendo que vai dar isso, aquilo. Não tenho nenhuma confiança de votar assim”, conta Késsia.
E completa, indicando o que a comunidade de São Sebastião realmente precisa: “Queremos segurança para a cidade, além de área de lazer, uma quadra decente para as crianças, que hoje quase não saem para brincar com medo”, finaliza.
Acompanhe a reportagem:
Reportagem: Lívia Veiga
Imagens: Rafael Sobrinho
Produção: Stephanie Alves
Reportagem exibida no Bom Dia DF em 19/08/2010.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A emocionante história do morador de rua mais famoso do bairro mais caro de Brasília
Ele chegou de mansinho, foi ficando e conquistou as pessoas. Criou um vira-lata como se filho fosse. Morreu de frio, numa madrugada, ao lado do fiel companheiro, que chorou e o velou até o fim.
Marcelo Abreu
Publicação: 10/08/2010
Ele era um lorde maltrapilho. E ainda assim continuava lorde. Bebeu tudo que pôde. Bebeu até cansar de beber. E de viver. Morreu de frio, ao relento, perto de uma árvore. E ainda assim morreu lorde. E não há poesia em dizer isso. Como alguém, maltrapilho, que morre de frio, pode ser lorde? Good Night era. E da melhor qualidade. Era um lorde às avessas, sem terno bem cortado, champanhe francês, charuto ou carro importado. Era um homem que ainda emocionava aquela gente rica, de pouca conversa com estranhos e quase sempre apressada do nobre Sudoeste.
O maltrapilho Good Night os fez pensar em si mesmos. E fez essa gente — dos que moram ali aos que trabalham na região — se render a um homem que andava com um cachorro vira-lata pelas ruas do bairro, esnobava no inglês e lia jornal achando que todas as notícias eram iguaizinhas. Good Night sabia o que dizia. Era um show. Morreu há um mês, enquanto dormia, naquela semana em que as madrugadas chegaram a registrar entre nove e 12 graus.
The Dog, como ele chamava o cão que o velou até fim, chorou. Foi difícil tirá-lo de junto do corpo do amigo. Mas, afinal, quem era este tal de Good Night? Pouco se sabe. E tudo que se sabe foi o que ele permitiu saber. Há pelo menos 14 anos, aquele homem chegou ali. Chegou do nada, vindo do nada. O bairro nobre começava. Good Night acampou na região. Junto, trouxe uma garrafa de cachaça e um jornal debaixo do braço — companheiros inseparáveis.
O jornal não servia de cobertor. Good Night o lia com interesse muito particular. Aos poucos, mesmo que a gente apressada não o visse, ele foi se chegando. Cumprimentava as pessoas, mesmo que a maioria não respondesse. Ria para elas, quando sentia vontade rir. E fez do bairro a última morada. A voz grossa e meio rouca, sua característica mais marcante, não combinava com aquele tipo mirradinho. Good Night não media mais que 1,60m.
O homem que bebia todo dia obrigou aquela gente a percebê-lo. Ele podia usar o banheiro dos prédios comerciais. Quando estava no auge dos devaneios etílicos, danava-se a falar inglês. E sacava, quando passava para cumprimentar as pessoas, suas frases de efeito: “Good Night, boys!” Ou, se era pela manhã: “Good morning, girls! I love you, girl!” Pedia licença, em inglês: “Excuse me”. E agradecia, quando lhe davam alguma coisa, também na língua do Tio Sam: “Thank you! God reward you!” (Deus lhe pague).
Não tardou para ser chamado de Good Night. E Good Night começou a quebrar o gelo daquela gente do nobre Sudoeste. Aos poucos, passou a ser visto com condescendência. Sua presença já não causava tanto incômodo. Nem medo. Nem estranheza. Nem ameaça. Quando estava sóbrio, geralmente só pela manhãs, era de poucas palavras. Quase mudo. Lia jornal, revista, o que chegasse às suas mãos, sempre dada pela caridade alheia. E ficava horas pensando. Good Night gostava de ficar com ele mesmo.
The Dog
O Sudoeste cresceu. Good Night continuou ali. A avenida comercial era toda sua — especificamente as quadras 102/302 e 103/303. O mendigo virou morador do bairro mais caro da terra de JK. E, creiam, o mais popular. O mais divertido. O mais verdadeiro. Caiu no gosto das pessoas. Good Night amoleceu corações. Chegaram outros moradores de rua. Ele tornou-se uma espécie de líder. Todos lhe obedeciam. Ele nunca permitiu desordem e confusão. Levou isso até o fim.
Há cinco anos, um cão vira-lata, feioso, de pelo vermelho, cheio de pulga, apareceu ali. Não se sabe como. Afeiçoou-se a Good Night. Ambos se adotaram. Um cuidou do outro. Um era a referência do outro. Lorde como era, Good Night batizou o animal. Chamou-o de The Dog. E, creiam de novo, ensinou o vira-lata a sorrir e cumprimentar as pessoas levantando a pata.
O cachorro logo aprendeu a elegância do dono. Só atravessava na faixa de pedestre. Não entrava nas lojas. Não fazia cocô perto da gente elegante. E nunca, nunca brigou na rua. Na madrugada em que Good Night morreu, The Dog cuidou dele até que os bombeiros chegassem. Lambia-o. Mexia para que ele levantasse dali. Hoje, vive com uma menina moradora de rua, que cuida dele porque prometeu isso a Good Night.
Good Night bebeu até o dia em que morreu. “Oito dias antes da morte, ele me disse que ia dar um tempo, que a bebida tava fazendo mal”, conta o cearense Antônio Aurismar Pimenta, 39 anos, o Mazinho, segurança do Edifício Rhodes Center 1, na comercial da 103 do Sudoeste. Ele trabalha na região há 14 anos. “Comecei como açougueiro. E, desde que vim pra cá, conheço o Good Night. Ele era uma pessoa muito boa, todo mundo gostava dele.”
Saudoso, Mazinho lembra as tiradas pitorescas de Good Night: “Ele gostava de falar umas coisas em inglês. Era inteligente, parecia ser estudado. Sempre beijava a mão da síndica e chamava ela de condessa. Nunca perturbou a vizinhança e ainda exigia que os outros moradores não perturbassem também. Ele era o xerife de todos eles”.
O porteiro Eliézio Cardeal, maranhense de 38 anos, há 13 naquele endereço, elogia o carisma que Good Night despertou nos moradores e na gente que trabalha na região: “Do rico do pobre, todo mundo gostava dele. Era inteligente. Falava de política melhor do que os políticos. E me explicava muita coisa. Vai fazer falta por aqui”.
Lenda urbana
Pouco se sabe de Good Night. Desconfia-se que ele seria carioca. Pelo sotaque cheio de ‘s’. Contam que ele teria parado na rua por conta de um acidente de carro, onde morreram a mulher e os dois filhos. Seria ele o motorista. Há quem tenha ouvido que ele teria sido funcionário da falida Encol. Que uma desilusão amorosa o levou às ruas. Que seria formado em direito. E que teria parentes no nobre Sudoeste, na 102.
Pouco importa o que Good Night teria sido. Ele foi o lorde do Sudoeste. Fez gente tão distante dele olhar pra ele. E isso já seria seu melhor currículo. “Ele falava umas línguas que eu não entendia”, espanta-se, até hoje, o lavador de carros Maikon Michel Santos, 21 anos.
E emenda: “Mas era humilde com as pessoas”. Na Confeitaria Monjolo, na 103, as funcionárias tinham ordem para dar um salgado pra ele. “A dona deixava. Ele era boa pessoa”, diz a caixa Cristiane Santos, 21 anos. Iolanda Lucena, 20, balconista da padaria Pães e Vinhos, tenta imaginar o que levou aquele homem a perder-se dele mesmo. “A gente percebia que teve uma condição boa na vida. Talvez sofreu uma decepção, teve depressão”.
No restaurante Nautilus, Good Night fez muitos amigos. E foi responsável por muitas gargalhadas.“Ele só não gostava de madames. Principalmente as peruas. Imitava todas elas e a gente morria de rir. Era uma graça”, lembra a atendente Elma Veloso, 25 anos. “Tinha gente que chamava ele para se sentar e conversar. Uma doutora que trabalha aqui fazia muito isso”, diz o garçom Fábio Bonfim, 18.
José Lucimar Ribeiro, 31 anos, também atendente, admirava a honestidade dele: “Ele nunca pedia nada. Quando pedia, era um real. E falava: ‘É pra comprar cachaça mesmo. Não é pra comida, não’. Ele nunca enganou ninguém”. Na tarde de ontem, Otalino Firmino, 63, morador da 304, soube da morte de Good Night no supermercado São Jorge. Levou um susto: “Caraca, ele morreu?”. Era uma figura. Ia comprar pão e a gente conversava”.
Good Night era tão Good Night que nunca aceitou ir para abrigo do governo. “Tentamos várias vezes, mas ele não aceitava”, conta a ex-diretora de serviços da Administração Regional do Sudoeste, Ivana Natividade, 46 anos, que cuidava do projeto Anjos da Noite. E elogia: “Ele tinha cultura, era diferente dos outros”.
Sentir-se gente
O dono do chique restaurante San Lorenzo, na 103, Carlos José de Moura, 47, tornou-se uma espécie de protetor de Good Night, um homem de 60 anos, cabelos brancos e pele clara castigada pelo sol do Planalto Central. “A maneira de se expressar dele me fez perceber que ele tinha conhecimento. A concordância verbal era perfeita.” Carlos procurou descobrir por que aquele homem havia parado na rua e se largado tanto. “Tentei resgatar o passado dele, mas ele me dizia que não gostava de falar disso. Talvez o mistério desse passado seja o início dessa fuga. Não quis mais entrar no mérito.”
Good Night contou a Carlos José que se chamava Frederico. Naquele dia, Fred — como os mais íntimos o chamavam — entrou no seu restaurante e comeu sempre que quis. “Uma vez, um playboy acusou o Fred de ter roubado o CD-player do carro dele. Foi lá, no saco de latinha que ele carregava, e chutou tudo. Eu me meti e disse que ele jamais teria feito aquilo. E não fez.”
Ao lado de Carlos José, Good Night sentiu-se forte. Encarou o playboy do Sudoeste e devolveu: “Você tá pensando que não conheço as leis que me protegem?” E continuou, cheio de si: “Vou agora ao seu carro, anotar a placa e dar pro meu advogado. Ele vai te procurar”. Dá-lhe, Good Night! O playboy? Saiu sem dizer mais nada. Envergonhou-se do papelão e vazou. “Naquele dia, ele me disse: ‘Você me fez eu sentir gente’. Nossa amizade nasceu ali.” Emocionado, o dono do restaurante badalado admite: “Só me arrependo de não ter resgatado a história dele”. E agradece: “Ele me ensinou que a vida tava sempre boa”.
E assim Good Night viveu. Encantou quem se deixou ser encantado. Fez piada de si mesmo. Riu dele e da hipocrisia dos muitos ricos. Ensinou The Dog a atravessar só na faixa, a não sujar o chão e a cumprimentar as pessoas. Bebeu todas. Fez uma gente olhar pra ele. E, numa madrugada, morreu de frio, ao lado do seu fiel companheiro, que chorou sua morte. Viva, Good Night!
God bless him (Deus o abençoe!)
Artigo
Artigo
Eu conheci um lorde
Moro no bairro onde as pessoas não gostam de falar com as pessoas. Um dia, na confeitaria Monjolo, um sábado à tarde, conversei com Good Night. Tomava café. Há muito o via, mas nunca havíamos conversado. Lia um jornal e ele chegou e me perguntou, com sua voz rouca e grave, se eu podia emprestar um pouco pra ele. Não estava bêbado. Convidei-o para se sentar. Ele estranhou. Não sentou, mas conversou em pé mesmo. Disse que as notícias eram muito iguais e que elas se repetiam. Good Ningth sabia o que dizia. Falou do calor. E contou que desejava ter asas para voar. Perguntei por quê? Ele riu e disse que asas levariam ele para muito longe. Insisti pra onde ele queria ir. Ele disse que era um lugar que não existia. E olhou distante.
The Dog, que eu só soube o nome apurando esta matéria, estava ao lado, ouvindo a conversa atentamente. Good Night não disse seu nome, não me perguntou o meu, leu o que quis, aceitou uma garrafa de água mineral, agradeceu e foi embora, chamando o fiel companheiro e pedindo pra ele “se comportar com classe”. Eu estive diante de um lorde.
Fonte: Correio Braziliense
Moradores de São Sebastião ainda não têm escrituras
São Sebastião é região administrativa há 16 anos, mas a cidade é como uma pessoa que não tem carteira de identidade nem CPF. Ninguém tem escritura. Um problemão, principalmente para os comerciantes.
A costureira Maria do Socorro de Oliveira divide o tempo entre as linhas e agulhas com a vassoura. Com tanta poeira acumulada, volta e meia ela precisa parar o trabalho para varrer. Há oito anos, ela aceitou a proposta do governo e abriu uma loja no Pró-DF de São Sebastião. Por enquanto, só teve dor de cabeça. “Já houve caso de me encomendarem toalha e saírem direto para a lavanderia. Eu morri de vergonha”, conta a costureira.
A falta de asfalto na região do Pró-DF não é o principal problema para os 790 comerciantes da cidade. O que eles mais esperam é pela escritura dos imóveis.
Os R$ 300 mil investidos para abrir o mercado novo ainda não deram retorno para o comerciante Marciano Martins. Sem a bendita escritura, ele nem pode pensar em empréstimos ou financiamentos para tentar atrair mais clientes. “Eu já pensei em desistir, em ir embora. Está difícil. Montamos aqui, depois eles prometeram, prometeram e não fizeram nada.”
Para o presidente da Associação Comercial de São Sebastião, Júnior Carvalho, que mora na cidade há 20 anos, a falta de escrituras impede a região de crescer. “Tem muito empresário que quer ampliar o negócio, gerar emprego e fica impossibilitado. Quando ele vai atrás de uma linha de crédito, é impedido pela falta garantia real, que é a escritura do imóvel”, detalha.
Não é só isso. Ninguém tem registro de imóveis em cartório. De acordo com o administrador de São Sebastião, Alan Valim, a regularização ainda vai demorar pelo menos um ano. “É o prazo mínimo que a empresa nos deu para poder fazer os estudos da cidade. A partir daí, tenho certeza que a comunidade vai estar mais satisfeita tendo a escritura dos lotes.”
O administrador explicou ainda que a regularização depende do estudo urbanístico que começa a ser feito mês que vem. Só depois se pode pensar no registro de imóveis.
Sabe aquela história de que alguma coisa só existe no papel? Em São Sebastião é o contrário: uma cidade que não existe no papel. Só existe na prática.
A falta de asfalto na região do Pró-DF não é o principal problema para os 790 comerciantes da cidade. O que eles mais esperam é pela escritura dos imóveis.
Os R$ 300 mil investidos para abrir o mercado novo ainda não deram retorno para o comerciante Marciano Martins. Sem a bendita escritura, ele nem pode pensar em empréstimos ou financiamentos para tentar atrair mais clientes. “Eu já pensei em desistir, em ir embora. Está difícil. Montamos aqui, depois eles prometeram, prometeram e não fizeram nada.”
Para o presidente da Associação Comercial de São Sebastião, Júnior Carvalho, que mora na cidade há 20 anos, a falta de escrituras impede a região de crescer. “Tem muito empresário que quer ampliar o negócio, gerar emprego e fica impossibilitado. Quando ele vai atrás de uma linha de crédito, é impedido pela falta garantia real, que é a escritura do imóvel”, detalha.
Não é só isso. Ninguém tem registro de imóveis em cartório. De acordo com o administrador de São Sebastião, Alan Valim, a regularização ainda vai demorar pelo menos um ano. “É o prazo mínimo que a empresa nos deu para poder fazer os estudos da cidade. A partir daí, tenho certeza que a comunidade vai estar mais satisfeita tendo a escritura dos lotes.”
O administrador explicou ainda que a regularização depende do estudo urbanístico que começa a ser feito mês que vem. Só depois se pode pensar no registro de imóveis.
Sabe aquela história de que alguma coisa só existe no papel? Em São Sebastião é o contrário: uma cidade que não existe no papel. Só existe na prática.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Expansão Urbana por Getúlio Francisco
A dificuldade em conseguir algum estudo preciso sobre a cidade de São Sebastião, provocou o interesse em fazer um trabalho mais voltado para essa região. A falta de informações sobre a cidade, a inconsistência dos documentos, artigos e/ou fotos e a dificuldade em se encontrar documentos sobre a história da cidade denuncia o descaso e o desinteresse pela preservação do patrimônio local. Outro fato é a localização da cidade, que constitui em um local tipicamente interiorano, não apresentando uma cidade caracterizada pelo crescimento em escala metrópole que Brasília está seguindo. Uma área bastante verde, de vales sinuosos e sua abundância em água que às vezes sangram em meio as suas ruas fazendo caracterizar como pequenas cidades do interior de Minas Gerais.
O trabalho visa mostrar, primeiramente através de um contexto histórico como surgiu a Região Administrativa de São Sebastião, relacionar sua pequena história destacando sua importância na construção da cidade de Brasília. Caracterizar o seu crescimento urbano até os dias de hoje. Através da criação da cidade de Brasília, posteriormente foram construídas as antigas cidades satélites que atuam hoje como regiões administrativas. Cada uma dessas satélites teve sua importância significativa na construção do sonho de Dom Bosco, a nova capital do Brasil. A antiga Agrovila São Sebastião, que ficou conhecida como cidade argila não poderia ficar de fora dessa história, pois teve uma contribuição bastante maciça para a construção da deste sonho.
São Sebastião, por está localizada dentro da Área de Proteção Ambiental do Rio São Bartolomeu, a caracteriza pela sua sensibilidade ambiental, que foi marcado pelo seu crescimento acelerado e desorganizado. Tendo como objeto de estudo o bairro Morro Azul, dividido nas duas quadras existentes, 11 e a 12, teve como pressuposto a caracterização do processo de ocupação da área e consequente o impacto gerado em cima das nascentes que aforam na região. A preocupação com a qualidade e a quantidade da água minada na região de São Sebastião. O crescimento do bairro foi responsável para a grande degradação ambiental, onde as casa foram construídas a base de improviso e rapidamente se consolidando em um núcleo urbano. Problema oriundo das ocupações urbanas fazem com que o bairro sofra até hoje com as questões ambientais, dificultando ainda mais o processo de regularização, que somente agora foi aprovado pela revisão do PDOT.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Defesa Civil afirma que rachaduras não foram causadas por asfalto
Após reportagem, Defesa Civil visitou as residências com rachaduras São Sebastião. Técnico diz que infiltração pode ter causado as fissuras. Outras ruas também estão sofrendo com o problema.
Ontem (9), a Redação Móvel mostrou que os moradores da rua 41A em São Sebastião estão preocupados com o aparecimento de rachaduras nas paredes e nos pisos após as obras de pavimentação. Nesta terça-feira (10) a Redação Móvel voltou à cidade para mostrar que o problema também afeta outras ruas.
Na rua 41, os moradores também estão tendo transtornos com as rachaduras. A professora Flávia Martins conta que as paredes de sua casa começaram a apresentar o problema quando o asfalto foi colocado. “A gente fica com medo de acontecer alguma coisa, de a casa cair”, explica.
De acordo com o engenheiro civil Moacir Bührer, as rachaduras podem ter sido causadas por um subdimensionamento de fundação das casas, que foram feitas sem cálculo estrutural. “[As casas] foram feitas por leigos que não tomaram esse cuidado”, explica.
Na casa de dona Maria, a estrutura está completamente abalada pelas rachaduras. “A estrutura está completamente fora das normas da ABNT. O solo não aguenta esse peso, uma parede está completamente solta, se tiver algum esforço, ela cai”, adianta o engenheiro.
Na casa do funcionário público Luiz Carlos Alves, a situação é semelhante e diversas paredes estão rachadas. Ele chegou a procurar a Defesa Civil em fevereiro deste ano, mas nada foi feito. “A casa mostrou uma outra realidade. Me parece que aqui foi feito algum aterro, que está sedimentando. Toda a parte de trás da casa está descendo”, explica o engenheiro Moacir.
Luiz conta que, após a reportagem do DFTV, a Defesa afirmou que ele deveria apresentar um laudo feito por um engenheiro especializado em solos e patologia estrutural. “Eles nunca vieram na minha residência fazer nenhum tipo de avaliação”, destaca Luiz.
De acordo com o engenheiro Moacir Bührer, a velocidade de aumento das fissuras indica a necessidade de uma medida radical nas ruas que sofrem com o problema. “Ou de aumento de fundação ou interdição”, explica.
O coronel Luiz Carlos Ribeiro da Defesa Civil conta que, de acordo com o código de edificações do DF, as residências particulares são de responsabilidade dos donos. “Obviamente se nós percebermos algum perigo iminente, nós iremos interditar porque a preservação da vida está em primeiro lugar”, afirma.
O coronel diz ainda que há indícios de que o asfalto não tem nada a ver com as rachaduras. “Isso é uma visão preliminar. Nós percebemos que, ao fundo das residências, há infiltrações aparentemente de esgoto”, explica, destacando que hoje de tarde a Caesb vai visitar o local com uma força tarefa para verificar as causas da rachadura.
Dois engenheiros da Defesa Civil também visitaram as casas afetadas pelas rachaduras e constataram o risco iminente de queda em um muro, que deve ser derrubado ainda hoje. “Para tomar uma atitude dessas, de interditar as residências, tenho que ter a certeza absoluta de que um perigo iminente e isso eu só vou ter à tarde”, conclui.
Acompanhe a reportagem
Kenzô Machida / Marcos Tavares
Reportagem exibida no DFTV 1ª Edição em 10/08/2010
Ontem (9), a Redação Móvel mostrou que os moradores da rua 41A em São Sebastião estão preocupados com o aparecimento de rachaduras nas paredes e nos pisos após as obras de pavimentação. Nesta terça-feira (10) a Redação Móvel voltou à cidade para mostrar que o problema também afeta outras ruas.
Na rua 41, os moradores também estão tendo transtornos com as rachaduras. A professora Flávia Martins conta que as paredes de sua casa começaram a apresentar o problema quando o asfalto foi colocado. “A gente fica com medo de acontecer alguma coisa, de a casa cair”, explica.
De acordo com o engenheiro civil Moacir Bührer, as rachaduras podem ter sido causadas por um subdimensionamento de fundação das casas, que foram feitas sem cálculo estrutural. “[As casas] foram feitas por leigos que não tomaram esse cuidado”, explica.
Na casa de dona Maria, a estrutura está completamente abalada pelas rachaduras. “A estrutura está completamente fora das normas da ABNT. O solo não aguenta esse peso, uma parede está completamente solta, se tiver algum esforço, ela cai”, adianta o engenheiro.
Na casa do funcionário público Luiz Carlos Alves, a situação é semelhante e diversas paredes estão rachadas. Ele chegou a procurar a Defesa Civil em fevereiro deste ano, mas nada foi feito. “A casa mostrou uma outra realidade. Me parece que aqui foi feito algum aterro, que está sedimentando. Toda a parte de trás da casa está descendo”, explica o engenheiro Moacir.
Luiz conta que, após a reportagem do DFTV, a Defesa afirmou que ele deveria apresentar um laudo feito por um engenheiro especializado em solos e patologia estrutural. “Eles nunca vieram na minha residência fazer nenhum tipo de avaliação”, destaca Luiz.
De acordo com o engenheiro Moacir Bührer, a velocidade de aumento das fissuras indica a necessidade de uma medida radical nas ruas que sofrem com o problema. “Ou de aumento de fundação ou interdição”, explica.
O coronel Luiz Carlos Ribeiro da Defesa Civil conta que, de acordo com o código de edificações do DF, as residências particulares são de responsabilidade dos donos. “Obviamente se nós percebermos algum perigo iminente, nós iremos interditar porque a preservação da vida está em primeiro lugar”, afirma.
O coronel diz ainda que há indícios de que o asfalto não tem nada a ver com as rachaduras. “Isso é uma visão preliminar. Nós percebemos que, ao fundo das residências, há infiltrações aparentemente de esgoto”, explica, destacando que hoje de tarde a Caesb vai visitar o local com uma força tarefa para verificar as causas da rachadura.
Dois engenheiros da Defesa Civil também visitaram as casas afetadas pelas rachaduras e constataram o risco iminente de queda em um muro, que deve ser derrubado ainda hoje. “Para tomar uma atitude dessas, de interditar as residências, tenho que ter a certeza absoluta de que um perigo iminente e isso eu só vou ter à tarde”, conclui.
Acompanhe a reportagem
Kenzô Machida / Marcos Tavares
Reportagem exibida no DFTV 1ª Edição em 10/08/2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Asfalto pode ter causado rachaduras em casas de São Sebastião
Em São Sebastião, moradores reclamam de rachaduras que surgiram após as obras de asfaltamento de rua
Rachaduras se espalham por residências e assustam moradores
Em São Sebastião, os moradores pediram a realização de uma obra, mas agora estão preocupados com o aparecimento de rachaduras nas paredes de casa. O vendedor Francisco Ferreira dos Santos mora em uma casa em São Sebastião desde 1993 e, nos últimos anos, viu que as rachaduras têm se multiplicado pelo local. “Até 2008, não teve problema nenhum. Após 2008, quando fizeram asfalto nessa rua, foi que aconteceu de aparecer as rachaduras”, relata.
A causa exata do problema nenhum morador sabe ao certo. Francisco conta que a Defesa Civil chegou até a interditar um pedaço da casa do vizinho por conta das rachaduras. “A Defesa Civil chegou aqui e condenou. Os moradores saíram e ele derrubou toda a estrutura que tinha aqui”, lembra. Na rua 41A, todas as casas estão com o mesmo problema. Alguns moradores ainda tentam passar cimento em cima e reparar o estrago, mas não adianta. Depois de um tempo, a parede volta a rachar. A impressão é que o terreno está cedendo, como em uma erosão, e as construções sofrem todo o tipo de danos.
A dona de casa Maria Barbosa está com medo, pois uma rachadura em sua casa cresce a cada dia. “Estava tudo direitinho, mas quando demos fé teve um estouro de água, eu acho que por conta da rachadura”, afirma. Na época das chuvas, o perigo aumenta ainda mais. Há cerca de um ano, todo o telhado de uma casa caiu. Ninguém se machucou e uma nova estrutura foi montada, mas os moradores têm medo de que um novo acidente aconteça quando voltar a chover.
À noite, os donos das casas escutam estalos no concreto e temem o pior. O funcionário público Luiz Carlos Alves já reclamou várias vezes na Defesa Civil e na administração de São Sebastião, mas nada foi feito. “Há poucas semanas, eu liguei para a administração de São Sebastião e disseram que o protocolo era muito antigo, vamos abrir um outro. E abriram outro número, tenho os números guardados. É bem difícil, né? O terreno cedendo e você morando num lugar que pode cair na sua cabeça”, conta.
De acordo com os moradores, as rachaduras são um problema antigo, que já chega a quase dois anos. E quase todas as casas da rua 41A estão sofrendo com o problema: em quartos, banheiros, cozinhas e também pelo piso. As rachaduras chegam a ter dois dedos de largura. Apesar de ser um problema grave e antigo, as autoridades ainda não estão cientes da situação. A Defesa Civil informou que não tem registros do caso, mas mandará uma equipe ainda nesta segunda-feira (9) para avaliar o risco. O administrador da cidade informou que desconhecia o assunto até a reportagem do DFTV informá-lo.
“Como nós não tínhamos conhecimento sobre o caso, nós solicitamos a ouvidoria local que fizesse um rastreamento das informações para que a gente pudesse localizar a falha. Porque nos recebemos as informações na ouvidoria local, que encaminha para a ouvidoria do GDF e esta, por sua vez, encaminha aos órgãos competentes. Estamos fazendo um levantamento para saber onde ocorreu a falha e corrigir”, explica o chefe de gabinete da Administração, Paulo Sérgio Sena. Sena garantiu que o administrador regional já se encaminhou para o Plano Piloto para se encontrar com os órgãos competentes. “Ele está se reunindo com a Novacap e Defesa Civil para tomar providências e resolver o caso o mais rápido possível”, destaca Sena.
Acompanhe a reportagem:
Reportagem exibida no
Albert Steinberger / Kenzô Machida / Emerson Soares / João Raimundo
Fonte: DFTV 1ª Edição
Rachaduras se espalham por residências e assustam moradores
Em São Sebastião, os moradores pediram a realização de uma obra, mas agora estão preocupados com o aparecimento de rachaduras nas paredes de casa. O vendedor Francisco Ferreira dos Santos mora em uma casa em São Sebastião desde 1993 e, nos últimos anos, viu que as rachaduras têm se multiplicado pelo local. “Até 2008, não teve problema nenhum. Após 2008, quando fizeram asfalto nessa rua, foi que aconteceu de aparecer as rachaduras”, relata.
A causa exata do problema nenhum morador sabe ao certo. Francisco conta que a Defesa Civil chegou até a interditar um pedaço da casa do vizinho por conta das rachaduras. “A Defesa Civil chegou aqui e condenou. Os moradores saíram e ele derrubou toda a estrutura que tinha aqui”, lembra. Na rua 41A, todas as casas estão com o mesmo problema. Alguns moradores ainda tentam passar cimento em cima e reparar o estrago, mas não adianta. Depois de um tempo, a parede volta a rachar. A impressão é que o terreno está cedendo, como em uma erosão, e as construções sofrem todo o tipo de danos.
A dona de casa Maria Barbosa está com medo, pois uma rachadura em sua casa cresce a cada dia. “Estava tudo direitinho, mas quando demos fé teve um estouro de água, eu acho que por conta da rachadura”, afirma. Na época das chuvas, o perigo aumenta ainda mais. Há cerca de um ano, todo o telhado de uma casa caiu. Ninguém se machucou e uma nova estrutura foi montada, mas os moradores têm medo de que um novo acidente aconteça quando voltar a chover.
À noite, os donos das casas escutam estalos no concreto e temem o pior. O funcionário público Luiz Carlos Alves já reclamou várias vezes na Defesa Civil e na administração de São Sebastião, mas nada foi feito. “Há poucas semanas, eu liguei para a administração de São Sebastião e disseram que o protocolo era muito antigo, vamos abrir um outro. E abriram outro número, tenho os números guardados. É bem difícil, né? O terreno cedendo e você morando num lugar que pode cair na sua cabeça”, conta.
De acordo com os moradores, as rachaduras são um problema antigo, que já chega a quase dois anos. E quase todas as casas da rua 41A estão sofrendo com o problema: em quartos, banheiros, cozinhas e também pelo piso. As rachaduras chegam a ter dois dedos de largura. Apesar de ser um problema grave e antigo, as autoridades ainda não estão cientes da situação. A Defesa Civil informou que não tem registros do caso, mas mandará uma equipe ainda nesta segunda-feira (9) para avaliar o risco. O administrador da cidade informou que desconhecia o assunto até a reportagem do DFTV informá-lo.
“Como nós não tínhamos conhecimento sobre o caso, nós solicitamos a ouvidoria local que fizesse um rastreamento das informações para que a gente pudesse localizar a falha. Porque nos recebemos as informações na ouvidoria local, que encaminha para a ouvidoria do GDF e esta, por sua vez, encaminha aos órgãos competentes. Estamos fazendo um levantamento para saber onde ocorreu a falha e corrigir”, explica o chefe de gabinete da Administração, Paulo Sérgio Sena. Sena garantiu que o administrador regional já se encaminhou para o Plano Piloto para se encontrar com os órgãos competentes. “Ele está se reunindo com a Novacap e Defesa Civil para tomar providências e resolver o caso o mais rápido possível”, destaca Sena.
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Reportagem exibida no
Albert Steinberger / Kenzô Machida / Emerson Soares / João Raimundo
Fonte: DFTV 1ª Edição
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Donos de empresas do Pró-DF tentam manter negócios em meio à poeira das ruas sem asfalto. Administração afirma que contrato vai ser feito para terminar as obras.
Sobrevivendo em meio à poeira. É assim, que empresários de São Sebastião tentam tocar os negócios. Uma das empresas, para se ter ideia da importância dos negócios, emprega 60 pessoas. Numa rua mal acabada, o coordenador de Logística Flávio Fernandes tenta trabalhar. “Chego em casa todo sujo. Todo mundo aqui corre o risco de ficar doente”, fala.
Na loja de mecânica, a poeira atrasa o serviço. “Quando a gente está fazendo um motor, temos que ficar tampando por causa da poeira. Não conseguimos trabalhar corretamente”, relata o dono da oficina, Geraldo Barbosa. A área do Pró-DFf em São Sebastião foi criada há 12 anos. Na época, os pequenos e médios empresários foram para o local com a promessa de receber incentivos e investimentos. Mas ainda estão sem escritura e as obras estão paradas.
Em vez de melhorias receberam 11 ruas sem asfalto e meio fio incompleto. A construtora, responsável pela obra, jogou cascalho, mas não terminou o serviço. “Eles simplesmente falavam que tinham que receber o restante de um dinheiro – R$ 4 milhões – para terminar o trabalho que estava sendo feito”, conta a líder comunitária Sebastiana Gaioso da Cruz.
Quem sonhava em ver o negócio crescer, agora luta contra a falta de clientes. “Os clientes não vêm por causa da poeira. Este é um lugar abandonado. Não tem como receber as pessoas, porque quem chega sai cheio de poeira”, acredita o empresário Joaquim Crispim. “A gente sofre por causa da poeira. Quando é época de chuva, é a lama que atrapalha. Como os clientes vão vir aqui?”, questiona a empresária Poliana Melissa Araújo.
A Administração de São Sebastião informou que, em 30 dias, vai ser feito um contrato aditivo entre a construtora, a Secretaria de Obras, Novacap e Terracap para terminar as obras no Pró-DF. A previsão é que em dois meses o asfalto chegue às ruas. O custo total da obra é de R$ 9 milhões.
Acompanhe o vídeo:
Marina Costa / Emerson Soares
Marina Costa / Emerson Soares
Reportagem exibida no dia 09 de julho de 2009
Fonte: DFTV1ª Edição
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Avenidas de São Sebastião são revitalizadas
A Administração Regional de São Sebastião iniciou nesta semana as obras de recapeamento das principais vias da cidade. A recuperação das avenidas era uma velha reivindicação da comunidade local. Esta etapa de obras incluirá a Avenida Central do Morro Azul, a Rua da Gameleira, a Avenida São Sebastião (da entrada do Morro da Cruz até o bairro São José), a Avenida Central do Bosque e a Rua da Escola, no Bairro Vila Nova. As obras beneficiarão principalmente os motoristas, que reclamavam das más condições do asfalto nas vias.
Segundo o administrador Alan Valim, o início das obras no mês de agosto tem como objetivo preparar a cidade para o período chuvoso, uma vez que na época das chuvas torna-se mais difícil executar esse tipo de reparo no asfalto. “Estamos atendendo a um anseio da comunidade”, explica Valim, que pede paciência aos moradores durante a execução das obras. “Pedimos a compreensão dos moradores para alguns transtornos que possam surgir, como a interdição das vias enquanto as máquinas estiverem trabalhando”.
O administrador destaca a necessidade de a comunidade contribuir respeitando a sinalização e não jogando água nas ruas durante o trabalho de recapeamento. Segundo Valim, a água é um dos principais fatores que contribuem para a degradação do asfalto. “A água que escorre pode danificar o novo asfalto que acabou de ser colocado. Para garantir a qualidade do serviço, pedimos para que os moradores compreendam antes de passar com o carro ou jogar água no local.”
Segundo Alan, todo o asfalto das vias será retirado e substituído por uma nova massa asfáltica. Para levar mais segurança aos moradores das regiões beneficiadas, a Administração Regional solicitou ao Departamento de Trânsito (Detran) a implantação de quebra-molas e faixas de pedestres nas vias recuperadas. As obras de recapeamento das vias são uma parceria entre a Administração Regional de São Sebastião e a Novacap.
Mais informações:
Veronica Soares/Ascom
9683- 0696
9977- 8333
3335- 9022
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A periferia do DF é retratada nas imagens do videoclipe Futebol Arte
Produzido em São Sebastião, no Distrito Federal, o videoclipe Futebol Arte, mostra os sonhos de milhares de jovens espalhados pelos campos de terra batida de todo Brasil, assim como a dura realidade que se faz presente.
O clipe é do grupo Imagem de Rua (Gonagas) e tem a participação de Gory (Química Perfeita)
