quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Voto Serra porque?

Voto no Serra, porque direitos humanos é para humanos direitos!

E se você perdeu o ínício do filme, veja aqui


Inscrições abertas para o curso de Inclusão Digital do CEPSS

Inclusão digital consiste na preparação dos indivíduos de uma sociedade para manuseio e entendimento da tecnologia da informação, de forma a simplificar as suas rotinas diárias, minimizando o tempo que, hoje, se torna cada vez mais precioso. Ser incluído digitalmente não é só saber operar um computador, receber e enviar e-mails, mas também utilizar a tecnologia como meio para melhorar as suas condições de vida. Conhecer o funcionamento dos processos que envolvem a tecnologia é importante e isto muitas vezes se torna um forte diferencial no mercado de trabalho.

Muitas vezes não nos damos conta de o quanto a tecnologia está crescendo e tomando o espaço em nossa volta: os celulares, os automóveis, a internet, a TV e diversas formas de relacionamentos com as instituições públicas e privadas, atualmente tudo está envolvendo a tecnologia da informação, e com o passar do tempo, a tendência é envolver muito mais processos, pois a informatização poupa tempo, apresenta baixo custo e melhora a integração. Promover cidadania através da inclusão Digital constitui uma das propostas do Centro de Educação Popular de São Sebastião.

Meta:
Promover um conhecimento prático e gerencial dos alunos mediante a exposição dos conceitos que permeiam o software livre, baseando-se no Debian, a partir de ferramentas como Open office Calc, Impress, Writer, Gnupaint. Expor o conhecimento de diversos assuntos, redes sociais, e-mails e tipos de acesso a internet, esclarecer dúvidas diversas sobre sistemas operacionais, aplicativos e etc.

Inscrições:
Os interessados podem se inscrever na secretaria do CEPSS, localizado na Quadra 29 Lote 21C, Bairro São José, (veja aqui o mapa) de segunda a sexta, das 08 às 17h e aos sábados, das 08 às 12:00h. Maiores informações poderão ser obtidas pelo telefone 3339-7460 ou pelo e-mail: contato@cepss.org.br .

Publico-alvo:
O Curso de Inclusão Digital é aberto a toda a comunidade de São Sebastião e Região. É necessário ter acima 12 anos e não há requisitos para iniciar o curso básico. O grande foco do curso é mostrar a grande importância da tecnologia como ferramenta de trabalho, além de aperfeiçoar os conhecimentos em tecnologia para melhor inserção das pessoas no mercado de trabalho. As aulas acontecem todos os sábados, das 08 às 12h. Participe!

Vagas limitadas!

Natanael Teles

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Tecearia - Por Francisco Neri

Por Franciso Neri

Um breve olhar de relance
E eis por cada canto
O surgir de um encanto
D´ alguém a cantar
Sem medo de errar
A vida presente
Sem medo de ter
O direito de ser
Cidadão consciente

Por todos os lados
Por inúmeras partes
Tecendo a sua arte
Despontam mil mentes
Em franca batalha
Quebrando correntes
Não fazendo caso
Da horda canalha

No vasto coração da cidade
Transborda o espírito da diversidade
Pulsa forte a vida multicultural
No encontro das artes, das tribos e tal

Filhos e filhas de fibra
Que nesta cidade-mãe
Tecem, entrelaçam, fortalecem
Fios de Arte e Cidadania
Cultura e Democracia
Swing e Melodia
Talento e vontade

Força e coragem
Sonhos e encantos
Fé e beleza
No imenso tecido
De uma grande teia
Que une pessoas numa grande ceia
Tecedores da suprema arte – Cidadãos
Da grande poesia da vida – Artesãos

Poetas, cantores e atores
Via música, ou dança
Teatro, grafite
Plantando esperança
Criando poesia ou serigrafia
Somando pra vida de educadores

Dos poucos encontros
Verdadeiras fontes
De conhecimento
Do ser e do estar
No presente mundo
Do sonhar a fundo

Tecendo e Aprendendo
Dançando e Cantando
Pulando e Brincando
Atuando, Informando
Assim se faz arte
Em toda e qualquer parte.

Francisco Neri é Licenciado em Língua Portugesa e educador do Centro de Educação Popular de São Sebastião - CEPSS e toda semana tem uma publicação no blog do Morro Azul

sábado, 23 de outubro de 2010

Compradores aguardam a entrega da casa própria

Famílias aguardam há meses a liberação dos imóveis no Condomínio Jardins Mangueiral. A ocupação das unidades está suspensa por suspeita de irregularidades na distribuição de lotes.

A autônoma Vera Lúcia Fernandes pagou no início deste ano a entrada de uma casa de 70 metros quadrados no novo bairro Jardim Mangueiral. Ela esperava receber as chaves em junho. As caixas da mudança e parte dos móveis novos estão na casa da sogra, a espera era para ser passageira. “Estou morando na casa da minha sogra, desde o início do ano. Minhas coisas estão todas embaladas, tudo dentro de caixa e encaixotada. Os móveis novos que eu comprei tudo na embalagem. E é assim que eu estou vivendo”, desabafa.

Vera sempre acompanhou o andamento da obra pela internet, que informa que casa está pronta desde setembro. Mas por recomendação do Ministério Público, que descobriu fraudes na distribuição de lotes, e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab) não pode entregar o imóvel. O novo bairro tem localização privilegiada, entre o Jardim Botânico e São Sebastião e deve receber cerca de 30 mil moradores. O projeto prevê a construção de oito mil casas e apartamentos numa área de 200 hectares.

A Codhab informou que não pode entregar as unidades prontas até concluir se houve irregularidades na escolha das famílias beneficiadas. De acordo com a assessoria da companhia, até o momento, nenhuma fraude foi descoberta. Uma força-tarefa terá mais 30 dias para analisar os processos das 420 famílias beneficiadas, entre elas a da autônoma Vera que, por enquanto, só vai poder ver a sua casa de longe.

Acompanhe a reportagem:


Albert Steinberger / Manoel Lenaldo

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

RESUMO DA ATUAL SITUAÇÃO DE SÃO SEBASTIÃO – RA XIV Outubro de 2010

São Sebastião se desenvolveu de forma exponencial nos últimos quatro anos. Muitas coisas foram conquistadas, porém, várias outras melhorias são necessárias para que a nossa população, dos 18 diferentes bairros tenha, de forma substancial, a qualidade de vida condizente com uma das principais cidades satélites da Capital da República. Os mais de 115.000 moradores da nossa cidade ainda não possuem um hospital, mesmo que a área já esteja destinada e o processo para dar início ao projeto já esteja em andamento, ainda não há previsão de quando vamos poder contar com uma unidade hospitalar completa.

Outra aspiração constante da nossa comunidade é o Registro Cartorial, cuja falta impede a emissão das escrituras, complicando a vida dos moradores e dos comerciantes locais. A empresa contratada, mediante licitação pública, para realizar os estudos urbanísticos, sociais e ambientais já está fazendo o levantamento para encaminhar as informações e, posteriormente, o GDF registrar os imóveis e diminuir a angústia das pessoas que convivem com esse problema. Além disso, com o advento do Mangueiral e do Jardim Botânico III, a principal via de acesso à cidade, a DF-463, está inadequada, causando transtornos a todos que chegam e deixam São Sebastião, principalmente, nos horários de pico.

A solução para o problema é a imediata duplicação da estrada permitindo a liberação do fluxo desses veículos. Existem dois equipamentos públicos de extrema importância para a cidade - a Vila Olímpica e a UPA - porém, mesmo com as obras concluídas, ainda não foram inauguradas, pois sofrem problemas na determinação do modelo de gestão. A primeira é importante para ações de fomento do esporte na cidade, ocupando o tempo ocioso dos jovens e diminuindo as ações destes em conflitos delituosos. Já a UPA poderia, mesmo que de forma paliativa, diminuir os problemas de atendimentos emergenciais em São Sebastião, já que poderia funcionar como um “mini” hospital. A oferta de moradia para as pessoas que ainda não tiveram acesso a esse direito constitucional, passa pela execução dos projetos dos bairros Crixá e Nacional. Essas áreas foram criadas recentemente com a aprovação do PDOT como regiões para a oferta de unidades habitacionais e foram determinadas como ARÍES (área de relevante interesse social), que tem por objetivo atender, por meio de programas habitacionais, as comunidades de baixa renda. O projeto urbanístico está em andamento na SEDUMA e CODHAB.

Apesar das atribuições da Secretaria de Agricultura acerca dos procedimentos relacionados com a área rural de São Sebastião, podemos listar alguns dos grandes benefícios procedentes dessa região para toda a nossa cidade: é a maior em produção de leite do Distrito Federal, uma das maiores na produção de grãos, possui 48.000 hectares de área, sendo considerada a segunda maior do DF, contando mais de 6.000 propriedades. Tem um potencial do ponto de vista ecológico e ambiental, dificilmente encontrado em nossas terras, onde poderia ser mais bem explorada, inclusive pelo Poder Público, como regiões de estudo e pesquisas com alunos das escolas públicas e particulares. Apesar dos esforços constantes e da recente aproximação do Estado com os produtores, a região carece de máquinas para a manutenção das estradas, por onde é escoada a produção e trafegam os ônibus do transporte coletivo e escolar. Além disso, é necessária a ampliação dos incentivos à produção, como a oferta de insumos, adubos e calcário, evitando assim a migração dos agricultores para a cidade por falta de condições de trabalho. A situação de cada bairro, em breves linhas e a meu ver, é a seguinte:

SÃO JOSÉ:
Um dos melhores bairros da cidade, conta com toda a infra-estrutura e urbanização completa. O local surgiu após a oferta de lotes, por meio de programas habitacionais, destinados a policiais militares. Possui um Centro de Ensino Fundamental e uma praça com vários equipamentos públicos. A comunidade dessa área é extremamente esclarecida e participativa, principalmente, pela atuação da Paróquia Santo Afonso, a segunda maior da cidade, onde freqüentam as principais lideranças locais. A principal reivindicação dos moradores é a imediata instalação do posto policial, já iniciado, na Avenida Central, entre os bairros São José e Vila Nova.

RESIDENCIAL OESTE:
É o maior bairro da cidade e mais desenvolvido do ponto de vista da regularização fundiária. Possui, em algumas quadras, Termo de Concessão de Uso, que permite, inclusive, financiamentos bancários para a aquisição de imóveis nessa região. Recentemente foi totalmente urbanizado com asfalto, drenagem pluvial, meios-fios e calçadas. Possui um centro de ensino médio, um centro de ensino fundamental, duas escolas classes, um centro de saúde, um posto policial, quadras poliesportivas, kits malhação, parques infantis. A principal reivindicação dos moradores é a melhoria da segurança, já que o bairro sofre com as intensas brigas entre gangues rivais que se digladiam nas ruas. Além disso, existem duas invasões nas quadras 204, conj. 10 e 303, conj. 06, que precisam de imediata intervenção do Estado, pois existem indícios de tráfico de drogas, além das baixas condições de saneamento básico no local.

RESIDENCIAL DO BOSQUE:
Um dos maiores bairros da cidade. Também conta com urbanização completa. Além disso, os moradores podem desfrutar de um Parque Ambiental recentemente revitalizado, porém, ainda não possui iluminação e segurança. Conta com um centro de ensino fundamental, um centro de saúde e um posto policial. A comunidade reivindica a intensificação no policiamento, a continuidade das demais etapas da revitalização do Parque do Bosque e melhorias no sistema de drenagem pluvial.

VILA NOVA:
Possui infra-estrutura, mas com alguns problemas de urbanização advindos da ocupação desordenada, como ruas pequenas e sem acesso. Conta com um centro de ensino fundamental. A maior exigência dos moradores é a ativação do posto policial (Vila Nova – São José), além da urbanização das Ruas 12 a 17, conhecida como expansão da Vila Nova, que está em Área de Proteção Ambiental, e, apesar de reconhecida pelo PDOT, como área passível de regularização, não conta com licença ambiental para o início das obras.

BELA VISTA:
Essa região possui uma área já urbanizada, consolidada e com toda a infra-estrutura, porém, existe uma parte chamada de expansão do Bela Vista, que se originou por meio de uma invasão, recentemente regularizada pelo PDOT, onde vivem aproximadamente oitocentas famílias. Conta com um centro de ensino fundamental e uma praça com vários equipamentos públicos, além de uma quadra poliesportiva em construção. A principal exigência dos moradores é a urbanização da expansão do Bela Vista (esgoto, asfalto, calçadas, iluminação pública e eletrificação das residências, essa última já iniciada). Outra grande expectativa dessa comunidade é a autorização para a emissão dos alvarás de construção, suspensa por conta da falta de projeto urbanístico (em fase de elaboração).

CENTRO:
Essa região é uma das mais antigas da cidade, e, por conta disso, sofre as conseqüências da ocupação sem projeto adequado. Porém, nos últimos anos, foram feitos implementos objetivando a correção desses problemas como readequação viária, sinalização de trânsito e melhorias na rede de drenagem pluvial. A Paróquia N. Senhora Aparecida está situada nessa área, sendo que vários dos pioneiros de São Sebastião residem ali. Possui um centro de ensino fundamental (CAIC), a Feira Permanente, a Unidade Mista de Saúde, o Fórum, EMATER, Restaurante Comunitário (construído pelo governador Roriz), campo de grama sintética, complexo esportivo da Quadra 01, posto policial. A principal reivindicação dos moradores e comerciantes é a melhoria no sistema de esgoto, principalmente por conta das dificuldades nos períodos de chuvas. Existem problemas na rede de drenagem pluvial, oferta de estacionamentos e má qualidade do asfalto em algumas áreas.

SETOR TRADICIONAL:
Assim como o Bairro Centro é também uma das mais antigas regiões da cidade e sofre com as mazelas do crescimento desordenado, como a falta de padronização dos lotes. Conta com um centro de ensino fundamental, unidades da CEB e CAESB. Os moradores dessa região sofrem com a carência da rede de drenagem pluvial, pois está em uma área baixa, principalmente, aqueles instalados nas ruas adjacentes à mata, sujeita ao acúmulo das águas da chuva. Mesmas reivindicações dos moradores do Centro.

JOÃO CÂNDIDO:
Inicialmente, era considerada uma área de condomínio, agora, faz parte do núcleo urbano já consolidado de São Sebastião. Fica em uma região argilosa, e por isso, sofre com os problemas advindos da penetração da argila do asfalto. Além disso, foi ocupado em uma área com várias minas d’água, o que dificulta a manutenção das ruas. Não possui sistema de drenagem pluvial e em algumas chácaras não tem rede de água, esgoto e rede de energia elétrica. Os moradores também reivindicam um posto policial, uma escola e um posto de saúde na região.

VILA DO BOA:
Uma das primeiras áreas a serem ocupadas em São Sebastião. Era considerada, inicialmente, como área rural, mas, com o advento do PDOT, passou a fazer parte da poligonal. Não possui projeto urbanístico e, por esse motivo, os moradores não podem construir. Recentemente foi executada obra de pavimentação em parte do bairro. Possui uma escola de educação infantil, unidades de saúde na família e quadra poliesportiva. Os moradores locais reivindicam a continuidade das obras de pavimentação, instalação da rede de esgoto, drenagem pluvial e posto policial.

SÃO BARTOLOMEU:
Assim como o Residencial Oeste, possui Termo de Concessão de Uso e, com isso, é um bairro avançado do ponto de vista da regularização. Conta com toda a infra-estrutura, além de hospedar um dos equipamentos públicos mais importantes da cidade: a Vila Olímpica. Possui, além disso, um centro de ensino fundamental, a Delegacia, o Ginásio, o Skate Park e o Galpão de Múltiplas Funções. A principal reclamação dos moradores é acerca da demora da inauguração da Vila Olímpica, que segue a aspiração de toda comunidade da cidade. Além disso, a população local pede a instalação de um posto policial na região.

MORRO AZUL:
Também foi uma das primeiras áreas a serem ocupadas na cidade. Conta com urbanização na maior parte do bairro, porém, falta intra-estrutura na Quadra 12 (recentemente incluída no PDOT). É uma região com grande potencial e problemas ambientais, por conta da vasta quantidade de nascentes. Muitas áreas do Bairro foram ocupadas próximas a essas minas d’água, e traz diversos problemas com os órgãos de proteção do meio ambiente. Também foi ocupado de forma desordenada, o que dificulta a construção de equipamentos públicos comunitários. As principais carências dessa comunidade são: melhorias no sistema de drenagem pluvial, construção de parques, kits malhação, posto policial e, principalmente, a urbanização da Quadra 12 do Morro Azul.

SÃO GABRIEL (Vila Vitória e Del Rey):
Inicialmente, era considerada área de condomínios, mas o texto do PDOT incluiu a região como núcleo urbano de São Sebastião. Também não possui projeto urbanístico e carece de obras de infra-estrutura. O principal anseio dos moradores locais é a instalação da rede de energia elétrica (em andamento), da rede de esgoto e do asfalto.

RESIDENCIAL VITÓRIA:
Foi iniciado com o parcelamento irregular do solo, mas foi incluída no PDOT como área passível de regularização. Não possui projeto urbanístico, porém, recentemente foi instalada a rede de energia elétrica e iluminação pública. Os moradores locais solicitam a imediata liberação das construções, a instalação da rede de esgoto e a pavimentação da região.

MORRO DA CRUZ:
Considerada pela SEDUMA como área rural, possui lotes com mais de 01 hectare e lotes menores, por esse motivo deve respeitar a legislação pertinente. Porém, o PDOT reconhece como área urbana. Os moradores reivindicam a pavimentação de 1,8 km da principal Avenida da localidade, que conta com um grande fluxo de veículos durante todo o dia, além da autorização para as construções. Não possui projeto urbanístico.

ITAIPU:
Inicialmente também fazia parte da região dos condomínios. Após o PDOT, passou a constar como núcleo urbano de São Sebastião. Não possui projeto urbanístico. Recentemente foi iniciado o processo de instalação da rede de água potável na região, antiga reivindicação dos moradores. A região fica um pouco distante do centro da cidade, com isso, carece de equipamentos públicos e policiamento constante. As principais reclamações dos moradores são: a instalação da rede de esgoto e continuidade da rede de água, regularização e autorização para a emissão do alvará de construção, iluminação pública, posto policial.

BONSUCESSO (Pró-DF):
É a área de desenvolvimento econômico de São Sebastião. A única região eminentemente comercial. Recentemente foi totalmente urbanizada (asfalto, drenagem pluvial e meio-fio), além de ações que tornaram possível a emissão do Alvará de Funcionamento, suspenso há mais de sete anos. Porém, convive com um sério problema de regularização fundiária e invasões que complicam, muitas vezes, a continuidade das atividades comerciais. Os empresários locais reivindicam a imediata solução para o problema fundiário e a liberação das cartas-consultas entregues à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, para a solução de diversos problemas, além da remoção dos moradores que invadiram a área. Apesar ter as obras de infra-estrutura praticamente concluídas, falta iluminação pública e equipamentos públicos comunitários.

SÃO FRANCISCO:
O local conta com toda a infra-estrutura, com exceção da rede de drenagem pluvial, antiga reivindicação dos moradores. Possui ainda, um centro de ensino médio e um complexo de lazer com ginásio, parque infantil, kit malhação e campo de futebol de terra com dimensões oficiais, iluminado com holofotes de alto alcance. O principal anseio dos moradores do bairro São Francisco é a instalação da rede de drenagem pluvial e a ativação de um posto policial.

JARDINS MANGUEIRAL: Em fase de implantação.

Por: Alan Valim, Administrador Regional de São Sebastião.
Disponível em: SS NEWS Novas de São Sebastião

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Porque eu voto Serra?


"Chega de negro vagabundo na universidade.  Eu voto Serra, porque voto Weslian"

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O (a)mar ao longe - Por Francisco Neri

Fria solidão silenciosa

Mar distante, agitado
Coração pulsante, solitário
Teu amor ausente
E de repente
Ouço batidas cá e lá
Aqui, meu coração que extravasa dor
Lá, as ondas que rebentam no mar.
Sem dó.

Nas baladas da paixão
Sempre ouço uma canção
Que insiste em me contar
Que um dia irás me amar.

Seja hoje
Seja amanhã
Até o último segundo de eternidade
Pois que o amor não tem idade,
Guardarei o maior do melhor que há em mim
Por eras e séculos do sem fim
Cultivarei o nosso- amor
Como se cuida de uma flor.
Tu já és parte de mim
Desde o princípio até meu fim.
Teus olhos ainda estão nos meus
Olhos que nunca te deram adeus
Ó Musa-noite de céu estrelado
Companheira deste vã enamorado
Levai meu pensamento a Ela
Que o amor é bom e espera.

Quero tê-la diante dos meus olhos
Como se fora a primeira vez que a vi
Quando no seu olhar me perdi
Quero sentir o frescor da pele morena
O suave e perfumado hálito
O sabor do beijo doce e demorado
O calor do abraço quente e apertado
Quero perder-me em seus braços.

Ó musa encantada e bela
Por que insiste em separar-me Dela?!
Trazei-a aos meus braços
Antes que finde o outono de março!
Morra eu de tanto assim amar
Pois nesta vida não há
Coisa mais que eu faça
Que não seja cuidar desse amor
Como humilde e fiel pastor.

E se há vida após a morte
Espero então ter a sorte
De viver a eterna paixão
Ao lado deste bem-querer
Que transcende a razão
E as leis do coração.

Se se morrer de amor
Tão sublime será a morte
Que morrerei contente e feliz,
Por ter tirado, na vida, tão grande sorte.
O destino a colocou no meu
Universo que já é parte do seu
Portanto, queira Ela ou não,
Já habita este vasto coração.

Francisco Neri é Licenciado em Letras e educador do Centro de Educação Popular de São Sebastião-CEPSS e toda semana tem uma publicação aqui no blog do Morro Azul

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Moradores de São Sebastião estão preocupados com as nascentes

São Sebastião é uma cidade famosa pela quantidade de nascentes que possui. Só que os próprios moradores estão descuidando dessa riqueza natural. Maria Limpa fez questão de conferir de perto!

Getúlio conversa com Maria Limpa

Os moradores mais conscientes de São Sebastião chamaram a Maria Limpa para uma visita na cidade. Estão preocupados com o futuro das nascentes. Muitas pessoas estão cada vez mais deixando lixo e sujeira. E como se não bastasse, ainda põe fogo no mato em volta.  No bairro Morro Azul, em São Sebastião, a cor do córrego não tem mais nada de azul! É muita sujeira. E dando uma volta pelo bairro, Maria Limpa pode testemunhar onde realmente o lixo começa: na consciência de cada um. Ou seja, nos péssimos hábitos dos moradores.

“Maria Limpa, eu gostaria muito que esta nascente voltasse a ser útil para a nossa comunidade. Do mesmo jeito que era no passado, quando a gente a usava para todos os serviços da nossa casa. Mas agora não tem como utilizá-la por causa da sujeira”, diz uma moradora. Com as autoridades problema resolvido. Maria Limpa chamou e a limpeza foi feita. E no Bom Dia DF desta quinta-feira, dia 23, foi feito um anúncio. “O administrador de São Sebastião já entrou em contato solicitando a nossa presença, e o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) vai fazer essa parceria, cadastrando as nascentes. E ainda vamos tentar fazer uma parceria com a comunidade em prol da recuperação dessas áreas”, afirma a coordenadora do Adote uma Nascente do IBRAM Vandete Inês Maldaner.

Mas não adianta só um lado se mexer. É preciso a dedicação de todos, com atitudes, a favor do meio ambiente, com a ajuda da própria consciência!

Falando nisso...

Um pouco abaixo da nascente que acabamos de mostrar existe outra que foi adotada por uma moradora do bairro Morro Azul. É que a região é rica em nascentes. São Sebastião contribui com 15% do abastecimento de água de poços artesianos do DF.  “Quando eu cheguei, a nascente era toda suja, Maria Limpa. Mas resolvi cuidar dela, em razão da importância da água, do valor dessa nascente para esta comunidade. Tinha vários tipos de doenças, mas estou tentando recuperá-la. Dessa nascente pequena, estou construindo vários lagos”, conta a dona de casa Conceição de Santana.

Conceição começou o trabalho de limpeza há dois meses. “Eu consegui retirar daqui vários caminhões de lixos, como cama, colchões, vasos sanitários, panelas, sapatos e muitos outros”, diz. “A nascente servia para aglomerar ratos e sujeira. Mas, graças a nossa amiga, a moradora Conceição teve coragem. Eu não tenho a coragem que ela tem”, afirma a vendedora Maria Edite de Araújo.  Mas para ter coragem não precisa muito. Conceição misturou sensibilidade e amor à natureza. “Hoje a água corre facilmente. Maria Limpa, aqui eu capinei e plantei o meu jardim. E quero fazer muito mais para ficar um lugar bonito e agradável”, comemora Conceição de Santana.

“Eu tiro o chapéu para ela, que é uma guerreira. Ela fez isso aqui, posso até dizer que tudo sozinha”, revela Maria Edite. É, mas ela não quer continuar sozinha. Conceição quer a ajuda de quem mora longe. “Preciso de mudas de plantas e quero pedir doações de plantas para que quem queira doar”. E também quer a ajuda de quem está ali por perto. “Maria Limpa espero que esse meu trabalho sirva de exemplo para outras pessoas. Cuidar do meio ambiente e da água, já que ela é muito importante para todos nós”, enfatiza a dona de casa.

Serviço:
Como a Conceição, você pode adotar uma nascente. É só ligar para o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), no telefone: 3321-3472.

Participe!
Se a rua, bairro ou cidade onde você mora tem problemas com o lixo, mande uma mensagem para o Bom Dia DF ou para o DFTV 1ª Edição. A sua sugestão pode servir de pauta para a próxima reportagem. E com a participação da Maria Limpa, claro! Para deixar o seu recado acesse o formulário “Fale Conosco” e, no campo “Qual o assunto”, escolha a opção “Sugestão para Maria Limpa”. Aguardamos a sua mensagem.

Sônia Campos / Rafael Sobrinho

Acompanhe a reportagem

Reportagem exibida no dia 23/07/2009 no Bom Dia DF e DFTV 1ª Edição

15 de outubro - Dia do Professor

A todos os  professores... PARABÉNS


glitters


....mesmo através dos tempos há quem diga que esse profissional não mude...



Abaixo o novo perfil do Professor... para pensar...


III Encontro de Culturas de São Sebastião


ATENÇÃO

MUDANÇA DO LOCAL DO

EVENTO


Residencial Oeste, próximo à Escola Classe 303



SHOW DE ENCERRAMENTO DO PROJETO III ENCONTRO DE CULTURAS DE SÃO SEBASTIÃO




quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mineiro aprendeu a ler aos 16 anos e hoje mantém programa de alfabetização

Elias Silva, criador do projeto Casa de Paulo Freire,passou muita fome com a família ao chegar à capital, mas venceu.E lembra: "Eu via as crianças indo à
escola e pensava: alguma coisa boa tem lá"
A Rodoviária do Plano Piloto foi a casa de Elias Silva. Durante uma semana, ele morou com a mãe, Maria, e seis irmãos no local que serve apenas como passagem para milhares de pessoas. Eram homens, mulheres e crianças, em um ir e vir sem fim. Assim como outras, a família de Elias não ia embora.
Mesmo com fome, mendigar não se fazia uma opção. Era 1971, ano de seca cruel em Januária, Minas Gerais, de onde vieram os Silvas. Havia apenas uma esperança de sobrevivência. Ela se chamava Brasília. Hoje, aos 44 anos, quase 40 anos depois, Elias — que se alfabetizou aos 16 — é o criador do projeto Casa de Paulo Freire, em São Sebastião.

Ensina idosos e adultos a ler e a escrever, sem cobrar nada. Mais de 2 mil pessoas saíram da escuridão da falta de conhecimento. Aprenderam a decifrar a vida por meio da escrita e da leitura com os ensinamentos de Elias.

A história do educador, porém, começou distante daqui. Em 22 de maio de 1966, à meia-noite, Elias nasceu. Veio ao mundo como filho de um marceneiro, João, com a lavradora Maria. O casal era semialfabetizado. “Sem o consentimento da minha mãe, meu pai adotou uma política: a filha mais velha cuidava dos irmãos mais novos enquanto esses não completassem a idade de trabalhar na roça, 5 anos. Nada de escola: a enxada era nosso lápis e o chão, nosso caderno”, lembrou Elias.

A vida piorou ainda mais quando o pai abandonou a família. “A seca castigou a cidade. Não tinha mais vegetação. Um dia acordei e vi minha mãe chorando. Meu pai não estava mais lá. Ficamos nós e os sacos de arroz, milho e farinha da safra passada. Minha mãe não aguentava ver os vizinhos passando fome e dividia o pouco que tínhamos com eles. Tivemos que vender nossa casa. Mas o dinheiro só deu para pagar as dívidas. O novo dono nos deu 30 dias para sair de lá”, relatou Elias, com os olhos cheios d´água.

Retirante
Maria queria tirar os filhos do pesadelo. Veio sozinha a Brasília para conseguir trabalho, mesmo sem ter onde morar. “Eu vou, mas volto logo para buscar vocês. Conforme o alimento for acabando, façam o revezamento”, ordenou a mãe. O revezamento era assim: dividiam-se os alimentos pelos dias do mês. Se a quantidade de comida durasse 20 dias, os outros 10 seriam de fome.


Alfabetizandos na sala de aula criada por Elias: a ideia deu frutos e,
em breve, uma unidade será inaugurada em Ceilândia

Para isso não acontecer, as alternativas eram: comer dia sim, dia não. Os mais velhos deviam abrir mão do alimento para os mais novos comerem. “Foram oito dias de fome. No primeiro dia, você sente uma dor terrível no estômago. Depois, essa dor triplica. Você sente calafrios, a boca seca, a vista escurece. No quarto dia, a dor vai passando lentamente. Você perde os reflexos. Começa a ver miragens. Não sente mais a língua na boca. É a morte chegando.”


A mãe só conseguiu voltar um mês depois. Encontrou os filhos quase mortos. Elias precisou ser internado. Depois, seguiram para Brasília. “Eu nunca tinha andado de ônibus, nem meus irmãos. Nunca tinha ido à cidade, nem visto um carro. Meu coração batia muito forte”, lembrou. No momento da partida rumo à capital, Elias começava a reescrever o próprio destino.

Viveu uma via-crúcis particular. “Chegamos em 23 de dezembro, à noite. A cidade iluminada pelas luzes de Natal nunca saiu de minha memória. Confesso que a claridade mais forte que eu conhecia era de lamparina. Quando vi aquela quantidade de luz, antecipei a frase de Renato Russo: ‘Meu Deus, mas que cidade linda’. Os letreiros do Conjunto Nacional me deixaram fascinado”.

Desabrigados
Mas a alegria durou pouco. “Meu irmão de 14 anos conseguiu emprego em uma fazenda. Nós poderíamos morar lá. Só por isso minha mãe buscou os filhos. Mas quando chegamos, o dono da fazenda mudou de ideia. Disse que era criança demais. Assim, fomos para a Rodoviária.” Lá, a mãe de Elias, Maria, conheceu um grupo de retirantes na mesma situação.

“Minha mãe chorava muito, eu ficava inconformado. Um dia, escondido, eu saí para pedir comida com o pessoal. Uma senhora de olhos azuis me atendeu. Fiquei nervoso, com fome, desmaiei. A mulher era médica. Me deu roupa e sapatos do filho dela para calçar. Me levou para casa. Deu emprego para minha mãe. Dona Marília mudou nossas vidas.”

Elias, aos 8 anos, começou a tomar conta do jardim da casa de dona Marília. “Um dia ela perguntou o que gostaria de ganhar como presente de Natal. Eu nem sabia o que era Natal, respondi que queria um carrinho de mão, ela achou estranho. Mas eu queria trabalhar.” Com o carrinho, Elias fazia frete na feira, melhorava o jardim e catava estrume no cerrado para fazer adubo. “Mas eu via crianças indo à escola e pensava: alguma coisa boa tem lá.”

Vitória
Somente em 1982, aos 16 anos, Elias pisou em uma escola pela primeira vez. Alfabetizou-se em um colégio público do Guará. Depois de aprender a ler e a escrever e começar um supletivo, Elias decidiu ensinar aos idosos na própria casa. “Eu queria que as pessoas experimentassem o mesmo que eu.” Um amigo soube da iniciativa e presenteou Elias com um livro de Paulo Freire, chamado Pedagogia do oprimido. “Toda a minha história estava ali. O livro mudou a minha vida. Falava algo assim: ‘O oprimido hospeda em si o opressor. A única forma de expelir isso de você é o conhecimento’”.Desde então, Elias e a esposa, Herlis, dedicam-se a levar conhecimento para idosos e adultos, em São Sebastião.

As aulas ocorrem na garagem de casa, das 19h às 21h. O método é o construtivismo. “Aluno e professor devem construir alguma coisa nova. A bagagem cultural de quem estuda é levada em consideração. Ler e escrever é um detalhe, o mais importante é a mudança de consciência”, avalia. Em março, Elias concluiu o curso superior de pedagogia, graças a uma bolsa de estudos. Agora, segue rumo à pós-graduação. Ele não para, o conhecimento também não. Em breve, uma unidade da Casa de Paulo Freire será inaugurada em Ceilândia.

Disponível em: Correio Braziliense do dia 10/10/2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Coren-DF participa de reunião sobre Unidade Mista de São Sebastião

Com o objetivo de tratar sobre a implantação das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) de São Sebastião , a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, na pessoa da secretária Fabíola Nunes, convocou a comunidade local para uma reunião, na SES/DF.

A convite do Conselho de Saúde de São Sebastião, além de profissionais que atuam na área e de representantes da comunidade, também participaram do momento o Conselho Federal de Enfermagem, representado pelo assessor jurídico, Dr. Luiz Gustavo Muglia, e o Coren-DF, com a presença da vice-presidente, Dra. Laudelina de Assis Marques.
Segundo a secretária, a reunião foi marcada para consultar a comunidade sobre as medidas que a SES pretende adotar a fim de iniciar o funcionamento da UPA de São Sebastião. O prédio já está pronto, mas ainda encontra-se sem funcionamento, em decorrência de irregularidades no contrato com a empresa terceirizada, pelo GDF, que faria a gestão da Unidade.

Assim, era intenção da Secretaria transferir o pronto-socorro da Unidade Mista de São Sebastião para o prédio da UPA e utilizar a estrutura onde hoje funciona a Unidade Mista para a implantação de um CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). No entanto, para a comunidade, isso implicaria o fim da Casa de Parto do local, uma vez que seus profissionais, incluindo os pediatras, seriam remanejados para a Unidade de Pronto Atendimento.

“Não aceitamos essas medidas, por conta dos desdobramentos futuros. O que já está ruim, ficaria muito pior. Com certeza, o atendimento na Unidade Mista seria prejudicado”, ressalta Vilson Mesquita, presidente do Conselho de Saúde de São Sebastião, ao explicar que a comunidade teria muito a perder, uma vez que a UPA não funcionaria plenamente (com clínica médica, pediatria, ortopedia e odontologia). Para ele, antes de medidas como essa, a SES/DF deve investir melhorias na estrutura que já existe, sem comprometer o funcionamento da Casa de Parto de São Sebastião.

Foi decidido, portanto, junto à Secretaria que não haverá modificações desse aspecto no local. E que as discussões sobre a implantação da UPA e da CAPS serão retomadas apenas na próxima gestão do GDF, quando as questões eleitorais, que limitam muitas ações do Governo, não impedirão, por exemplo, contratações e transferências de profissionais.

Fonte: Coren-DF

Um convite à leitura - Por Francisco Neri




Por Francisco Neri

Atualmente vivemos numa era profundamente marcada pela coexistência dos mais modernos meios de comunicação – a chamada era digital e sua aparelhagem eletrônica – algo sem precedentes na história. E ao que tudo indica, a leitura vem, literalmente, perdendo o seu prazeroso “espaço” em nossos hábitos cotidianos. Num país em que a mídia eletrônica está presente na maior parte dos lares brasileiros - entre classes sociais as mais diversas - o computador, a internet, o celular e uma gama de produtos e serviços, além de uma série de aparatos e inovações tecnológicas à disposição da informação e da comunicação (nascidos à luz do passado e do atual século), vem facilitando bastante a vida de muitos brasileiros e ainda oferecem comodidade, entretenimento e lazer aos seus diversos usuários.

Diante de tantas opções disponíveis, torna-se realmente uma competição desleal e quase mesmo uma missão tentar resgatar as “ovelhas desgarradas” para o universo da leitura e despertar nelas a suma importância de tal prática social. E ainda mais quando estamos num país que não foge à tônica de que tal hábito por aqui ainda é um privilégio de alguns poucos, principalmente em se tratando de jovens e adolescentes. E não se trata de uma questão econômica ou social, mas de uma verdadeira praga do nosso universo cultural. A universalização do livro parece não ter atingido o seu principal objetivo: disseminar conhecimento a partir da expansão do número de leitores mundo a fora.

Como explicar o fato de um adolescente conseguir permanecer doze horas ininterruptas vidrado em um computador, fazendo mil e uma coisas, e o fato de o mesmo não suportar nem ao menos meia hora tentando ler um livro? Serão apenas os gostos, os recursos audiovisuais? O que o faz passar tanto tempo em frente a uma televisão? Mais uma vez, parece que o diferencial é mesmo a ausência de bons hábitos, resultantes do não-direcionamento dos pais. Ler é um hábito, assim como o de se levantar todo dia, escovar os dentes, tomar café. Quem não cultiva, não tem. E não basta apenas ler. E não adianta dizer que basta saber ler e está tudo resolvido. Engana-se quem achar que o problema seja tão simples como possa parecer. Não é por menos que o Brasil conta com a triste marca de mais de 14 milhões de analfabetos, e neste rol se encontram ainda aqueles considerados analfabetos funcionais, isto é, os que leem, mas são incapazes de interpretar enunciados, muitas vezes simples, e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas, o que dificulta o seu desenvolvimento pessoal e profissional (Censo IBGE 2010).

A escrita e a leitura constituem as duas faces de uma mesma moeda. São interdependentes e complementares entre si. Poucos ou quase ninguém defende a idéia de que devemos viver em um mundo livre das influências tecnológicas, até porque seria muito complicado, mas a questão é que, torna-se essencial conciliar nossa vida com as atividades de estudo. E para isso, é essencial uma re-educação dos modos e da melhor maneira pela qual podemos desfrutar o nosso tempo. É preciso aprender a aprender.

A nossa literatura é rica e diversificada e bons exemplos estão ai a perder de vista. Escritores renomados como Machado, Lima Barreto, Drummond, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Cecília Meireles e inúmeros outros nos deixaram um vasto legado literário e um grande exemplo do real valor que a leitura pode representar em nossas vidas e como a mesma pode nos transformar em pessoas incríveis, sonhadoras, apaixonadas, expansivas, e ainda mais que isso, em pessoas autônomas e críticas. Vale aqui o lema de que é de pequeno que se aprende.

Há que se reconhecer que o sentido primordial da leitura não reside apenas no ato de se ler livros, revistas ou jornais. É bem mais que tudo isso. Ler pode ser compreendido como uma maneira particular de entender, participar e interagir com as pessoas e o mundo. É uma maneira alternativa de entrar em contato com novas ideias e conceitos, novas formas de pensamento, e a partir de tais descobertas, podemos construir nossas próprias concepções, nossa visão de mundo. Ler é, sobretudo, a via mais imediata de acesso ao conhecimento.

Em última análise, ler é o constante percorrer da ponte que nos leva ao encontro do nosso próprio ser, o nosso próprio eu. É o que ocorre, por exemplo, quando há uma interação entre leitor e texto. Quando nos aventuramos pelas páginas escritas e nos colocamos no lugar de quem nos conta ou vive uma história qualquer, no intuito de nos espelharmos nela, mesmo que seja real ou fictícia, podemos dizer que adentramos no fantástico universo literário. E vale lembrar o rifão que diz que quantidade nem sempre é sinônimo de qualidade.

Nestes tempos pós-modernos, o ato de ler ainda é tão essencial quanto já foi no passado e certamente também o será muito mais no futuro, e os assíduos leitores de hoje têm motivos de sobra para cultivar e incentivar esta deliciosa prática entre nós, pois uma vez fascinados pelo mundo da leitura, jamais se desprenderão do mesmo, jamais serão os mesmos. A leitura nos transforma, nos modela. Felizmente, ela tem este magnífico poder transformador, não apenas de mentes, mas principalmente de atitudes e ações. É ler para comprovar e se deleitar.

Participamos da vida social de várias maneiras e lendo é certamente uma delas, senão a principal. Cabe ressaltar ainda que o papel da leitura em nossas vidas, quando bem dimensionado e valorizado, faz do costume uma prática saudável, prazerosa e significativa, o que conduz a formação elevada do nosso gosto literário, estético e da sensibilidade, tanto para sentir quanto para entender o vasto e múltiplo mundo no qual vivemos. É poder contemplar a existência inteirinha com olhos e a espontaneidade de uma criança. Finalmente, “aprender a ler significa também aprender a ler o mundo, dar sentido a ele e a nossa própria existência - o porquê de estarmos aqui hoje, de sermos quem somos e o que ainda viremos a ser algum dia.

Francisco Neri é Licenciado em Letras e educador do Centro de Educação Popular de São Sebastião-CEPSS e toda semana tem uma publicação no blog do Morro Azul

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Entidades administrarão novas Vilas Olímpicas

Chamamento para as entidades interessadas na operacionalização de mais duas unidades foi publicado no Diário Oficial. Vice-governadora Ivelise Longhi, que coordena o Comitê de Acompanhamento, Controle e Monitoramento de Obras, visitou a Vila Olímpica do setor P Norte



As organizações sociais interessadas em administrar as Vilas Olímpicas de São Sebastião e do Parque da Vaquejada, em Ceilândia, têm até o dia 18 de outubro para se inscreverem para o processo de seleção. O Chamamento Público nº 1, para escolher a entidade gestora de cada um dos centros esportivos, foi publicado no Diário Oficial do DF da última terça-feira (5). Está é a última etapa a ser cumprida para que essas duas Vilas Olímpicas possam iniciar suas atividades. Os editais nº 001/2010 (São Sebastião) e nº 002/2010 (Parque da Vaquejada) podem ser retirados na Secretaria de Esporte, mesmo local onde serão entregues as propostas. A secretaria funciona no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (ala sul, térreo, Setor de Divulgação Cultural, Eixo Monumental).

De acordo com a vice-governadora Ivelise Longhi, o Comitê de Acompanhamento, Controle e Monitoramento de Obras do DF, coordenado por ela, estabeleceu como prioridade a entrega das Vilas Olímpicas. “Estas são obras muito aguardadas pela população dessas cidades. Por isso, estamos acompanhando todos os processos, da construção até o início das atividades esportivas”, diz Ivelise, que visitou a Vila Olímpica do setor P Norte. “No comitê, consideramos entregue não apenas a obra pronta, mas sim as vilas em funcionamento, atendendo aos estudantes daquelas localidades”.
Segundo o gerente de Vilas Olímpicas da Secretaria de Esportes, Agrício Braga, pelo menos três organizações já retiraram os editais, interessadas em apresentar propostas. “Acredito que a procura ainda vai aumentar. Como critérios para a escolha da entidade serão levados em conta o plano de trabalho e gerenciamento e o menor custo mensal”, afirma Agrício.

Samambaia como modelo
Os complexos esportivos de São Sebastião e do Parque da Vaquejada terão o mesmo tamanho da primeira unidade inaugurada no DF e que se encontra em pleno funcionamento: a Vila Olímpica de Samambaia. Segundo Agrício Braga o custo mensal do complexo esportivo de Samambaia fica em torno de R$ 350 mil. São atendidos 6 mil alunos da rede pública de ensino, além dos adultos da comunidade vizinha que, aos finais de semana, frequenta o local como um clube de lazer.

A Vila de Samambaia foi construída na QR 119, em uma área de 22 mil m², com duas piscinas semiolímpicas, uma piscina infantil, uma quadra poliesportiva descoberta, um ginásio, um campo de futebol sintético, uma quadra de tênis, uma quadra de areia, uma pista de atletismo, equipamentos para musculação, pista para caminhada, churrasqueiras e vestiários.

Atualmente, são oferecidas 4,5 mil vagas, em 15 modalidades, para alunos da rede pública e comunidade. As matrículas são gratuitas. No total, são 26 professores e 40 estagiários à frente das atividades. A gestão da vila é feita pela Organização Social Instituto Amigos do Vôlei, representadas pelas medalhistas olímpicas Leila Barros e Ricarda Raquel Lima.

Para o secretário de Esporte, Herbert Félix, a Vila Olímpica de Samambaia tem cumprindo papel importante para a cidade. “É um programa que deu certo. Ao mesmo tempo em que oferece o esporte como forma de inclusão social e formação de atletas, é um espaço também de lazer para as famílias”. Segundo ele, é este modelo que será implantado nas outras unidades.
Além das vilas que estão prestes a entrar em funcionamento, outras sete estão em fase final de implantação. São elas: Brazlândia, Recanto das Emas, Planaltina, Estrutural, Santa Maria, Riacho Fundo I e mais uma em Ceilândia, dessa vez no Setor O.

Netto Costa – Agência Brasília


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Posto de Saúde de São Sebastião está sem clínica médica e pediatria

No lugar de atendimento, muitas reclamações. O posto deveria funcionar durante 24h, mas pacientes têm que voltar para casa sem atendimento. Enfermeiros dizem que médicos estão de folga.

Na entrada do Centro de Saúde de São Sebastião, uma placa avisa que o atendimento é durante o dia e a noite, ou seja, 24 horas, mas a realidade é bem diferente. “A gente vem aqui com paciente quase morrendo e dizem que simplesmente não tem médico”, desabafa a aposentada Sueli Pereira. “Dizem que os médicos estão de folga. Um está de folga porque casou o outro porque a mulher ganhou neném. A própria enfermeira me contou. E a gente fica aqui no posto parecendo uns palhaços”, conta a doméstica Ana Lídia.

O carregador de mudanças Adenilson Pereira dos Santos chegou ao posto com fortes dores na coluna, mesmo assim ficou sem atendimento. “Dizem que o médico só chega as 13h30. Eu estou com muita dor nas costas e nada de atendimento”, reclama. Já a balconista Claézia Freire Moura foi atrás de um ginecologista. Ela está no segundo mês de uma gravidez de risco. Desde o início da gestação espera por uma consulta. “A primeira consulta do pré-natal foi marcado com uma médica, e ela não pode vir hoje (07). Uma enfermeira me atendeu, viu que meu caso era grave e me encaminhou para o posto. E agora chegando aqui, vejo que não tem médico”, conta.

A dona de casa Vanuza Soares foi atrás de um pediatra. O filho dela passou mal durante toda noite. Ela teve que voltar para casa sem a consulta. “Agora eu não sei para onde eu vou, com a situação do meu filho”, afirma. Na recepção do Centro de Saúde um aviso de que a clínica médica e a pediatria estão fechadas. Com previsão de voltar durante a tarde, mas a produtora rural Edvânia Pereira de Jesus não pode esperar. O filho dela tem epilepsia e toma remédio controlado. Ele chegou ao posto com 39º graus de febre, mesmo assim não foi atendido.

“Não tem médico nem pra medir a febre ou para passar um remédio até chegar a hora de atender. Não passaram nada. O médico do meu filho falou que ele não pode ter febre muito alta, porque atrapalha o remédio controlado que ele toma. Pode não fazer efeito. Já faz três dias que ele está com febre. Nem sei dizer o que estou sentindo”, desabafa.

A Secretaria de Saúde não deu explicação a respeito da falta de médicos.


Acompanhe a reportagem


Maria Fernanda / Edgar Andrade
Reportagem exibida no DFTV 1ª Edição em 07/10/2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A que se deve o salto de Marina Silva na corrida presidencial

Uma pitada de terrorismo evangélico misturado a uma porção farsas

Talvez você discorde bastante do rumo que irei levar essa postagem, mas achei realmente importante trazer o assunto a público, já que poucos blogs tocaram nesse ponto. Tinha planos de fazer esta postagem somente depois das eleições para evitar que me acusassem de estar favorecendo A ou B, mas as eleições foram para o segundo turno, e o ponto principal do fato já não se encontra em jogo.

Se você acompanha o mínimo de política, já percebeu que Marina Silva foi chave importante nessas eleições presidenciais e tem claramente o poder de decidir o vencedor. Digo isso porque Dilma teria a plena possibilidade de ganhar as eleições no primeiro turno, mas importantes pontos foram “transferidos” para Marina, impulsionando assim a candidata em momentos finais da corrida presidencial e forçando um segundo turno entre Dilma e Serra. Mas pensando melhor, a que se atribuiu esse desempenho? Não é de se negar que Marina Silva foi de longe a candidata mais coerente, firme e clara em sua campanha presidencial o que de fato foi determinante para o sucesso, mas também não podemos esquecer dos evangélicos. Esses sim tiveram um papel importantíssimo no arranque de Marina Silva.


Emails como este ou com o mesmo tipo de conteúdo foram divulgados na rede e conseguiu enganar muitos evangélicos e católicos, gerando uma movimentação que criou vínculos com a campanha da então candidata Marina Silva que é evangélica. Vínculo esse do qual fez possível ouvir nos palanques das igrejas coisas do tipo:

Não votem na Dilma. A Dilma é uma ferramenta enviada pelo demônio para prejudicar a família e o povo de Deus.

Digo isso porque presenciei. Não é de se admirar que basicamente os mesmos pastores aterrorizaram os membros de suas igrejas em 2002, semeando a idéia de que o então candidato a presidência Lula seria comunista e fecharia todas as igrejas. Ou seja, pastores que usam palanques para entregarem a pacote fechado os votos dos fiéis para um determinado candidato. Mas não foi só isso; logo arrumaram uma forma de criar um alvoroço sobre o passado da candidata e até forjaram um passaporte onde Dilma seria fichada como terrorista e assaltante de banco, sofrido de amnésia e como consequência, teria esquecido seu passado.

Terrorista e assaltante de banco que sofreu amnésia? Não seja bobo. Investiguem e vão descobrir que não passa de uma farsa. Tirem suas conclusões usando a lógica sem parcialidade e o seu raciocínio de forma inteligente, ligando pontos da atualidade com pontos do passado. Procure se informar sobre a história do Brasil, sobre o histórico dos candidatos e seus feitos, evitando assim ser enganado por emails bobos e folclóricos.
Votem no Serra ou na Dilma por conhecer a história, fatos, projetos e não simplesmente pelo motivo de ter escutado uma lenda. Isso sim é votar consciente

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eleições 2010 - A onda verde!


Por incrível que pareça: uma candidata vinda do Acre (que muita gente duvidava até que existia… rs), evangélica da Assembleia de Deus, feinha e de voz irritante foi simplesmente a maior surpresa dessas eleições. Marina Silva @silva_marina , do Partido Verde, não conseguiu ir ao segundo turno, que acabou se decidindo entre José Pedágio Serra e Dilma Houssein Houssef, mas marcou presença nas eleições. Com pouco mais de 1 minuto na TV, nenhuma coligação nacional e um vice desconhecido, Marina conseguiu mais de 20 milhões de votos, além do apoio de gente descolada, formadora de opinião, jovens (e em grande parte os adolescentes que votaram pela primeira vez), artistas, ou os “bacaninhas”, como o PT costuma se referir, em tom de deboche. Sem precisar mudar sua aparência física, com o mesmo penteado, sem nenhuma plástica nem transformações de marketing pessoal, Marina conseguiu virar “pop”.

Por que Marina Silva conseguiu tudo isso? Principalmente pela campanha diferenciada. Enquanto os outros dois candidatos se mordiam em brigas intermináveis, Marina apresentou um projeto inteligente, cabeça aberta, baseado na tal sustentabilidade que se vem defendendo em todo o mundo. Marina foi a única que teve coragem de colocar em pauta temas polêmicos como aborto e união gay. Logo ela, uma evangélica. E outro ponto positivo foi exatamente o fato de Marina saber separar muito bem a política da religião, saber que não pode usar sua fé para pensar nas soluções do Brasil. Tanto que Marina não teve o apoio dos evangélicos, mas foi apoiada por grupos ateus.

No comecinho da campanha, Marina prometeu apenas resgatar o sonho e a paixão pela política. E conseguiu. Trouxe para si uma multidão de pessoas totalmente alheias à política e gerou a Onda Verde que tomou conta do Brasil. Foi a que mais conseguiu usar a internet a seu favor. Mobilizou blogueiros, twitteiros que a colocaram por diversas vezes nos TT. Marina conseguiu resgatar nos jovens a paixão pela militância política. Não a militância da época da ditadura, em que as pessoas saíam nas ruas gritando, mas uma militância silenciosa, que, através da internet, espalhou as ideias verdes pelo Brasil. Gente que tom ou gosto pela política por ver que, pela primeira vez, alguém falava a nossa língua.

Marina não venceu nem foi para o segundo turno, mas se pensarmos que, com apenas 1 minuto de propaganda na TV ea conseguiu ficar em primeiro lugar no DF, e segundo em Salvador, BH, Floripa e outras cidades, dá pra ver o impacto que a Onda Verde causou no país todo e no mundo, já que Marina foi destaque em TODOS os grandes jornais do mundo, como Le Monde, El País, The New York Times, Spiegel e outros.

E o melhor é saber que, mesmo fora da disputa, as ideias, a paixão de Marina continuará viva. A onda verde vai continuar, porque continuamos querendo um outro jeito de pensar a política. Foi bom saber nessas eleições que tem candidato que não precisa dar dinheiro nem comida para ganhar votos. Foi bom saber que ainda existe um tiquinho de esperança. Pouco, mas existe.