sábado, 30 de abril de 2011

Caos na saúde pública e desperdício de medicamentos em São Sebastião


Mais um retrato que nos indigna em relação ao verdadeiro descaso e ao inconveniente tratamento que nossas autoridades dispensam à saúde pública no Distrito Federal, notavelmente em São Sebastião-DF, cidade  que tem aproximadamente 120 mil habitantes, mas que ainda não contal com nenhum hospital. A UPA, recem-entrege, está fechada por falta de funcionários e por lá o movimento mesmo, ao que se ouve e se ver, é so de moscas, baratas e ratos, que já começaram a infestar o local.

Meu caro governador, o senhor como médico-político e vice-versa, prometeu realizar uma verdadeira revolução na área de saúde do DF. Estamos no aguardo. Já está passando da hora de arrumar a casa. Ou vai mesmo esperar  mais cem dias de governo para fazer , de última hora, avaliações dos saldos positivos e negativos de sua gestão?
Não faça do seu belo discurso um montoado de palavras insípidas, inodoras e incolores, que  em se tratando de palavra dada não se volta atrás. Não deixe que o seu discurso seja um e a prática, outra. A saúde está na forca de pés e mãos atados e grita por socorro! Sei muito bem que o GDF não irá chorar a desgraça alheia de milhares de pacientes que amargam horas intermináveis nas filas de hospitais, as filas da morte,  se ao menos a máquina pública funcionasse minimamente que fosse,  não precisaríamos nos preocupar em ter o desprazer de  repetir aos quatro ventos o velho e conhecido ditado: agora é tarde, Inês é morta.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Orçamento Participativo em São Sebastião - Calendário das plenárias

O orçamento participativo é compromisso consignado no programa de governo do Governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Constitui no mais importante espaço de participação popular. É um mecanismo governamental permitindo aos cidadãos participarem de forma ativa nas decisões sobre os orçamentos públicos, por meio de processos de participação da comunidade. Esses processos contam com Plenárias de Base, Fóruns de Delegados para a escolha de prioridades e um Conselho para a relação direta com o governo. No Orçamento Participativo forma-se um processo de empoderamento do participante nos destinos do orçamento público.

Para mais informações, acesse o sítio eletrônico da Coordenadoria das Cidades: http://www.cidades.df.gov.br/index.php/orcamento-participativo
 
Contate a Diretoria de Orçamento Participativo:
Diretora: Laurie Jeanette Miller
Telefone: 3429-7476
E-mail: laurie.miller@cidades.df.gov.br
 
Plenárias previstas do Orçamento Participativo em São Sebastião, por bairro

02/05 SEG -São Sebastião - Residencial oeste, Bom Sucesso02/05 as 19:00 - CENTRÃO

11/05 QUA - São Sebastião – Centro, Setor Tradicional 11/05 as 19:00 - CAIC

16/05 SEG - São Sebastião - Vivendas Del Rey , Vila Vitória, João Candido as 19:00 - Posto de Saúde

18/05 QUA - São Sebastião - Vila Nova, Residencial do Bosque, Bela Vista18/05 as 19:00 - Escola classe Agrovila

25/05 QUA - São Sebastião - Zona Rural25/05 as 19:00 - Parque de Exposição Agropecuaria

30/05 SEG - São Sebastião - São Jose, São Francisco, Residencial Vitória30/05 as 19:00Colégio São Francisco

Fonte: Coordenadoria das Cidades. Disponível em http://www.cidades.df.gov.br/index.php/cronograma-do-orcamento-participativo. Acesso em 26 de abril de 2011.

Primeira audiência do Orçamento Participativo de São Sebastião

A reunião teve como objetivo explicar o funcionamento do orçamento e mostrar como cada membro da comunidade pode participar determinando as prioridades do local. Estiveram presentes na audiência a administradora de São Sebastião Janine Rodriques Barbosa, o senhor Carlos Vogado representando o Deputado Agaciel Maia, o coordenador-Chefe da Coordenadoria das Cidades, Chico Machado, o Juiz de direito de São Sebastião, Dr. Fabrício Castagna Lunardi, O senhor Jéferson Paz, representando o Secretário de Cultura, o comandante do 17ºGBM de São Sebastião, Maj Maulaz, o Ten Guimarães representando o comandante do 21º Batalhão da PM e a senhora Laurie Miller, diretora de Orçamento Participativo.

A reunião mostrou para a população a importância do orçamento participativo esclarecendo a metodologia aplicada e enfatizando a participação democrática dos cidadãos na definição do orçamento do governo do Distrito Federal.

Como funciona o Orçamento Participativo:
O Orçamento Participativo é um mecanismo inovador para auxiliar a população a demonstrar ao gestor público como o orçamento da cidade deve ser aplicado. Na primeira reunião foi distribuído um questionário onde as lideranças da cidade elencaram tópicos prioritários de acordo com as demandas. No dia 8 de abril o Portal do Orçamento Participativo será aberto na internet onde a população poderá enviar as novas demandas até o dia 24 de abril.

No dia 25 já começam as plenárias de base. A cidade será dividida em grupos e cada grupo receberá as propostas que já foram colocadas e poderá apresentar novas propostas até o fim do mês de maio. Serão cinco semanas para realizar 160 plenárias de base no Distrito Federal. Cada Plenária de Base escolhe delegados na proporção de 10 para 1. Ou seja, cada 10 pessoas elegem um delegado. Quanto maior o número de pessoas, maior o número de delegados. São eles que irão levar as prioridades ao fórum de delegados que fará a discussão das propostas apresentadas.

Em junho será a posse dos delegados nos Fóruns de Delegados. Nesse momento se iniciam os trabalhos de planejamento do plano da cidade com a participação de técnicos do governo a para verificar a viabilidade técnica de cada projeto. Após isso, será feita a eleição dos conselheiros na proporção 50 delegados para eleger 1 conselheiro. O secretario de Planejamento irá a cada conselho apresentar as pré-propostas. A previsão é que a proposta seja fechada no mês de Julho com o Plano de investimento que será executado no ano seguinte e poderá ser acompanhado e cobrado pela população. Com isso, a idéia do governo é trazer à população a possibilidade de desenvolver a democracia.

Janaína Pimentel
Assessora de Imprensa de São Sebastião

Fonte: Administração Regional de São Sebastião.
Disponível em: http://www.saosebastiao.df.gov.br/
Publicado em 13 de abril de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

#PREÇO JUSTO

Não gosto do Felipe Neto, mas vou ter que divulgar esse vídeo. Concordei com tudo que ele falou. Ajudem ai pessoal.




Não devemos esquecer que o Governo do Distrito Federal, na gestão do senhor Agnelo Queiroz (PT-DF), gastou mais de 5 milhões de reais no evento dos 51 anos da cidade de Brasília. Na mesma festa onde ocorreram acidentes, tentativas de homicídios, etc. O dinheiro do Hospital de São Sebastião, da quadra de esporte do Morro Azul ou até mesmo a construção de um novo Centro de Ensino Médio poderia ser feito com este dinheiro.

Morro Azul, em São Sebastião, é o retrato do descaso e do abandono

Na pequena comunidade localizada na entrada da cidade, os moradores reclamam da sujeira, do mato alto e do descaso, principalmente com os espaços destinados ao lazer da criançada.

Sem um lugar adequado para jogar bola,
as crianças brincam em um espaço improvisado no Morro Azul

O descaso no Morro Azul, uma localidade na entrada de São Sebastião, está diante dos olhos de todos que passam por lá. O campo de futebol, feito por administrações anteriores, fica vazio porque está abandonado e não tem nem sequer traves do gol. O mato cresceu em volta e moradores contam que os órgãos do GDF não podam as plantas desde 2009. A poucos metros, uma área pública virou depósito de entulho. No mesmo lugar, o esgoto transbordou e deixou marcas de sujeira no chão. O campinho improvisado, onde as crianças brincam, recebe o cuidado dos pequenos moradores, com 11 e 12 anos. São eles que semanalmente passam o rastelo e a enxada para manter o local limpo.

De acordo com a administração da cidade, todos os problemas foram avaliados na semana passada. Alguns projetos estão em fase de elaboração, embora não tenham data prevista para início ou término. Enquanto isso, quem vive na região se habitua a ver as roupas dos vizinhos penduradas nos arames farpados, no meio da rua. A ideia foi dos moradores das casas de esquina. Não há fiscalização na área para lher mostrar que a atitude é irregular.

O professor Getúlio Francisco, 25 anos, vive na Quadra 11, em frente ao terreno do entulho, das roupas penduradas e do campinho improvisado. Ele reclama da falta de cuidado do governo e assegura que, se há alguma coisa sendo feita no Morro Azul, o mérito é da comunidade. “Ninguém toma conhecimento de nada. A nascente que tem aqui perto é preservada por uma moradora. É ela quem compra as flores e pediu as placas da administração para não jogarem lixo na água”, conta.

Ele também se preocupa com a segurança dos meninos que brincam todos os dias na terra. “O campinho de futebol está cheio de caco de vidro, os garotos vivem se machucando ao cair nessa terra.” As próprias crianças dizem que nunca receberam ajuda. Até quando as árvores foram podadas, há dois anos, foram eles próprios que recolheram os galhos que ficaram no chão.

Destruição
A empregada doméstica Maria Moreira Lopes mora na mesma casa há 20 anos. No fim de semana, ela descansa do lado de fora do portão, sentada em uma cadeira de frente para o antigo parquinho. Dentro do cercadinho, onde, segundo ela, havia brinquedos funcionando há cinco meses, hoje, só há destroços. “Eu estava aqui quando veio um trator da administração para derrubar tudo. Disseram que ali seriam colocados aparelhos de ginástica, mas ninguém nunca mais voltou.”
Moradores se queixam que o parquinho se tornou uma área de perigo

Maria conta que os moradores reergueram o que sobrou. “Nós demos um jeito de não ficar tão perigoso, porque as crianças continuavam lá, mexendo nos ferros”, lembra. A administradora Janine Rodrigues Barbosa conta que está a par da situação. “Nosso projeto para esta área é feito em parceria com o Jardim Botânico. Eles irão nos ajudar a implantar uma praça, um espaço de convivência onde está o entulho. As mangueiras que estão em volta são lindas e precisam ser mais bem aproveitadas, para criar um espaço para a comunidade.”

Ela assegurou que a roçagem seria feita esta semana. Os destroços que sobraram no parquinho também deveriam ser retirados com urgência, mas até hoje os moradores não viram nenhuma mudança. O projeto de melhorias inclui uma praça, a ser construída onde há a nascente. “A gente percebe que falta consciência dos moradores, da comunidade. Eles têm de entender que o espaço é público e precisa ser preservado”, completa.

Iniciativa
Há registros de diversas tentativas de preservar a nascente do Morro Azul. Em 2007, o servidor público José Carlos Maciel adotou a causa. Na época, ele plantou 50 mudas de vegetação nativa e fez um mutirão para limpar a área. Dois anos depois, voltou ao local e encontrou mato alto, sacolas plásticas e garrafas de vidro.

Via Correio Braziliense

sábado, 16 de abril de 2011

Morro Azul: sem lugar para o lazer


Moradores de bairro Morro Azul pedem melhores condições para se divertir. Áreas verdes acumulam mato alto e entulhos. Administração diz que projeto está encaminhado

“Trabalho dá. Os braços ficam doendo e a gente fica cansado. Mas depois vale a pena, porque dá para jogar bola por vários dias”. Entre uma capinada e outra, e com a respiração esbaforida, Douglas Martins Ferreira, de 13 anos, explicava o motivo de ele e amis quatro amigos estarem limpando uma área verde localizada no bairro Morro Azul, em São Sebastião, para desfrutarem de uma partida de futebol. E é no cenário, em meio a lixo, entulhos e moscas, que os meninos jogam a cada por do sol.


Os moradores do bairro, porém, apontam que a área deve ser revitalizada para que as crianças tenham momentos de lazer. Segundo a administração local, a área verde tem a extensão de mais de 1000 metros e já existe um projeto para revitalização. A promessa anima a população, que pretende ver o espaço localizado em frente ao Conjunto Q, limpo e atrativo.



Composto apenas pela Quadra 11 e com conjuntos que vão da letra A a Q, o Morro Azul habita em média 4 mil pessoas e possui cerca de 700 casas. Os moradores lamentam haver apenas um campo de futebol e um parque reservados para o lazer das crianças, que improvisam as brincadeiras ao longo das vielas e disputando e espaço com os carros. A reportagem recorreu o local e avistou os espaços. Em ambos, o mato alto e o abandono imperam. A administração garantiu que o mato será cortado na próxima semana.



Para as famílias, a única alternativa que pode mudar a rotina das crianças é transforma parte da área verde em uma praça para lazer. “Nossos filhos estão abandonados. É preciso fazer um espaço para eles brincarem, pois aqui não tem locais de lazer. Um parque e um campinho de futebol decentes já ajudariam muito”, apontou Valdivino Alves de Sousa, 57. Morador do bairro há 15 anos, o pedreiro mora na casa em frente ao espaço verde, e espera por momentos de diversão para os “incontáveis” filhos e netos. “Os filhos são tantos que só consigo contar à noite. Só de nto são 10, que moram comigo.” 



Na tarde da última quarta-feira, a administradora de São Sebastião, Janine Rodrigues Barbosa, foi até  o Morro Azul para escutar as reclamações dos moradores. A reportagem não conseguiu entrar em contato com a gestora, na tarde de ontem. Mas funcionário da administração informaram que o projeto de revitalização da área verde já está em andademnto e conta com parques e algumas churrasqueiras. As mudanças, porém, deevem ser cautelosas, segundo a funcionária, já que no local existem cerca de 20 árvores frutíferas. 



A promessa anima o jovem Neylson José Santos, 14, que já se machucou brincando no campo de futebol improvisad. “Tinha uma pia de banheiro jogada no chão. Eu tropecei nela, que quebrou e me cortou. Por isso que a gente lima aqui e dá para jogar alguns dias. Já limpamos umas quatro vezes, contou.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Professora de São Sebastião educa filhos e netos de pioneiros

Vídeo passado na edição do Jornal Local da TV Brasília


Professora Ghisa, mandando ver...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sistema Falido de Transporte Público

Passa ano, passa eleição, passa governo e a única coisa que não passa é o transporte público no Distrito Federal. Passar até que passa, mas só se tiver cartão ou dinheiro. Se você não possuir cartão e tem dinheiro, ótimo, tem uns "caras" logo ali na Rodoviária que eles te emprestam um cartão. Se a passagem for R$ 2,50, eles fazem por R$ 2,00 e você ficao com ele pelo tempo de passar pela catraca eletrônica e devolvê-lo na primeira janela aberta. O sistema fácil que pretendia dar mais clareza no recolhimento, do governo, das empresas de ônibus acata mais uma falha dessas. O pessoal do "vale-ticket" voltaram com o cartão fácil. E a falha é divulgada até na internet, vejam:



Isso já é demais! Não! Essa semana ao entrar em um ônibus, da linha 197.3, da Rodoviária do Plano para São Sebastião, quando fui passar o meu cartão, observei que a catraca estava liberada e o cobrador me orientou que eu passasse e que tinha que liberá-la novamente. Eu disse não, porque já estava liberada. Ele simplesmente disse que então eu deveria pagar com dinheiro. Sem entender, fiquei na frente e esperei que alguém com dinheiro pagasse para eu passar.

Depois de alguns minutos passou um senhor e pagou com dinheiro e finalmente pude passar o meu cartão e passar pela roleta. Segundos depois, eis a minha surpresa: simplesmente, acho que os mesmos que vendem esses cartões no site Mercado Livre, passou o cartão no leitor da catraca e simplesmente saiu. Dedução, o cobrador também está envolvido neste esquema e não foi difícil de descobrir. Vejamos:

- A pessoa que possui o cartão, libera a catraca, quem chega e paga com dinheiro entrega para o cobrador que posteriormente divide com o dono do cartão.
- Se eu for pagar com o cartão, eu passo e libero com o meu cartão, assim ele não fica no prejuízo e próximo que pagar com dinheiro passa normalmente e ele fica com o lucro.

Resultado: o sistema Fácil, ficou fácil demais!

É meus amigos, é isso mesmo, o sistema de transporte público do DF faliu e ninguém se deu conta disso ou não querem encarar de fato a realidade. Os vestígios dessa falência estão nas reinvindicações da comunidade, em especial aos moradores, de Planaltina e da região do Entorno, entre eles Pedregal e Santo Antônio do Descoberto. Esses, já sem condições de suportar a crise do transporte e cansados de cobrar melhorias que há quase cinco anos não resolvem nada, tomaram a forma mais radical da revolta: atearam fogo nos ônibus.

Para muitos isso é vandalismo e logo aparecem com aquele pensamento praxe: "já não tem e ainda queimam os que tem". Talvez essa não seja a forma correta de protestar algo, mas vocês já se perguntaram quantas formas de protestos já foram gastas e nada foi feito? E quem disse que queimando ônibus não vai resolver nada? É certo que é um ônibus a menos para a população, mas é um prejuízo gigantesco para a empresa de ônibus, que ganha milhões do governo e não oferece nada em troca para a comunidade.Todos já chegaram ao limite, nós já chegamos ao estopim e estamos em um cerco que não temos para onde ir. Literalmente porque não tem ônibus.

A gestão do Governo Arruda foi a época em que os banners nas traseiras dos ônibus, nas tv e jornais estampava magnificamente "Mil novos ônibus sem aumento de passagem" e ainda estampava a redução do preço da passagem das linhas São Sebastião e Paranoá. Mas hoje me pergunto, cadê esses novos mil ônibus que sumiram? De vez em quando vejo meia dúzia  rodando que parece ser novo pelo fato de terem umas televisões de lcd dentro deles com propraganda de São Paulo. Acho que nos ônibus velhos não tem. E falando neles, eles voltaram. Sim os ônibus velhos voltaram no Governo de Agnelo.


Ônibus da linha São Sebastião/W3 Sul quebrado.


Segundo motorista e cobradore, os ônibus novos foram trocados pelos velhos
 
Vazamento de óleo foi a causa da quebra do ônibus


Quando achávamos que o Governo de Agnelo iria alavancar o Distrito Federal com a integração entre ônibus, microônibus, metrô, vejo um retrocesso para mais de 4 anos. É incrível como todos os ônibus velhos voltaram a circular. Eles voltaram em pouca escala, mas tiraram os ônibus novos. Ou seja, tiraram os ônibus novos e colocaram os velhos em menor quantidade. Segundo informações dos próprios motorista e cobradores, os empresário tiraram os ônibus novos e colocaram os velhos que estávam parados. Simplesmente os novos estão apenas fazendo linhas circulares na regiãodo Plano Piloto. Resultado: na subida de Morro Azul para a região central do Plano não é difícil contar os números de ônibus no acostamento quebrados e o aglomerado de pessoas esperando o próximo ônibus.


O governo acostumou a criar projetos emergênciais e não projeto visados para o futuro. O sistema de transporte não é algo que seja fácil de fazer voltar a funcionar, mas basta fazer o levantamento de dados, verificar a demanda das linhas. A criação de corredores para todas as Regiões Administrativas, a integraçãodo tranporte público e a Estatização já seria uma forma de ameninzar a situação e fazer todos a optar pelo transporte público. A Estatização é viável sim, como forma preventiva contra os empresários do setor de transporte. A TCB pode e deve a voltar a circular no DF, com novos ônibus e controlados pelo governo. A empresa estatal poderia por exemplo fazer as linhas de corredores fazendo ligação direto com o Plano Piloto.

Projetos, exemplos e idéias é o que não faltam para o transporte público funcionar e ser utilizado realmente pela população. Mas basta um olhar mais severo do Estado com os empresários do setor, que ganham muito e cobram uma passagem abusiva, que faz gerar desemprego e miséria para nossa população.

Por Getúlio Francisco

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Após tempestade, Defesa Civil interdita três casas em São Sebastião

Em uma delas, a água chegou a quase dois metros de altura. No Instituto Sociocultural Arthur Andrade, centenas de exemplares de livros terão que ser jogados no lixo.

A força da água que veio da parte de cima de São Sebastião foi tão forte que invadiu várias casas na Rua 44. A casa do confeiteiro Geraldo de Oliveira ficou totalmente destruída e foi condenada pela Defesa Civil. “Nada ficou no lugar, todos os móveis foram arrastados pela água. Inclusive, uma mulher foi carregada pela correnteza”, relata.

No lote onde Geraldo mora, são três famílias, que agora não tem onde morar. A empregada doméstica Ana Afonseo de Oliveira conta que passou momentos de horror ao tentar salvar a filha e a tia que estavam em casas diferentes.

“Enquanto a água carregava minha tia, minha filha gritava desesperadamente por socorro. Então, eu ouvi um estralo e a parede desabou. Quando consegui chegar ao barraco, a água já estava no pescoço da minha filha”, conta Ana.

A água chegou a quase dois metros de altura. Todos os móveis e eletrodomésticos da casa foram destruídos. Depois que a água abaixou, só restou lama e entulho.

A chuva também provocou estragos no Instituto Sociocultural Arthur Andrade, que também fica na Rua 44. A água empurrou a porta, que ficou torta, e invadiu todo o espaço. O lugar é usado pela comunidade para a realização de cursos e palestras, há também uma biblioteca com cerca de dez mil exemplares. Centenas de exemplares de livros e revistas terão que ser jogados no lixo. O teto tem infiltração e parte do forro está solto.

Segundo a presidente do Instituto, Maria Aparecida Andrade, o sistema elétrico foi prejudicado. “Nós temos energia, mas ela está sacrificada. Eu tive que comprar o material para fazer uma nova instalação”, diz.

Os moradores das casas interditadas pela Defesa Civil foram aconselhados a irem para casas de parentes ou procurarem a administração regional.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Moradores reclamam da falta de infraestrutura em São Sebastião

Eles relatam que em alguns lugares faltam rede de esgotos, área de lazer para as crianças e da obra de duplicação da BR-463 que está parada há dois anos.

O movimento na BR-463, sentido para São Sebastião, é sempre movimentada no final da tarde. São os moradores que estão voltando do Plano Piloto depois de mais um dia de trabalho. Não adianta nem correr, pois sempre tem trânsito na entrada da cidade. “Todo dia você ficar parado no trânsito, gastando gasolina, estragando o carro e, acima de tudo, perdendo seu tempo é inadmissível”, fala o estudante Glaicon Souza.

O curioso é que bem do lado da BR tem uma pista totalmente livre, mas ninguém pode passar porque a duplicação só começou e há dois anos a obra está parada. “Se essa obra já tivesse sido concluída, não teria esse congestionamento”, destaca Glaicon.

São Sebastião tem 17 anos e a infraestrutura ainda não chegou para todos os 120 mil habitantes. No Residencial Vitória, 11 ruas não tem rede de esgoto e os moradores usam fossa. “O mau cheiro é horrível na hora que vamos almoçar ou jantar”, fala a dona de casa Luciana Rocha Correa. “O maior transtorno com esse esgoto correndo à céu aberto são as doenças”, acrescenta Ednilza dos Santos, presidente da Associação de Moradores.

Com o esgoto transbordando na rua, a criançada perdeu a liberdade de brincar. “Quando está seco a gente até brinca, mas quando chove os carros passam e jogam lama”, fala Welisson Gomes Pessoa, 9 anos. E sem saneamento básico, o asfalto também não chegou ao residencial. “Moro aqui há 12 anos e até hoje estou esperando a infraestrutura”, fala o vigilante Marlos Barreira Rodrigues.

É ainda no Residencial Vitória que 34 famílias querem reconstruir suas casas nas ruas 10 e 11. Em 2004 elas foram derrubadas pela administração e os antigos donos alegam que pagaram pelos lotes a grileiros. “Além de pagar as prestações do lote, temos que pagar o aluguel. Queremos a liberação dos nossos terrenos”, fala o adestrador Edmilson Santos Cavalcante.

No bairro Vila Nova, a criançada tem um lugar arrumadinho para brincar. O parque, que fica na rua 12, foi todo reformado, mas quando anoitece tudo fica escuro no local. “Está faltando luz, arrumar direito os brinquedos e limpar o parquinho”, fala Rodrigo Barbosa, 9 anos. “A maioria das crianças querem brincar, mas as mães não deixam porque o parque é sujo”, completa Renata Chagas, 11 anos.

Os moradores dizem que o espaço deveria ser seguro só para crianças, mas sem iluminação, são os usuários de drogas que frequentam o lugar. “É raro as crianças brincarem aí”, diz uma mulher.

No bairro Morro Azul, uma área pública no conjunto "O" está coberta de mato. O terreno é cercado por casas e os moradores pedem que o lugar seja destinado ao lazer da população. “Ou a gente improvisa um campinho de terra, ou as crianças brincam no meio da rua”, afirma o professor Getúlio Silva.

Bem perto do local, o problema é um muro no meio do caminho. Um morador que estava construindo um barracão na região foi impedido pela administração de continuar a obra. “Ele tirou algumas telhas, mas o muro ficou. Quando chove a água desce e fica acumulada junt com o lixo”, conta o zelador Benedito Paiva da Silva.

Com o muro irregular, a rua mais parece beco e não dá para passar para o outro lado onde uma quadra deveria ser interligada à outra. “Se for para o outro lado tenho que passar por um beco bem apertado”, conta a doméstica Elisane Vieira dos Santos.

Crime
Dois jovens foram mortos a tiros nesse domingo (3) em São Sebastião. Alberto Araújo, 18 anos, foi baleado no centro da cidade e Edvan de Oliveira, 21 anos, levou um tiro quando passava por uma rua do Residencial Oeste. A polícia suspeita de briga entre gangues. Os autores dos crimes ainda não foram presos.

Acesse ao vídeo e confira a entrevista completa com a administradora de São Sebastião, Janine Rodrigues Barbosa, e com o secretário de Esportes, Célio René, que comenta sobre a situação da vila olímpica.
 

Em São Sebastião, casal transforma garagem de casa em biblioteca

A biblioteca tem dez mil livros e as crianças da cidade podem encontrar desde dicionários até histórias clássicas, como o "Patinho feio". A Biblioteca atrai muitas crianças e adolescentes.

A história de "Davi e Golias" é mais uma que Mateus conhece através dos livros. “Dá ensinamento de vida”, fala o garoto. E é em uma biblioteca comunitária em São Sebastião que muitas crianças se aventuram no mundo da leitura. A ideia de montar o espaço foi da agente social Dilma Mendes e do vigilante Sebastião José Borges. O casal inaugurou a biblioteca há sete anos. “Eles lêem e depois vão brincar de ping-pong”, conta Dilma.

A biblioteca começou numa sala alugada, mas o dinheiro foi ficando curto o espaço cada vez menor. Foi quando Dilma e Sebastião trouxeram os livros para a garagem de casa. “Cedi a minha garagem para os livros e para as crianças fazer as pesquisa de escola”, conta Sebastião.

Atualmente, a biblioteca comunitária tem mais de dez mil títulos. No local as crianças encontram desde livros didáticos, dicionários, até histórias clássicas, como o “Patinho feio”, livro do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, que nasceu em 2 de abril, dia internacional do livro infantil.

E se a história é para a garotada, tem que ter, em meio às letras, muitos desenhos. “A ilustração [imagem] é que capta o interesse de leitor”, afirma o ilustrador Jô Oliveira.

Com histórias e ilustrações, o livro infantil é o primeiro passo na formação de grandes leitores. “Os professores sempre falam que a leitura é o alimento da imaginação”, fala uma jovem.

O casal recebe doações de livros. A biblioteca fica na Avenida 2, quadra 18, loja 16, Residencial do Bosque.