quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sugestão para a linha 147.2 São Sebastião - W3 Sul




Esta é a atual rota da linha 147.2
Não é de hoje que o transporte público no Distrito Federal é considerado o mais caro e o pior do país. A frota de ônibus do Grupo Amaral, grupo dono da empresa Rápido Brasília, a mesma que atende São Sebastião nas principais linhas da cidade (Rodoviária - Plano Piloto, W3 Sul, Lago Norte, SIA/SAAN, etc.) Acontece que os ônibus estão caindo aos pedaços. Os coletivos estão acima do tempo de uso permitido por lei: sete anos e os carros da viação rodam ilegalmente, colocando em risco a vida de motoristas, passageiros e demais pessoas que fazem parte do trânsito. Existem carros circulando há mais de 18 anos nas vias da capital.

Em São Sebastião, a situação está caótica, principalmente para quem utiliza a linha 147.2, que faz o trajeto São Sebastião à W3 Sul. São ônibus velhos que quebram todos os dias, super lotados e que não atendem a população com dignidade. Falo dignidade porque qualidade não vem mais ao caso. A situação está tão caótica que as piadas e brincadeiras em redes sociais não param de ser publicadas, com as exemplo típico do ônibus receber o nome de Winar. Uma espécie programa que serve para compactar arquivos muito "cheios" de forma que fiquem pequenos, mas com todo o conteúdo.

Observando este problema, vi que com apenas algumas alterações, isso pode ser mudado. Uma delas, a princípio, pode ser a alteração na rota que estes ônibus fazem. Todos nós sabemos que a linha 147.2 percorre toda a cidade, e sua rota atual é assim:

Saída do Terminal de São Sebastião, passando por todo o bairro Residencial do Bosque, pela Avenida Central, entre os bairros Vila Nova e São José, via bairro Centro, pela Rua da Gameleira e Av. São Sebastião na altura da Via Livre Supermercado Sta. Felicidade e posteriormente pela Av. Comercial passando até o a última parada do bairro Morro Azul.

Praticamente leva-se quase 40 minutos só dentro de São Sebastião e os sofredores do bairro Morro Azul São os últimos  a entrarem no ônibus, isto, se conseguirem ou se o ônibus parar.

A sugestão de para a criação de uma nova linha/rota é,  da mesma forma que eles fizeram para linha 197.3 e 180.1 (São Sebastião - Rodoviária do Plano Piloto), fazer para a W3 Sul. Criar uma linha partindo do Residencial do Bosque, fazendo o Bairro São Francisco e cortando pelo Centro (na altura da Paiol e Sta Felicidade), seguir pelo Residencial Oeste (Quadras 100 e 200). 

Nova rota saindo do bairro partindo do
Residencial do Bosque/S. Francisco/Residencial Oeste
A outra linha, faria o trecho pela Avenida Central (Vila Nova e São José), Bairro Centro (Rua da Ponte e Rua da Gameleira), passando pela Av. Comercial (antigas Quadras 05, 07 e 09) e finalizando passando pelo Bairro Morro Azul. 

Nova rota partindo do terminal, passando pelos
bairro São José/Vila Nova, Tradicional e Morro Azul


Assim o fluxo de pessoas que pegam essa linha seria menor e o tempo de demora ao sair do terminal também. Lembrando que a linha que passaria pela Avenida Central, não precisaria passar no Residencial do Bosque, evitando a superlotação.

Como ficaria as duas rotas.
São idéias simples, mas eficazes que nosso representando não tem condições de fazer. Quem topa levar essa idéias, ou começar um abaixo assinado com este tema? Quem se disponibiliza fazer isso dentro dos ônibus, mobilizar as pessoas a assinarem isso? São gestos, pequenos assim que podem fazer grande diferença. Tem que haver demanda pessoal, se não haver, não há problema. Hoje passou na televisão e saiu nos jornais, mas e amanhã? O problema continua do mesmo jeito.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Bela Vista: polícia prende mais 38 grileiros em São Sebastião



A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu mais outro grupo de grileiros na região de Bela Vista, em São Sebastião, na manhã deste sábado (21). Foram 38 pessoas presas pelo parcelamento irregular de terra pública. Segundo o delegado-chefe Flamarion Vidal, os invasores ocuparam as terras entre ontem e hoje. 

Na manhã de sexta-feira, uma ação conjunta de órgãos públicos já havia removido todas as famílias que ocupavam ilegalmente áreas públicas próximas aos bairros Bela Vista e Crichá, em São Sebastião. A área pertencente à Terracap havia sido demarcada pelos invasores e alguns barracos já possuíam até energia elétrica. Segundo o administrador regional substituto, Antônio Juscelino Gomes, a situação é crítica na cidade e já existem projetos sociais para atender toda a população que ainda não tem moradia. “No ano passado, a Agefis derrubava barracos, retirava madeiras e, no dia seguinte, tudo era invadido novamente”, explica.


Segundo a Agefis, um surto de invasões vem ocorrendo na cidade. O órgão informou que as áreas continuarão sendo monitoradas para impedir que novas ocupações sejam formadas. O armador B.R., 38 anos, afirma que vive em São Sebastião há 21 anos e estaria inscrito na lista da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) desde 1997.  “Vou vencer pelo cansaço. Estou lutando para conseguir um lugar para morar. Se você voltar aqui amanhã, todos os barracos vão estar montados, a gente consegue levantá-los em 30 minutos”, conta um dos invasores.


O secretário de Regularização, Habitação e Desenvolvimento Urbano do DF (Sedhab), Geraldo Magela, alerta que é inaceitável fazer acampamentos em áreas irregulares como forma de protesto a uma política habitacional democrática e transparente. “Os critérios para cadastro no programa habitacional são claros se puderam participar basta o cadastro. Parece-me uma argumentação de aproveitadores”, afirma.



Na última quarta-feira, a Polícia Civil prendeu em flagrante 21 pessoas acusadas de iniciar um loteamento em uma área pública ao lado do Centro Olímpico de São Sebastião. Segundo o delegado da 30ª Delegacia de Polícia, Flamarion Vidal, eles estavam demarcando a área com barbantes e piquetes. Todos pagaram fiança e vão responder o processo em liberdade pelo crime de invasão de área pública e parcelamento ilegal de terra.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Passageiros protestam por quebras de ônibus em São Sebastião





Foto: Minervino Junior

Cerca de 100 moradores de São Sebastião realizaram um protesto por volta das 7h30 da manhã desta quinta-feira (19), por conta da má qualidade do transporte público. Segundo os passageiros, os veículos que fazem a linha São Sebastião - Asa Sul têm sido alvo de quebras diariamente.

Três ônibus, que fazem a linha São Sebastião - W3 Sul, quebraram um atrás do outro, na saída da cidade. A programadora Letícia Amorim, de 24 anos, reclama da situação: "Isto aqui tem sido recorrente. A promessa é de que sempre vão vir ônibus para socorrer, mas queremos que as autoridades vejam a situação precária dos ônibus", reclamou.

A doméstica Márcia Nunes, de 32 anos, também falou sobre a situação: "Todos nós trabalhamos todos os dias e precisamos do serviço. Mas se não melhorar, vamos realizar outros protestos", disse.

Por conta da quebra dos ônibus, os passageiros se revoltaram e impediram que os outros veículos deixassem a cidade. A Polícia Militar foi chamada e compareceu ao local para tentar acalmar os ânimos dos moradores. Uma pessoa chegou a passar mal e foi encaminhada pelos militares para um hospital da região.

A reportagem do portal Clicabrasília apurou que, somente às 10h10 da manhã, chegou o ônibus para levar os passageiros à Avenida W3 Sul. O encarregado operacional da Rápido Brasília em São Sebastião, Dácio Costa, explicou o porquê da demora: "Nós só encaminhamos o veículo após ter a confirmação da Polícia Militar de que o protesto seguia pacífico. Já havíamos enviado dois carros, mas os passageiros recusaram o apoio, querendo seguir com a manifestação", disse por telefone.

Para a empresa, diferentemente da reclamação dos passageiros, a situação da quebra de veículos é atípica. "É muito raro acontecer. Temos 109 carros na frota de São Sebastião e eventualmente isto acontece", esclareceu Dácio. O encarregado também 

Dácio também explicou qual a medida que o motorista deve tomar quando o carro acaba quebrando: "O motorista é orientado a entrar em contato com a central para que enviemos um carro de socorro", diz.

Já a assessoria de comunicação do DFTrans informou, por telefone, que o diretor técnico Lúcio Lima estava ciente da situação e que determinou que agentes intensifiquem a fiscalização a veículos que não estejam em condições de circular.

Três ônibus quebram e passageiros fecham principal via de São Sebastião



Uma manifestação na manhã desta quinta-feira (19/1) fechou a principal via de São Sebastião, região administrativa localizada a 26 km de Brasília. A população reclama sobre o serviço de transporte público.

Segundo informações da Polícia Civil, da 30ª Delegacia de Polícia, três ônibus que transportavam os passageiros para o trabalho quebraram, um em seguida do outro, o que deixou muita gente revoltada. Eles protestaram contra a espera nos pontos e as más condições que os veículos se encontram.

A manifestação começou por volta de 8h e a Polícia Militar foi ao local para garantir a segurança dos manifestantes, que interditaram a pista e impediram a passagem dos ônibus que seguiam pela Avenida São Sebastião.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

21 são detidos por invadir área pública em São Sebastião

Grupo estava demarcando local com barbantes e pretendia vender os lotes.Delegado diz suspeitar que mais 20 pessoas estejam envolvidas no esquema.

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu 21 pessoas suspeitas de invadir a área pública ao lado do Centro Olímpico de São Sebastião. Segundo o delegado Flamarion Vidal, eles estavam demarcando a área com barbantes com a intenção de vender os lotes.

Há suspeita de que cerca de outras 20 pessoas estejam envolvidas no esquema. Vidal informou que parte do grupo veio de fora do DF e se sente “enganado e indignado”. Eles estariam planejando invadir outras áreas da cidade e construir casas de imediato. “Se virar residência, não é possível retirá-los sem ação judicial.”

O delegado disse que vai ouvir as 21 pessoas para chegar aos mandantes do crime. Além disso, afirmou que notificará a Agência de Fiscalização (Agefis). Se condenados por invasão de área pública, eles podem pegar entre um e quatro anos de prisão.

21 são detidos por invadir área pública em São Sebastião


Grupo estava demarcando local com barbantes e pretendia vender os lotes.Delegado diz suspeitar que mais 20 pessoas estejam envolvidas no esquema.


A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu 21 pessoas suspeitas de invadir a área pública ao lado do Centro Olímpico de São Sebastião. Segundo o delegado Flamarion Vidal, eles estavam demarcando a área com barbantes com a intenção de vender os lotes.

Há suspeita de que cerca de outras 20 pessoas estejam envolvidas no esquema. Vidal informou que parte do grupo veio de fora do DF e se sente “enganado e indignado”. Eles estariam planejando invadir outras áreas da cidade e construir casas de imediato. “Se virar residência, não é possível retirá-los sem ação judicial.”

O delegado disse que vai ouvir as 21 pessoas para chegar aos mandantes do crime. Além disso, afirmou que notificará a Agência de Fiscalização (Agefis). Se condenados por invasão de área pública, eles podem pegar entre um e quatro anos de prisão.

Em São Sebastião, o esporte é instrumento contra as drogas



São Sebastião é uma das cidades do Distrito Federal mais marcadas pela violência. Com uma população jovem (cerca de 80% dos moradores tem menos de 30 anos), a região administrativa sofre com o tráfico de drogas, que atrai muitas crianças desde cedo para a criminalidade.

Para tentar mudar a realidade, alguns moradores resolveram lutar  contra a falta de incentivo e infraestrutura. E, por meio do esporte, estão tentando modificar aos poucos a rotina da comunidade.

Um exemplo que dá orgulho para cidade é o “Projeto Talentos”. Organizado pelo morador do bairro São Francisco, Doriel Brito, o projeto tem como objetivo evitar que crianças entrem para o mundo das drogas. “São Sebastião é uma cidade estigmatizada. Aqui no meu bairro (São Francisco),  os traficantes pegam os pequenos para serem ‘aviãozinhos’.  E logo cedo eles entram para o mundo das drogas.  Para evitar que os jovens se envolvam mais com este mundo, resolvi montar o ‘Projeto Talentos’”, conta o morador.

Mas mesmo com tanta força de vontade, Doriel enfrenta as dificuldades para manter o projeto. As aulas da escolinha de futebol são realizadas em frente à casa do treinador, que não recebe nada para ensinar os pequenos. “Não temos material e nem apoio financeiro. Mas nos finais de semana, treinamos no ginásio da Escola Classe São Francisco”, explicou.

Outro morador que utiliza sua casa como espaço para aulas e treinos é o servidor público Adalberto Antônio, que ensina jiu-jítsu há mais de três anos. “Sou professor em uma academia da cidade. Mas resolvi abrir a porta da minha casa para receber as crianças. Acredito que o esporte pode ser um canal para os bons valores. É a oportunidade de abrir os horizontes”, explica o instrutor.

Radicalizando
Outra aliada contra as drogas é a administração da cidade,  que no último fim de semana realizou um mutirão contra as drogas. O projeto “Radicalizando contra o crack” reuniu na frente da sede da administração milhares de moradores de São Sebastião. “Além de atividades culturais, convidamos os moradores que atuam na comunidade para dar aulas e oficinas relacionadas ao esporte”, explica o diretor de Esporte e Cultura Janilton Souza, conhecido também como Argentino. O projeto  tem como objetivo principal o combate às drogas e à evasão escolar.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Venda ilegal de terrenos no Café Sem Troco

Terrenos são de Área Ambiental do Planalto Central, em São Sebastião. Suspeitos já tinham demarcado lotes, avaliados entre R$ 8 mil e R$12 mil.


Agentes da Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil prenderam em flagrante, na noite desta segunda-feira (16), dois homens suspeitos de vender terrenos localizados em área pública no Distrito Federal. Os homems estavam no km 33, da DF-130, região conhecida como Núcleo Rural Café Sem Troco, em São Sebastião. A área é considerada de Preservação Ambiental do Planalto Central.

O Núcleo Rural Café Sem Troco, segundo a fiscalização do GDF, sofre tentativas constantes de parcelamento ilegal do solo. Fiscais da Seops informaram que um dos suspeitos se passava por filho de um suposto proprietário do terreno, que pertence à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap).

No mometo da prisão, os fiscais flagraram o homem negociando lotes para um outro homem que se identificou como corretor de imóveis. Segundo a Seops, cada lote tinha entre 200 a 400 metros quadrados e estavam avaliados entre R$ 8 mil e R$12 mil.

Com os homens foram encontrados cópias de cessão de direito, uma espécie de documento de transferência de propriedade ilegal; notas promissórias; uma relação de nomes de compradores; um talão de cheques assinado e mapas do loteamento. Na área demarcada houve destruição da vegetação nativa para abertura de ruas e demarcação de piquetes, segundo os fiscais da Seops.

Os acusados foram levados para a delegacia. De acordo com a polícia, o corretor tinha passagens por estelionato e parcelamento irregular de terras. A polícia disse que os dois homens vão responder pelos crimes de parcelamento irregular do solo e dano ambiental, com pena de um a cinco anos de reclusão.

Terreno já estava demarcado com cercas. Os lotes eram avaliados entre R$ 8 mil e R$ 12 mil
Via: G1/DF

Regularização em andamento em São Sebastião



A cidade de São Sebastião foi constituída e se consolidou sem que fosse regularizada. Situação essa que começa a mudar.

Visando à regularização da cidade, a Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano (Sedhab), em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab) e a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa), por meio do Programa Brasília Sustentável, coordena o projeto de regularização, que já venceu algumas fases: a caracterização da área, com a identificação de todas as edificações da cidade, incluindo as residências e equipamentos públicos, bem como a identificação das áreas de preservação ambiental e demais áreas de interesse ambiental.

Os próximos passos são a aprovação do estudo ambiental pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a conclusão do cadastramento socioeconômico das famílias da área consolidada da cidade e a aprovação do projeto pelo Grupo de Análise e Aprovação de Parcelamentos de Solo e Projetos Habitacionais (Grupar)
Finalizado o projeto urbanístico e após parecer ambiental favorável, o Ibram deverá emitir a licença ambiental. A última fase de aprovação se encerra na avaliação do projeto pelo Conselho de Meio Ambiente (Conam) e pelo Conselho de Planejamento Territorial e Urbano (Conplan).

Com a validação do projeto pelos conselhos, o parcelamento segue para aprovação do parcelamento por meio do decreto a ser assinado pelo governador. A próxima fase é o registro cartorial do terreno e posteriormente dos lotes individuais. Conforme o cadastramento socioeconômico, comprovado que os moradores são de baixa renda, eles poderão adquirir a escritura pelo valor de R$ 195,34, com base em convênio firmado com a Associação dos Notários e Registradores do DF (Anoreg).

Cerca de 70 mil moradores serão beneficiados com o processo de regularização de São Sebastião.

Atitude Feminina & Inquérito - Mulher Guerreira HD

Pessoal, eis ai para conhecimento de todos e divulgação, o Videoclipe da música "Mulher Guerreira" extraído do 1º DVD do grupo Atitude Feminina. O trabalho foi gravado em março de 2011 na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro - Brasília DF e contou com a participação do "Renan Inquérito. Curtam!


Link para baixar a música:




Via: Blog da Cidade

sábado, 14 de janeiro de 2012

Era uma vez, uma Agrovila...

A cidade de Brasília foi concluída, mas não totalmente, e ainda precisava da mão de obra dos candangos para terminá-la. A mão de obra necessária para a conclusão dessa cidade foi permanecendo no Distrito Federal e com isso foram fazendo surgir às cidades satélites, essas que eram para serem criadas futuramente, para acolher essa população.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Estudo do IBGE revela que o Distrito Federal tem atualmente 36 favelas

Construídos de forma desordenada, as casas e os barracos não seguem um padrão: terrenos de tamanhos diversos (Ed. Alves/Esp. CB/D.A Press)
Construídos de forma desordenada, as casas e os barracos não seguem um padrão: terrenos de tamanhos diversos


Centenas de barracos se espremem em ruas sem asfalto e com esgoto a céu aberto. Várias famílias dividem lotes minúsculos, onde a falta de infraestrutura é praticamente uma regra. Sem escritura, é impossível conseguir financiamento para construir. Com isso, obras irregulares e sem alvará proliferam, colocando em risco a comunidade. Essa realidade é bem conhecida pelos moradores das 36 favelas do Distrito Federal. Além do Sol Nascente, em Ceilândia, que ganhou fama depois de ser apontada como a segunda maior do Brasil, outras regiões da capital federal sofreram com o processo de favelização e hoje têm comunidades carentes, sem prestação de serviços públicos. O desafio do governo agora é urbanizar essas áreas e criar uma política habitacional eficiente, para conter o surgimento de novos loteamentos irregulares e miseráveis.

Segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com dados do Censo 2010, 133.556 brasilienses vivem em favelas, distribuídos em 36,5 mil domicílios. Em média, 3,7 pessoas dividem cada barraco. Ao contrário da média do Distrito Federal, a maioria dos moradores dessas regiões carentes é composta por mulheres. Elas respondem por 50,3% dos moradores. 

Essas áreas são chamadas pelos técnicos do órgão de aglomerados subnormais. Para receber essa classificação, o local precisa ter, pelo menos, 51 unidades habitacionais carentes, sejam barracos ou casas, dispostas de forma desordenada e densa. Faltam serviços públicos essenciais e as construções foram feitas em terrenos de propriedade alheia, sejam áreas públicas ou particulares. 

Nas favelas, a urbanização é realizada sem nenhum padrão e, com isso, as ruas são estreitas e desalinhadas. Os terrenos têm tamanhos e formas diferentes, o que dificulta ainda mais a regularização fundiária. Dependendo da disposição dos lotes, esses aglomerados urbanos recebem diferentes classificações, como invasões, loteamentos irregulares e áreas invadidas. 

O levantamento do IBGE mostra a deficiência dos serviços públicos nessas áreas favelizadas. Nas invasões de baixa renda da capital federal, menos da metade das comunidades tem fornecimento adequado de energia elétrica. No DF, apenas 45,3% das favelas têm iluminação assegurada pela Companhia Energética de Brasília (CEB) — um dos índices mais baixos do Brasil. Em São Paulo, por exemplo, 65,9% dos loteamentos irregulares carentes recebem esse serviço. Em Goiás, o índice é quase o dobro do Distrito Federal. Lá, 83% das favelas são iluminadas pelo governo, com recursos provenientes de impostos. Além dos 54,4% de domicílios com energia elétrica irregular ou providenciada pela própria comunidade, 0,3% dos barracos do DF não tem qualquer forma de iluminação. 

A Vila Rabelo, na região de Sobradinho, é uma das áreas classificadas como favelas pelo IBGE. A falta de infraestrutura é generalizada e as reclamações da comunidade são as mais variadas. A região tem 21,9 mil moradores, distribuídos em 5,8 mil casas e barracos. A precariedade é tão grande que há dezenas de famílias vivendo em encostas. Muitas foram retiradas pela Defesa Civil, mas já surgem novos barracos na beira do vale. Em época de chuva, o risco de desabamentos é iminente. 

A falta de iluminação pública é uma das queixas na Vila Rabelo. A doméstica Keila Marques, 33 anos, vive próximo ao local onde famílias foram removidas. “Consegui ficar, mas os atuais moradores estão passando por muitas dificuldades. Falta transporte e as ruas estão completamente escuras. É um perigo andar por aqui à noite”, revela Keila, que vive com a filha Gabriela, 5 anos, e com a sobrinha Camile Vitória, 8. 

Coleta de lixo
Nas favelas brasilienses, pouco mais da metade dos domicílios recebem regularmente o serviço de coleta de lixo: apenas 53,5% dos barracos são atendidos pelos caminhões do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Outros 32,5% retiram os detritos por meio de caçambas e 14% têm que queimá-los ou carregá-los por conta própria. Esse é considerado um grave problema de saúde pública, já que o acúmulo de lixo pode causar doenças.

Grávida de oito meses, a diarista Gilda Vieira Rocha, 28 anos, reclama do mau cheiro causado pelos dejetos acumulados na Vila Rabelo. Ela mora na região há 10 anos e se queixa da lentidão do governo em fazer investimentos na comunidade local. “Pouco mudou durante esse tempo. Eles asfaltaram as avenidas principais, mas a maioria das ruas continua com barro e esgoto. Além disso, falta segurança. Já entraram na minha casa e levaram o pouco que tinha”, reclama Gilda, mãe de três filhos e à espera de Maria Vitória, que deve chegar até o mês que vem. 

De acordo com o levantamento do IBGE, a grande maioria dos barracos em favelas é atendida com água tratada pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Nos aglomerados carentes, 94,5% dos domicílios têm esse serviço. Apenas 4,2% das casas em favelas são abastecidas por poços ou nascentes. Mas ainda há registros de locais onde os moradores bebem água da chuva armazenada em cisternas ou em que a comunidade usa rios, açudes ou córregos como fontes de abastecimento. 

Se a situação do fornecimento de água é confortável, o percentual de residências com sistema de esgotamento sanitário ainda é muito baixo. Apenas 15% dos barracos em favelas do Distrito Federal são ligados à rede de captação do governo. Os dados preocupam: 82% dos domicílios usam fossas sépticas, algumas ainda rudimentares. O IBGE localizou 71 barracos que não tinham banheiro e outros 414 que depositavam os dejetos orgânicos em valas, no rio ou em córregos. 

O aposentado Zeferino Rodrigues de Oliveira, 70 anos, mora no Setor Pôr do Sol, em Ceilândia, considerada a terceira maior favela do Distrito Federal em número de casas e de moradores. Ela fica atrás apenas do Condomínio Sol Nascente e da Vila Estrutural. O idoso vive em uma rua sem asfalto e sofre constantemente com o esgoto que corre a céu aberto. “Perto daqui, algumas pessoas fizeram umas valas para canalizar a água da chuva. Mas aí começaram a desviar as fossas para essa manilha e tudo desemboca na minha rua. É uma catinga insuportável, além de ser um perigo para a transmissão de doenças”, explicou o aposentado.

Ranking
Das cinco maiores favelas do Brasil, duas ficam no Rio de Janeiro. A Rocinha, na capital carioca, é a maior delas, com 69,1 mil habitantes. Depois do Sol Nascente, em Ceilândia, aparece em terceiro lugar a favela do Rio das Pedras, também no Rio de Janeiro. Coroadinho, no Maranhão, e Baixada da Estrada Nova Jurunas, no Pará, completam a lista.

IFB oferece mais de 700 vagas para cursos gratuitos e profissionalizantes




O Instituto Federal de Brasília (IFB) está com inscrições abertas para 23 cursos, distribuídos em diversas modalidades diferentes. No total, são 748 vagas oferecidas nas unidades do IFB nos Campi  de Brasília (Asa Norte), Planaltina, Riacho Fundo, São Sebastião, Taguatinga e Taguatinga Centro.

As vagas estão distribuídas em seis editais e por isso tem data final de inscrições diferentes (o encerramento de inscrições variam de 3 a 16 de janeiro de 2012, dependendo do edital). As inscrições de todos os cursos são realizadas por meio da internet (Clique aqui e faça sua inscrição). Todos os cursos ofertados pelo IFB são gratuitos. Para aqueles candidatos que não possuem acesso à internet, o IFB disponibiliza, nos seus campi e outros endereços, computadores para realização de inscrição.


Processo de Seleção
Apenas para os cursos superiores serão realizadas provas de seleção (vestibular). Para todos os outros cursos, o processo seletivo é realizado por meio de sorteio eletrônico.

Modalidades Ofertadas
Os cursos do IFB estão sendo oferecidos em quatro modalidades diferentes. Além dos Cursos Superiores, são ofertados Cursos Técnico Integrados, Subsequente e Cursos de Formação Inicial e Continuada.
Curso Técnico Integrado ao Ensino Médio: destinados a estudantes que já tenham concluído o Ensino Fundamental, esta forma prevê, em sua organização, matrícula única (Ensino Médio e Técnico) para cada estudante, que, ao término, será conduzido à habilitação profissional técnica de nível médio.
Curso Técnico Subsequente ao Ensino Médio: Também conhecido como pós-médio, destinados a estudantes que já concluíram o Ensino Médio (ou o antigo 2º grau).
Cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC): são cursos profissionalizantes de curta duração.

Reserva de Vagas
Nos processos seletivos são reservadas vagas para estudantes vindos de escolas públicas e/ou rural, negros, quilombolas, indígenas e portadores de necessidades específicas.

IFB
O Instituto Federal de Brasília (IFB) é uma instituição pública que oferece cursos gratuitos, que vão desde o Ensino Técnico de Nível Médio até a Pós-graduação. Criado em 29 dedezembro de 2008, por meio da lei 11.892, o IFB compõe a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

Atualmente, o IFB é composto por oito campi distribuídos pelo Distrito Federal, estando presente em Brasília, Gama, Planaltina, Riacho Fundo, Samambaia, São Sebastião, Taguatinga e Taguatinga Centro.

Quadro de Vagas

Curso
Campus
Modalidade
Turno
Inscrições até
Requisito
Vagas
Licenciatura em Dança
Brasília
Superior
Diurno
16 de janeiro
Ensino Médio Completo
20
Português Instrumental
Brasília
Curta duração
Tarde
8 de janeiro
Ensino Fundamental Completo
20
Italiano para iniciantes
Brasília
Curta duração
Tarde
8 de janeiro
Ensino Fundamental Completo
20
Espanhol para iniciantes
Brasília
Curta duração
Noite
8 de janeiro
Ensino Fundamental Completo
20
Francês para iniciantes (Turma A)
Brasília

Curta duração
Manhã
8 de janeiro
Ensino Fundamental Completo
20
Francês para iniciantes (Turma A)
Brasília
Curta duração
Manhã
8 de janeiro
Ensino Fundamental Completo
20
Técnico Integrado em Agropecuária
Planaltina
Integrado ao Ensino Médio
Diurno
13 de janeiro
Ensino Fundamental Completo
80
Tecnologia em Agroecologia
Planaltina
Superior
Diurno
16 de janeiro
Ensino Médio Completo
20
Técnico em Transações Imobiliárias
Riacho Fundo
Pós-médio
Noite
16 de janeiro
Ensino Médio Completo
40
Técnico em Transações Imobiliárias
Riacho Fundo
Pós-médio
Manhã
16 de janeiro
Ensino Médio Completo
40
Técnico em Secretaria Escolar
São Sebastião
Pós-médio
Noite
16 de janeiro
Ensino Médio Completo
40
Técnico em Secretariado
São Sebastião
Pós-médio
Noite
16 de janeiro
Ensino Médio Completo
40
Linux Básico
São Sebastião
Curta duração
Tarde
3 de Janeiro
Destinado a portadores de deficiência visual
10
Vendas
São Sebastião
Curta duração
Noite
16 de janeiro
Ensino Fundamental Completo
40
Auxiliar de Secretaria Escolar
São Sebastião
Curta duração
Noite
16 de janeiro
Ensino Médio Completo
40
Auxiliar de Secretariado
São Sebastião
Curta duração
Noite
16 de janeiro
Ensino Médio Completo
40
Auxiliar Administrativo
São Sebastião
Curta duração
Noite
16 de janeiro
Ensino Fundamental Completo
40
Espanhol Básico
São Sebastião
Curta duração
Noite
16 de janeiro
Ensino Fundamental Completo
25
Inglês Básico
São Sebastião
Curta duração
Noite
16 de janeiro
Ensino Fundamental Completo
25
Técnico em Vestuário
Taguatinga
Pós-médio
Tarde
16 de janeiro
Ensino Médio Completo
32
Técnico em Manutenção e Suporte em Informática
Taguatinga
Pós-médio
Tarde
16 de janeiro
Ensino Médio Completo
36
Técnico em Eletromecânica
Taguatinga
Pós-médio
Tarde
16 de janeiro
Ensino Médio Completo
40
Técnico em Comércio
Taguatinga Centro
Pós-médio
Noite
16 de janeiro
Ensino Médio Completo
40
Quadro de Contatos

Campus
Endereço
Telefones
Brasília
SEPN 511, Ed. Bitar III 2º Andar - Asa Norte, Brasília/DF
(61) 2193-8050
Planaltina
Rodovia DF-128, Km 21, Planaltina/DF.
(61) 3905-5400
Riacho Fundo
Escola Azul de Andar – CEF 03, QN 05 área
especial 07, Riacho Fundo I.
(61) 8241-0808
São Sebastião
CEF Miguel Arcanjo, Avenida São Bartolomeu, Área Especial 03, São Sebastião/DF.
(61) 2103-2160
Taguatinga
QNM 40, Área Especial nº 01, Taguatinga/DF.
(61) 2103-2223 ou
2103-2225
Taguatinga Centro
C12, Bloco F, Lotes 1 e 2, Taguatinga, DF.
(61) 2103-2249