quinta-feira, 25 de julho de 2013

Carta dos moradores de São Sebastião ao GDF


No Distrito Federal direitos básicos garantidos pela Constituição e por promessas eleitoreiras há muito deixaram de ser respeitados

Moradores do Morro da Cruz e Vila do Boa em São Sebastião, ainda nutrem a esperança de que o “novo caminho” passe por lá e solucione os problemas daquela comunidade.

Como esperança tem morte lenta, diz o povo que é a última que morre, os moradores enviaram uma carta ao Sr. Governador, e diante da impossibilidade de serem recebidos pessoalmente, como nos bons tempos de campanha, encaminharam a missiva em (23/07) via Ouvidoria do Governo do Distrito Federal e Câmara Legislativa.

Desejamos que o Sr. Governador a receba e dê pelo menos uma satisfação a estes eleitores. ...

São Sebastião, Brasília-DF, 18 de julho de 2013.

Ao Excelentíssimo Senhor AGNELO DOS SANTOS QUEIROZ Governador do Distrito Federal Senhor Governador, escrevemos esta carta movidos pela esperança de que o seu governo ainda pode fazer a diferença e “chegar junto” pra valer onde mais deve e precisa, isto é, nas áreas onde o Poder Público é omisso e ausente. Mas também escrevemos impulsionados pelos anseios e angústias de milhares de cidadãos e cidadãs de São Sebastião-DF que há muito tempo se tornaram reféns de um conjunto de problemas que trazem impactos profundos na qualidade de vida de cada um.

Os problemas são muitos, mas aqui vamos nos deter inicialmente àquele que constitui uma grande violação a um direito humano básico. Trata-se da corriqueira falta de água para nós, moradores do Setor Habitacional Morro da Cruz e do bairro Vila do Boa – um problema que vem atingindo mais de 10 mil famílias e que é quase tão antigo quanto à fundação desta cidade e para o qual as possíveis soluções apresentadas até agora pelos órgãos competentes (leia-se Caesb, Sedhab, Administração Regional, Topocart, etc.) apenas seguiram incontáveis trâmites burocráticos e, para gerar ainda mais descrédito nessas instituições, não apresentaram alternativas concretas para o impasse.

Senhor Governador, temos plena consciência e até compreendemos que um governo não administra e muito menos encontra soluções concretas para os diversos problemas de uma cidade sem que possa contar inteiramente com o auxílio, a cooperação e, sobretudo, a boa vontade política e institucional de sua própria equipe gestora, seu secretariado, o seu primeiro escalão. Todavia, sabemos que V. Exa. é a autoridade máxima constituída no âmbito do Distrito Federal e que todas as decisões importantes passam necessariamente pelo vosso crivo, pelas vossas mãos. Por isso, o que esperamos e desejamos é que o Sr. faça valer a autoridade que lhe outorgamos, de modo a desburocratizar toda e qualquer ação necessária para resolver a questão.

É justamente nesse sentido que vimos fazer um apelo para que o Sr. dê um pouco mais de atenção para as comunidades carentes e traga soluções para os problemas que violam uma série de direitos sociais, como é o caso do Morro da Cruz e da Vila do Boa, principalmente porque sofremos diariamente com a FALTA DE ÁGUA, DE REDE DE ESGOTO, ASFALTO, CALÇADAS, CRECHE E ESCOLAS PARA NOSSOS FILHOS E FILHAS. Não podemos continuar assim. É indigno viver desse jeito quando muitos afirmam em alto e bom som que estamos num governo democrático e popular, apesar de reinar em muitas periferias da capital uma série de velhos e conhecidos problemas.
Nós, moradores do Morro da Cruz e do bairro Vila do Boa aguardamos desde 2010 a regularização dessas áreas, promessa, aliás, feita por V. Exa. quando esteve em visita à nossa cidade naquele mesmo ano eleitoral. Na verdade, São Sebastião inteira aguarda ser regularizada. De uma coisa tenha certeza: se nos somamos aos milhares de cidadãos para elegê-lo governador do DF – o nosso representante maior, certamente foi porque naquele momento nos agarramos com todas as forças e total confiança no seu projeto político de trazer para Brasília um “novo caminho”.

Um novo caminho capaz de realizar profundas mudanças em nossas vidas, mas principalmente no modo de enfrentar e romper com as velhas práticas da corrupção, roubalheira, do descaso político, e os problemas sociais que assolam e oprimem os mais humildes e desprovidos, historicamente negligenciados e ignorados pelos governos anteriores.

Por isso, Sr. Governador, pedimos encarecidamente que olhe por nós e nossas famílias, que já não suportam mais as promessas dos órgãos competentes para resolver a questão da água e as tantas outras dificuldades que enfrentamos na labuta diária. Estamos cansados de tanto esperar! Quem está sem água ou sem energia elétrica tem pressa e urgência! Quem come poeira por falta de asfalto ou espera longas horas na parada por falta de condução para ir trabalhar, também tem pressa. Não pode esperar! Esperar até quando? É questão de vida ou morte! Talvez este seja o mais duro golpe que se possa perpetrar contra uma comunidade, contra uma população: matar pelo cansaço, fingir que o problema não existe e que o próximo governante ou administrador, a seu bel-prazer, tome a responsabilidade e iniciativa de resolver futuramente uma situação que é real e que existe no agora.

Não nos decepcione, Sr. Governador. Não delegue para o futuro uma solução que o Sr. pode apresentar hoje, agora. O problema existe e o que esperamos é que cumpra com a vossa palavra dada. Não se esqueça que os mandatos e governos passam, mas o eco das ruas, dos bairros e comunidades, jamais. Estes ficam. Afinal, problemas sempre existirão, porém o diferencial é a vontade e a disposição que se tem para fazer o enfrentamento, ainda que sejam graves e de difícil resolução. Temos certeza que coragem e capacidade o Sr. tem de sobra!

Certos de que esta mensagem chegará ao vosso conhecimento e que, com toda a sabedoria que possui, se sensibilizará com a nossa situação, temos plena certeza que V. Exa. saberá retribuir o voto de confiança que lhe demos. E por isso mesmo, contamos desde já com o vosso empenho para que lance mão de todos os meios e recursos necessários para buscar soluções imediatas para a situação aqui apresentada. Aproveitamos o momento para encaminhar a relação de demandas mais prementes da comunidade para as quais também solicitamos que dispense igual atenção.

Em face do exposto, rogamos que continue empenhando esforços para fazer do Distrito Federal um lugar cada vez melhor e digno para todos e que V. Exa. jamais abandone os ideais do projeto político que o alçou ao poder, cujo objetivo central era o de trazer para a nossa querida capital um “novo caminho” de conquistas e avanços nas mais diversas áreas (saúde, educação, segurança, habitação, transporte, cultura, etc.) a partir do trabalho integrado e comprometido de cada secretaria que está sob o vosso comando.
Respeitosamente,

Os cidadãos e cidadãs moradores dos bairros Morro da Cruz e Vila do Boa, São Sebastião-DF
DEMANDAS DO SETOR HABITACIONAL MORRO DA CRUZ:
 I) Implantar o sistema de rede de água e esgoto;
II) Implantar rede de energia elétrica;
III) Proceder a regularização da área;
IV) Construir creches e escolas de ensino fundamental e médio;
 V) Criar linhas de ônibus com itinerário circular e com destino ao Plano Piloto;
VI) Construir um balão/rotatória na pista (DF-463) de acesso aos bairros Morro da Cruz, Vila Nova e São José;
VII) Construir calçadas para garantir a acessibilidade da população;
VIII) Construir um posto de Saúde; e
IX) Construir quadras poliesportivas.
DEMANDAS DO BAIRRO VILA DO BOA:
I) Implantar o sistema de rede de água e esgoto;
II) Implantar rede de energia elétrica;
III) Proceder a regularização da área;
IV) Construir creches e escolas de ensino fundamental e médio;
V) Criar linhas de ônibus com itinerário circular e com destino ao Plano Piloto; e
VI) Reformar urgentemente o posto da Saúde da Família.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Anac apura exploração comercial e ampliação de aeródromo de São Sebastião


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pediu nesta sexta-feira (19) esclarecimentos ao proprietário do Aeródromo Botelho, em São Sebastião, no Distrito Federal, sobre a ampliação da pista e a construção de 65 hangares no terreno sem a agência ter sido comunicada. A Anac informou que também vai apurar se a pista, que recebe cerca de 150 aviões por mês, está sendo explorada comercialmente, o que não é permitido.
O dono do aeródromo, Trajano Botelho, disse que não há nenhuma taxa pelo uso do espaço, apenas a cobrança de R$ 215 por mês para limpeza e manutenção da pista. Ele disse ainda que a construção dos hangares foi paga pelos proprietários dos aviões que ficam no local.
O caso foi noticiado pelo jornal Correio Braziliense na última semana. De acordo com a reportagem, o terreno onde está o Aeródromo Botelho, que tem 1 mil hectares, pertence à Terracap e foi arrendado para atividade agropecuária. O fazendeiro estaria ganhando dinheiro com o parcelamento da propriedade para construção de hangares. Segundo a publicação, há no local faixas de anúncios de terrenos que são negociados por até R$ 100 mil.
De acordo com a Anac, a pista do aeródromo tem autorização para funcionar desde 2008, mas quaisquer alterações feitas na estrutura, como a mudança da pista e a construção de garagens destinadas a aeronaves, têm de ser cadastradas na agência. A licença do aeroporto vence em novembro. Caso o proprietário falhe em apresentar as autorizações dos órgãos responsáveis, o aeródromo pode ser fechado.
No início da tarde desta sexta, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) lacrou o tanque de combustível de 20 mil litros do aeródromo. Segundo o órgão, o aeroporto não tinha permissão para abastecer aviões particulares.

Nesta quinta-feira (18) o Ministério Público do DF abriu investigação para apurar possíveis irregularidades no aeródromo. Segundo o MP, a investigação envolve as Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Prodema), a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) e a Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb).

sexta-feira, 19 de julho de 2013

ONG de São Sebastião aproveita pneus retirados de horta para fazer pufes



A ideia começou com a preocupação em combater os focos do mosquito da dengue 

A ONG Casa de Cultura e Educação Permanente de São Sebastião começou seu trabalho, na quadra 12 do bairro Morro Azul, em 2005. A então diretora, Hosana Alves do Nascimento, preocupada com os casos de dengue na cidade, decidiu recolher os pneus velhos das ruas e transformá-los em pufes. 

“Tínhamos um espaço para começar uma horta comunitária, mas o lugar estava cheio de lixo, entulho. Limpamos tudo e aproveitamos os pneus velhos para fazer os pufes. São Sebastião já foi um grande foco da dengue. Assim, afastamos o mosquito e conseguimos uma renda extra”, explica Hosana. 

Além da Hozana, outras 10 pessoas da comunidade participam do trabalho de transformação de produtos feito pela ONG. 

A ONG oferece ainda oficinas de meio ambiente para crianças, aulas de reforço escolar e atende os idosos da região. 

Todo o material usado pela Casa de Cultura e Educação é doado por vizinhos e comerciantes. Vidros, potes de leite, latas de tinta, entre outros objetos que iriam para o lixo, ajudam o estoque do ateliê.

 “A comunidade ajuda muito, mas estamos precisando de mais apoio. Tem semana que falta material e a gente tira dinheiro do nosso bolso pra comprar. A renda dos pufes é toda investida na horta para a comunidade”, diz Hosana.

Para os interessados, a Casa de Cultura e Educação Permanente também oferece oficinas que ensinam a fazer os pufes com pneus.

Aeródromo em São Sebastião será investigado pelo Ministério Público do DF



Diante das denúncias de desvirtuamento do uso de terras públicas e da construção de hangares sem alvará, o Ministério Público do Distrito Federal abriu, ontem, investigação para apurar irregularidades no Aeródromo Botelho, na região de São Sebastião. A instauração do procedimento foi determinada pelo promotor de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) Karel Ozon, que vai pedir informações a vários órgãos do DF sobre o caso.

Além da Prourb, as promotorias de defesa do Patrimônio Público e do Meio Ambiente devem atuar no caso para verificar responsabilidades sobre o processo de concessão do uso da terra rural e de licenciamento ambiental para a construção de uma pista e de 65 hangares para garagens de aviões. O promotor Karel Ozon também vai se reunir com o procurador-chefe do Ministério Público Federal no DF, Marcus Marcelus Goulart, para tratar sobre questões relativas à concessão de autorização para o aeródromo. A pista de pouso tem aval da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Ontem, a Agência de Fiscalização (Agefis) também notificou o dono do aeródromo, que ocupa 20 hectares da fazenda, às margens da BR-251. Os abrigos de aeronaves foram construídos sem autorização do governo. Os proprietários do aeroporto devem apresentar, em até 30 dias, um projeto de construção aprovado pela Administração Regional de São Sebastião para poder tocar o empreendimento, no qual mais de 400 operações são realizadas todos os meses, que incluem pousos e decolagens de aeronaves do governo federal, de órgãos públicos do DF e de políticos.

Fiscais de atividades econômicas da Agefis e técnicos da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) também prometem verificar, nos próximos dias, a venda de cada espaço parcelado por até R$ 100 mil. Os donos do aeródromo garantem apenas arrendar o terreno para interessados em guardar o avião no local, além de seguirem as regras estipuladas pela Anac.

Segundo o advogado da família Botelho, Clino Bento, a construção dos hangares e da pista de pouso não significa um desvirtuamento da área, cuja destinação é para agricultura e pecuária. “Se na terra não tem como plantar soja, se nesta época do ano não tem pasto para o gado, temos que promover o desenvolvimento da região. A gente não abre mão do aspecto ambiental, e aqui não se mata um pássaro, não se corta um pau para fazer cabo de enxadão”, disse Clínio. 

O advogado afirma já ter iniciado os processos de regularização. “Vamos cumprir as exigências dos órgãos de fiscalização imediatamente. Se está faltando pingos nos ‘is’, nós vamos pôr”, garantiu. Ele negou a negociação de parcelamentos na fazenda para construção de hangares. “O terreno é arrendado. Temos a contribuição de parceiros de R$ 215 de taxa de manutenção. Ampliamos o campo de pouso por conta da demanda. Isso aqui é desenvolvimento, plantando soja, criando gado ou para pouso de aviões.”

Regularização
Clino estuda apresentar aos órgãos de fiscalização um projeto unificado para a construção e ocupação dos hangares por donos de aeronaves. “Cada pessoa pode apresentar um projeto no Crea (Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia), mas estamos estudando fazer a regularização do empreendimento, com um projeto padrão para todos, e repassar os custos depois”, disse Clino.

Fiscais da Agefis estiveram no aeródromo ontem para analisar as obras. “É uma ocupação antiga, que começou com uma simples pista de pouso. Eles possuem alvará de funcionamento da administração regional, mas os hangares e a pista de pouso não têm projeto aprovado pelo GDF. Notificamos para que a situação seja regularizada dentro do que foi determinado”, explicou o coordenador de Fiscalização de Obras, Gervásio Nunes.

O prazo dado é de 30 dias e pode ser prorrogado pelo mesmo período. Se não for cumprido, a multa diária é de R$ 3,3 mil, com possibilidade de embargo das obras. Dois fiscais da Terracap também estiveram na fazenda para fotografar a instalação, cuja pista de pouso tem mais de 1.750m de extensão. “Vamos fazer um relatório e a identificação da finalidade da benfeitoria. O nosso objetivo é verificar a documentação e enviar um relatório para o setor administrativo tomar as providências”, disse o auxiliar de fiscalização Domingos Sabino.

Agentes da Terracap estiveram ontem no aeródromo e órgão exigiu documentos para o funcionamento do empreendimento na fazenda
Cuidados com o meio ambiente

Funcionários do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) também estiveram no local na última quarta-feira. E até segunda, um representante da fazenda deverá comparecer ao órgão para dar início ao processo de regularização da situação em relação ao meio ambiente, uma vez que a área conta com tanques de combustível. A assessoria de imprensa do Ibram informou que a autorização para instalação deles depende do tipo de armazenamento — se é aéreo ou subterrâneo — e de uma análise para verificar se existe área de manutenção, de lavagem das aeronaves e do potencial do empreendimento. A partir da abertura do processo e da vistoria, será possível estabelecer as especificidades previstas na legislação.

Na fazenda, 300 cabeças de gado são criadas, mas a área já teve 1,5 mil bovinos. O aeródromo fica nas terras de José Ramos Botelho, 84 anos. Ele disse que o contrato de uso da terra com a Terracap não o impede de realizar obras no local. “O que me determinaram foi não degradar nada. Quando iniciei essa obra aqui, fui autorizado pelo governo e pela Terracap. Era só para mim, mas, no fim de semana, eu ia descansar e chegava um e outro pedindo para pousar. Como negar?”, contou.

Hoje, a pista de pouso recebe até aeronaves do governo federal e do GDF, como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, além de autoridades, como políticos e empresários. Em 2011, o Corpo de Bombeiros teria utilizado o espaço para abastecimento devido a um incêndio de grandes proporções no Jardim Botânico. Ontem, por volta das 11h, uma aeronave da Funai teria levado um índio que tinha passado por uma cirurgia em um hospital do DF. O estado de destino não foi informado. “Quase o Brasil inteiro já pousou aqui”, garantiu Botelho.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Gastos com eventos culturais em São Sebastião, ano de 2012


Os recursos públicos gastos em festividades por órgãos do Distrito Federal sobem. O público, nem sempre. Os números do show do cantor Michel Teló, no aniversário de Taguatinga, servem de termômetro para esse quadro. 

Conforme a Pesquisa Distrital de Amostra de Domicílios (PDAD) de 2011, a população da região administrativa superou a marca dos 221 mil habitantes. Segundo levantamento da  administração regional de Taguatinga, o público do espetáculo foi de pouco mais de 11 mil pessoas.

Menos de 5% 
Em outras palavras, os cofres públicos custearam uma festa que atendeu um público equivalente a somente 4,9% da população de Taguatinga. Nesta análise, é preciso levar em consideração dois fatores:  o evento foi realizado no meio da semana e tarde da noite.

Este é um indicador  para analisar a postura da população diante do gasto de dinheiro público com festividades e eventos. A aplicação de recursos públicos segue em frente. A reportagem do Jornal de Brasília teve acesso a um estudo do Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo) com os gastos feitos em festas, eventos esportivos, shows, homenagens, exposições, congressos e espetáculos em 2012 por administração regional.

  A pesquisa leva em conta diversas fontes de recursos, considerando secretarias e emendas parlamentares. Segundo o estudo, Taguatinga, Águas Claras e Guará foram as regiões administrativas com os maiores  gastos  nestes quesitos.

  Os números do estudo revelam que oito regiões administrativas gastaram mais de R$ 1 milhão com este tipo de ação em 2012. Outras 12 administrações gastaram valores entre R$ 977 mil e R$ 206 mil.

Também há quem poupe

 No outro lado deste levantamento, seis regiões administrativas tiveram gastos entre R$ 42 mil e R$ 1.3 mil. E quatro administrações regionais não realizaram festas com dinheiro público.

A região administrativa da Fercal ainda não tem os números para avaliação no Siggo por mal se ter instalada. E é possível ainda que tenham ocorrido outros gastos com festas em atividades que não passaram pelas administrações regionais. 

Dinheiro vem de emendas parlamentares 
O departamento de Orçamento e Finanças da Administração Regional do Guará confirmou os valores divulgados pelo Siggo. Segundo o departamento, apenas R$ 72 mil vieram do próprio orçamento da administração. Todo o restante partiu de emendas parlamentares e repasses de secretarias.

A administração informou que o volume de gastos com obras e projetos foi muito superior aos valores empregados em festividades. Do próprio orçamento, a administração aplicou mais de R$ 4 milhões em obras e similares, sem considerar recursos vindos da Novacap e da Secretaria de Obras.

Em relação ao gasto com festas, a administração explicou que os recursos foram pulverizados em atividades ao longo de todo o ano, contando shows, eventos esportivos e culturais.

A administração regional de Águas Claras respondeu com a seguinte nota: “Esse gasto foi realizado na gestão anterior sob uma outra ótica. Esta nova gestão segue a linha de investir os recursos prioritariamente em benfeitorias para a cidade”.

A administração regional de Taguatinga informou que não tinha tempo hábil para responder aos questionamentos da reportagem e que poderia prestar esclarecimentos a partir de hoje. 

Região Administrativa           Valor (R$)

  1. Taguatinga                           3.005.127,73
  2. Águas Claras                       2.876.600,00
  3. Guará                                  2.263.100,00
  4. São Sebastião                     2.075.225,00
  5. Planaltina                             1.880.989,38
  6. Recanto das Emas               1.484.000,00
  7. Brazlândia                           1.039.813,00
  8. Cruzeiro                              1.035.000,00
  9. Núcleo Bandeirante                977.498,18
  10. Ceilândia                                963.235,75
  11. Sobradinho                            749.161,64
  12. Santa Maria                           720.466,40
  13. Itapoã                                    641.690,00
  14. Riacho Fundo                        560.790,00
  15. Sudoeste                               529.210,30
  16. Varjão                                  425.165,00
  17. Riacho Fundo                     2339.900,00
  18. Paranoá                                339.032,19
  19. Sobradinho 2                        220.850,00
  20. Gama                                   206.138,50
  21. Brasília                                   42.968,00
  22. Estrutural                               39.100,00
  23. Samambaia                           20.000,00
  24. SIA                                        5.730,00
  25. Park Way                               3.949,00
  26. Candangolândia                      1.380,00
  27. Jardim Botânico                      Zero
  28. Lago Norte                             Zero
  29. Lago Sul                                 Zero
  30. Vicente Pires                          Zero
Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

Em consulta no Portal da Transparência ( www.transparencia.df.gov.b ), podemos consultar os gastos por Região Administrativa. Abaixo quadro com gastos do ano de 2012 para a Região Administrativa de São Sebastião.

07/12/2012
MV EVENTOS ARTISTICOS E ESPORTIVOS LTDA EPP
13.000,00
21/11/2012
FILADELFIA PRODUÇÕESME SERVIÇOS
15.000,00
21/11/2012
FILADELFIA PRODUÇÕESME SERVIÇOS
15.000,00
21/11/2012
FILADELFIA PRODUÇÕESME SERVIÇOS
15.000,00
21/11/2012
FILADELFIA PRODUÇÕESME SERVIÇOS
15.000,00
21/11/2012
FILADELFIA PRODUÇÕESME SERVIÇOS
20.000,00
21/11/2012
FILADELFIA PRODUÇÕESME SERVIÇOS
10.000,00
19/11/2012
JAQUELINE DE SOUSA EVENTOS ME
12.000,00
19/11/2012
JAQUELINE DE SOUSA EVENTOS ME
15.000,00
14/11/2012
JAQUELINE DE SOUSA EVENTOS ME
15.000,00
14/11/2012
R S PROMOÇÕES DE EVENTOS LTDA
18.000,00
14/11/2012
JAQUELINE DE SOUSA EVENTOS ME
15.000,00
14/11/2012
JAQUELINE DE SOUSA EVENTOS ME
28.000,00
14/11/2012
R S PROMOÇÕES DE EVENTOS LTDA
12.000,00
09/11/2012
J.A. PROFISSIONAIS DA MÚSICA ENTRETENIMENTO LTDA
30.000,00
09/11/2012
MV EVENTOS ARTISTICOS E ESPORTIVOS LTDA EPP
15.000,00
04/11/2012
MV EVENTOS ARTISTICOS E ESPORTIVOS LTDA EPP
14.000,00
18/10/2012
OSSOS DO OFICIO CONFRARIA DAS ARTES
12.000,00
18/10/2012
CENTRO CULTURAL E SOCIAL GRITO DE LIBERDADE MESTRE COBRA
15.000,00
02/09/2012
RCE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA
15.000,00
02/09/2012
RCE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA
25.000,00
02/09/2012
RCE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA
10.000,00
02/09/2012
RCE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA
5.000,00
02/09/2012
RCE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA
15.000,00
01/09/2012
RCE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA
5.000,00
01/09/2012
RCE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA
10.000,00
01/09/2012
RCE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA
25.000,00
01/09/2012
RCE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA
35.000,00
01/09/2012
RCE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA
15.000,00
31/08/2012
RCE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA
10.000,00
08/07/2012
MV EVENTOS ARTISTICOS E ESPORTIVOS LTDA EPP
14.000,00
24/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
32.000,00
24/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
35.000,00
24/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
25.000,00
24/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
25.000,00
23/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
25.000,00
23/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
28.000,00
23/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
35.000,00
23/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
32.000,00
23/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
15.000,00
22/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
15.000,00
22/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
15.000,00
22/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
15.000,00
22/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
28.000,00
22/06/2012
JK SERVIÇOS DE PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA ME
15.000,00
15/06/2012
GLOBO PRODUÇÕES DE EVENTOS E CONSULTORIA LTDA
30.000,00
15/06/2012
GLOBO PRODUÇÕES DE EVENTOS E CONSULTORIA LTDA
15.000,00
15/06/2012
GLOBO PRODUÇÕES DE EVENTOS E CONSULTORIA LTDA
20.000,00
15/06/2012
GLOBO PRODUÇÕES DE EVENTOS E CONSULTORIA LTDA
15.000,00
06/06/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
15.000,00
06/06/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
15.000,00
06/06/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
15.000,00
06/06/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
10.000,00
26/05/2012
MV EVENTOS ARTISTICOS E ESPORTIVOS LTDA EPP
15.000,00
11/05/2012
TRIOS BJU SHOWS, EVENTOS E PRODUÇÕES LTDA
25.000,00
11/05/2012
ECLIPS SONORIZAÇÕES & EVENTOS LTDA ME
25.000,00
11/05/2012
TRIOS BJU SHOWS, EVENTOS E PRODUÇÕES LTDA
30.000,00
11/05/2012
GYK CONSULTORIA E MARKETING LTDA ME
35.000,00
11/05/2012
FILADELFIA PRODUÇÕESME SERVIÇOS
15.000,00
11/05/2012
FILADELFIA PRODUÇÕESME SERVIÇOS
15.000,00
11/05/2012
FILADELFIA PRODUÇÕESME SERVIÇOS
5.000,00
21/04/2012
MV EVENTOS ARTISTICOS E ESPORTIVOS LTDA EPP
15.000,00
09/03/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
15.000,00
09/03/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
15.000,00
09/03/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
15.000,00
09/03/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
15.000,00
09/03/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
15.000,00
09/03/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
15.000,00
09/03/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
10.000,00
09/03/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
10.000,00
09/03/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
10.000,00
09/03/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
10.000,00
09/03/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
10.000,00
09/03/2012
RV PRODUÇÕES CONSULTORIA E MARKETING LTDA
10.000,00
08/03/2012
GG3 PRODUCOES CULTURAIS LTDA ME
8.000,00
18/02/2012
R S PROMOÇÕES DE EVENTOS LTDA
58.000,00
17/02/2012
R S PROMOÇÕES DE EVENTOS LTDA
32.000,00
17/02/2012
R S PROMOÇÕES DE EVENTOS LTDA
30.000,00
17/02/2012
R S PROMOÇÕES DE EVENTOS LTDA
25.000,00
17/02/2012
R S PROMOÇÕES DE EVENTOS LTDA
20.000,00
17/02/2012
R S PROMOÇÕES DE EVENTOS LTDA
20.000,00
17/02/2012
R S PROMOÇÕES DE EVENTOS LTDA
15.000,00
12/02/2012
MV EVENTOS ARTISTICOS E ESPORTIVOS LTDA EPP
14.000,00
03/02/2012
J.A. PROFISSIONAIS DA MÚSICA ENTRETENIMENTO LTDA
27.000,00
03/02/2012
J.A. PROFISSIONAIS DA MÚSICA ENTRETENIMENTO LTDA
30.000,00
03/02/2012
J.A. PROFISSIONAIS DA MÚSICA ENTRETENIMENTO LTDA
35.000,00
03/02/2012
J.A. PROFISSIONAIS DA MÚSICA ENTRETENIMENTO LTDA
35.000,00
02/02/2012
J.A. PROFISSIONAIS DA MÚSICA ENTRETENIMENTO LTDA
23.000,00
21/01/2012
MV EVENTOS ARTISTICOS E ESPORTIVOS LTDA EPP
13.000,00
* Data de empenho da despesa, pois a data do evento não se encontra registrada no Sistema Integrado 
de Gestão Governamental – SIGGO. Dúvidas e esclarecimentos, favor consultar o órgão contratante.