sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

GDF regulariza quatro assentamentos em São Sebastião



O Governo do DF assinou hoje decreto que regulariza quatro assentamentos na área rural de São Sebastião. São eles: 15 de Agosto, Camapuã, Estrela da Lua e 1º de Julho. A partir de agora, essas áreas passam de acampamento para assentamentos. A medida foi estabelecida em reunião do Conselho de Políticas de Assentamento (CPA) e beneficiará 150 famílias. O GDF está investindo cerca de R$ 120 mil por famílias assentadas.

 Com a regularização, as famílias dos quatro assentamentos terão acesso a todas as políticas de benefício à população rural, tais como crédito para a compra de insumos agrícolas e assistência técnica. “Estamos tornando o termo de cooperação de 2012 realidade. Além da regularização, ofereceremos toda a infraestrutura necessária para todos os agricultores como água, luz, esgoto, política habitacional, política de crédito. E digo mais, o que o trabalhador produzir aqui, nós vamos adquirir essa produção através do programa Papa DF”, garantiu o governador Agnelo Queiroz, que esteve presente pela manhã no Acampamento 15 de Agosto no Núcleo Rural Capão Cumprido, Fazenda Nossa Senhora Aparecida.


 Os contemplados serão selecionados pela Secretaria de Agricultura e pelo Incra, considerando critérios como a garantia de que sejam de baixa renda e excluídos de qualquer processo produtivo que garanta renda fixa. Os aprovados firmarão contrato de estágio com a Terracap por dois anos.  Esses quatro assentamentos são os primeiros regularizados de acordo com as novas regras estabelecidas pelo Termo de Cooperação firmado entre o GDF, o Incra e o Ministério do Desenvolvimentos Agrário (MDA), em dezembro de 2012.


Infraestrutura garantida para os assentamentos

A Caesb e o Incra assinaram também um contrato para implementação de sistemas de abastecimento de água em projetos de assentamento. As obras preveem a execução de sistemas de captação de água subterrânea por meio de poços tubulares, elevação para reservatórios, sistema de tratamento e rede de distribuição atendendo aos projetos dos assentamentos Oziel Alves III, Márcia Cordeiro Leite e Pequeno Willian com o fornecimento de água potável de forma ininterrupta. O prazo total previsto para a execução dos serviços desse contrato é de 270 dias. O valor dos serviços é de R$ 2,5 milhões. Além dessas áreas, o poder público acompanha as reivindicações de trabalhadores rurais das seguintes áreas da União: Chapadinha, Renascer, Terra Prometida e Palmares, em Sobradinho; Canaã, em Brazlândia; Toca da Raposa, em Planaltina; Grito da Terra, em São Sebastião; Santarém, em Ceilândia; e Patrícia e Aparecida, no Paranoá

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Festival de Cultura da Quadra 12 do Morro Azul


Feira de troca de brinquedos, Pintura de rosto, pipoca e algodao doce, Músicas com Calango Rasta, Recalcitrantes, Diga How, Grupo Negra!, B-Boys da quadra 12 e Desenhistas do Super Nova. 
Estamos recebendo doações de materiais escolares e brinquedos usados em bom estado e novos.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

São Sebastião recebe 13º Encontro de Folia de Reis do DF


O Parque de Exposições de São Sebastião recebe, até o próximo domingo (22), o 13º Encontro de Folia de Reis do DF. O evento tem entrada franca e vai reunir foliões de todo o Distrito Federal e Entorno.

O encontro é promovido pelo Clube do Violeiro Caipira de Brasília e pela Associação dos Foliões de Reis do Distrito Federal e do Entorno, com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Estado da Cultura do DF, do GDF, e da Petrobras.

A iniciativa pretende incentivar os moradores do DF a participar e promover a cultura popular tradicional relacionada a festejos natalinos.

Programação:

Quinta-feira (19)
18h - Presépio - Terço Rezado - Chegada dos Três Reis Magos
19h - Refeitório - Jantar dos foliões
Palco. 20h - Folia dos Reis Saudade do Interior (São Sebastião/DF) e encontro de bandeiras
20h30 - Abertura oficial com a presença de autoridades tradicionais, políticas e eclesiásticas
21h - Shows de Volmi Batista e Almir Sater

Sexta-feira (20)
9h as 12h - Casas de São Sebastião - Visita das Folias de Reis aos moradores inscritos no Concurso de Presépios
12h - Refeitório - Almoço dos foliões
12 as 14h - Palco - Shows de foliões e artistas convidados
14h as 18h - Casas de São Sebastião - Visita das Folias de Reis aos moradores inscritos no Concurso de Presépios
18h - Refeitório - Jantar dos foliões
19h - Palco - Encontro das Bandeiras, apresentações de Folias de Reis e Danças Populares
21h - Bendito de Mesa(Canto de agradecimento)
21h30 - Shows Pamella Viola - Leuton e Karen - Pereira da Viola - Ênio Lima e Gustavo Neto

Sábado (21)
8h - Refeitório - Café da manhã dos foliões
9h - Palco - Roda de prosa e sorteio da cidade sede do próximo Encontro
9h as 12h - Espaços Interatividades - Oficinas e troca de saberes
12h - Refeitório - Almoço dos foliões
12h as 14h - Palco - Shows foliões e convidados - Dennys e Paulo - Dayne Reis
14h - Bendito de Mesa(Canto de agradecimento)
14h30 as 18h - Espaços Interatividades - Oficinas e troca de saberes
18h - Refeitório - Jantar dos foliões
18h30 - Palco - Apresentações das Folias de Reis e Danças Populares
21h - Bendito de Mesa(Canto de agradecimento)
21h30 - Shows Macedo e Mariano - Roberto Correa - Paulo Cruz e Zé Eduardo - Zé Mulato e Cassiano

Domingo (22)
7h - Refeitório - Café da manhã dos foliões
8h - Palco - Assembleia da Associação dos Foliões de Reis do DF e Entorno (AFOREIS)
10h30 - Missa Sertaneja com Padre Adão Soares e Pastoral dos Foliões de Formosa/GO
11h30 – Anúncio do resultado do Concurso de Presépios
12h - Refeitório - Almoço dos foliões
12h as 14h - Palco - Shows foliões e convidados - Jacarandá e Braúna - Fábio Henrique e Deleon - Gilberto e Luciano
14h - Bendito de Mesa(Canto de agradecimento)
14h30 - Despedida das Folias de Reis
16h - Shows Valderley e Valtecy - Dyego e Gustavo - André e Andrade
Oficinas: Lundu, Catira e Curraleira (Folia de Reis Tradicional – Formosa/GO); Dança de Roda (Folia de Reis de Brazlândia), Dança de São Gonçalo (Folia de Reis de Arinos/MG).
LANÇAMENTO DO PROJETO NÚCLEOS DE ENSINAMENTO DA VIOLA (Oficinas com Roberto Correa, Cacai Nunes, Fábio Miranda e Ismar Resende)
Atrações diárias e permanentes
Barracas de comidas típicas e artesanato - Cantorias, rezas e terços a cargo dos foliões - Exposições de Instrumentos Musicais, Cartazes, Poster´s e Presépios
Local: Parque de Exposições de São Sebastião/DF
Informações pelos telefones: (61) 3301-5888 / (61) 3301-1267 / (61) 9964-7945 (Volmi Batista – coordenador)/ (61) 9325-8037 (Marcelo Manzatti - produção)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Filme SamSara

o filme aborda outros aspetos sem ser a alimentação, os contrastes entre
a riqueza e a pobreza e o belo e o destruído são postos aqui de uma forma magistral.
Este filme faz uma viagem épica por 25 países, não tem qualquer diálogo, apenas as imagens falam por si.
Este é um excerto desse filme, e tem a ver com o produção de carne em quantidades industriais. Já sabemos de onde vem um frango de aviário, já sabemos que a carne de porco do supermercado não é de um porco que anda a chafurdar numa quintinha, mas ainda assim ao ver esta mega-produção ficamos novamente com aquela ideia que algo está errado no nosso mundo.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Agricultores de São Sebastião de inscrevem no Papa-DF

A área rural de São Sebastião tem mais de três mil moradores e a produção se destaca no setor de produção de grãos como feijão, soja e milho, além de hortaliças e da pecuária.
Quem passou pelo estande da Secretária de Agricultura durante os três dias de "GDF junto a Você", em São Sebastião pode conhecer o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa/DF). Uma esquipe de profissionais da pasta orientou a população e realizou inscrições dos interessados em fazer parte do projeto.

Segundo dados da Emater, 70% do Distrito Federal é área rural. E foi pensando nisso que governo lançou no ano passado o Papa/DF. A área rural de São Sebastião tem mais de três mil moradores e a produção se destaca no setor de produção de grãos como feijão, soja e milho, além de hortaliças e da pecuária.

A ideia é dar mais segurança ao pequeno agricultor que pode agora vender seus produtos de forma direta com o governo. "É um programa do governo local onde o pequeno produtor pode comercializar seus produtos para o governo sem a necessidade de licitação o que facilita muito a esse agricultor. Se o GDF quiser fornecer um café da manhã, ele pode comprar os produtos desses agricultores. Tem um evento e é necessária a compra de plantas ornamentais, através do PAPA/DF esse produto também pode ser fornecido pelo agricultor ao governo local", explica o chefe da Comunicação Social da Secretaria, Ramon Paiva.

A venda via mercado governamental não se prende só a questão de alimentos. Vale lembrar que entra nessa lista, também, o mercado de flores e artesanato. Esses alimentos são distribuídos a pessoas em situação de risco, escolas, restaurantes comunitários, zoológico de Brasília, sistema prisional e sistema de saúde.

Mais de 300 agricultores participam do Programa e cada um deles pode comercializar com o governo até R$ 120 mil por ano, o que gera uma renda mensal de até R$ 10 mil. Para participar o produtor pode procurar uma das 16 unidades da EMATER espalhadas pelo Distrito Federal.
Programa de Aquisição da Produção da Agricultura - PAPA/DF
 Legislação
O Programa de Aquisição da Produção da Agricultura – PAPA/DF foi criado pela Lei Distrital nº 4.752, de 07 de fevereiro 2012. A regulamentação do programa se deu através do Decreto nº 33.642, de 02 de maio de 2012.
 O que é?
O Papa-DF viabiliza a compra direta pelo GDF de alimentos e produtos artesanais de pequenos produtores rurais e organizações sociais do setor agrícola. O programa dá mais segurança ao pequeno agricultor, com a garantia de mercado para os produtos e a possibilidade de geração de empregos na propriedade e renda para a família.
A regulamentação prevê a comercialização via mercado governamental não só de alimentos, mas também de flores e artesanatos. A lei distrital pretende ainda ir além da distribuição de alimentos a pessoas em situação de risco alimentar, alcançando outras instituições como os restaurantes comunitários, o zoológico de Brasília, sistema prisional e sistema saúde.
O diferencial do Papa-DF é que os produtores poderão comercializar, no âmbito do PAPA/DF até R$ 120 mil por ano, o que pode gerar uma média de renda mensal de até R$ 10 mil.
 Como Participar?
1- Agricultor Familiar
Serão beneficiados pelo programa os agricultores familiares rurais e urbanos, bem como povos e comunidades tradicionais e os beneficiários da reforma agrária. Vale ressaltar que os interessados em participar do Papa-DF devem possuir a Declaração ao Pronaf – DAP. Já no caso de grupos formais, as entidades devem possuir DAP Jurídica.
2- Órgãos e Entidades do GDF
Os órgãos e entidades vinculadas ao Governo do Distrito Federal interessados em adquirir, com dispensa de licitação, os produtos da Agricultura Familiar, devem preencher e encaminhar à Coordenação de Compras Institucionais, da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural – SEAGRI/DF, Projeto Técnico de Demanda – PTD devidamente preenchido e autuado em processo.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Bairro de São Sebastião fica ilhado após forte chuva.


Os moradores do bairro de Itaipu IV, em São Sebastião, não conseguiram deixar o local após a forte chuva que atingiu todo o Distrito Federal nesta quarta-feira (13/11). O bairro não é asfaltado e foi tomado por lama após o temporal.


A população reclama que já houve várias promessas de construção de asfalto, mas nada foi feito até agora. A reportagem tentou falar com a Administração de São Sebastião, mas não conseguiu contato.

GDF Junto da Gente inicia por São Sebastião

Avenida São Sebastião precisa ser duplicada urgente.
De hoje até segunda-feira (17), a população de São Sebastião será contemplada com o lançamento do programa GDF Junto da Gente, que visa estreitar a comunicação entre a comunidade e as autoridades locais. São ações conjuntas com a participação de diversos órgãos para atender as demandas da cidade.

O GDF garante que inúmeros problemas da comunidade poderão ser resolvidos nestes três dias e por isso faz o convite para uma ampla participação. A expectativa é de que o GDF Junto da Gente passe por 18 regiões administrativas. Ele ocorrerá de forma itinerante nas cidades-polo, tendo como público os moradores das regiões e demais cidadãos do DF. Busca-se com o projeto promover as expressões identitárias locais, as vocações econômicas específicas e as características socioculturais de cada cidade.


São 36 secretarias envolvidas, 23 empresas públicas, além de cinco fundações, cujo objetivo final é prestar serviços à população do DF. Todas as organizações participam das preocupações do governo, no que tange a eficácia dos atendimentos e a ampliação da parcela populacional que acessa os serviços públicos disponíveis.


A questão é que tais meios não estão sendo suficientes e uma parcela não conhece os serviços 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Sedhab e Codhab lançam editais para a construção de mais 6,8 mil unidades habitacionais: bairros Nacional e Crixá

Dando continuidade ao objetivo de ofertar 100 mil moradias no Distrito Federal até 2014, a Sedhab – Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano e a Codhab – Companhia de Desenvolvimento Habitacional lançaram, nesta quarta-feira (24), dois avisos de chamamento, no Diário Oficial do DF, para empresas do ramo da construção civil interessadas em participar da construção de cerca de sete mil novas unidades habitacionais pelo Programa Morar Bem.
Essas novas unidades serão construídas na região do Crixá (2.960) e Bairro Nacional (3.872), em São Sebastião e serão destinadas para as famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil. De acordo com os editais, as empresas vencedoras serão responsáveis por implantar a infraestrutura urbana e equipamentos públicos.
Estão em obras unidades habitacionais no Setor Habitacional Jardins Mangueiral: 8.000 residências, das quais 3.612 já foram entregues; no Riacho Fundo II: 5.133 unidades, da 4ª Etapa – uma parceria com a Associação Pró-Morar do Movimento Vida de Samambaia (AMMVS); 5.904 apartamentos no Riacho Fundo II, Residencial Parque do Riacho – empreendimento que está beneficiando famílias com renda mensal de até R$ 3,1 mil e é o primeiro projeto habitacional do GDF em parceria com o Banco do Brasil; em Santa Maria, 168; e no Paranoá, 6.240.
Os demais editais estão em fase de contratação do financiamento, seleção de empresa ou em fase de aprovação de projetos.
Brasília (DF) | São Sebastião | Bairro Crixá | Direcional Engenharia

Área total de 895.000 m²
3100 unidades habitacionais
160.000 m² de área construída








Brasília (DF) | São Sebastião | Bairro Nacional | Direcional Engenharia







sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Isso é Brasil






Como é que vocês querem ser feliz esse ano
Deixando a responsa com o Feliciano
Humanos direitos vai ter o direito
De ter um monstro nos direitos humanos
Daqui a pouco vão tacar mais lenha
Querer acabar com a lei Maria da Penha
Se pá ele vai pedir o seu cartão
Mas vê se não vai esquecer de dar a senha

(Voz Feliciano pedindo senha do cartão)
Eu mantenho minha fé em nós
Do que no seu Deus que está nas igrejas
Que só ama quem põe na bandeja
E manda pro inferno quem toma uma breja
Tá rolando dinheiro a vera
E tu quer saber onde que tão os seus
Na assembleia dos deputados
Ou se tá na assembleia de Deus
Ou se tá lá na Universal
Se pá teve lá na Mundial
Ou tá la na igreja da graça
A Igreja que é internacional
Apóstolo estuprando seu bolso
E o cristão estuprando o gatilho
O pastor estuprando a fiel
E o padre estuprando seu filho

Mas se for olhar profundamente
Os problemas com crente é peixe pequeno
O Brasil é o país da festa
E o que nos resta é tá no veneno
Brasileiro quer ser mais malandro
Explorando os bolivianos
Enquanto isso o nosso Nióbio
Sai daqui por debaixo dos panos
Observe de perto, meu mano
Olha lá nossos governadores
Não investem na educação
Pra não ter uma geração de pensadores
Pensadores tentaram avisar
Mas você fingiu que não viu
Aqui a bunda vale mais que a mente
Infelizmente esse é o Brasil

O problema tá lá no nordeste
Tá aqui em São Paulo e também tá no Rio
Isso é Brasil
Isso é Brasil
A bandeira são somente cores
Os nossos valores você não sentiu
Isso, Isso é Brasil
Isso, Isso é Brasil
Autoridades não usam ideias
Só usam onomatopeia do Shiu
Isso é Brasil
Isso é Brasil
Mc Garden tá aqui te falando
Tu tá escutando, será que ouviu?
Isso é Brasil
Isso é Brasil

Sistema de saúde precário
Só de lembrar até passou mal
Me incomodo menos com a doença
Do que com a demora do hospital
Brasileiro achando legal
Ser tratado como animal
Mas como é que vamos reclamar
Se às vezes nós agimos como tal?
Violência policial
É melhor nem tocar nesse assunto
Daqui a pouco vão excluir esse vídeo
E se eu falar muito vão me excluir junto
Agora olha nossos os buzão
Que as 7 da manhã não cabe mais ninguém
E logo mais aumenta a condução
E vocês vão achar que está tudo bem
Tão querendo acabar com os índios
Que é a origem do nosso país
O dinheiro tá mandando em tudo
E deixando mudo quem quer ser feliz
A pressa tá matando ciclista
E nas avenida mais um arregaço
O que dá a sorte de ter vivido
O piloto maldito joga fora o braço
Na rede social só piada
Também alienando a massa
Ou garota posando pelada
Quer tá na playboy, mas fez isso de graça
Mcs esqueceram da paz
Jovens como antes não se fazem mais
O casal chega na adolescência
E na mó indecência eles já vão ser pais
Onde é que estão os pais?
Será que estão presos na cela?
Ou será que tão presos na sala
Em frente uma TV assistindo a novela?
Pensadores tentaram avisar
Mas você fingiu que não viu
Aqui a bunda vale mais que a mente
Infelizmente esse é o nosso Brasil

O Problema tá lá no nordeste
Tá aqui em São Paulo e também tá no Rio
Isso é Brasil
Isso é Brasil
A bandeira são somente cores
Os nossos valores você não sentiu
Isso é Brasil
Isso é Brasil
Autoridades não usam ideias
Só usam onomatopeia do Shiu
Isso é Brasil

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Processo de regularização de São Sebastião começa em 15 dias, diz governo

Próximo ao Jardim Mangueiral, São Sebastião vem sendo alvo de várias tentativas de ocupação ilegal de terra
Moradores de São Sebastião começarão a entregar, em 15 dias, a documentação para regularizar terrenos e casas da cidade. A expectativa da Secretaria de Habitação (Sedhab) é que, até o final de dezembro, o Executivo assine o decreto que regularizará aproximadamente 15 mil moradias. Para facilitar esse processo, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab) montará um posto na administração regional da cidade para atender as pessoas que participarão do programa "Regularizou, é seu!".

Apesar da previsão de assinatura de um decreto que torna legal as ocupações, previsto para ocorrer até o final do ano, a Secretaria de Habitação ressalta que não é possível estabelecer uma data para entregar escrituras aos moradores, uma vez que o processo depende de cartórios, que podem demorar, segundo a pasta, de 30 a 90 dias.

A secretaria orienta, ainda, que os moradores devem participar de reuniões com técnicos da Codhab e Sedhab antes de comparecerem à administração regional da cidade para dar entrada na documentação. Os encontros entre moradores e servidores acontecerão de quadra em quadra, ocasião em que serão esclarecidas dúvidas, e os interessados ficarão informados sobre todos os trâmites.

Atualmente, técnicos da Sedhab estão com o processo relativo a 10 bairros da cidade, entre eles o Centro. Os relatórios e análises desses locais ainda passarão pelo Conselho de Meio Ambiente para obter a autorização e pelo Conselho de Planejamento Urbano, o Conplan, para que o projeto seja aprovado.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Moradores de São Sebastião podem começar a entregar documentos em 15 dias

Cerca de 15 mil lotes serão regularizados em São Sebastião
Daqui a 15 dias, moradores de São Sebastião podem começar a entregar documentos para a regularização de terrenos e casas. O anúncio foi feito nesta terça-feira (22) à noite pelo Secretário de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano, Geraldo Magela. De acordo com o secretário, um posto da Companhia de Desenvolvimento Habitacional, Codhab, será instalado na Administração Regional da cidade para atender quem pode participar do Programa Regularizou, é seu!

Geraldo Magela participou de uma audiência publica no CAIC de São Sebastião promovida pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, a partir da inciativa do presidente da casa, Wasny de Roure e da deputada Arlete Sampaio, do PT. Segundo Magela, a intenção é que o governador Agnelo Queiroz assine o decreto de regularização na cidade até o fim de dezembro. O secretário, no entanto, não marcou uma data para entregar escrituras aos moradores, porque a regularização também depende dos cartórios, que podem demorar, segundo ele, de 30 a 90 dias para aprontar o documento.

Porém, antes de irem ao posto da Codhab da Administração Regional, os moradores terão que participar de reuniões com técnicos da companhia e da Sedhab. Esses encontros ocorrerão quadra por quadra e a finalidade é esclarecer dúvidas e deixar bem claro quais documentos os moradores precisarão levar. 

Cerca de 15 mil lotes serão regularizados em São Sebastião e os técnicos da Sedhab já estão com o processo relativo a dez bairros da cidade, entre eles o Centro.

Tudo isso ainda passará pelo Conselho de Meio Ambiente, para obter a autorização ambiental ,e pelo Conselho de Planejamento Urbano, o Conplan, para aprovação do projeto urbanístico. Magela assegurou que nada fugirá dos critérios do programa de regularização do GDF. “Nós vamos legalizar um lote por família. Mais de um lote por família, não será regularizado. É o que está na lei!”, frisou o secretário.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Seops e Agefis derrubam 11 obras irregulares em São Sebastião

Obra removida em São Sebastião
Agentes da Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e da Agência de Fiscalização (Agefis) derrubaram, nesta segunda-feira (21/10), 11 obras que foram erguidas em áreas públicas de São Sebastião.

Foram derrubadas duas edificações na Chácara 13 e uma edificação na Chácara 1 do bairro Morro da Cruz.

Além de Seops e Agefis, estiveram presentes a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Companhia Energética de Brasília (CEB) e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Caminhão atinge carros e deixa três feridos na Avenida São Sebastião


Um caminhão desgovernado bateu em outros três veículos e deixou três pessoas feridas – uma delas com gravidade – na manhã desta quinta-feira (17), na avenida principal de São Sebastião, no Distrito Federal. Os motoristas de dois dos veículos atingidos também se feriram, sem gravidade.

Uma câmera de segurança mostra o momento que o caminhão atinge um dos veículos, que é arrastado e tomba. Esse veículo atingiu uma mulher que caminhava na rua, próximo a uma faixa de pedestre. Ela foi levada em estado grave para o Hospital de Base de Brasília, com traumatismo craniano, segundo o Samu.

O caminhão transportava blocos de paralelepípedo. Segundo testemunhas, o veículo desceu a avenida em alta velocidade, buzinando. O chaveiro Leily Machado, que trabalha próximo ao local do acidente, disse que teve de saltar para não ser atingido pelo veículo que foi arrastado pelo caminhão. O carro dele, que estava estacionado, teve o vidro quebrado.

Ainda de acordo com testemunhas, o motorista afirmou que perdeu o freio do veículo na entrada de São Sebastião e perdeu o controle da direção. Após o primeiro veículo ser atingido, o caminhão se chocou com a traseira de outro carro. A cem metros do segundo acidente, o caminhão passou por cima de um canteiro, se chocou com a lateral de um terceiro veículo e só parou quando se chocou com um poste.

O Corpo de Bombeiros informou que o motorista da caminhonete atingido pelo caminhão foi levado ao hospital com suspeita de fratura no braço. O condutor do outro carro teve escoriações.

O delegado-chefe da 30ª DP, Érito Cunha, afirmou que vai investigar as causas do acidente. "Nós vamos verificar se este caminhão está com falta de manutenção e também com excesso de peso. As pessoas têm que tomar cuidado com a manutenção de veículos, têm que tomar cuidado com o excesso de peso, porque em uma descida como esta, tudo isso interfere."
Às 12h45, parte da avenida de São Sebastião continuava interditada pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Militar.


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Condomínio legal sem atenção

Moradores do Chapéu de Pedra, no Setor Habitacional Tororó, sofrem com falta de estrutura e segurança.
O Condomínio Chapéu de Pedra, no Setor Habitacional Tororó, é diferente de todos os outros do Distrito Federal. A divisão da área de 21 hectares, localizada a 18km da Ponte JK, só ocorreu depois de o loteamento ser aprovado no papel. Não apareceu em decorrência da grilagem. Também não há muros nem guaritas. Cada morador tem a escritura do imóvel, algo raro na região tomada por parcelamentos irregulares. Mesmo obedecendo a todos os parâmetros legais, o local ainda não foi totalmente implantado, quase 14 anos depois de criado, e carece de infraestrutura e de serviços básicos. Moradores reclamam do descaso do governo com a região.

Dos 269 lotes — entre residenciais e comerciais —, 50 têm moradores ou casas em construção. Os espaços destinados a equipamentos públicos, como um posto de saúde ou de polícia, exigência para a aprovação do projeto urbanístico, também estão vazios. Para o arquiteto Marcelo Montiel, filho do criador do parcelamento, Gladson Rocha, a falta de infraestrutura e de cercamento é o principal entrave para a ocupação dos lotes. “Se tivesse um muro, os terrenos estariam mais valorizados e todos ocupados. É o preço que pagamos por estarmos dentro da lei”, imagina. Como a legislação não permite cercar os loteamentos (veja Entenda o caso), ele e o pai não fecharam o espaço.

O condomínio totalmente aberto, aliado ao escasso policiamento da região, contribui para a violência do local e deixa os moradores inseguros. Muitos já tiveram a casa invadida. “Antes, eram ‘ladrões de galinhas’. As pessoas entravam e roubavam a geladeira, por exemplo. Hoje, invadem a casa com gente dentro. Uma vez, deram um tiro no chão para assustar as crianças”, relata a nutricionista Elisa Cordenonsi, 31 anos. “Estamos cercados por condomínios irregulares que estão murados, mas nós não temos segurança. Usamos os recursos que temos à disposição, como cachorro, cerca elétrica, câmeras e alarmes”, cita.

Elisa mora no local há pouco mais de um ano. Sempre teve a vontade de viver em uma casa depois de se casar, mas não queria comprar um lote em área irregular. E até pouco tempo atrás, o condomínio não tinha placas de identificação e coleta de lixo, por exemplo. “Para falar com o motorista do caminhão e pedir para ele passar nas ruas, ficamos de plantão na estrada à espera dele. Já as placas, nós tiramos dinheiro do próprio bolso. Só assim as correspondências começaram a chegar às casas.”

Acesso
Marcelo não mora no condomínio, mas, desde o falecimento do pai, assumiu a responsabilidade do local. Para conseguir melhorar o acesso ao Chapéu de Pedra, antes feito por estrada de terra, pediu ajuda a muita gente. “O asfalto está no orçamento participativo, no qual a população sugere como gastar parte do dinheiro das administrações, mas a única coisa que conseguimos até agora foi a doação de um material fresado para colocar no local”, contou. O arquiteto não se cansa de reclamar da falta de incentivo a quem está dentro das leis. “Meu pai, como empreendedor, fez um projeto urbanístico, construiu os sistemas de água, esgoto, energia e até de drenagem pluvial, além das vias e de outras obras, e entregou tudo ao governo. Foram mais de R$ 8 milhões doados ao governo e o que temos em troca?”, questiona.

Queixas também foram feitas pelo professor universitário Paulo Seidl, 48 anos. A casa dele foi invadida em julho, e os criminosos levaram roupas, aparelhos eletrônicos entre outros objetos. A perícia nem sequer foi feita na residência. A falta de energia com frequência também incomoda o morador. “Todo ano eu perco, pelo menos, um aparelho. E isso agrava ainda mais a nossa falta de segurança”, reclama. “Somos vistos como cidadãos de segunda categoria pelo governo, apesar de pagarmos IPTU e outros impostos. Todas as benfeitorias são fruto de esforço dos moradores. Tinha tudo para ser um modelo de urbanismo para o DF”, lamenta.

Entenda o caso Batalha de 20 anos
Moradores de condomínios irregulares tentam, há mais de 20 anos, legalizar a colocação de muros e guaritas. Deputados distritais fizeram vários projetos, mas as leis foram consideradas inconstitucionais por vício de iniciativa. Isso porque a proposta deveria partir do Poder Executivo. O último projeto derrubado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) foi em 2007. Dois anos depois, lideranças comunitárias fizeram um abaixo-assinado para pressionar o governo a discutir o assunto, mas, somente em 2011, a lei 4.893 começou a ser elaborada. 

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o Governo do Distrito Federal, em 2007, não proíbe muros e guaritas, mas determina que haja uma lei específica para o assunto. É preciso levar em conta se há áreas destinadas à circulação de pessoas e implantação de equipamentos públicos urbanos e comunitários, bem como espaços livres de uso público. A Lei 4.893 de 2012, que permitia a colocação de muros e guaritas, foi considerada inconstitucional pelo Conselho Especial do TJDFT. Para corrigir o vício formal, apontado na decisão, o governo criou uma nova lei, dessa vez complementar e não ordinária, como feito anteriormente, e a Câmara aprovou. No entanto, o MP questionou novamente.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Brasília pode ser todo o DF

As placas nas rodovias não indicam que os motoristas estão tendo acesso ao
Distrito Federal e, sim, a Brasília: essa é a ideia da proposta em trâmite no Congresso
“Você é de onde?” Ao ouvir essa pergunta, quem vive no Distrito Federal e está longe de casa não pensa duas vezes: “Sou de Brasília”. Pouco importa se a pessoa mora no Guará, em Taguatinga, no Lago Sul, no Riacho Fundo, em Sobradinho ou em Santa Maria. O assunto, que pode causar arrepios em quem leva ao pé da letra o que determina a Constituição Federal e a Lei Orgânica do DF e é visto por alguns especialistas como avanço contra a segregação social, chega agora à Câmara dos Deputados. Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) prevê a correspondência entre as áreas geográficas de Brasília e do DF e deve movimentar o debate que há muito tempo confunde os moradores do quadradinho.


Oficialmente, Brasília é a Região Administrativa nº 1, formada atualmente pelas Asas Norte e Sul e por oito setores — entre eles, o de Áreas Isoladas e o Militar Urbano. “Brasília é o conjunto urbano do Distrito Federal e todas as regiões administrativas são suas componentes, por isso, essa proposta pode acabar com a discriminação que existe de que quem vive em uma cidade-satélite está fora”, acredita Aldo Paviani, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) e geógrafo da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Crítico voraz da segregação imposta aos moradores das regiões mais afastadas do centro da capital, além dos municípios goianos e mineiros que circundam o DF, Paviani promove, há anos, uma espécie de campanha em prol da ampliação do conceito da cidade. 

Essa ideia foi justamente o que motivou a apresentação da PEC nº 255/2013, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. “Hoje, há um equívoco discriminatório com a ideia de que Brasília seja só a parcela do DF conhecida por Plano Piloto e isso dá uma noção de segregação. A proposta vem para reconhecer que Brasília é o todo do mapa do DF e que seus moradores são todos brasilienses”, justifica o deputado federal Roberto Policarpo (PT-DF), autor da proposta. 


Na BR-020, a indicação para quem chega também não destaca o DF
Coexistentes

“Que benefício isso trará ao DF? Sou intransigente na defesa das leis e só não compreende a diferença entre Brasília e Distrito Federal quem não entende de legislação. Desde 1960, é assim. Por que fazer isso agora?”, questiona Adalberto Lassance, topógrafo e acadêmico do Instituto Histórico e Geográfico do DF. Para ele, trata-se de uma mudança inócua. “Infelizmente, autoridades e professores perpetuam esse erro grave, que vai passando de geração em geração. Brasília é uma das 31 cidades do Distrito Federal, só isso. Não dá para confundir.” 

Portanto, na concepção do acadêmico, quem nasceu e vive em Sobradinho, por exemplo, não pode considerar-se brasiliense. Pelo menos por enquanto. Caso a PEC seja aprovada, no entanto, o parágrafo 1º do artigo18 da Constituição Federal passará a ter a seguinte redação: “Brasília é a capital federal e sua área geográfica corresponde à do Distrito Federal, sendo coexistentes entre si”. 

A proposta tramita em conjunto com a PEC nº 216/2012, que busca colocar a capital na posição de município neutro, desvinculado do pacto federativo. Dessa forma, a autonomia político-administriva da capital seria retirada e a administração do DF ficaria a cargo de governador indicado pelo presidente da República e por ele nomeado após aprovação pelo Senado. “As duas PECs tratam de um assunto semelhante, mas são o contrário uma da outra. Se a minha PEC for aprovada, acaba-se com a possibilidade de se criar um outro Estado na região do DF, de diminuir o tamanho da capital ou de tirar a autonomia do DF, pois ficaria esclarecido que Brasília é o Distrito Federal”, observa Policarpo.



Proibido por decreto

Em 1998, o Decreto nº 19.040 proibiu a utilização “da expressão satélite para designar as cidades situadas no território do DF nos documentos oficiais e outros documentos públicos no âmbito do GDF”. A justificativa era de que as aglomerações urbanas assumiam, cada vez mais, características independentes.

No papel
A região administrativa de Brasília é formada pelas seguintes áreas: Asas Norte e Sul, Setor Militar Urbano, Setor de Garagens e Oficinas, Setor de Indústrias Gráficas, Área de Camping, Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios, Setor de Embaixadas Sul e Norte, Vila Planalto, Granja do Torto, Vila Telebrasília e Setor de Áreas Isoladas Norte.

» Ponto crítico

Brasília e Distrito Federal são a mesma coisa?

Sim
“O Plano Piloto de Lucio Costa, construído e consolidado ainda nos anos de 1960, deveria ter coincidido com a capital federal, Brasília. Na evolução urbana, e antes mesmo da inauguração de Brasília, projetou-se Taguatinga, logo povoada e atraindo serviços os mais variados. E mais assentamentos se ergueram — hoje, totalizando 31 —, as denominadas regiões administrativas (RAs). A primeira delas, a RA 1, foi chamada de Brasília, mas, na realidade, tratava-se do lugar geográfico Plano Piloto, o centro administrativo e econômico do Distrito Federal. Caberá, de fato, alterar-se a denominação para RA 1-Plano Piloto, pois Brasília é o todo urbano do DF, isto é, o somatório de todas as RAs ou cidades-satélites, como eram denominadas no passado. Com isso, recompõe-se a geografia do Distrito Federal, que tem área rural e um conjunto urbano polinucleado, que formam Brasília, cujo núcleo central é o Plano Piloto, não mais um projeto urbanístico, e, sim, o centro da metrópole que se formou com sua construção.”

Aldo Paviani, professor emérito da UnB e geógrafo da Codeplan/DF
Não

“Sábias e muito claras em seus textos, a Constituição de 1988 e a Lei Orgânica do DF, de 1993, deram uma organização político-administrativa singular, atípica, diferente das demais cidades e Unidades Federativas brasileiras. Assim, ao DF, foi proibido criar municípios e a sua organização físico-territorial foi contemplada com as regiões administrativas e suas cidades-sedes, hoje em número de 31. Mas lhe foram atribuídas competências legislativas reservadas aos estados e municípios. Com isso, além do Fundo Especial do DF, também recebe verbas da União destinadas aos estados e municípios. Distrito Federal é a unidade Federativa, é o território que abriga dentro dos seus limites geográficos a cidade de Brasília. A capital da República é a sede do Governo do Distrito Federal e da Região Administrativa I, onde se localiza. Uma PEC de nº 255 de 2013 tramita no Congresso para transformar o Distrito Federal em município único. Qual o objetivo? Acabar com as 31 cidades e respectivas regiões administrativas transformando-as num só município? Um município é comandado por um prefeito. Teremos a eleição de um prefeito e de um governador para o DF ou o cargo de governador será suprimido? Ou o cargo de governador será transformado em prefeito do DF? Nossa opinião é de que essa mudança só trará prejuízos para o Distrito Federal e para Brasília.”

Adalberto Lassance, topógrafo e acadêmico do Instituto Histórico e Geográfico do DF