sexta-feira, 28 de março de 2014

Deem um jeito naquela via

A madrinha, Nina, o pai, Baltazar, e a cunhada Edite ainda não conseguem
acreditar na morte de Ronan: trabalhador responsável, deixou duas filhas

A tragédia na pista principal de São Sebastião foi mais um capítulo em uma via que já fez 19 vítimas nos últimos 10 anos. Na manhã de quarta-feira, a sequência de colisões provocadas por um caminhão de transportadoras de bebidas fez mais quatro vítimas. A população sabe do perigo da avenida e tem na ponta da língua as mais diversas soluções para o local. A dona de casa Nina Monteiro, 68 anos, é madrinha de Ronan Silva, 36 anos, um dos atropelados. Ela mora na cidade e cobra uma solução para a pista, que diariamente oferece risco aos condutores e pedestres, segundo ela. “Tinham que dar um jeito naquela via. Proibir o fluxo de caminhão poderia ser um começo”, sugere. 

Os moradores da cidade temem que outras tragédias aconteçam. A monitora de ônibus Tatiane Brito, 26 anos, vai de coletivo para o trabalho diariamente. O ponto em que pega o transporte público fica à beira da Avenida São Sebastião, onde ocorreu o acidente. Todos os dias, ela vê diversos carros em alta velocidade por ali. “Tenho até medo de caminhar perto daquela via”, comenta. Anteontem, se fosse para o serviço no horário normal, teria presenciado e até corrido risco de se machucar com o acidente. “Fui trabalhar mais tarde, graças a Deus. Geralmente, pego ônibus no horário em que ocorreu a colisão”, diz. 

Tatiane critica: "Tenho até medo de caminhar perto daquela via"
O operador de máquina Ernane Souza, 52 anos, trabalha próximo à avenida. No momento do acidente, ficou com medo de ser atingido por um dos 14 postes que o caminhão derrubou. “Saí correndo na hora. A loja em que trabalho quase foi atingida”, conta. Para ele, é necessário que o órgão responsável reduza a velocidade máxima permitida na via. “Precisava cair para 40km/h”, propõe. Outra solução apontada por ele seria a proibição de caminhões. “Eles tinham de usar a entrada que tem no sentido de Unaí, não a que desemboca no centro da cidade”, acredita.


Ontem também foi dia de parentes e amigos chorarem pelas vítimas. Roberta Saldanha, 27, era vizinha de Nelson de Souza Moura, que morreu atropelado por uma van atingida pelo caminhão. A autônoma conta que ele era uma pessoa amigável. “Não tinha ninguém para falar mal dele. Era gente boa, tranquilo”, descreve. Ela tomou café da manhã com Nelson momentos antes da tragédia. “Ele estava alegre”, lembra. Segundo Roberta, o homem tinha saído para comprar pão. “Disse que ia ao mercado. Infelizmente, não vai mais voltar”, lamenta. 


Trabalho de funcionários da CEB: postes foram reinstalados ontem
Revolta
O marceneiro Geraldo Nascimento, 54 anos, conhecia Nelson desde que o homem era criança. Ambos moravam em Alexânia (GO) e, atualmente, estavam em São Sebastião. Nelson era pintor e pedreiro e tinha se mudado para Brasília para trabalhar. “Éramos muito amigos. Ele era extremamente responsável e trabalhador”, lembra. Nelson frequentava um bar próximo à sua residência. O proprietário do estabelecimento, Antônio Gomes, 66 anos, conhecia o pintor há 15 anos. “Ele conversava com todos. Nunca se envolvia em confusão. Lamentável o que aconteceu.”


A família de Ronan Silva de Araújo também estava inconformada. A outra vítima atropelada pela van era o caçula de quatro irmãos e tinha duas filhas, uma de 7 e outra de 18 anos. Trabalhava como pintor e era considerado muito responsável por parentes e amigos. O pai dele, Baltazar Araújo, 77 anos, aposentado, ainda não acredita que perdeu o filho. “Demora a cair a ficha. Eu o amava muito”, diz. Apesar de o acidente ter ocorrido por volta das 10h30, ele soube da morte do filho somente às 17h. “Logo depois da tragédia, a cidade parou e todos ficaram sabendo, inclusive eu. Mas não fazia noção de que o Ronan era um dos envolvidos. Com ele, levaram um pedaço de mim”, lamenta.



A vendedora Edite Lima, 55 anos, cunhada de Ronan, reclama da omissão do Grupo Horizonte, responsável pelo caminhão. Segundo ela, a empresa ligou ontem para a família, a fim de prestar assistência. Após o telefonema, contudo, não entraram mais em contato. “Não deram satisfação nenhuma. Ligaram uma vez, mas, depois disso, não nos procuraram mais”, queixa-se. Em nota, o grupo ressaltou que vai apurar detalhes do caso e que está prestando toda a assistência necessária aos familiares das vítimas. A 32ª Delegacia de Polícia ainda investiga o caso, e considera a hipótese de sobrecarga da carreta. 

As vítimas

Nivaldo Crethon dos Santos
Data de Nascimento: 1º/3/1959
Estava no caminhão na hora do acidente
Foi sepultado ontem



José Acioli Sobrinho
Data de Nascimento: 17/9/1956

Também estava na carreta responsável pelas colisões




















Ronan Silva de Araújo
Data de Nascimento: 9/2/1978
Profissão: pintor
Natural de Brasília
Tinha 2 filhas
Foi atropelado pela van atingida pelo caminhão 

Nelson de Souza Moura
40 anos 
pedreiro e pintor
Morava sozinho em São Sebastião
Família mora em Alexânia


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quinta-feira, 27 de março de 2014

Tragédia anunciada

Após ser acertado pelo caminhão, ônibus bateu em um carro
Placas de alerta para a descida íngreme da pista, quatro pardais para vigiar o limite de 60km/h, quatro quebra-molas. Nada disso foi suficiente para impedir uma calamidade em São Sebastião. A pista principal da cidade tornou-se palco de mais uma tragédia. Um acidente envolvendo um caminhão, um ônibus, uma van e dois carros acabou com quatro mortos e quatro feridos, ontem, por voltas das 10h30.O desrespeito às leis de trânsito na via é antigo. Os moradores da região contam que é comum ver veículos circularem por ali muito acima da velocidade permitida. “Vários carros passam muito rápido. Até atravessar a rua é perigoso”, relata o aposentado Gilson Pereira, 52 anos.

A van foi o primeiro carro atingido pela carreta desgovernada
A colisão que envolveu cinco automóveis foi causada pelo caminhão. Desgovernado, ele bateu na van, que perdeu o controle e atropelou e matou dois pedestres — Ronan Silva, 36 anos, e Nelson Souza, 33. Após a primeira batida, a carreta não parou. Acertou um ônibus, que bateu em um Siena e em uma Hylux. O motorista do veículo de uma transportadora de bebidas, Carlos Augusto Santos Amaral, 34 anos, e os dois ajudantes que o acompanhavam, José Acioli Sobrinho, 57, e Nivaldo dos Santos, 55, ficaram presos nas ferragens. Os dois últimos morreram no local do acidente.

O condutor foi encaminhado de helicóptero para o Hospital de Base, com diversas fraturas. Ele passa bem. O responsável pela van, Alan Ribeiro, 36, também foi para o Base, mas recebeu alta ontem mesmo. No ônibus, Ivan Araújo, 21, e Jonas Magalhães, 52, saíram machucados. Eles foram para o Hospital do Paranoá com escoriações leves e liberados logo em seguida.

Rubiano Silva, de 37 anos, desconfiava que o irmão, Ronan, estava entre as vítimas. Apreensivo, soube do pior no fim da tarde. “Amanhã (hoje) iremos ao Instituto Médico Legal resolver as burocracias. Estamos muito abalados”, lamentou. No Hospital de Base, o condutor do caminhão que causou o estrago segue internado. Apesar de ter fraturado as duas pernas, ele se encontra estável, mas sem previsão de alta.

Sem freio
As duas vítimas atropeladas pela van morreram na hora

O veículo da transportadora de bebidas só parou após capotar
O trânsito foi desviado no local e a CEB teve que acionar equipes para consertar 14 postes derrubados pelos veículos (leia mais na página 30). O frentista Jackson Douglas Aires, 32 anos, é morador de São Sebastião e trabalha no posto de gasolina que fica à beira da via. Ele também confirma que é corriqueiro ver carros em alta velocidade na região. “Mesmo com as lombadas, eles não pisam no freio”, afirma. Um dos colegas de Jackson atravessou a rua minutos antes da tragédia — ele pode ser visto nas filmagens do circuito de segurança do posto. “Dois minutos antes, ele teria sido uma das vítimas”, acredita Jackson. 

As vítimas
» Nivaldo Crethon dos Santos, 55 anos (estava no caminhão)


» José Acioli Sobrinho, 57 anos (estava no caminhão)

» Nelson de Souza Moura, 40 anos (pedestre, pedreiro e morador de São Sebastião)

» Ronan Silva, 36 anos (pedestre, pintor, mas não identificado oficialmente pela polícia)

O dia em que São Sebastião parou

Uma multidão se reuniu no local para ver o resultado do acidente: quatro mortes
e a necessidade de reconstrução da rede elétrica de cinco quadras
Henrique Rosycki, 30 anos, saiu de casa por um motivo que vai atrapalhar mais de 6 mil casas nos próximos dias: a falta de energia provocada pelo acidente que matou quatro pessoas, feriu quatro e atingiu a rede elétrica de São Sebastião, na manhã de ontem. “Quando a luz acabou, quis saber o que tinha acontecido. A vizinhança inteira estava sabendo, comentando, explica o técnico de informática. Henrique não foi o único a ir para a rua e ver as consequências da sequência de batidas. Uma multidão de curiosos apareceu no local e aumentava conforme as notícias sobre o ocorrido eram veiculadas.


Com a falta de luz, população saiu de casa para ver o que tinha acontecido: relatos de barulhos
Do momento das colisões, às 10h30, até a retirada e identificação dos últimos corpos das ferragens, a principal avenida de São Sebastião se transformou em local de aglomeração e central de notícias sobre o caso. Todos observavam paralisados a movimentação — com direito à presença de ambulantes vendendo refrigerantes, água, picolés e dindins.


Segundo a CEB, 14 postes foram derrubados na sequência de colisões provocadas pelo caminhão
A Companhia Energética de Brasília (CEB) informou que será necessário reconstruir a rede elétrica de pelo menos cinco quadras: 204, 205, 206 , 305 e 306. Segundo o órgão, 6.183 casas ficaram sem energia devido ao acidente. Até o momento do fechamento desta edição, não havia uma previsão sobre quando o serviço de fornecimento voltará ao normal. O Grupo Horizonte, proprietário da carreta, afirmou em nota que está prestando toda a assistência necessária aos envolvidos e às respectivas famílias. Segundo o grupo, a frota de caminhões é nova, a manutenção dos veículos é feita regularmente e só a perícia — que sairá em 30 dias, segundo a polícia — poderá mostrar o que ocorreu com o caminhão.

Alta velocidade
Eloízio Nascimento, 35, também estava em casa quando ouviu o barulho das colisões. “Parecia um foguete: foram vários estrondos muito altos. Fiquei assustado”, conta o pedreiro. Morador da região, Eloízio afirma que não é raro ver acidentes no local e que acha que a principal causa dos problemas é a alta velocidade com a qual os veículos cruzam a pista. “Eles só freiam quando se aproximam dos pardais e quebra-molas, o que não é suficiente para evitar as tragédias.”

No posto de gasolina próximo ao local, cujas câmeras de segurança flagraram o caminhão no momento da batida com o ônibus, os frentistas andavam de um lado para o outro, comentando os acontecimentos. O gerente do estabelecimento, Luiz Henrique Castro, 40, afirma que viu todo a tragédia de sua sala e que já está acostumado com esse tipo de situação. “Esse deve ser o quinto acidente grave que eu vejo nos últimos anos. Colisões pequenas acontecem o tempo todo, já perdi a conta”, acrescenta Luiz Henrique.

Os efeitos do acidente podiam ser observados desde a primeira curva da via: marcas de pneu, árvores derrubadas e pequenas peças que se soltaram do caminhão na primeira colisão, completavam a cena do acidente, que envolveu quatro veículos e danificou indiretamente um quinto. Até o início da noite, a rua ainda não havia sido liberada, enquanto os destroços dos veículos e os postes e fios de energia danificados eram removidos, os motoristas que tentavam entrar em São Sebastião precisavam fazer desvios pelas vias laterais.


Números

O episódio de ontem ilustra uma preocupante tendência verificada em fevereiro deste ano. A quantidade de vítimas mortas em acidentes de trânsito aumentou 22,2%, em relação ao mesmo mês de 2013. Em 2014, 33 pessoas perderam a vida em vias do DF, seis a mais que as 27 de 2013. A quantidade de acidentes fatais cresceu 21,7%. No mês passado, foram 28 incidentes trágicos, contra 23 no referido período de 2013. O acumulado do primeiro bimestre indica um aumento de 7,4% de acidentes fatais e de 10,16% de óbitos.

Memória

17 de outubro de 2013
O veículo da empresa Brasil Premoldados perdeu os freios antes da barreira eletrônica no acesso da cidade, na Avenida São Sebastião. Arrastou uma Hilux Toyota e um Vectra, e colidiu com um Logan, já no segundo balão da avenida. Uma mulher que atravessava na faixa de pedestres foi atingida pela Hilux e morreu horas depois, no Hospital de Base. 

24 de setembro de 2013
Um caminhão do SLU capotou na Avenida São Sebastião e matou dois garis. O motorista do veículo perdeu o controle de freios na descida, cruzou a pista e só parou quando bateu no muro de uma marmoraria. A pista molhada e a alta velocidade teriam contribuído para o acidente. O laudo com as causas deve sair na semana que vem.

10 de agosto de 2013
Um homem foi atropelado na avenida próxima ao Jardins Mangueiral. Uma EcoSport colidiu com um caminhão e, em seguida, atingiu José Augusto Pereira da Silva, 19 anos, que morreu na hora.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Quantas vidas serão necessárias para tomarem uma providência?

Este não é e nem será o primeiro acidente neste trecho da Avenida São Sebastião.


Vejamos alguns acidentes que já aconteceram nesta avenida.










Caminhão desgovernado bate em ônibus e deixa 4 mortos em São Sebastião



Um caminhão de distribuição de bebidas com problemas no freio provocou a morte de quatro pessoas na avenida principal de São Sebastião, por volta das 10h45 desta quinta-feira (26/3). De acordo com o Corpo de Bombeiros, após perder o controle da direção, o veículo derrubou ao menos quatro postes, bateu em uma van que atropelou dois pedestres. Eles não resistiram aos ferimentos. As outras duas vítimas fatais eram passageiras do caminhão  - os corpos delas ficaram presos às ferragens. 




Após a colisão com a van, o caminhão continuou em movimento e atingiu um ônibus, que bateu em um Siena, e por sua vez atingiu uma Hilux.  Quatro pessoas ficaram feridas: o motorista do caminhão que foi levado  para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), com ferimentos graves após ficar presos às ferragens; e o condutor, o cobrador e um passageiro do ônibus, que tiveram escoriações leves e foram levados para o Hospital Regional do Paranoá (HRP).

De acordo com a Companhia Energética de Brasília (CEB), os reparos nos locais de recuperação serão iniciados assim que o local for liberado.  Pelo menos 6.183 unidades consumidoras estão sem energia na cidade. As regiões afetadas pela queda dos postes são: o setor CRO, as quadras 102 a 104, 201, 206, 305, 307, a Avenida Comercial do Setor Tradicional, os bairros Centro, São Bartolomeu, Cerâmicas Nacional, São Paulo e Bom Sucesso.





Outro acidente
Também em São Sebastião, uma colisão entre dois ônibus deixou 12 feridos na DF-140, próximo ao condomínio Alphaville, na noite de terça-feira (25/3). Os bombeiros levaram as vítimas, todas com ferimentos leves, para os hospitais da região.



O trânsito no local estava engarrafado por conta de um acidente anterior, em que um motociclista haviaatropelado uma vaca. O motorista do ônibus da Viação Grande Brasília, que vinha na frente, contou que ficou com medo de não conseguir parar, jogou o veículo para a contramão e então parou. Foi quando o coletivo que vinha atrás, da Anapolina, também fez o mesmo movimento, mas não conseguiu frear e bateu na traseira.


Duas pessoas, em atendimento na ambulância, disseram que o motorista do segundo ônibus pareceu ter perdido o freio. O motorista da Viação Anapolina não quis dar entrevista.

terça-feira, 25 de março de 2014

Projeto Represamento do Rio São Bartolomeu

Vejam o projeto que era pra ser a cidade de São Sebastião. Muita coisa mudou de lá pra cá! Abaixo as legendas de cada número.

Com o Lago Paranoá já é muito especulado, imagina com dois lagos de proporção quase que equivalentes!



Problema em transformador deixa Vila do Boa sem energia.


Um elo queimado em um transformador deixou a Vila do Boa 27 horas sem luz. De acordo com a Companhia Energética de Brasília, os primeiros chamados foram registrados às 20h de domingo (23), mas, por causa da grande quantidade de reclamações por causa da chuva no fim de semana, a equipe só pôde ir ao local às 22h desta segunda (24).
Dono de uma lanchonete, Sebastião Vieira contabilizou pelo menos R$ 1 mil de prejuízo. O homem se diz muito insatisfeito com o fornecimento de energia no local.
“Os pães de queijo derreteram todos, as polpas de acerola derreteram. Olha a situação que está esse pão de queijo. Isso aqui serve para quê?”, questionou. “As minhas polpas de acerola, de abacate, cupuaçu estão derretidas. Meus hambúrgueres derretidos também.”
Proprietário de uma padaria, Francisco de Assis também analisa as perdas. Ele teve que jogar potes de sorvete derretido no lixo. Os fusíveis do forno de pão dele também queimaram. O prejuízo foi estimado em R$ 700.
“É meio difícil trabalhar, porque eu tenho que pagar conta de energia todo mês, mas você pode olhar aqui como é que está aqui, o meu freezer de sorvete. Quando descongela, ele não serve mais pra ser usado. Você pode congelar, mas o açúcar dele desce, endurece o sorvete”, afirmou.
Moradora da região, Shirley Lima também se disse decepcionada com a situação. “Aqui é só chover para falta energia. A gente paga conta e não tem direito de usar”, declarou.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Autoritarismo e politicagem cancela evento Grito Rock em São Sebastião



A violência não pede licença, autorização ou alvará. Segundo dados da Secretaria de Segurança Publica do DF só nesse primeiro trimestre (incompleto...) o Distrito Federal contabilizou mais de 190 homicídios. A maioria das vítimas são adolescentes e jovens com até 25 anos. De acordo com o levantamento "Perfil dos usuários de crack e/ou similares no Brasil", divulgado pelo Ministério da Justiça, metade dos usuários de crack do país (aproximadamente 50%) é de jovens adultos de 18 a 30 anos.

Ontem, dia 21/03/2014, no Skate Park de São Sebastião/DF era exatamente esse o público que esperava pela apresentação das bandas Ataque Beliz, Calango Rasta, Diga How, Marcius Cabral, Recalcitrantes e Trampa. Uma juventude que, embora exposta a toda essa violência e possibilidade de envolvimento com drogas, estava lá pela cultura e pelo esporte.

Jovens que, na busca de se afastarem da violência, se depararam com outra violência bem conhecida, a do Estado. Estado que não da conta e também participa da criminalidade nas periferias do país, mas que “se faz presente” sempre que a comunidade se organiza para um bem comum. Estado que age com violência física e/ou psicológica a fim de intimidar as pessoas para que não ocupem os espaços públicos da cidade. Um estado que cobra todos os tipos de licenças e permissões com a finalidade de controlar quem não precisa de controle. 

São Sebastião figura entre as sete cidades com mais homicídios no DF, porém a preocupação da polícia é controlar quem se organiza e ocupa mentes e espaços públicos levando cultura, esporte e lazer que deveriam ser levados pelo estado.

É fácil incorrermos ao erro de culpar os organizadores do evento por não terem conseguido as devidas licenças, mas não é bem assim. Pedir autorização para mesma Vara de Infância que permite que crianças órfãs ou em situação de rua sejam largadas em abrigos precários, misturados com jovens e adolescentes “infratores” sem acompanhamento profissional? Pra mesma polícia que reprime trabalhadores quando vão pra rua exigir seus direitos? Não é justo.

Conhecemos os problemas e necessidades de nossas cidades e cancelar evento cultural, gratuito não resolve.

Pelo direito à cidade.
Pelo direito de substituir a violência pela cultura.
A cidade é nossa!

sábado, 22 de março de 2014

Governo anuncia regras de ocupação de três áreas no DF

Condomínio no Grande Colorado: a região tem capacidade para mais 280 mil pessoas,
prédios de até 10 andares e área de comércio
Três áreas ainda não habitadas no Distrito Federal tiveram as regras de ocupação definidas nesta semana. Os novos bairros que surgirão na região de Sobradinho, às margens da DF-140 e em Santa Maria terão capacidade para abrigar mais de 1,2 milhão de pessoas, seis vezes a população do Plano Piloto. As diretrizes urbanísticas que determinam o tipo de construção em cada terreno, além de delimitar espaços para parques, equipamentos públicos e rodovias, foram definidas e apresentadas pela Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano (Sedhab).


Para o subsecretário de Planejamento Urbano da Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento, Rômulo Andrade, as regras para os novos bairros  vão além do direcionamento do crescimento da região e podem ajudar no processo de regularização dos parcelamentos já existentes. Ele explica que é uma nova forma de o governo trabalhar e pensar a cidade. “Isso faz com que essas grandes áreas se tornem ambientes urbanos com infraestrutura bem colocada.”

Segundo Andrade, o planejamento dessas áreas ajuda a minimizar os danos provocados pelo surgimento dos parcelamentos ilegais. “As diretrizes possibilitam a criação de centros comerciais e oportunidades de emprego. Isso é importante porque esses condomínios que existem hoje são completamente residenciais”, justificou. O subsecretário sugere que será possível criar polos de emprego e tirar a pressão da região central. “Criamos focos de desenvolvimento de uma cidade sustentável, que tem oportunidades de trabalho, renda e qualidade de vida e ambiental”, finalizou.

Os terrenos onde serão erguidos os novos bairros estão próximos a regiões já ocupadas por condomínios irregulares. Em Sobradinho, as novas regras urbanísticas valem para uma área de mais de 2,5 mil hectares. Desse total, 1,5 mil hectares pertencem à Urbanizadora Paranoazinho, sociedade anônima com capital de investidores privados. O grupo comprou a Fazenda Paranoazinho, parte da herança do latifundiário José Cândido de Souza, em 2007, por R$ 100 milhões, de olho nos 800 hectares livres de edificação. O restante está ocupado por 54 parcelamentos ilegais. A Agência de Desenvolvimento do DF também é dona de terrenos na região. 

Longe da grilagem
A área em Sobradinho, que até hoje conseguiu se manter longe dos grileiros, poderá abrigar cerca de 280 mil pessoas. As diretrizes estabeleceram a construção de prédios de até 10 andares — dependendo do local, não pode passar de três ou seis pavimentos —, setores de comércio e de residência e parques recreativos e ecológicos. Além disso, foram previstas quatro áreas de centralidade, onde vão se concentrar as atividades comerciais e de convivência da população local. “Esse é o começo de uma transição da forma como o governo pensa em construir uma cidade”, avaliou o diretor presidente da Upsa, Ricardo Birmann.

Depois de estabelecidas as diretrizes, os donos dos lotes vão poder apresentar à Sedhab projetos de construção dos setores. Apesar de estarem previstos para ocupar áreas já bastante adensadas, Ricardo acredita que não haverá prejuízos para a região. “Proibir a ocupação não vai impedir o crescimento populacional. É possível até impactar postivivamente, porque vai desenvolver a região e dar mais autonomia em relação ao Plano Piloto, sem contar que vai integrar os condomínios existentes”, explicou.

O geógrafo e professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) Aldo Paviani faz ressalvas quanto à criação dos bairros. “A ideia seria agregar a cidade em vez de abrir mais espaços de povoamento. O padrão, até agora, é de fazer apenas habitações e não há a necessidade de criar espaços sem área correspondente para trabalhar. Isso vai demandar infraestrutura”, comentou. Paviani defende uma discussão mais ampla sobre os impactos dos novos setores. “Demanda mais estudo e responsabilidade dos administradores”, completou.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Centro de Práticas Sustentáveis




Telhado verde, cozinha sustentável, aproveitamento de água da chuva e da luz solar. A compensação ambiental vai muito além do reflorestamento de uma área degradada ou da criação de um parque. Pode gerar conhecimento e difundir técnicas desenvolvidas em sintonia com a natureza. Um dos exemplos dessa iniciativa no DF está no bairro residencial Jardins Mangueiral, em São Sebastião. O espaço foi aberto à comunidade em outubro do ano passado como forma de reparação pela criação do novo setor, parte do programa Morar Bem.

No centro, a população tem acesso a cursos como de teatro ambiental e de horta orgânica. O espaço em si gera aprendizado. Foi construído com restos de material do antigo Mané Garrincha, com madeira de reflorestamento e tem ainda um telhado verde. A presença de vegetação em cima da construção proporciona um ambiente mais arejado sem o uso de ventiladores ou de ar-condicionado. Dentro de cada sala de aula pensada para tornar o ambiente mais agradável sem o gasto excessivo de energia elétrica, os alunos aprendem mais técnicas sustentáveis. Eles podem escolher entre as práticas de cozinha sustentável, informática básica, horta orgânica e teatro ambiental. E tudo isso sem cobrar nada da população. A dona de casa Rosa Souza, 37 anos, moradora de São Sebastião, jamais imaginou que poderia fazer uma torta salgada com a parte branca da melancia que seria jogada fora. “Estou adorando tudo isso, é uma ótima iniciativa”, comentou. 

Rosa se inscreveu no curso, que teve início em fevereiro deste ano e dura dois meses, depois de fazer um trabalho de pesquisa sobre o meio ambiente. Assim como ela, qualquer pessoa pode participar, basta colocar o nome na lista de espera, porque as vagas para o próximo curso já foram preenchidas. “Aqui, fazemos o aproveitamento total dos alimentos. Usamos talos, cascas e caroços”, explicou a nutricionista Joziane Sobrinho. As aulas ocorrem toda semana, às quartas-feiras. 

Na sala ao lado, alunos aprendem a fazer o plantio de alguns alimentos sem o uso de agrotóxicos, todas às quintas. A estudante Maria Antônia Almeida de Souza, 19 anos, moradora de São Sebastião, tem recebido os ensinamentos e se surpreendido com os resultados. “Já tinha ouvido falar dos produtos orgânicos, mas não sabia de tantos benefícios para a saúde e o meio ambiente.”

O secretário de Meio Ambiente, Eduardo Brandão, informa que o Centro de Práticas Sustentáveis faz parte do programa Brasília Cidade Parque, criado para incentivar a adoção de práticas menos danosas. “A nossa Câmara de Compensação Ambiental cobra os recursos e nós aplicamos na área afetada pelo empreendimento”, explicou. De acordo com ele, o Centro de Excelência do Cerrado deve ser inaugurado ainda neste ano. “Vai ser uma conexão entre o conhecimento do bioma e seu potencial econômico e a sociedade. Vamos dialogar”, completou.

Chuva faz transbordar Córrego da Mata


Rua da Gameleira alagada. Acesso ao bairro João Cândido e São Gabriel
Na madrugada de hoje (21/03) choveu bastante em São Sebastião, com uma duração em média de quase 2 horas de chuva. Além da chuva forte e intensa, um forte trovão fez muita gente acordar por volta das 5 horas da manhã.

Mas o grande problema não foi esse e sim o transbordo de um dos córregos que corta a cidade, o Córrego da Mata Grande , próximo ao bairro Setor Tradicional. Na parte mais baixo da cidade, próximo ao centro, houve alagamentos, interditando a rua da Gameleira que dá acesso ao bairro João Cândido e São Gabriel. O grande volume de água formou um lago impedindo os pedestres de passarem em direção ao centro da cidade. Apenas alguns carros se aventuraram em passar por essa rua.


No trecho desta rua não existe uma ponte e sim uma manilha por onde passa toda a água do córrego. Com a grande quantidade de chuva o volume foi maior do que a capacidade de escoamento por essa manilhas. Assim se formou esse alagamento por toda essa área.

Acidente
Quatro passageiros, entre eles 3 crianças e um idoso foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros
Por volta da 07:00 da manhã um carro caiu no mesmo córrego ao tentar passar pela área alagada, na antiga quadra 07 do Setor Tradicional. Os quatros passageiros do veículos, três crianças e um senhor de 53 anos foram resgatados e encaminhados para a UPA da cidade com hipotermia. 


quinta-feira, 20 de março de 2014

Imagem da cidade #1

A situação do transporte em São Sebastião não muda mesmo!! Ônibus novos e os velhos e mesmo problemas: superlotação, descumprimento de horário, número insuficiente...
Uma das piores linhas de ônibus da cidade: linha 147.2 (W3 Sul)

quarta-feira, 19 de março de 2014

Oligopólio domina Entorno

Ônibus da Viação Anapolina (Vian) rodou sozinho na pista do SIG, em Brasília: frota tem média de 12 anos

Frota antiga, tarifas exorbitantes e problemas trabalhistas são como fogo para rastilho de pólvora que se desenha no trajeto entre as cidades do Entorno e o Distrito Federal. Cenas como as de segunda-feira, quando os dois sentidos da BR-040 foram fechados e a população entrou em conflito com as tropas de choque, expõem os desmandos dos três grupos econômicos que dominam o serviço na região sem nunca ter enfrentado uma concorrência pública. Pelos municípios goianos vizinhos de Brasília circulam ônibus com uma média de 12 anos, muitos retirados do sistema da capital da República após a licitação de 2013. Os funcionários das empresas são submetidos a constantes atrasos salariais e dos benefícios. 

Os sistemas de transporte público do DF e das cidades do Entorno têm diferenças relevantes. Além de Brasília contar com uma frota renovada quase que completamente, no Entorno, o salário-base de um motorista é de R$ 1,4 mil e o tíquete-alimentação de R$ 300. O valor não é tão abaixo dos R$ 1,8 mil pago aos condutores que rodam por aqui, mas os constantes atrasos no pagamento dos vencimentos e dos benefícios dos funcionários goianos os colocam em uma situação de insegurança absoluta. 

Trabalhadores da Viação Anapolina (Vian), por exemplo, cruzam os braços diariamente, desde o fim de semana, para reivindicar os ordenados de janeiro e fevereiro. A promessa da direção da companhia é de que, hoje, o dinheiro cairá na conta dos grevistas. Já o vale-alimentação deve ser repassado até sexta-feira. O serviço foi parcialmente restabelecido, ontem, em Valparaíso, em Luziânia e no Novo Gama. Na Cidade Ocidental, porém, os rodoviários optaram por manter a paralisação até serem recebidos pelos patrões. 

O problema da Vian se estende às 13 empresas que atuam na região, de acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Entorno, Reinan Rocha. “Todas as empresas do Entorno estão com problemas financeiros com os funcionários, seja pelo salário, seja pelos demais benefícios, como o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), auxílios e multas trabalhistas”, afirma. Isso significa um universo de 5 mil motoristas e cobradores nessa situação. Os ônibus em que trabalham têm idade-média de circulação de 12 anos, 7 anos a mais do que o recomendado pela Agência Nacional de Transportes Terrrestres (ANTT). Mas há coletivos com 20 anos de uso. 

Muitos desses veículos foram adquiridos pelas empresas após a renovação da frota do DF, conforme revelou o Correio, em janeiro. Fabricados entre 1996 e 2009, os ônibus foram colocados à venda pelos grupos econômicos que não permaneceriam no sistema. Os preços cobrados eram de R$ 28 mil. Os anúncios eram divulgados em portais especializados em transportes e vendas de produtos diversos e em outdoors. A questão também atinge a tentativa de manutenção da influência dos tradicionais barões do transporte. Expulsos da operação no DF, eles continuam a comandar a circulação dos 1,1 mil coletivos que ligam Goiás ao centro de Brasília. 
Grupo Amaral

O Grupo Amaral é um dos que mantém as atividades na área. Há mais de um ano, o Governo do Distrito Federal fez uma intervenção no grupo, por causa de atrasos e desvios de itinerários. Propriedade do ex-senador Valmir Amaral, o conglomerado acabou limado do sistema candango. Hoje, duas empresas dele, a ESA e a Rápido Planaltina, atendem às linhas de Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto e Planaltina de Goiás. Em Luziânia e no Novo Gama, quem manda é a Vian e a Vialuz, do grupo Odilon Santos — que abarca 10 empresas do ramo no Centro-Oeste. Santos também é dono da Viação Araguarina e Goiânia, que mantém o monopólio do transporte na BR-060, entre Goiânia e Brasília. A terceira grande empresa do Entorno é a Taguatur, do maranhense José Medeiros.

Mesmo com a péssima qualidade, o serviço custa caro aos usuários. As tarifas para cruzar a divisa Goiás-Brasília oscilam entre R$ 1,15, no trajeto Novo Gama-Gama, e R$ 4,95, de Luziânia a Taguatinga, enquanto as passagens no DF não passam de R$ 3. Porém, na maioria dos casos, os moradores de Valparaíso vão até Santa Maria (DF) de carona ou ônibus, e, de lá, pegam um ônibus até à Rodoviária do Plano Piloto. Do principal terminal de Brasília, eles ainda precisam pegar mais um ônibus até as Asas Norte e Sul ou demais regiões administrativas do DF. Em um dia, vão-se seis passagens e aproximadamente R$ 15. Ao fim de um mês, são mais de R$ 300 somente para custear a ida ao trabalho e avolta dele.

Sem aumento

De acordo com o assessor jurídico da Viação Anapolina, Antenor Brito, o atraso nos pagamentos se deve ao fato de há dois anos a empresa não fazer reajustes de suas tarifas. “Nesse meio tempo, tivemos um aumento de 24,73% com pessoal, gasto que representa 43% do custo da tarifa”, disse ele, que também citou o aumento do diesel.

As operadoras

» Grande Brasília
» Monte Alto
» Rota do Sol
» Sagres
» Santo Antônio
» Vaztur
» Viação Águas Lindas
» Viação Anapolnia
» Viação Luziânia 
» Viação Nova
» Taguatur
» Rápido Planaltina

Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 18 de março de 2014

Ônibus para Entorno terão 17 novos boxes no piso inferior do Touring


Começaram as obras no piso inferior do Touring para construir 17 boxes de ônibus que atenderão a população do Entorno. O espaço será adequado de forma a incluir uma bateria de novos banheiros, além de ter mais acessibilidade. A previsão do DFTrans é que as reformas sejam concluídas em até 90 dias.

A expectativa é que cerca de 150 mil usuários do transporte público dos municípios goianos utilizem o local quando estiver finalizado. Os coletivos ficarão semicobertos nas baias, e haverá uma calçada para ligar o piso inferior do Touring até a Rodoviária do Plano Piloto.

"O local terá espaço para a circulação de uns 20 ônibus e servirá de estacionamento auxiliar para a Rodoviária, ao mesmo tempo que ajudará os passageiros do Entorno e desafogará o trânsito de coletivos no terminal", explicou o diretor-técnico do DFTrans, Lúcio Lima, à Agência Brasília.

"Esperamos que com isso fique melhor do que está agora, para termos mais segurança e conforto ao pegar o ônibus", comentou o estagiário e morador de Luziânia Izaú Leandro.

COBERTURA – 
Enquanto isso, de forma provisória, foi instalada neste domingo (16), no piso superior da Rodoviária, uma cobertura de 180 metros de comprimento e 5 metros de altura para proteger os passageiros do sol e da chuva.

Placas informativas foram espalhadas por todo o terminal para explicar o atual posicionamento dos coletivos que atendem o estado de Goiás. Além disso, servidores do DFTrans, Detran, Polícia Militar – entre outros órgãos – monitoram a operação no terminal após as interdições.

"Mas o principal problema no momento é a falta de coletivos para atender os moradores dos municípios goianos, devido à greve de empresas como a VIAN", ressaltou Lúcio Lima.

MUDANÇAS – Com as obras do Expresso DF Sul na Rodoviária do Plano Piloto, duas mudanças foram realizadas no terminal. Os ônibus das plataformas D e E, que atendem o Entorno, foram remanejados para o andar superior. Já os coletivos que utilizam as plataformas B e F estão no lugar do embarque e desembarque de passageiros com destino aos municípios goianos.

Os ônibus que utilizam as plataformas B e F transportam passageiros para Santa Maria, Gama, Recanto das Emas, Guará, Riacho Fundo I e II, Samambaia, Cruzeiro e Sudoeste. Eles ocupam agora o lugar onde embarcavam os passageiros das cidades do Entorno.

Já os carros que operavam nessas plataformas - com destino a cidades como Valparaíso, Cidade Ocidental, Luziânia, Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas de Goiás e Planaltina de Goiás - fazem o embarque e desembarque na plataforma superior, no estacionamento em frente ao Touring Club do Brasil.