quarta-feira, 14 de maio de 2014

Alguns salários do GDF


O salário máximo do funcionário público no Brasil é em torno de R$ 28.059,29. Valor do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o teto do funcionalismo público.

No Distrito Federal há Auxiliares de serviços gerais, motorista e enfermeiro(a) digitador e outras categorias mais, essas profissões parecem serem bastante promissoras aqui no DF e se aproxima do salários do juízes do STF.

Na pagina do transparência do GDF mostra que algumas categorias tem salários  bem acima do que no mercado de trabalho particular. Tem enfermeiro ganhando quase o mesmo que o próprio governador.

Os exemplos abaixo são apenas alguns entre muitos, confira tudo no site da transparência do GDF, o site teve mudanças profundas no sentido de dificultar o acompanhamento por parte da população em geral, mas com persistência e muita paciência ainda é possível acompanhá-lo.
 

 













Fonte: Blog do Braz

Descaso com os moradores da Vila do Boa


Irresponsáveis queimam ônibus. Quem é que paga o pato? Todos.
Há duas semanas, durante uma operação para remover construções irregulares em uma área da Vila do Boa, lamentavelmente, um ônibus da nova frota da Viação Pioneira foi incendiado por alguns manifestantes que tentavam impedir a ação de fiscalização coordenada pelo Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo, pela Agência de Fiscalização e Secretaria de Ordem Pública e Social.
Segundo relatos, a princípio, os manifestantes fecharam a avenida com pneus e pedras como forma de protesto. A ação irresponsável de alguns em queimar o ônibus resultou na imediata retirada de todas as linhas que até então circulavam pelo bairro, prejudicando toda a comunidade, inclusive aqueles e aquelas que nada tinham a ver com o incidente.
Há várias formas de se manifestar, até entendo a situação de quem realmente está na luta legítima em busca da casa própria e me solidarizo com aqueles e aquelas que ainda não possuem moradia. Mas apelar para ações extremas, aí já é outra história. E com essa eu não concordo.
Ao final da semana passada, após entrar em contato com o posto do DFTRANS, localizado no terminal rodoviário de São Sebastião, funcionários informaram que, para o sistema eletrônico de linhas, a circulação de ônibus na Vila do Boa estava perfeitamente normal. Ou seja, era como se todas as linhas estivessem em funcionamento. Várias foram as reclamações dos trabalhadores e trabalhadoras que precisam de transporte todo santo dia, feitas tanto no referido posto do DFTRANS, como pelo número 156, opção 4 do GDF
Ao entrar em contato com o Diretor Técnico do órgão, Lúcio Lima, semana passado, o mesmo informou que a comunidade pode e deve denunciar também pelo número 162.
A comunidade não pode ser penalizada pela ação de determinadas pessoas, como as que agiram de forma inconsequente ao depredarem o ônibus. E o que está acontecendo é que os trabalhadores e trabalhadoras que precisam do transporte público estão sendo prejudicados. Estão sem um serviço que é essencial. Para conseguir pegar o coletivo, são obrigados a se deslocar até a parada do Colégio São Paulo, que fica a cerca de 7 km do bairro Vila do Boa.
Dessa situação podemos concluir pelo menos duas coisas: ou os motoristas da mencionada empresa foram proibidos de cumprir o itinerário em represália ao ônibus que foi queimado, ou eles estão sendo irresponsáveis ao ponto de desviar a rota e não entrar no bairro, fazendo o que podemos chamar de itinerário fantasma, deixando de atender a uma demanda de mais de 600 pessoas por dia. O que é muito estranho é que, se o DFTRANS afirma que todos os ônibus novos estão equipados com GPS e são monitorados por uma central para evitar justamente esse tipo de irregularidade, como o órgão não teria constatado até agora esse tipo de ação? E, uma vez sabendo, por que não tomou providências?
Essas são as perguntas que ficam. Passo a palavra para a direção do DFTRANS.
Francisco Neri

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Minha Casa, Minha Vida: falhas e falta de fiscalização

Desde mobílias muito requintadas à carros de luxo são visto no bairro do programa Morar Bem.
Uma das principais apostas do governo para garantir votos à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o Minha Casa, Minha Vida tem dificuldades para cumprir seu objetivo principal: permitir o acesso à casa própria, mediante juros baixos e subsídios, de famílias com renda bruta mensal de até R$ 5 mil. Muitas dessas famílias estão perdendo espaço para pessoas que se cadastram apresentando ganhos inferiores aos que têm na realidade. Brechas nas regras e falta de acompanhamento dos gestores responsáveis permitem fraudes como essa desde o lançamento do programa, em 2009, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

É o caso do professor de educação física Ricardo Vilela, 38 anos, e da mulher, a advogada Lívia Vilela, 32, contemplados com uma casa no Condomínio Jardins das Acácias, no bairro Jardins Mangueiral, em São Sebastião. A renda do casal é de R$ 12 mil, mas apenas um se inscreveu no Minha Casa, fornecendo a renda individual. “Demoramos três anos para sermos contemplados”, conta Ricardo Vilela.


Jardins das Acácias: carros de valor elevado e mobília sofisticada indicam que moradores não atendem a requisitos
Carros de alto valor estacionados no condomínio e casas com mobília sofisticada, que não condizem com a renda apresentada para concorrer ao imóvel, são outros indícios de que o programa não está beneficiando apenas quem precisa dele. O governo alega que a estrutura dos governos locais, que realizam o cadastramento das famílias, não é suficiente para checar a veracidade das informações dos candidatos. “Não fazemos uma avaliação policial. Se uma pessoa pertence a uma família rica, mora com os pais, mas não tem renda, pode concorrer, não é ilegal. Essa é uma discussão de conceito familiar. Não discriminamos cor, crença, opção sexual e estado civil”, afirma a secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães.


O professor Ricardo Vilela e a mulher, Lívia: ganho mensal de R$ 12 mil do casal
não foi obstáculo para a compra do imóvel
Moradores do Jardins Mangueiral reconhecem outras falhas no programa, como a má qualidade do material utilizado na construção. A dona de casa Wilzamar Nunes Fernandes Pereira, 23 anos, que divide a casa com o marido, vigilante, e a filha, conta que, quando chove, há infiltrações nas janelas do quarto e nos lustres. “A água desce pela luminária. Já teve dias que encontrei minha casa toda alagada. É perigoso porque tenho uma filha pequena e o risco de ela levar um choque é muito grande”, desabafa. Ela diz que a situação é ainda pior em outras moradias. “O teto do banheiro da minha vizinha desabou. A sorte é que ela não estava no banheiro.” A localização distante é outro problema. “Não há hospital, padaria, e o transporte público é escasso. O hospital mais próximo é uma UPA, que não funciona por falta de médicos”, reclama Ana Maria Oliveira Moura, 50 anos.

Comércio ilegal
Outro condômino do Jardins Mangueiral, que preferiu não se identificar, conta que há beneficiários que alugam ou vendem o imóvel, o que infringe a regra do programa, pois o proprietário só pode negociar o bem após morar na residência por 10 anos, ou quitar a dívida com a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil, instituições que subsidiam o candidato, dependendo da faixa de renda. “Como as pessoas sabem que é ilegal, qualquer negociação é feita por debaixo do pano. Geralmente elas não sentem dificuldades para comercializar a unidade habitacional”, revela.

Os órgãos federais pecam na fiscalização desse comércio. A Caixa Econômica atua somente quando há denúncias. “Quando recebemos uma denúncia, promovemos uma ação de reintegração. A lei diz que esse contrato é nulo. O maior prejudicado é quem compra, que vai perder o dinheiro. Queremos evitar situações histórias de contratos de gaveta. Fazemos sempre um trabalho para que as pessoas não vendam seu imóvel, pois é um patrimônio único, no caso dos mais pobres”, observa Inês Magalhães.

Para o cientista político Carlos Melo, a prática de apresentar renda inferior ao ganho real é reflexo do clientelismo. “É um indivíduo que faz valer a sua relação pessoal e se consolida num privilégio”, explica. O burocrata que autorizou essa prática, segundo o especialista, deve ser punido. “Isso é burla. O problema está na operação.. Isso joga o programa na lata do lixo, mesmo que sejam casos de exceção”, ressalta. “Não seria melhor rever a política e escolher municípios que realmente podem cumprir com as regras?” questiona o especialista. “O processo de seleção tem que ser aperfeiçoado. Estamos lidando com dinheiro público”, observa. 


Balanço

O governo federal divulgou mês passado o primeiro balanço de investigação das denúncias de irregularidades no Minha Casa, Minha Vida. Ao longo dos cinco anos de execução, 15,7 mil denúncias de ilegalidades foram registradas. Dessas, 1.561 referem-se as unidades ocupadas ilegalmente e outras 5,1 mil continuam em apuração. As demais foram consideradas improcedentes. O Executivo afirma que o número é pequeno diante da magnitude do Minha Casa, Minha Vida, que já entregou 1,6 milhão de casas. O foco principal das investigações feitas pela Polícia Federal é referente a ações de milícias ou outros tipos de organizações criminosas.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Correios entrega núcleo de projeto social de handebol em São Sebastião


Em parceria com a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), os Correios inauguraram nesta terça-feira (6), mais um núcleo do MiniHand, no Centro de Ensino Fundamental Jataí, na zona rural de São Sebastião (DF). O MiniHand é um projeto social de iniciação ao handebol, implantado em contrapartida ao patrocínio dos Correios à modalidade.

A unidade irá atender cerca de 120 estudantes e é a primeira ação social esportiva da estatal sob o signo da nova marca dos Correios.A inauguração do núcleo em São Sebastião contou com a presença dos atletas da Seleção Brasileira de Handebol, Gil Pires e Jaqueline Anastácio, e as atividades terão início na próxima semana. Com a abertura dessa unidade, o MiniHand passa a contar com 15 núcleos localizados nos seguintes Estados: Rio de Janeiro, Espírito Santos, São Paulo, Goiás e Sergipe, além do Distrito Federal. Juntos, atendem 420 crianças.Os Correios são os patrocinadores oficiais das Confederações Brasileiras de Handebol (CBHb), Desportos Aquáticos (CBDA) e Tênis (CBT).

Dessa maneira, cumprem seu papel de empresa pública e agente do governo federal no incentivo ao desenvolvimento do esporte no País. Por meio dos patrocínios, a empresa e as confederações mantêm escolinhas de esporte que beneficiam milhares de crianças e jovens, além de apoiar os atletas de ponta das modalidades.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Morador cria site para cobrar gestor sobre problemas da nossa cidade


Um morador de São Sebastião, criou um site para cobrar providências da administração sobre problemas enfrentados pela população. No ar há cerca de 20 dias, a página já teve 14 mil acessos.

O programador e técnico de informática Carlos Antônio criou o site “Problemas da City” por se sentir indignado com o descaso do poder público com a região de São Sebastião, que tem hoje cerca de 100 mil habitantes.

Ele afirma que o custo da página é barato e pode até mesmo ser expandido para outras regiões. “Se essa ferramenta serve para São Sebastião ela pode expandir para o DF inteiro, até para o Brasil todo, dependendo da aceitação do público.”

O site contém um mapa que destaca o local exato de onde ocorre o problema. A página cita, por exemplo, a descida na avenida principal, onde pelo menos seis pessoas morreram nos últimos meses em decorrência de acidentes de trânsito. Outros problemas abordados são os de invasões, da falta de infraestrutura e da ciclovia cuja obra foi abandonada há cinco meses.