sábado, 25 de outubro de 2014

A Vila do Boa

Os morros se destacam na pequena vila
Um dos bairros que tem uma história rica da antiga Agrovila, o bairro Vila do Boa ainda tem em sua história a sua olaria mais antiga do DF em atividade. O nome Vila do Boa vem do nome do antigo proprietário da terra, o seu Boaventura da Silva, um baiano da cidade de Barreiras. Seu Boa foi um dos mais bem-sucedidos produtores de hortaliças entre meados da década de 1970 e 1980 na região.


o bairro é cortado por apenas duas ruas principais e pequenas vielas.

Os lotes foram surgindo com a divisão de um terreno de 15 hectares comprado junto com os parentes na década de 1970. O resultado hoje é uma aglomerado urbano com casas modestas no declive de um morro. Os traços da vila são marcado por ruelas e duas ruas principais, entre elas a Rua Nacional que dá acesso ao centro de São Sebastião. 

Mesmo sendo uma dos primeiros bairros de São Sebastião, ainda falta muita coisa para ser feita aqui, entre eles o asfalto que não foi contemplado no em todo bairro. A escola Classe Vila do Boa é a única do bairro. E para ter mais acesso ao serviços, como saúde, educação de ensino fundamental e médio, todos devem ir para o centro da cidade. Também há linhas de ônibus que passam pelo bairro que vão em direção a rodoviária do Plano Piloto e as linhas circulares pelos condomínios da região.


A Escola Classe Vila do Boa é a única do bairro.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

25,6% da água tratada no DF em 2013 foi desperdiçada


Dados da Adasa apontam que 25,6% da água tratada no Distrito Federal foi desperdiçada em 2013. A Caesb afirma ter 35 equipes de fiscalização, mas admite encontrar dificuldades para combater ligações clandestinas, conhecidas como gatos. Entre as regiões que apresentam o problema com maior frequência está São Sebastião.
“Desfazer o gato nós desfazemos, mas você desfaz de manhã e à tarde eles vão lá e fazem de novo”, disse o superintendente de suporte técnico da Caesb, Geraldo Dozizeth Cruz Silva. A multa pela infração pode chegar a R$ 85 mil.
Mas os problemas vão além dos gatos. Em Samambaia Norte, um vazamento atinge a calçada da quadra 604 há quatro dias. Moradores dizem que já ligaram para a companhia sete vezes para reclamar do cano estourado, mas ainda não tiveram resposta.
“Enquanto está todo mundo precisando de água aí, eles estão deixando derramar água aqui, né?”, disse a empregada doméstica Maria das Graças.
A perda de água e o aumento do consumo acabam sobrecarregando o sistema. A Caesb reconhece que a atual estrutura é insuficiente para atender a todas as casas ao mesmo tempo. Por isso, para equilibrar a rede, a empresa promove interrupções programadas em algumas cidades.
As regiões mais afetadas por falta de água são Sobradinho, Brazlândia, Vicente Pires e São Sebastião. A companhia disse que vai começar uma água para transferir água do Jardim Botânico para São Sebastião porque os poços artesianos não são mais suficientes.
Além disso, prevê um mutirão para o próximo mês, quando vai trocar 400 mil hidrômetros em todo o DF. Mais modernos, os novos equipamentos devem ajudar a evitar o desperdício.

sábado, 18 de outubro de 2014

Moradores do Jardins Mangueiral cobram promessa de área ecológica



Os moradores do Jardins Mangueiral reivindicam uma área verde para a construção de um parque ecológico no setor habitacional. Eles alegam que o espaço voltado para o lazer estava previsto em material entregue à comunidade com a compra do imóvel. Assim, pedem a implantação da infraestrutura. O terreno, no entanto, receberá mais de 1 mil unidades habitacionais, previstas no projeto original, segundo o governo. O grupo faz manifestações desde setembro e mantém um acampamento no local para impedir que as obras comecem. Eles também recorreram à Justiça a fim de paralisar as atividades.

Os moradores do Jardins Mangueiral reivindicam uma área verde para a construção de um parque ecológico no setor habitacional. Eles alegam que o espaço voltado para o lazer estava previsto em material entregue à comunidade com a compra do imóvel. Assim, pedem a implantação da infraestrutura. O terreno, no entanto, receberá mais de 1 mil unidades habitacionais, previstas no projeto original, segundo o governo. O grupo faz manifestações desde setembro e mantém um acampamento no local para impedir que as obras comecem. Eles também recorreram à Justiça a fim de paralisar as atividades.


Quem mora no setor diz que a perspectiva da criação do parque era anunciada durante a venda dos imóveis, que teve início em 2009. A área verde aparece, inclusive, em um fôlder que faz parte de um kit entregue pela empresa aos compradores. “No nosso sonho, não constavam mais de 1,5 mil residências. Já temos as quadras de 1 a 15 como estava previsto no projeto, agora eles querem criar as quadras 8A e 8B”, reclama o professor de educação física Raimundo Alves Pereira, 58 anos, morador da região.



Otoniel Batista, 41, também profissional de educação física, disse que a área já virou um ponto de encontro dos moradores. “Fazemos atividades no local: a última festa para comemorar o Dia das Crianças foi aqui”, contou. O grupo que defende a implantação do parque comprou mudas de árvores para plantar e promete lutar para garantir a preservação da área como está hoje. Os moradores disseram ser uma área de recarga de aquífero. “É sensível do ponto de vista ambiental. Isso não é importante só para nós, mas para toda a população de Brasília”, alertou o desenvolvedor web Bruno Solano, 34.



Presidente da Associação dos Amigos do Jardins Mangueiral, o servidor público Odair Coronheiro, 38, contou que, em abril de 2013, o governo fez uma audiência pública para tratar da construção das unidades habitacionais, e os moradores se mostraram contrários à expansão. “Agora, fomos surpreendidos com uma placa informando a construção de mais três condomínios. Soubemos, inclusive, que o Conselho de Planejamento Territorial do DF (Conplan) autorizou o projeto urbanístico. Como dizem ser um bairro sustentável sem ter área verde?”, questionou.



Coronheiro anunciou que os moradores fizeram uma denúncia ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para tentar impedir as obras. “Entramos com uma liminar também para suspender as atividades na área, mas elas podem voltar a qualquer momento”, completou. O presidente da associação explica que os moradores não são contrários à política habitacional. “Afinal, somos beneficiados por ela, mas acreditamos que não podem mais construir naquele lugar, não temos um espaço verde e sofremos com a falta de água”, finalizou.



Previsão original
O presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), Rafael Oliveira, explica que as 1.502 unidades habitacionais estão previstas desde 2009 e não houve nenhum tipo de expansão por parte do governo. “São as últimas duas quadras do contrato assinado na gestão anterior. Só estamos cumprindo o que foi acordado. O que fizemos foi um processo de renegociação dos valores no patamar de parcerias público-privadas, retiramos os custos que não considerávamos justos. O consórcio concordou e o governo levou o projeto adiante”, detalhou.



Oliveira destacou que o governo aguardou o zoneamento da APA do São Bartolomeu para se certificar de que a área poderia ser edificada. Os moradores, no entanto, dizem que naquela época houve a mudança no projeto. O governo nega a alteração. O presidente da Codhab adiantou que o governo estuda implantar um parque linear urbano em outra área do Jardins Mangueiral. “O setor ainda não está completo, há algumas possibilidades”, garantiu.
Por meio de nota da assessoria de imprensa, a Jardins Mangueiral reforçou que o projeto de novas quadras foi aprovado pelo Conplan, formalizado pelo Decreto 35.854, e tem as licenças necessárias. “Cumprimos rigorosamente as obrigações estabelecidas pela parceria público-privada e realizam as ações de acordo com a legislação vigente”.



Para saber mais
Projeto habitacional
O novo bairro, localizado entre São Sebastião e o Setor Jardim Botânico, tem oito mil imóveis e faz parte do Programa Habitacional do DF. As primeiras 60 unidades foram entregues aos moradores em julho de 2011. Em um primeiro momento, a Codhab considerou quase 1,4 mil pessoas aptas a adquirir uma casa ou um apartamento na região. Para receber as chaves, o cidadão precisa comprovar os requisitos exigidos pelo programa habitacional, uma vez que os imóveis são subsidiados. Entre eles, o interessado precisa ter mais de 18 anos, morar no DF há pelo menos cinco anos e não tem nenhum imóvel em seu nome. No mesmo ano, a Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano (Sedhab) pediu à Polícia Civil que investigasse supostos contratos de aluguel dos imóveis. A suspeita era de que alguns moradores estariam locando as unidades logo após assinar o contrato com a Caixa Econômica Federal. Havia suspeitas também de venda, mesmo o contrato não permitindo a transferência por um período de 10 anos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

São Sebastião sofre com a falta de água.



Há quase dois meses, os moradores de São Sebastião convivem com a difícil rotina de ficar sem água. O motivo, segundo a Companhia de Abastecimento (Caesb), é que a distribuição está sendo prejudicada pelo alto consumo, o desperdício e por ligações irregulares.

A situação ficou ainda mais grave nos últimos dias. Agora, de acordo com a população, a água estaria poluída. Quando abrem as torneiras, contam os moradores, é comum sair um líquido barroso, que impede o consumo e atrapalha a rotina. “Volta e meia a água está ficando marrom. Quando não falta, vem assim. Por dia, temos desembolsado pelo menos R$ 12 em água, porque não dá para ficar sem, então a gente compra”, relata o aposentado Juraci Francisco. 

Outro problema, de acordo com a população, é o valor da última conta de água. Segundo os moradores de São Sebastião, a soma estaria errada e apresenta consumo dobrado, o que não teria acontecido no mês de setembro. 

“Como é que a gente vai gastar mais água se ela falta quase todo o dia? Isso está errado. Normalmente, pago R$ 90. Neste mês, veio R$ 185. Nem sei como vou pagar isso. É absurdo”, reclama Demildes Daniele da Silva, 30 anos. 

 Mãe de três filhos, um deles com autismo, a dona de casa narra a saga dos dias sem abastecimento. “Para a minha filha de dois meses, sou obrigada a comprar água até para dar banho. Meu filho de sete anos é autista e ele tem mania de banho. É complicado fazê-lo entender que não vai dar porque não tem água. Não dá para viver bem faltando água todo dia e, quando a gente liga na Caesb, eles dizem só que estão fazendo racionamento aqui”, disse.

Cor do líquido causa revolta 
Os moradores das vilas São José e Nova, de São Sebastião, ficaram de sexta até ontem com a água suja. No Facebook, alguns chegaram a postar fotos mostrando a cor do líquido, chamando a situação de “crítica”. Sem poder consumir o que saía das torneiras, o jeito encontrado foi comprar água por iniciativa própria.

“Vendi muito. Acho que 50% das vendas de sábado e domingo foram só de água. Nem eu bebi aquilo. Eu estava consumindo a água da loja também, porque dá medo ingerir um negócio desses”, conta José Ronaldo, 46 anos.
Segundo a Caesb, “o baixo nível dos reservatórios afeta a coloração da água”, por isso, ela está marrom. “Estamos fazendo uma obra de reforço de tubulações para levar parte da água da adutora do Jardim Botânico até o local. A obra está prevista para terminar em 30 dias”, informa. O órgão solicita aos moradores que, na medida do possível, façam uso racional da água para facilitar a recuperação do sistema. A companhia afirma ainda que todo imóvel com ligação de água deve ser dotado de reservatório com capacidade para um dia de consumo.

 Ontem, um caminhão a serviço da companhia estava na Vila São José. Uma retroescavadeira era usada para ajudar a fazer a manutenção de um cano quebrado nas ligações do sistema.