quinta-feira, 7 de maio de 2015

DF reforma via (df-035) que liga Lago Sul ao Jardim Botânico e São Sebastião

Trecho da DF-035 que passará por restauração

O governo do Distrito Federal deu início nesta quarta-feira (6) à obra de restauração da DF-035 (Estrada Parque Cabeça de Veado), que liga ao Lago Sul às regiões do Jardim Botânico, de São Sebastião e do Jardins Mangueiral. A verba prevista para a obra é de R$ 3,7 bilhões, de um financiamento feito junto ao Banco do Brasil.

A estimativa das associações de moradores desses locais é que cerca de 400 mil pessoas sejam diretamente beneficiadas. O serviço deve demorar 180 dias e engloba ações de pavimentação, sinalização horizontal e criação de ciclofaixa em um trecho de quatro quilômetros entre a DF-025 (Estrada Parque Dom Bosco) e o entroncamento com a DF-001 (Estrada Parque Contorno).
Uma rotatória também será colocada ao longo da via. Neste caso, no entanto, de acordo com o GDF, os equipamentos e os insumos são exclusivamente do DER.

No final de abril o governo também retomou as obras para pavimentação de 3,8 quilômetros da Rodovia Vicinal 533 – pista que liga Brazlândia a Águas Lindas, no Entorno. A medida aconteceu com um ano de atraso em relação ao prazo inicial para conclusão e 24% mais caras do que o anunciado. De acordo com o Executivo, o serviço foi orçado em R$ 5,4 milhões. Um aditivo publicado no Diário Oficial, no entanto, aumentou o investimento em R$ 1,3 milhão para incluir "condicionantes ambientais".

O DER informou que na época da assinatura do contrato, em novembro de 2013, não se considerou que a pista está em área de preservação ambiental e de passagem de animais. A previsão era de que a intervenção acabasse em até 150 dias. O GDF declarou, porém, que a pavimentação só começou em setembro do ano passado e foi interrompida três meses depois por falta de verba. Foram concluídos 30% do asfalto no período.

A vicinal 533 liga a ponte do Rio Descoberto, no setor rural Padre Lúcio, em Águas Lindas de Goiás (GO), à BR-080, em Brazlândia. A expectativa é que a pavimentação deste trecho facilite o escoamento da produção agrícola dos chacareiros, torne o trajeto mais rápido e seguro para os motoristas e melhore o tráfego de ônibus escolares que transportam as crianças do setor rural para Brazlândia.

Outras obras:
 O governo do Distrito Federal anunciou no início do mês de abril que iniciaria obras de pavimentação, sinalização e duplicação de rodovias distritais em seis regiões administrativas. O investimento tem custo de R$ 34 milhões e está sob responsabilidade do DER.
As regiões são Jardim Botânico, Lago Sul, São Sebastião, Planaltina, Gama e Brazlândia. A previsão é que as obras terminem 180 dias após iniciadas. Segundo o Executivo, o recurso veio do empréstimo de R$ 500 milhões feito pelo governo junto ao Banco do Brasil em 29 de janeiro, com destinação exclusiva para obras de mobilidade e de infraestrutura.

No Lago Sul e Jardim Botânico está prevista a restauração de quatro quilômetros da DF-035, que liga a DF-025 à DF-001, além de serviços de sinalização horizontal. O investimento total previsto na região é de R$ 4,2 milhões.

A DF-463, que liga São Sebastião à DF-001, terá a duplicação retomada. Os 3,9 quilômetros, em obra ao custo de R$ 6,7 milhões, também passarão pela adequação dos acessos ao Jardins Mangueiral e ao Jardim Botânico III.

Na região de Planaltina, será pavimentado o trecho da DF-131 que liga as rodovias DF-205 à DF-128. As obras previstas englobam serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem e sinalização, além de serviços complementares e de recuperação do meio ambiente, com valor previsto de R$ 11,6 milhões.

No Gama, está prevista a construção da marginal da DF-480, no trecho entre a DF-001, próximo à entrada da região e à Universidade de Brasília. Os R$ 6,1 milhões previstos incluem serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização, obras complementares e de recuperação do meio ambiente.
A sexta obra é a pavimentação da Rodovia Vicinal 533, entre Brazlândia e Águas Lindas.

Fonte; G1/DF

Mesmo com fiscalização, duas áreas no Lago Sul são alvo de grilagem

Operação realizada ontem derrubou construções no Condomínio Mini-Chácaras Etapa II,
 no Altiplano Leste

Uma área no bairro mais nobre do DF é alvo constante de invasões irregulares. No Condomínio Solar Dom Bosco, na chamada QI 31 do Lago Sul, a tentativa de implantar o parcelamento continua, mesmo com inquérito policial. O lugar tem placas de identificação, apesar de não existir qualquer autorização. Ao lado, no Altiplano Leste, construções do Condomínio Mini-Chácaras Etapa II, que compreende as quadras 4 a 11, foram derrubadas pelo Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo. Ontem, primeiro dia de trabalho, seis obras, duas casas e 300m de muro foram abaixo.

No Solar Dom Bosco, uma área de 26 hectares, com cerca de 300 lotes, placas azuis com a identificação dos conjuntos apareceram recentemente. Também há ruas abertas e postes de iluminação no chão. O Correio esteve no local em novembro de 2014 e encontrou apenas uma guarita. O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) havia instaurado um processo administrativo para investigar o parcelamento e mandado retirar piquetes e sinalizações em 2013. Também pediu investigação à Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema).

A promotora Marilda Fontinele, da 5ª Promotoria de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb), informou que recomendou à CEB e à Caesb para não fazerem a ligação de energia nem fornecerem água naquele setor. “A área é litigiosa e, para fazer um loteamento, em primeiro lugar, é preciso ter o registro de propriedade”, explicou. De acordo com a promotora, qualquer tentativa de criar o condomínio é crime.

A representante legal do Solar Dom Bosco, que preferiu não se identificar, garantiu que a área é particular, apesar de haver duas matrículas da mesma área registradas em cartório. Uma em nome da Terracap e outra em nome de particulares. Ela informou que eles entraram com ação na Justiça questionando o número de matrícula do órgão público. Sobre as placas de endereço, a advogada disse que existem há muito tempo. “Se a gente não proteger a posse, está sujeito a todo tipo de invasão.”

A área é considerada crítica pela Agefis. “Há uma grande tendência a grilagem. Fazemos fiscalização permanente, inclusive com sobrevoos, para fazer imagens aéreas e a comparação com julho de 2014, data estabelecida por nós”, comentou a diretora presidente, Bruna Pinheiro. Segundo ela, placas, piquetes ou qualquer outro elemento do local serão derrubados. “Independentemente da propriedade, que não está definida, não existe qualquer autorização para parcelamento”, garantiu.

Na manhã de ontem, a Agefis derrubou casas e construções no Mini-Chácaras Etapa II, ao lado do Solar Dom Bosco. “É uma Área de Proteção Permanente (APP) e, todas as casas construídas de julho de 2014 para cá, serão derrubadas”, disse Bruna. Segundo ela, a possibilidade de regularização do Mini-Chácaras Etapa II não está prevista no Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot). “Não pode ser uma área urbana.”

Ricardo Lima, síndico do Mini-Chácaras, lembrou que o terreno foi desapropriado em comum e reconhecido pela Terracap. “Pagamos IPTU desde 2005, e eles chegaram aqui sem notificação para a defesa do morador”, criticou. A Terracap não respondeu até o fechamento desta edição.