quinta-feira, 25 de junho de 2015

Casa de Parto São Sebastião só receberá grávidas da cidade e do Paranoá

Foto: Kleber Lima/Jornal de Brasília


Em meio às discussões sobre a necessidade de humanização do parto, as gestantes do DF foram surpreendidas com uma notícia: a Secretaria de Saúde restringiu os atendimentos na Casa de Parto de São Sebastião. Agora, apenas grávidas da região e do Paranoá terão o direito de conceber seus filhos na unidade. De acordo com a pasta, a decisão foi tomada após problemas enfrentados pela rede, entre eles a superlotação. Por isso, destacou, “a direção do Hospital Regional do Paranoá decidiu pelo não recebimento de pacientes que fizeram acompanhamento em outra regional”. 

A iniciativa de São Sebastião é a única do Centro-Oeste. Ainda segundo a pasta, não há qualquer intenção, no momento, de expandir unidades como a casa de parto. Por mês, o local costumava fazer, aproximadamente, 35 partos.  Quem já teve filhos no ambiente assegura que a restrição vai prejudicar o nascimento de muitas crianças. “Poderiam restringir o atendimento, mas pensando em expandir mais locais assim. De fato, o lugar oferece uma experiência diferente. Não é como um hospital. O bebê e a mãe ficam em contato o tempo todo. Acho que uma atitude como essas priva outras mães e crianças de terem um parto melhor”, opina a estudante Débora dos Santos, 21 anos. 

O pequeno Davi Lucca nasceu no dia 31 de Janeiro do ano passado. Segundo Débora, a experiência de tê-lo na Casa de Parto foi a melhor escolha. “Não me arrependo de nada. Eu nem sabia antes da existência do lugar. Fui procurar por indicação da minha cunhada, que faz faculdade de Enfermagem. Quando conhecemos o espaço, uma enfermeira nos recebeu. Ela nos apresentou tudo. E eu saí de lá muito feliz e tranquila, com a certeza de que queria ter meu filho lá”, lembra a jovem, moradora do Gama. 

Diferenças
Em um hospital normal, a estudante teria Davi Lucca, provavelmente, em uma maca. Na Casa de Parto, conta, o menino nasceu na água, dentro de uma banheira, com o pai abraçando mãe e filho. “Eu tinha planejado um parto na água. Para minha sorte, quando cheguei ao local, tinha uma grávida na minha frente, mas ela não tinha dilatação e foi transferida para um hospital normal. Nesse momento, a enfermeira me chamou e começamos todo o trabalho. Ela me orientava sobre as posições. Ao final das contrações, eu entrei na banheira, e meu marido entrou comigo”, ressalta a mãe, lembrando que o pequeno nasceu com 3,6 quilos e 50 centímetros.

Experiência diferente
As lembranças de Débora em nada se parecem com as da dona de casa Isabel Alcântara, 41 anos. No dia 6 deste mês, ela começou a sentir contrações. No entanto, por ser diabética, foi impedida de ter a quarta filha na Casa de Parto, onde fez todo o seu pré-natal. “Fui avisada de que, por ter diabetes, seria muito arriscado fazer o parto aqui. Então, me encaminharam para o Hospital do Paranoá. Lá foi tudo bem diferente do que eu imaginava. Tanto que tive de retirar o útero em uma cirurgia feita às pressas devido às complicações”, relata. 

Devido aos problemas na hora do parto, Isabel ficou com o braço esquerdo roxo. Ela ainda não sabe direito o que aconteceu. “Ficaram induzindo o parto com remédios toda hora. Eu até pedi para fazer cesárea, porque não aguentava mais. Mas, não deixaram”, lembra a dona de casa. “Quando ela nasceu, por volta das 17h30, só lembro de terem comentado que eu estava machucada. Perdi dois litros de sangue”.
“Tive um tratamento diferenciado na Casa de Parto o tempo todo. O médico sempre foi muito atencioso. Infelizmente, não pude ter aqui. Agora, fico com o trauma de ter feito em um hospital normal”, desabafa.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília



Parabéns São Sebastião: 22 anos como região administrativa





Abrigando 130 mil moradores do Distrito Federal, a região administrativa de São Sebastião completa 22 anos nesta quinta-feira (25). A ocupação da área começou antes mesmo do nascimento de Brasília, quando olarias se instalaram no local para suprir a demanda da construção civil por materiais. As terras foram arrendadas posteriormente pela Fundação Zoobotânica.

Com a desativação das olarias, a região acabou se estruturando ao longo do córrego Mata Grande e ribeirão Santo Antônio da Papuda. O complexo penitenciário do DF fica situação na região.
De acordo com a administração regional, o nome São Sebastião foi escolhido em homenagem a um dos primeiros comerciantes da área. Ele se instalou nas terras desapropriadas da fazenda Taboquinha e retirava areia ao longo do rio São Bartolomeu. O material era vendido para as construtoras da Novacap. Por causa da atividade, o pioneiro ficou conhecido como "Tião Areia".

A região tem 12 bairros, e o mais recente deles é o Jardins Mangueiral. Outros setores que compõem São Sebastião são Setor Tradicional, Centro, João Cândido, Morro do Preá, São Bartolomeu, Vila Nova, Vila do Boa, São José, Nova Betânia, Bela Vista, São Francisco, Bonsucesso e Residencial Oeste. Dois outros precisam ser criados oficialmente, embora já existam na prática: Residencial Vitória e o Morro da Cruz.
Também segundo a administração, 47% da população é formada por jovens com menos de 20 anos. A comemoração inclui um desfile cívico-estudantil às 9h, apresentação de um coral de idosos seguida do corte do tradicional bolo de aniversário às 11h30 e show gospel no Parque de Exposições a partir das 18h.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

São Sebastião comemora seu 22º aniversário.



A manhã de quinta-feira (25) começará diferente para os moradores de São Sebastião. Às 9 horas, um desfile cívico-estudantil sairá da feira permanente e terminará no estacionamento do Centro de Atenção à Criança e ao Adolescente (Caic). O evento marca o início das comemorações dos 22 anos da região, celebrados no dia 25. Serão quatro dias de festa promovida pela administração regional. Ainda na quinta-feira, de volta ao estacionamento do Caic, após o desfile, haverá apresentação de um coral de idosos e o corte do tradicional bolo de aniversário. A partir das 18 horas, o Parque de Exposições será palco de um show gospel.

Na sexta-feira (26), a partir das 9 horas, ocorrerá uma Ação Global, projeto da Rede Globo e do Serviço Social da Indústria (Sesi) que oferece serviços de corte de cabelo, brinquedoteca, escovação de dentes e emissão de carteira de trabalho pela Secretaria do Trabalho e do Empreendedorismo. Às 18 horas, haverá shows com artistas locais, como Imagem de Rua, Banda Forró Rasgado e Menina, que se apresentarão gratuitamente. No sábado (27) pela manhã, a ação se repete. No fim do dia, às 18 horas, a Igreja Católica promoverá o ato Abrace o Morro da Cruz, uma mobilização em favor do bairro de mesmo nome, muito visado por invasões nos últimos tempos.

As festividades continuam até domingo (28), quando se encerram com apresentações — sem custo para o governo — de bandas de diversos gêneros musicais, como forró, sertanejo, rap, reggae e funk, a partir das 19 horas, também no Parque de Exposições. A programação dos eventos foi possível graças a parcerias estabelecidas entre a administração regional e empresários locais.

História
São Sebastião começou a ser ocupada em 1957 quando várias olarias — fábricas de tijolos e telhas — instalaram-se para suprir parte da demanda de materiais para construir a capital federal. À medida que os contratos iam sendo concluídos, as olarias eram desativadas, mas os moradores permaneceram. A população cresceu, e o local recebeu o nome de Agrovila São Sebastião. Em 25 de junho de 1993, tornou-se região administrativa.

A região fica a cerca de 22 quilômetros da Rodoviária do Plano Piloto, para quem segue pela Ponte JK, no Lago Sul.


Fonte: Agência Brasília, com informações da Administração Regional de São Sebastião

Redução da Maioridade Penal é tema no Chá com Prosa em São Sebastião/DF


“Os direitos das crianças e dos adolescentes são pouco compreendidos”.  A afirmação do advogado e representante do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA/DF), Rafael Madeira, abriu a edição do Chá com Prosa: Direitos Humanos em Pauta, que abordou o tema “Os impactos da redução da maioridade penal no Brasil”, para cerca de 150 estudantes e professores no Centro de Ensino nº 01 (Centrão) de São Sebastião/DF, no dia 17 de junho.

Para ele, as atuais discussões que tramitam no Congresso Nacional tendem à regressão dos Direitos Humanos, especialmente das minorias. Rafael destacou que o não cumprimento da integralidade do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que assegura o acesso à saúde, educação, cultura, lazer e a concretude dos demais Direitos, fortalece à redução da maioridade penal, por ser mais fácil punir a juventude do que cumprir políticas públicas.

O advogado afirmou que a redução significa tirar a responsabilidade do estado de parcela da juventude e colocá-la em sistema penal onde o único investimento é de estrutura física e alimentação. “Não existe investimento social pensando na perspectiva de retorno do sujeito à sociedade. Uma parte da PEC 171 é o descaso do estado com a educação e a formação desses jovens”, concluiu.

Fonte: Marista

sexta-feira, 19 de junho de 2015

GDF promete reduzir números de linhas, mas garante malha de ônibus mais eficiente.



O secretário de Mobilidade Distrito Federal, Carlos Tomé, o diretor geral do DFTrans, Clóvis Barbará e concessionários do sistema de transporte público coletivo do DF começaram a traçar uma nova malha de ônibus de Brasília.

Segundo o Governo de Brasília, o Distrito Federal tem mais de mil linhas - número superior ao da cidade de São Paulo - e o objetivo da otimização é reduzir esse número, aumentando a eficiência, concentrando algumas linhas e, consequentemente, diminuir o tempo de espera dos passageiros.

São os donos das empresas do transporte que vão apresentar esse planejamento, já que a delegação é por bacia, e caberá ao DFTrans analisar, avaliar e homologar as redes propostas pelos donos de empresa. 

Já ficaram acertadas outras reuniões para elaboração da nova malha, que será implementada de forma gradual, e com ampla divulgação. Para Tomé, o importante é não prejudicar a rotina dos moradores.

— Estamos reforçando essa parceria com as empresas de ônibus para trabalharmos juntos e de forma organizada. Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida de quem depende do transporte público.