sexta-feira, 29 de abril de 2016

Justiça concede habeas corpus que tranca ação contra Rogério Ulysses


Essa decisão equivale a uma absolvição antecipada. Os magistrados entenderam que o Ministério Público não conseguiu demonstrar na denúncia como o ex-distrital, investigado na Operação Caixa de Pandora, teria praticado esse crime .
A Justiça concedeu habeas corpus para trancar a ação penal contra o ex-deputado distrital Rogério Ulysses pela prática de crime de lavagem de dinheiro.Essa decisão equivale a uma absolvição antecipada. Os magistrados entenderam que o Ministério Público não conseguiu demonstrar na denúncia como o ex-distrital, investigado na Operação Caixa de Pandora, teria praticado esse crime .
O julgamento ocorreu na tarde desta quinta-feira (28/4) na Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Os três desembargadores que compõem colegiado, João Batista Teixeira, Jesuino Rissato e Sandoval Oliveira, foram unânimes em reconhecer a “inépcia da denúncia”.
Esse entendimento poderá beneficiar outros ex-deputados processados na Caixa de Pandora pelo mesmo crime, uma vez que a descrição feita pelo Ministério Público nas denúncias contra os parlamentares é praticamente a mesma.
“Sempre que o Tribunal examina de forma minuciosa e imparcial os processos relacionados à Caixa de Pandora, o resultado tem se repetido, ou seja, se constata a manifesta ausência de provas e as mentiras do delator”, disse Ticiano Figueiredo, advogado de Rogério Ulysses.
Além da acusação de lavagem de dinheiro, Rogério Ulysses responde ainda por corrupção passiva. A denúncia, no entanto, ainda está pendente de julgamento pelo juiz da 7ª Vara Criminal.
Depois do escândalo da Pandora, Rogério Ulysses deixou a política. Em dezembro de 2009, ele foi expulso do PSB. Depois, filiou-se ao PRTB, mas, desde então, nunca mais se elegeu. De lá para cá, a vida de Rogério mudou tanto que até os cabelos longos, uma marca de sua fisionomia na época da política, ele já não usa mais.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Tribunal de Justiça arrecada gibis para o sistema socioeducativo


Uma campanha do Tribunal de Justiça arrecada gibis para abastecer as bibliotecas do sistema socioeducativo do Distrito Federal a partir desta semana. O prazo para doar livros de histórias em quadrinhos para o público infanto-juvenil vai até 20 de maio.

O objetivo da campanha é incentivar o hábito de leitura nos adolescentes em conflito com a lei e disseminar valores como amizade, honestidade e responsabilidade entre os internos. Além disso, a leitura pode aumentar o vocabulário e despertar interesse em outras obras e temáticas.

Os sete centros de internação do DF possuem bibliotecas desde o ano passado e acolhem até 873 internos. A campanha prioriza a Unidade de Internação Provisória de São Sebastião, onde adolescentes permanecem por até 45 dias aguardando decisão judicial. Se houver doações excedentes, as obras serão distribuídas entre as demais unidades.

Não há restrição quanto aos personagens dos gibis, desde que a leitura seja adequada para o público adolescente, informou a organização.

Os exemplares doados podem ser entregues das 12h às 19h nas diretorias dos fóruns do DF e na Rede Solidária Anjos do Amanhã, na sede da Vara da Infância e da Juventude, na SGAN 909, lotes D e E. É possível obter mais informações pelos telefones 3103-3382 e 3103-3285.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Após tentativa de roubo carro, dupla é detida em São Sebastião


Um homem e um adolescente foram detidos após tentarem roubar um carro neste domingo (24) em São Sebastião, no Distrito Federal. Os suspeitos conseguiram fugir da primeira abordagem, mas foram detidos quando invadiram igreja da região.

Segundo a Polícia Militar, os dois foram abordados quando tentavam roubar um carro na quadra 302, no Residencial Oeste. Quando o carro da PM se aproximou, a dupla tentou fugir em uma motocicleta.

Cercados pelos militares, os dois abandonaram a moto e entraram na paróquia Santo Afonso, no bairro São José. O homem tentou abandonar a arma calibre 22 no gramado da igreja. O terreno foi cercado e a polícia deteve a dupla.

O homem foi levado para a 6ª Delegacia de Polícia, em São Sebastião, e o adolescente para a Delegacia da Criança e do Adolescente, na Asa Norte. O homem foi autuado por tentativa de roubo e porte ilegal de arma de fogo. O menor foi autuado por infração análoga aos crimes cometidos pelo comparsa.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Criança e pai são baleados em açougue de São Sebastião


Uma criança e o pai dela foram atingidos por disparos de arma de fogo em São Sebastião na manhã desta sexta-feira (22/4). O homem morreu no local do crime.

Segundo a Polícia Militar do DF, as vítimas estavam em um açougue no conjunto A, da Rua 19, no bairro Residencial do Bosque, quando dois suspeitos que passavam pelo local em bicicletas efetuaram três disparos.
A criança, de um ano e dois meses, acabou atingida no braço e, de raspão, na barriga. Ela foi socorrida por equipes dos bombeiros, passou por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois levada para o Hospital de Base (HBB) em situação estável. O pai, Leonardo Feitosa da Silva foi baleado no tórax e acabou morrendo antes de ser encaminhado ao hospital. A polícia suspeita de acerto de contas e tenta identificar os autores do crime.

Governo faz reforma em administrações


Pressionado por deputados distritais, que desde o início da gestão cobravam mais espaço no Executivo, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) fez trocas no primeiro escalão e no comando de sete administrações regionais para contemplar os aliados. Com as mudanças no GDF, ele fortalece a interlocução com a Câmara Legislativa, depois de enfrentar derrotas na Casa em 2015. Apesar das concessões aos parlamentares, o socialista prometeu enviar um projeto de lei que deve tirar poderes dos distritais. A proposta é fazer eleições diretas para as administrações a partir de outubro de 2018. Promessa de campanha, o pleito para a escolha dos gestores das cidades enfrenta resistência entre os parlamentares e dificilmente passará pela Câmara sem emendas que assegurem a participação deles na escolha.

O governador reconheceu que fez as nomeações para atender os aliados, mas frisou que as indicações atenderam exigências feitas pelo Palácio do Buriti. “Seria hipocrisia dizer que não tem uma relação política na escolha. Todos eles são moradores das cidades que vão administrar e têm ficha limpa. Alguns já participam das administrações ou já foram administradores regionais; outros não têm nenhuma relação com parlamentares. Eles atenderam os nossos critérios e serão cobrados por desempenho”, garantiu Rodrigo Rollemberg.

Uma das novidades é a nomeação do advogado José Flávio de Oliveira para a recém-criada Secretaria Adjunta de Assuntos Legislativos. Ele vai substituir Igor Tokarski na interlocução com a Câmara Legislativa. Experiente negociador político, José Flávio foi o articulador do ex-governador Joaquim Roriz, mas hoje está afinado com Rollemberg. Tokarski continua como secretário-adjunto de Relações Institucionais e Sociais, mas não terá mais a atribuição de negociar a aprovação de projetos de interesse do Executivo.

Entre as nomeações sugeridas pelos distritais, está a escolha de Marcelo Lourenço para a Secretaria de Justiça. Ele é ligado a Sandra Faraj (SD) e trabalhava no gabinete da deputada. Até fevereiro, o cargo era ocupado por João Carlos Souto, indicado de Raimundo Ribeiro (PPS), mas o parlamentar rompeu com o governo e Souto acabou exonerado há dois meses. Desde então, Guilherme Rocha de Almeida Abreu estava como interino. Faraj nega que tenha negociado a aprovação de projetos em troca do cargo e afirma que só indicou Marcelo Lourenço porque o ex-funcionário tem perfil técnico. “Quando houve interesse do governo em ter alguém com um bom currículo nessa área de gestão, é claro que chancelei o nome dele com muita alegria. Mas não existe essa combinação de trocar voto, até porque estou ao lado do governo desde o início”, garantiu.

Mais nomes
A deputada Liliane Roriz (PTB), que estava insatisfeita com o governo, nomeou Roberto Charles Bezerra, funcionário de seu gabinete, para a Administração do Paranoá. Já o distrital Júlio César (PRB), líder do governo na Câmara, indicou o pastor Paulo Antônio da Silva para administrar Samambaia. André Brandão, que já cuidava do Guará, passa a acumular a gestão do Setor de Indústria e Abastecimento. Ele é afilhado político do distrital Rodrigo Delmasso (PTN). Inicialmente, o GDF daria a Administração do Cruzeiro a Delmasso. Mas a população do bairro protestou e reivindicou que a gestão continuasse associada à Administração do Sudoeste, atualmente sob o comando de Paulo Feitosa. Rollemberg atendeu o pedido.

A Administração do Lago Norte e do Varjão ficará com Marcos Woortmann. Ele já comandou a cidade durante o governo de Agnelo Queiroz e no primeiro ano de gestão de Rollemberg. O PSB, partido do governador, ganhou duas novas administrações: o ex-padre Alessander Carregari Capalbo, que concorreu a distrital pelo PMDB em 2014, recebeu o aval da legenda para assumir Itapoã. Alessandro Paiva, pastor evangélico e suplente de distrital pelo PSB, é uma indicação para a Administração do Lago Sul e do Jardim Botânico.

Carro com vestígios de sangue é encontrado em São Sebastião


A Polícia Militar do DF encontrou um carro com vestígios de sangue na manhã desta quarta-feira (20/4), próximo à DF-001, em São Sebastião. Os policiais chegaram ao local depois que serem informados por moradores sobre o veículo abandonado. Segundo a corporação, o automóvel também estava com os para-choques retirados, sem som, com um vidro quebrado.
Após consulta, os policiais não encontraram ocorrências de roubo ou furto relacionadas ao veículo. No entanto, segundo o proprietário, o carro havia sido furtado há alguns dias no Jardim ABC, bairro da Cidade Ocidental (GO). A 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) investiga o caso. (Informações da PMDF)

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Justiça barra lei que prevê notificação antes de derrubada no DF

Derrubada no condomínio CooperVille
Em decisão liminar, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal entendeu que a lei distrital que prevê notificação prévia a invasores de áreas públicas antes de serem autuados é inconstitucional. O texto tinha sido vetado pelo governador Rodrigo Rollemberg, mas foi mantido pelos deputados do DF no início deste mês. 
A decisão desta terça-feira (19) é provisória e vale até o julgamento do mérito pelos desembargadores do TJ. Não há previsão de quando o tema será apreciado. 
A Procuradoria-Geral do DF tinha entrado na Justiça no dia 4 abril alegando que a lei impediria a fiscalização eficaz por parte do governo, ao reduzir drasticamente o poder de polícia dos órgãos de fiscalização. O caso foi levado aos tribunais após o governador ter classificado o texto como “lamentável”.
O projeto foi criado pela deputada Telma Rufino (PPL). A medida colocaria um freio nas operações de derrubadas da Agefis em invasões de área pública, caso entrasse em vigor. Ela obrigaria o GDF a abrir prazo, emitir notificações e multar os moradores antes de derrubar os imóveis, em um procedimento que pode se estender por até seis meses.
Segundo o Buriti, o projeto tem "vício de iniciativa" e só poderia ser proposto pelo próprio Executivo. "É lamentável. [...] Tenho convicção de que, rapidamente, nós vamos reverter essa decisão porque ela não contribui com o esforço que está sendo realizado por esse governo, com apoio da sociedade, de combater a grilagem e a ocupação desordenada do DF", disse Rollemberg à época.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Moradores relatam quedas constantes de energia no bairro Morro da Cruz


Moradores do Morro da Cruz, em São Sebastião, relatam que a falta de energia se tornou um problema constante nas últimas semanas.  Indignados, procuraram a reportagem do JBr. para denunciar o problema. No entanto, a Companhia Energética de Brasília (CEB) aponta a origem dos transtornos: gambiarras na rede. 
Roberto Lopes, 36 anos, é proprietário de um supermercado na região  e acumula prejuízos. “No fim de semana retrasado, a luz acabou e todos os sorvetes e picolés que eu tinha   descongelaram. Muitos estragaram e não servem mais para vender. Foram mais de 24 horas sem energia. Nos dias anteriores, a energia não acabou totalmente, mas ficava indo e voltando”, relatou.

Perdas
De acordo com o comerciante, na  quarta-feira da semana passada, em um período de uma hora, a energia caiu mais de dez vezes. Além de temer pela qualidade dos produtos do  mercado, Roberto tem medo de perder   eletrodomésticos. 
“A oscilação pode queimar meus refrigeradores e freezers. Para não estragar a carne, tenho deixado tudo estocado em um freezer fechado, tirei da vitrine porque, quando a luz acaba, o refrigerador não mantém a temperatura”, explicou.
O comerciante afirma que já procurou a CEB várias vezes, mas sempre é informado de que não é possível fazer nada porque a área não é regularizada. 
“Eles orientam a gente a procurar as autoridades e cobrar infraestrutura no nosso bairro. Independentemente de ser regularizado ou não, eles não podem negar atendimento. Na semana passada,   a situação ficou insustentável e quem arca com o prejuízo é a população”, reclamou. 
Roberto denuncia também a falta de iluminação nas ruas, o que facilita a ação de bandidos. Ele teve o supermercado invadido e um prejuízo de mais de R$ 10 mil.

Atividades cotidianas prejudicadas
Rosineide Borges, 31 anos, é cabeleireira e tem um salão de beleza no Morro da Cruz. Com a queda constante de energia elétrica, ela fica praticamente impedida de trabalhar, pois necessita de vários aparelhos ligados na tomada. Em dias de mais movimento, ela não consegue atender.
“É impossível trabalhar em um salão de beleza sem energia elétrica. Há dias em que tenho que desmarcar alguns clientes. Durante a semana, a luz oscila o dia inteiro, não firma de jeito nenhum. A situação piora nos horário de pico”, afirmou.
Segundo Rosineide, quando ela reclama com a CEB, os funcionários alegam que a rede fica sobrecarregada por causa da grande quantidade de gambiarras, o que resulta nas quedas de energia.  A cabeleireira já teve seu salão assaltado duas vezes e explica que a situação é propícia, pois a iluminação pública não funciona.

Equipamentos queimados
A dona de casa Cristina Silva, 39 anos, tem três filhos pequenos e conta que a falta de luz atrapalha muito, pois ela precisa cozinhar para as crianças e, no escuro, fica complicado. Além disso, ela tem medo de ter um de seus eletrodomésticos queimados. “Uma colega da minha filha disse que as duas geladeiras de casa queimaram. Por segurança, tiro tudo da tomada”, disse.
Cristina explica que o problema começou   semanas atrás e, desde então, a energia tem tido várias quedas, principalmente à noite, a partir das 19h. “Pagamos caro para ter energia em casa e não adianta nada. Quando ligamos para reclamar, os técnicos até vêm aqui, mas não resolvem o problema e ficamos sem luz”, desabafou.

Versão oficial
Em nota, a CEB informou que as constantes quedas de energia são ocasionadas pelas gambiarras, conhecidas como “gatos”, que os moradores produzem para ter luz elétrica gratuita, o que faz com que os circuitos transmissores não aguentem. Devido à falta de regularização do setor, a CEB fica impossibilitada de criar novas redes.
A companhia esclareceu que a subestação de São Sebastião é suficiente para atender os moradores e acompanhar o crescimento da região, mas que a energia só funcionará bem no Morro da Cruz após a regularização do setor ou o passivo de regularização. Sobre a falta de iluminação pública, a CEB reiterou que o problema ocorre devido aos gatos.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Grávida e bebê morrem em acidente de moto próximo a São Sebastião

Uma mulher grávida de nove meses morreu em um acidente de moto no quilômetro 27 da BR-251, próximo a São Sebastião. Dayane Costa Oliveira, de 18 anos, era carona do veículo. O acidente aconteceu por volta de 11h10. O marido da vítima, Daniel Souza dos Santos, também de 18 anos, conduzia a Honda CG 125.
O casal seguia sentido Unaí (MG), quando o pneu da moto estourou, eles perderam o controle e caíram. Dayane sofreu traumatismo craniano grave. Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, a grávida já não tinha sinais vitais. Mãe e bebê morreram a caminho da Unidade de Pronto Atendimento de São Sebastião.Socorristas tentaram salvar Dayane e o bebê por cerca de 50 minutos. Daniel sofreu ferimentos leves e também foi encaminhado à UPA da região administrativa.

Levantamento do governo mostra que 25 setores têm escritura em andamento

A necessidade de asfalto como a principal urgência
dos moradores do Condomínio São Francisco II, no Setor Habitacional Tororó


O aposentado Manoel Costa da Silva, 63 anos, viu a Colônia Agrícola Arniqueira, em Águas Claras, se transformar nos últimos 20 anos. A atividade agrícola se perdeu e os terrenos foram parcelados e vendidos sem qualquer autorização do Estado. O lugar virou uma cidade com quase 28 mil habitantes, de acordo com a última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). O comércio se desenvolveu, mas a região ainda enfrenta graves problemas de infraestrutura. Assim como Arniqueira, outros setores cresceram à margem da legalidade e aguardam na fila para serem regularizados.

Hoje, há 302 áreas públicas e privadas passíveis de regularização no DF, conforme levantamento da Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth). Dessas, 25 têm processo em andamento para a emissão da escritura. Na última semana, dois condomínios do Jardim Botânico, o Solar de Brasília e o Ville de Montagne, conseguiram aprovação do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan). Esse é um passo importante para os moradores, uma vez que, depois de cumprida essa etapa, o governo deve fazer um decreto para registrar em cartório os parcelamentos.

Enquanto a regularização não vem, os moradores se juntam para fazer algumas melhorias na região ou recorrem a cidades vizinhas para ter acesso a serviços públicos. Manoel se mudou com a família para a Colônia Agrícola Arniqueira em 1991. Mas os primeiros chacareiros chegaram à região na década de 1960. Anos depois, segundo ele, houve um incentivo do governo para as pessoas ocuparem a área. “Era só cerrado. Fizemos uma vaquinha e, aos poucos, colocamos asfalto e postes de iluminação”, contou. Sem conseguir autorização do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para plantar, também vendeu parte do terreno onde morava. “Ninguém sabia direito o que era e o governo não se importou com o que aconteceu aqui”, recordou o aposentado.

A área da colônia agrícola foi desapropriada e, atualmente, há cerca de 7 mil casas. Queixas não faltam sobre a infraestrutura da região. O bairro carece de asfalto e algumas ruas ainda são de terra. Há somente uma escola pública e, quando um morador precisa de atendimento médico, corre para uma cidade próxima, como o Riacho Fundo. “A promessa de regularização sempre existiu e, se saísse do papel, traria muitas melhorias para nós. O governo poderia duplicar a Avenida Central, por exemplo, que hoje tem muito trânsito, e aumentar a iluminação pública. Ficaríamos muito mais tranquilos”, avaliou Manoel.

Diferença

O levantamento da Segeth apontou as Áreas de Interesse Específico (Arine), para população de média e alta rendas, e as Áreas de Interesse Social (Aris), voltadas para as pessoas de baixa renda. Fazem parte das Arines a região de Arniqueira e o Condomínio São Francisco II, no Setor Habitacional Tororó, também na lista da secretaria. O parcelamento está em área particular e existe desde a década de 1980, mas também se desenvolveu sem autorização do Estado. Hoje, a população da região cobra asfalto na avenida principal. “Essa é a nossa necessidade mais urgente. Nossos carros estão arrebentados, muitos têm dificuldade de passar por aqui”, comentou o servidor público Lucas Monteiro de Oliveira, 52 anos.

Ele comprou um terreno no Condomínio São Francisco II há cinco anos, mas ainda mora no Riacho Fundo. Lucas pretende levar a família para viver no parcelamento e espera a regularização. “Ainda precisamos de um parecer sobre o impacto ambiental, que está em fase de elaboração. Mas o que emperra o processo é a burocracia. Se o governo tivesse vontade e disposição, faria”, disse.

O Solar de Brasília e o Ville de Montagne já tiveram projeto urbanístico aprovado pelo Conplan. Passada esta etapa, a Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) deve cumprir algumas exigências previstas no projeto. Na ocasião, foi assinado um Termo de Compromisso entre a Terracap e o GDF para a construção de ciclovias, escolas e parque de uso múltiplo, além de novas áreas comerciais nas quadras 1, 2 e 3 do Solar de Brasília, de acordo com o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade.

Para a presidente da União dos Condomínios Horizontais e Associações de Moradores no DF (Unica-DF), Junia Bittencourt, a aprovação dos dois condomínios representa uma vitória para o setor, que não tinha nenhum avanço desde 2007. “Havia uma expectativa muito grande e, agora, os moradores têm condições de negociar aqueles lotes com a Terracap, dona da área”, comentou. Ela cobra, no entanto, mais celeridade no andamento de outros processos. “Estamos aprovando o que já existia, o que já havia passado até mesmo pelo Conplan. Queremos mais efetividade porque o morador está muito descrente da regularização”, completou.


Eles aguardam

Veja a lista dos parcelamentos que deram início ao processo de regularização

Processos distribuídos no Conplan:

» Planaltina: Arapoanga
» Jardim Botânico: Jardim dos Eucaliptos; Jardim Botânico V; Jardim Botânico V-A; Setor comercial, Área Especial 1, 2 e 3 e Lote 1; e Etapa IV do Solar de Brasília
» Sobradinho: Jardim América; Vivendas Colorado; Vivendas Colorado II; Jardim Europa II; Colorado Ville, Solar de Athenas; Jardim Europa;
» Paranoá: Setor Habitacional São Bartolomeu: Ville de Montagne e parte do Solar de Brasília


Processo iniciado, mas retirado do Conplan por pendências:

» Sobradinho: Vivendas Bela Vista e Império dos Nobres
» Lago Sul: Parque Ecológico Dom Bosco; Setor Habitacional Dom Bosco QI 30, QL 30 e QL 32 e parque de uso múltiplo
» Vicente Pires: Glebas 1, 2, 3 e 4; Vila São José
» Paranoá: Privê Residencial La Font
» São Sebastião


Palavra de especialista

Falta prevenção
“A regularização é vantajosa para a economia porque permite investimentos oficiais. Os moradores que têm escritura podem pegar empréstimos e alguns comércios só se instalam em áreas regulares. Mas não deve ser motivo de orgulho para o governo dizer que está regularizando tudo. O governo só trabalha em situações consolidadas e não na prevenção. Precisa investir em novas formas de habitação, ampliar a oferta de moradia. A regularização é um bom artifício para classes mais baixas, mas não pode ser aplicada indiscriminadamente, principalmente para as pessoas de classe média que apostam nisso e ganham em cima da inoperância do governo. A regularização tem que ser ponderada, com objetivos muitos claros porque pode ser um desastre para a cidade. Os condomínios têm virado verdadeiros feudos cercados, e isso pode ser danoso para a cidade.”

Otto Toledo Ribas,
professor de arquitetura da UnB

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Para atender distritais, Buriti examina redivisão política do Distrito Federal


Para saciar a sede de cargos dos deputados distritais, o governo Rollemberg cogita desfazer a fusão de administrações regionais, feita em 2015. A ideia é devolver a independência dos espaços para contemplar número maior de parlamentares. O Buriti busca consolidar uma base confiável para conseguir a aprovação de projetos no plenário e, até mesmo, blindar-se de pressões mais fortes.

O Executivo cogita separar o Varjáo do Lago Norte. Nesse sentido, existem grandes chances do Varjão ser endereçado ao deputado Lira (PHS), embora originário de São Sebastião. Paranoá e Itapoã também seriam desmembrados. O primeiro seria endereçado à deputada Liliane Roriz (PTB), enquanto o segundo pode ir para o grupo político do deputado Agaciel Maia (PR).   

Nos esboços do novo mapa das administrações, Ceilândia deixaria de ser dividida entre o PSD do vice Renato Santana e o grupo político da deputada distrital Luzia de Paula, que migrou para o PSB. Inicialmente, o espaço ficará apenas sob os cuidados da neosocialista. O partido do governador ficaria também com o comando do Plano Piloto, Estrutural, Núcleo Bandeirante, Lago Sul e Brazlândia - reduto do deputado Juarezão, também recém filiado ao PSB.

O PSD perderia ainda o controle do SIA. A região pode passar à presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS). O grupo de Celina também estaria negociando o controle da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), mas teria que entregar a gestão do Detran.

Nestes tempos, em que o Congresso Nacional analisa o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o movimento também é uma estratégia defensiva. O núcleo governista prevê que prefeituras, estados e o DF possam viver uma avalanche de processos de impedimento, caso Dilma seja afastada.

As administrações do Cruzeiro e do Guará tendem a ficar sob a influência do  deputado Rodrigo Delmasso (PTN). 

Pedindo o sigilo da fonte, um aliado de primeira hora do GDF declarou: “Prefeitos e governadores por todo país estão preocupados com isso. Quem não tiver uma boa base pode sofrer um impeachment, por razões muito menores do que as atribuídas no caso da presidente”.

Considerando a crescente rejeição da gestão socialista entre os servidores públicos, a situação de Rollemberg é delicada. No ano passado, no auge das greves, sindicalistas de oposição cogitavam, veladamente, até de entrar com um pedido de afastamento na Câmara.

Para reaglutinar 
1 A secretaria de Justiça  e Cidadania,  negociada com a deputada distrital Sandra Faraj (SD), poderá perder o controle de parte das agências do Na Hora e o Procon. Estes espaços poderão ser passados para o neodesafeto Raimundo Ribeiro (PPS), que foi padrinho da Sejus e que o Buriti alienou.    
2 Desta forma, Faraj manteria o controle da administração de Taguatinga. E Ribeiro continuaria mandando em Sobradinho. 
3 Governistas calculam que uma base ideal teria entre 8 e 16 deputados distritais.
4 O líder de governo, Julio Cesar (PRB), continuará com Samambaia. São Sebastião seguirá com Lira (PHS)  e o Paranoá com Liliane Roriz (PTB).

Mudanças federais afetarão capital
O cientista político David Fleischer,  professor de Ciências Políticas da Universidade Brasília (UnB), não considera que Rollemberg corra risco de impeachment. No entanto, acredita que uma base sólida é fundamental em um eventual cenário pós-impeachment. “Se o vice-presidente Michel Temer (presidente nacional do PMDB) assumir, vai gerar uma recomposição de forças nos partidos por todo país, gerando influência e respingos na base de Rollemberg”, disse.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Menores sequestram homem e são detidos


Dois adolescentes de 17 anos foram apreendidos após um sequestro relâmpago na noite desse sábado (2/4) em São Sebastião. Durante a perseguição policial, um deles acabou baleado.

Os jovens – um deles portando uma arma de fogo – renderam um homem no Morro Azul, o obrigaram a entrar em seu veículo e seguiram em direção à área rural de São Sebastião. Testemunhas acionaram a Polícia Militar e equipes da Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam) fecharam o cerco na tentativa de localizar o veículo.
Ao ver o carro, os policiais ordenaram que ele parasse. O adolescente que conduzia o automóvel desobedeceu e seguiu até o bairro Nova Betânia, na área rural. Lá, perdeu o controle do veículo e foi obrigado a parar.
Um dos suspeitos, ao descer do veículo, apontou a arma contra os policiais, que atiraram em resposta. Ele foi atingido na perna e no tórax e encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá (HRPa). De acordo com a PM, ele não corre risco de morte. O outro adolescente se entregou.
Os menores tinham diversas passagens, entre elas por tráfico de drogas, porte de arma, formação de quadrilha, furto, roubo, porte de entorpecente. Cada um deles tinha dois mandados em aberto de busca e apreensão. A ocorrência foi registrada na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Com informações da PMDF.