quinta-feira, 28 de julho de 2016

Expectativa pelo preço dos terrenos


A decisão da Justiça de determinar o registro de 1.225 lotes do Setor Jardim Botânico em nome da Terracap gerou expectativa entre os moradores da região. Com a liberação das escrituras, o governo poderá fazer a venda direta dos terrenos aos ocupantes. Mas, como a legislação obriga que as terras públicas sejam negociadas a preço de mercado, com desconto do valor gasto em benfeitorias, a comunidade teme o impacto da nova cobrança em um momento de crise econômica. Se o GDF seguir o padrão adotado no último processo, realizado em 2007, os imóveis da Etapa 2 custarão cerca de R$ 180 mil. Os lotes dos condomínios Jardim Botânico I, Mirante das Paineiras, Parque das Paineiras, Jardim Botânico VI e parte do Estância Jardim Botânico serão colocados à venda em um prazo de 60 dias.


Na última terça-feira, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF negou recurso especial apresentado por um grupo que impugnou o registro da área em cartório. A Corte determinou que o tabelião responsável pela área libere as escrituras em nome da Terracap. O caso se arrasta no Judiciário desde 2008, quando o governo tentou registrar os terrenos. À época, houve 21 impugnações ao pedido apresentado pelo GDF. Assim, tudo parou na Justiça.



Em 2012, a Vara de Registros Públicos do DF julgou improcedente o pedido e determinou a liberação da documentação dos lotes. “O fato de haver uma ação demarcatória em curso não constitui óbice ao registro pretendido”, alegou o juiz Ricardo Daitoku. “Verifica-se que é de interesse social a regularização de loteamento no Distrito Federal e, no caso em questão, o interesse público do loteamento cujo registro se pretende é explícito”, acrescentou o magistrado.



A decisão foi contestada e alcançou a Corregedoria do TJDFT, que manteve o entendimento da Vara de Registros Públicos. A pedido do Ministério Público, o caso tramitou no Superior Tribunal de Justiça e voltou à Justiça brasiliense. Na terça-feira, o Conselho Especial encerrou a polêmica. Não cabe mais recurso dessa decisão. Assim que sair o acórdão, a Terracap lançará o edital para a venda direta dos lotes.



Abatimento
O presidente da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis, afirma que a empresa deve começar a convocar os ocupantes de imóveis daqui a 60 dias (leia Tira-dúvidas). “Vamos publicar o edital convocando os moradores a comparecerem à Terracap para assinar a manifestação de interesse em participar da venda direta. Eles terão 90 dias e, depois desse prazo, os lotes irão para licitação”, detalha Júlio. Na próxima semana, a Terracap convocará os síndicos dos parcelamentos para conversar sobre a definição do preço dos imóveis.



Os lotes vazios e comerciais não serão incluídos nessa modalidade de alienação. “A premissa da venda direta é o direito à moradia. Por isso, ela só valerá para terrenos ocupados, como estabelece o Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público”, justifica Júio César. Ainda não há definição de quando será feita a licitação de imóveis vazios ou de uso comercial.

A legislação determina que, para a venda direta, seja cobrado dos ocupantes o valor de mercado, com o abatimento dos gastos em infraestrutura. Para isso, o GDF quantificou o montante que a comunidade investiu para construir pavimentação, sistema de drenagem, meios-fios e iluminação pública. Esse levantamento está pronto e será somente atualizado pelos técnicos do governo.

A última venda direta realizada no DF ocorreu em 2007. À época, a Terracap lançou edital para negociar 420 terrenos dos condomínios Mansões Califórnia, San Diego, Portal do Lago Sul e parte do Estância Jardim Botânico. Descontando as benfeitorias, o valor médio de cada imóvel ficou em torno de R$ 75 mil. Esse valor equivale a um desconto de cerca de 60% no preço de mercado até então. Se esse percentual for aplicado ao valor atual de mercado dos terrenos da Etapa 2 do Setor Jardim Botânico, o preço final pode ficar em torno de R$ 180 mil. Essas são estimativas do mercado imobiliário. O governo evita falar em valores enquanto não sair o edital.

Receio
A síndica do condomínio Mirante das Paineiras, Narcisa Azevedo, conta que a maioria da comunidade rejeita a perspectiva de pagar novamente pelo lote. “A maioria não aceita fazer acordo com a Terracap. Temos um processo demarcatório, com garantia de êxito no fim. As terras são particulares, não públicas”, argumenta. “Não temos serviços públicos na região, todas as benfeitorias foram feitas pelos moradores. Sofremos com assalto e não contamos com segurança pública”, reclama.

Moradora do Jardim Botânico I há 17 anos, a dona de casa Dyjane Albuquerque, 49 anos, reclama de o governo fazer venda direta em um momento de profunda crise econômica. “A minha filha perdeu o emprego recentemente, contamos apenas com a renda do meu marido, que é um pequeno empresário e também tem sofrido com a crise econômica. Se o governo está com problema nas finanças e precisa de dinheiro, deveria procurar outra saída”, sugere Dyjane.

A síndica do condomínio Jardim Botânico I, Vânia de Araújo Brito, 63, lembra que a maioria dos moradores da região comprou lotes em parcelamentos de boa-fé. “Havia documentação das terras, que foram compradas de um general. Não poderíamos saber que não eram realmente lotes particulares. Ninguém aqui é grileiro”, lembra Vânia. “Não me recuso a pagar pelo lote, mas tem de ser um valor compatível com a nossa realidade e deve levar em conta o fato de que nós pagamos por toda a infraestrutura do condomínio”, conclui.

Tira-dúvidas
Como será calculado o valor dos terrenos?O preço de cada imóvel será calculado com base no valor de mercado, descontado todo o gasto efetuado em infraestrutura. Essa avaliação levará em conta quanto os moradores gastaram para fazer as redes de drenagem, pavimentação e iluminação pública.

Quanto os moradores terão de pagar?O governo ainda não definiu o preço dos terrenos. Em 2007, na última venda direta realizada pela Terracap, na Etapa 1 do Jardim Botânico, os lotes foram vendidos por um valor médio de R$ 75 mil. À época, isso equivalia a um desconto de 60% do valor de mercado dos lotes. Levando em conta esse percentual, os terrenos da Etapa 2 do Setor Jardim Botânico devem custar cerca de R$ 180 mil, pois um imóvel na região custa cerca de R$ 450 mil.

Quando será feita a venda direta?A Terracap prevê a publicação do edital de venda direta em 60 dias. A partir daí, os moradores serão convocados a assinar a manifestação de interesse em comprar o lote. Eles terão 90 dias para comparecer à Terracap. Depois disso, quem não registrar interesse terá o lote incluído em licitação.

E as condições de pagamento?
O valor dos terrenos poderá ser financiado diretamente com a Terracap, que autoriza o parcelamento dos imóveis em até 240 prestações. O comprador poderá optar entre o sistema SAC e a tabela Price, com taxa de juros de 0,4% ao mês.

O que será feito com lotes vazios e comerciais?Não serão incluídos na venda direta. Por determinação do Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público, esses imóveis terão de ser licitados. Os comerciantes terão direito de preferência. Os terrenos vazios serão incluídos em certames oficiais da Terracap. Não há data prevista para a venda.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Jardim Botânico pertence ao GDF: moradores terão de pagar por terrenos


Após quase uma década, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) colocou fim a uma disputa de terras entre governo e condomínios do Jardim Botânico. Desde 2008, moradores de quatro conjuntos habitacionais brigam com a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) para tentar provar que as terras onde existem 1.225 lotes haviam sido compradas — e não invadidas. Mas a Justiça entendeu que o terreno pertence, de fato, ao GDF. Dessa forma, as famílias terão de adquirir a área.

A decisão envolve cinco condomínios: Estância Jardim Botânico, Jardim Botânico 1, Jardim Botânico VI, Mirante das Paineiras e Jardim das Paineiras. Eles fazem parte da Etapa 2 do Jardim Botânico e, segundo a Terracap, poderá trazer arrecadação de até R$ 250 milhões aos cofres públicos. “Fizemos um projeto da região, aprovamos, licenciamos e depositamos para registro em cartório nos idos de 2015. Mas existe um grupo naquela região que não pretendia ver a área regularizada, então, passaram anos tentando impugnar os nossos pedidos”, explicou o presidente da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis.

Segundo o órgão, o Setor Habitacional Jardim Botânico é composto por quatro etapas. A 1, com 440 lotes residenciais, foi regularizada por meio de venda direta, em 2007. A segunda, objeto do julgamento de ontem, deverá passar pelo mesmo trâmite nos próximos meses. As outras duas estão em fase de implantação. “É uma área muito extensa e não pode continuar na irregularidade. Promover ordenamento territorial e regularizar ocupações continuarão sendo uma prioridade para a empresa. Foi assim que regularizamos metade de São Sebastião e parte de Vicente Pires”, acrescentou Júlio César.

Benfeitorias
O imbróglio envolvendo a Etapa 2 do Jardim Botânico começou em 2008, quando a Terracap tentou registrar a região em cartório, mas acabou contestada por 21 ações de impugnação. Duas delas movidas por moradores dos condomínios irregulares. O processo foi julgado em 2011, com sentença favorável à Terracap. Mas a decisão foi contestada e encaminhada à Corregedoria do TJDFT, que a manteve na íntegra. O processo ainda tramitou no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido do Ministério Público, e voltou à Corregedoria da Justiça do DF. Desta vez, a decisão favorável à Terracap foi do Conselho Especial da Magistratura do TJDFT e não pode mais ser contestada.

O próximo passo é a publicação do acórdão, formalizando a sentença e o registro formal em cartório. “Feito isso, a Terracap promoverá a venda direta, que é negociar os lotes ocupados com as pessoas que construíram neles. Se elas não quiserem, o imóvel será comercializado por meio de licitação pública”, explicou o presidente da empresa. O valor pago pelos proprietários será referente apenas ao terreno, sem contar a edificação. Contudo, benfeitorias como implementação de água, luz, esgoto e asfalto serão deduzidas do valor total. Na próxima semana, a Terracap convocará os síndicos dos parcelamentos para reunião de apresentação dos critérios da venda direta.

O governador Rodrigo Rollemberg comemorou a decisão. "Vencemos por unanimidade no TJ o registro do Jardim Botânico 2. Com isso, poderemos fazer a venda direta para os moradores", reforçou.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Comunidade do Tororó faz aliança com a polícia e reduz criminalidade

Uma aliança entre polícia e comunidade vem dando bons resultados na área do 3º Batalhão de Policiamento Rural Sul. Naquela região, o estreitamento de laços de amizade com as comunidades, implantado pelo major José Ítalo Soares Tomás, comandante da unidade policial, está fazendo com que a DF-140, do Setor Habitacional Tororó, que era usada como rota de fuga de quadrilhas, deixe de se usada. O motivo é simples: a comunidade passou a dar informações valiosas, que levaram à prisão de vários criminosos.
Um exemplo disso ocorreu no começo deste mês. Uma equipe policial prendeu dois bandidos que fugiam em um carro roubado. Eles foram identificados após um morador acionar a PM informando placa do carro localização dos criminosos, em áudios enviados por WhatsApp para o grupo que agrega moradores e forças policiais que atuam na região.

O grupo, chamado “Batalhão Solidário”, é integrado por 70 homens da PMs e mais de 200 moradores, e foi criado pela presidente do Conselho Comunitário de Segurança do Tororó, Viviane Fidelis. A partir daí, a comunidade passou a ser mais um colaborador da polícia, recebendo em troca orientações de como proceder nos mais variados casos policiais.  A comunidade também conserta as viaturas ambientais, para que as rondas não deixem se der feitas. Na última semana, a parceria Polícia-Conseg-comunidade consertou pastilhas de freio, baterias e faróis de algumas unidades.
A comunidade busca, agora, um ponto de apoio do 3º BPRS e uma sala para o Conseg no Parque Distrital Salto do Tororó. “A construção de equipamentos básicos dentro do Parque do Tororó é uma reivindicação antiga da comunidade e vai estimular os habitantes da região a prática do lazer e do ecoturismo. Mas isso só será garantido se tivermos a presença da Policia no local”, assegura Viviane.
A reivindicação foi levada à secretária de Segurança Pública, Márcia Alencar, que disse que a experiência do Tororó deve ser replicada em outras regiões administrativas do DF. Para ela, a integração polícia-cidadão é uma bem sucedida e tem sido acompanhada pela pasta e pelo Comando Geral da Policia Militar. “É um trabalho que fortalece a confiança da comunidade na Policia, e parabenizo o major Ítalo, comandante do 3º Uma aliança entre polícia e comunidade vem dando bons resultados na área do 3º Batalhão de Policiamento Rural Sul. Naquela região, o estreitamento de laços de amizade com as comunidades, implantado pelo major José Ítalo Soares Tomás, comandante da unidade policial, está fazendo com que a DF-140, do Setor Habitacional Tororó, que era usada como rota de fuga de quadrilhas, deixe de se usada. O motivo é simples: a comunidade passou a dar informações valiosas, que levaram à prisão de vários criminosos.
Um exemplo disso ocorreu no começo deste mês. Uma equipe policial prendeu dois bandidos que fugiam em um carro roubado. Eles foram identificados após um morador acionar a PM informando placa do carro localização dos criminosos, em áudios enviados por WhatsApp para o grupo que agrega moradores e forças policiais que atuam na região.
O grupo, chamado “Batalhão Solidário”, é integrado por 70 homens da PMs e mais de 200 moradores, e foi criado pela presidente do Conselho Comunitário de Segurança do Tororó, Viviane Fidelis. A partir daí, a comunidade passou a ser mais um colaborador da polícia, recebendo em troca orientações de como proceder nos mais variados casos policiais.  A comunidade também conserta as viaturas ambientais, para que as rondas não deixem se der feitas. Na última semana, a parceria Polícia-Conseg-comunidade consertou pastilhas de freio, baterias e faróis de algumas unidades.
A comunidade busca, agora, um ponto de apoio do 3º BPRS e uma sala para o Conseg no Parque Distrital Salto do Tororó. “A construção de equipamentos básicos dentro do Parque do Tororó é uma reivindicação antiga da comunidade e vai estimular os habitantes da região a prática do lazer e do ecoturismo. Mas isso só será garantido se tivermos a presença da Policia no local”, assegura Viviane.
A reivindicação foi levada à secretária de Segurança Pública, Márcia Alencar, que disse que a experiência do Tororó deve ser replicada em outras regiões administrativas do DF. Para ela, a integração polícia-cidadão é uma bem sucedida e tem sido acompanhada pela pasta e pelo Comando Geral da Policia Militar. “É um trabalho que fortalece a confiança da comunidade na Policia, e parabenizo o major Ítalo, comandante do 3º Batalhão de Policiamento Rural Sul e, de modo especial, a comunidade”, disse. e, de modo especial, a comunidade”, disse.

Moradores fazem protesto contra derrubadas da Agefis


Nesta sexta-feira (22/7), moradores de São Sebastião fizeram uma manifestação na porta da Administração Regional da cidade. Segundo o chefe de gabinete do local, Hugo Gutemberg, cerca de 50 pessoas se manifestaram contra as recentes derrubadas realizadas pela Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) na região.

Havia representantes do Morro da Cruz, da Vila do Boa e do Capão Comprido, entre outras regiões, que, em conversa com a Administração de São Sebastião, conseguiram agendar uma reunião para a próxima quarta-feira (27/7).
No encontro, serão ouvidas as reivindicações dos moradores. Representantes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) também estarão presentes.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Bombeiros combatem incêndios florestais no bairro Jardins Mangueiral


Da janela do condomínio Jardins Mangueiral, em São Sebastião, foi possível ver a proporção do incêndio que atingiu a região na tarde deste domingo (24/7). O fogo, que tomou a mata e se aproximava das casas, assustou os moradores. Alguns saíram correndo, outros tentaram controlar a situação usando baldes com água. O Corpo de Bombeiros foi acionado e trabalhou no local por mais de sete horas.



Segundo a corporação, 50 militares, nove viaturas e três aeronaves atuaram na região. Os bombeiros confirmam que as residências ficaram em risco, mas a intervenção rápida das equipes evitou um incidente. Os militares ainda não estimaram a área total queimada.



Outros incêndios foram registrado na Rodovia do Sol, no Jardim Botânico, em Águas Emendadas, Planaltina, e um terceiro na chácara Onoyama, em Taguatinga. Lá, os bombeiros afirmaram que duas viaturas foram acionadas e 10 militares atuaram extinguindo as chamas.
Clima
A seca, que chegou mais cedo no Distrito Federal este ano, contribui para o aumento de queimadas. Por dia, mais de 12 incêndios são registrados na capital federal. Até 20 de julho, foram 2.506 chamados. Dado 120% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando houve 1.140 casos. Cerca de 210 bombeiros atuam diariamente apagando incêndios florestais. Só neste ano, 4.925,82 hectares foram consumidos pelo fogo. Em 2015, foram 12.685,08.

“A previsão é de que, em agosto, o número de incêndios aumente. Não registramos chuvas no DF há 68 dias, o que ajuda a criar focos de incêndios em regiões que possuem muita vegetação seca. Esse cenário deve se manter até setembro”, explicou o meteorologista Hamilton Carvalho.
Neste domingo, os termômetros marcaram 29ºC. Durante a madrugada a temperatura caiu para 6,3ºC. A umidade relativa do ar variou entre 70% e 29%.,
Fonte: Metrópoles

Motorista capota e cai de barranco em São Sebastião.


Bombeiros tiveram que usar cordas para descer uma ribanceira e resgatar uma vítima de acidente de carro às margens da via BR-251, em São Sebastião. A operação ocorreu por volta de 20h40 deste domingo (24/7), quando policiais militares do Batalhão Ambiental notaram que um carro havia caído para fora da pista.
A motorista, de 34 anos, perdeu o controle e capotou o veículo, que desceu por um barranco e só parou ao se chocar com uma árvore. A condutora, mesmo com dores, conseguiu sair do automóvel e ficou deitada à espera de ajuda.
Ao chegarem ao local, os bombeiros localizaram a vítima a cerca de 50 metros da via e tiveram de usar um sistema de cordas para alcançá-la. Depois de avaliada, a motorista foi imobilizada e colocada em um equipamento próprio para ser içada até o ponto de transporte.
Embora tenha sido um capotamento grave, a vítima foi transportada ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) apenas com dor cervical e escoriações, consciente e orientada. Segundo os bombeiros, ela não teve ferimentos mais graves por usar o cinto de segurança.
Durante todo o atendimento, que durou cerca de um hora, o trânsito ficou interditado nos dois sentidos e permaneceu aos cuidados da Polícia Militar. Veja vídeo do resgate:


Fonte: Metrópoles

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Princesa da Bélgica conhece projeto social em São Sebastião


A palavra princesa, por si só, encanta. Por isso, quando souberam que seriam visitadas por uma nobre em carne e osso, as 54 meninas de um projeto social de São Sebastião puseram-se a sonhar. O aguardado encontro ocorreu ontem no endereço onde funciona, desde 2006, o Projeto Garatuja, que promove aulas de balé clássico e dança contemporânea para meninas de 9 a 18 anos. “Parece um sonho, estou um pouco nervosa, mas muito contente por conhecê-la. Ela é linda”, conta Milena dos Anjos, 13 anos, que participa do projeto há três anos e meio. A menina refere-se a Maria Esmeralda Adelina Liliana Ana Leopoldina, o nome pomposo da filha do rei da Bélgica, Leopoldo III.

Aos 59 anos, a princesa está conhecendo projetos sociais pelo Brasil. O encontro com as meninas dançarinas foi possível após o embaixador da Bélgica no Brasil, Jozef Smet, ter contato por meio de uma reportagem do Correio, o trabalho da belga Dorká Hepp, professora de dança contemporânea no projeto. “Nós nos encontramos e eu o trouxe para conhecer o Garatuja, que ele adorou. Há pouco mais de uma semana, ele nos surpreendeu com a notícia de que a princesa da Bélgica viria a Brasília, e que ele gostaria que ela nos conhecesse”, relata a professora.


Recebida com flores, sorrisos, presentes e muito carinho pelas meninas, que fizeram fila para tirar foto com ela, a princesa falou sobre a importância de dançar. “A dança é muito importante na vida, tanto para a mente quanto para o corpo. É um modo de cada um se comunicar com seu interior”, disse. Além dela, o embaixador da Bélgica, Jozef Smet, e a primeira-dama do DF, Márcia Rollemberg, compareceram à apresentação.

No Projeto Garatuja, as meninas têm aulas de dança até três vezes por semana. Aos sábados, participam de monitorias feitas em parceria com alunos da UnB. Tudo gratuito; a única exigência para participar do grupo são as boas notas na escola. A ação é mantida com doações e voluntariado pela Associação Assistência, Cultura e Educação Humana (ACEHU), que há 21 anos atua em Brasília. Heloise Vellozo, presidente da ACEHU, agradeceu a princesa por prestigiar e trazer visibilidade para o projeto. “Foi uma oportunidade única para as meninas. Muitas tinham prova na escola, mas foram liberadas pelas professoras só para estarem aqui conhecendo a princesa”, conta.

Amanda Silva, 18 anos, foi uma das alunas que apresentou passos de dança contemporânea para a princesa. Há oito anos no projeto, é uma das alunas mais antigas. “O Garatuja mudou bastante as minhas expectativas. Entrei quando tinha 10 anos, bem no começo do projeto, e o vi crescer muito. A partir das apresentações de dança, encontrei a carreira que queria seguir, a de eventos, e hoje faço curso técnico na área”, relata. Sobre a apresentação para a princesa, Amanda acha que fez bem. “Ela olhava a gente dançar com um sorriso no rosto, então acho que ela gostou”, arrisca.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Chamado de “menina”, garoto corta cabelo e vira exemplo na internet


Aos 4 anos, Don deu um exemplo que viralizou na internet. Em vídeo gravado por sua mãe, Iara Cordero, que é conselheira tutelar, o pequeno morador de São Sebastião conta que cortou os longos cabelos após ser chamado de “menina” na escola. O menino afirma que adorava as madeixas, se sentia triste com a atitude dos colegas e ainda que brinquedos e cores não deveriam ser divididos entre “de menino” e “de menina”.
Iara compartilhou o vídeo em sua página oficial no Facebook. No post, afirmou que as imagens foram feitas para a campanha “Homofobia. É melhor falar”. O intuito é falar sobre casos de preconceito de gênero e torná-los visíveis para a sociedade, trabalhando na superação deles. “Lá em casa, o que mais importa é a felicidade. E para você?”, indagou a conselheira tutelar.
Confira o vídeo:
Iara contou que o vídeo foi embasado em conceitos que ela e o marido trabalham em casa com o filho. “Não esperava essa repercussão, porque é uma coisa comum na nossa família. Era para ser algo natural, e não grandioso. Fiquei arrasada quando ele decidiu cortar o cabelo”, avaliou.
A gente já faz essa discussão com ele há algum tempo. Quando Don tinha o cabelo grande, chegava triste da escola em diversas ocasiões. Essa questão de ‘menino’ e ‘menina’ era tão forte que ele teve uma fase em que tinha aversão à cor rosa."

Ela revelou que o marido comprou várias camisas rosas para mostrar ao filho que não era problema um homem usar a cor. “Don teve certa dificuldade em associar o que as crianças falavam para ele e o que via em casa”, ressaltou a mãe.

Outro episódio em que os pais precisaram interferir ocorreu no aniversário de 3 anos de Don. O tema da festa foi a animação Toy Story e a criança ganhou de presente uma boneca da personagem Jessie, que é amiga do protagonista Woody no longa. No entanto, Don não queria encostar no brinquedo.
“Tive que usar o exemplo do filme para explicar a ele que não tinha essa história de ‘boneca é de menina’. Se o Andy (dono de Jessie na animação) brincava com ela, por que ele não poderia?”, concluiu Iara.

Repercussão
O vídeo da conversa entre mãe e filho gerou repercussão nas redes sociais. Até a última atualização desta matéria, ele havia registrado mais de 580 mil visualizações. Além de receber relatos de crianças que sofrem com atitudes similares, Iara foi criticada por deixar o filho brincar com um fogão de brinquedo – o que a motivou a publicar, em seguida, um desabafo sobre o machismo.
“Me digam o que há de errado na cabeça dessas pessoas, sem ser o machismo??? O que leva essas pessoas a nos criticarem ou ofenderem uma criança de 4 anos? Sério mesmo que acreditam que é obrigação somente das mulheres cozinhar ou cuidar da casa? A responsabilidade é de todos os que moram nela!!”, escreveu a conselheira tutelar.

Associação Ludocriarte lança livro infantil




A Associação Ludocriarte, em São Sebastião, realiza neste sábado (2/7) o lançamento do livro “Era Outra Vez”. A obra, a terceira lançada pelo projeto, é resultado de um trabalho que envolve crianças da comunidade. Instituição sem fins lucrativos, a Ludocriarte atua há 10 anos na região, desenvolvendo ações socioeducativas, principalmente a criação de brinquedotecas.
Com a temática das brincadeiras de rua, o “Era Outra Vez” tem texto e ilustrações feitos pelas 85 crianças que participam do projeto. “As histórias e os desenhos foram criados por eles nas oficinas, no horário contrário às aulas”, diz o coordenador Cristiano Silva. No contraturno da escola, a Ludocriarte  oferece oficinas de teatro, contação de histórias, dança, pintura, informática e música. 

Reprodução

Canções em DVD
O fruto das oficinas de música também acompanha o livro. Um DVD com clipes deu vida às canções com as letras e o instrumental realizado pelas crianças. “O professor faz a base com o violão, mas os meninos e meninas tocam xilofone, flautas e metalofone”, explica Cristiano. A partir das 18h30, na sede da instituição, acontecem apresentações artísticas e a sessão de autógrafos.
O livro e o DVD são gratuitos e serão distribuídos para a comunidade, bibliotecas e demais pontos de cultura do Distrito Federal. Para  participar da Ludocriarte, o integrante deve ter de 6 a 12 anos. É necessário apenas fazer a inscrição, não há mensalidade nem estudo socioeconômico. A Associação, que tem como principal projeto a Brinquedoteca Comunitária de São Sebastião, foi vencedora do Prêmio Ludicidade Pontinhos de Cultura 2008, do Ministério da Cultura, e semifinalista regional do Prêmio Itaú-Unicef, em 2009.

Jardins Mangueiral é alvo da PF em Operação da Lava Jato


A força-tarefa da Lava Jato quer descobrir quem é a pessoa de codinome “Grama” que aparece na delação premiada da ex-secretária da Odebrecht Maria Lúcia Tavares. A investigação coloca mais uma obra do Distrito Federal na mira da operação, além do Estádio Mané Garrincha e do Expresso DF. Segundo a funcionária, que trabalhava no chamado “Departamento de Propinas” da construtora, “Grama” teria recebido R$ 200 mil em espécie, num pagamento referente ao Jardins Mangueiral. O projeto, localizado em São Sebastião, é considerado a primeira parceria público-privada (PPP) habitacional no Brasil.

Preso em Jundiaí(SP) em 22 de março, na 26ª fase da Lava Jato, batizada de Xepa, o executivo da Odebrecht Realizações Imobiliárias, João Alberto Lovera, é citado na colaboração de Maria Lúcia Tavares. Em contato com ela, Lovera teria tratado a entrega do dinheiro em 5 de março do ano passado, em Brasília, para “Grama”.
Fontes ligadas à investigação confirmaram à reportagem que o caso está em apuração e pode ser alvo de uma nova fase da operação. A prisão de Lovera foi justificada, em despacho assinado pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, com base no pagamento da propina.
O Jardins Mangueiral é um bairro planejado, com infraestrutura urbana de água, esgoto, iluminação pública, ruas pavimentadas e urbanizadas, lazer e segurança. Foram construídas oito mil unidades habitacionais. Os imóveis mais baratos, de acordo com o site do JM, são os apartamentos de dois quartos, anunciados por R$ 128.136,87. Há ainda casas de dois dormitórios (R$ 144.642,71) e de três quartos (R$ 172.944,57).
O projeto, que movimentou mais de R$ 1,3 bilhão, é uma parceria do GDF (que entrou com o terreno), as construtoras Odebrecht e Villella e Carvalho, Silco Engenharia, Soltec Engenharia, Emplavi e Geológica Consultoria Ambiental. Ocupa uma área de 200 hectares, ás margens da DF-463.
Setor da Propina
Maria Lúcia revelou que a construtora montou um departamento de propina denominado de “Setor de Operações Estruturadas”. As transações sistemáticas feitas no Brasil e no exterior envolvia a participação de funcionários com atribuições definidas e um sistema informatizado que controlava a entrada e a saída de milhões de reais. Os pagamentos eram referentes a obras do governo Federal e de governos de diversos Estados.

Os contratos do aeroporto de Goiânia, as obras do trem metropolitano de Porto Alegre, o Transurb, o estádio do Corinthians, em São Paulo e o Porto Maravilha e a linha 4 do metrô, ambos no Rio de Janeiro, também estão entre as negociações suspeitas de pagamento ilícito.
Outras fraudes
Lovera já era diretor da Odebrecht quando teve um mandado de prisão preventiva expedido, em setembro de 2011, por suspeita participar de uma fraude que causou à Prefeitura de São Paulo um rombo de R$ 70 milhões. O executivo e mais 17 pessoas foram apontados como participantes da fraude.

O esquema, composto por funcionários e diretores de construtores, consistia em fraudar o pagamento da outorga onerosa, taxa cobrada pela prefeitura para construir prédios acima do tamanho permitido pela lei de zoneamento.
Uma das construções feitas pelo consórcio Mesarthin, formado pelas construtoras Zabo e Odebrecht, deixou de pagar R$ 14 milhões em alvarás. O valor foi referente às obras do edifício comercial The One, na zona Sul de São Paulo. Além de Lovera, outros dois diretores da Odebrecht foram procurados pela polícia, Luciano Fernandes e Melo Mansur. O trio também foi autuado por uso de documento falso, fraude processual e falsidade ideológica.
Sem vestígios
Na quinta-feira (30/6), o Metrópoles visitou os 15 condomínios do setor. Por lá, não existem placas ou qualquer identificação que relacione o empreendimento à Odebrecht. Mas os moradores e administradores dos blocos contam que as obras foram entregues pela empreiteira, que se associou a outras empresas menores. Lembraram que antigamente haviam placas e até um ponto determinado para entregar as chaves. Hoje, só restou uma fábrica de cimento que foi montada para prestar auxílio às construtoras.

Um dos pré-requisitos para ser contemplado nos Jardins Mangueiral, segundo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), é ter renda familiar de, no máximo, 12 salários-mínimos — o que, em valores atuais, corresponde a R$ 10.560.
Procurada, a Odebrecht informou que não vai se pronunciar sobre o caso. O Jardins Mangueiral não respondeu aos questionamentos e Lovera não foi localizado.