sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Vídeo: Por falta de vaga, UPA fecha as portas em São Sebastião


A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião, no Distrito Federal, deixou de atender pelo menos 40 pessoas na noite da última quarta-feira (23). A UPA foi fechada porque passou a atender cerca de 20 pessoas que receberam a classificação vermelha (de atendimento urgente) e deveriam ter sido transferidos para o Hospital Regional do Paranoá. Como não havia vaga no hospital, tiveram que esperar na UPA. Houve tumulto na porta do local.

Os portões da UPA estavam trancados. Quando os moradores chegavam em busca de atendimento eram informados de que não seria possível receber atendimento.

Apenas pacientes com estado de saúde muito grave conseguiam entrar. A Secretaria de Saúde, contudo, informou que havia três clínicos em plantão na unidade de São Sebastião e que o atendimento seria normalizado assim que os pacientes em estado grave fossem transferidos.

Um dos pacientes é o mecânico Ricardo Alves, que caiu de moto e mesmo assim não conseguiu atendimento para tratar um ferimento na perna. “Se tivesse cortado uma veia, eu já tinha morrido. Graças a deus não cortei uma veia que não tem como estancar. Mas aqui é um caos, uma calamidade. É desse jeito direto”, disse. Ele acabou sendo socorrido por bombeiros na porta da UPA.

Indignados, moradores fizeram uma manifestação em frente à unidade. Um grupo se reuniu em volta de um carro de som para reivindicar atendimento. Eles gritavam pedindo atenção à saúde. Os moradores foram convocados para o ato pelas redes sociais.

“Ninguém traz informação para a gente alegando que não tem combustível para as viaturas transportarem os pacientes e que não tem médico para atender as pessoas. Chega a ser humilhante uma cidade de 150 mil habitantes onde tem apenas esse ponto de saúde o governo tratar com esse descaso”, reclamou o jornalista Lipe Viana.




quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Em Breve a Região Administrativa de São Sebastião voltará a ser chamada de Agrovila São Sebastião!!!



DESMANTELO EM SÃO SEBASTIÃO: Em Breve a Região Administrativa de São Sebastião voltará a ser chamada de Agrovila São Sebastião!!!

CASO 1

Ano passado tiraram o atendimento da pediatria da UPA da Cidade e lançaram a portaria 231 que remaneja vários médicos de diversas especialidades, entre elas a equipe da sala azul que trata e promove palestras sobre DST's, Aids, Tuberculose entre outras, para o Hospital do Paranoá (Região Leste).

Nos últimos três dias o atendimento da UPA foi restringido para pacientes em estado grave, não atendendo assim o restante da população que já não tem local para ser atendida. Na justificativa da Secretária de Saúde dizem que o atendimento não deveria ser restringido e que os pacientes seriam transferidos para o Hospital da Região Leste. Mas como se não tem gasolina para transportar os pacientes nas ambulâncias do SAMU e da Secretaria? Descobriu-se depois que também não há vagas nos hospitais para receber esses pacientes.

A população ficará sem atendimento até quando?
Enquanto Deputados Distritais ROUBAM, segundo denúncia do MPDFT, quase 30 milhões da saúde nossa população fica entregue e a merce da falta de medicamentos, materiais básicos de atendimento como gases, seringas, remédio para diabetes entre outros?
Os ditos Deputados Distritais membros da CPI da saúde não fazem nada por São Sebastião? Vão continuar omissos até quando?

CASO 2

Foi retirada a atribuição da 30° Delegacia de Polícia da cidade de registrar flagrantes de prisão, todos os casos desse tipo serão atribuídos à Delegacia do Paranoá, ou seja, se um bandido é preso pela PM em flagrante em São Sebatião uma viatura terá que se deslocar por quase 30 quilômetros, até o PARANOÁ, e aguardar mais de 5 horas para registrar um flagrante, causando um verdadeiro furo no patrulhamento da cidade que já conta com poucas viaturas, pois grande parte delas estão quebradas há meses sem manutenção.

CASO 3

Se já não bastasse tamanha confusão vários policiais que trabalham no Batalhão de São Sebastião foram transferidos para o Paranoá, inclusive também o comandante que ficará responsável pelas duas cidades. Esse fato gerou uma verdadeira derrocada de policiais pedindo aposentadoria, pois mesmo podendo contribuir para a comunidade estão presenciando um verdadeiro desmonte dentro do Batalhão que prejudicará sem sombra de dúvidas a cidade e sua população.

Em nenhum dos casos expostos foi apresentado justificativa antecipada e muito menos foi promovido um amplo debate para buscar soluções. Sem comunicação nenhum governo vai pra frente!

CASO 4

Agora para sacramentar o retorno da Agrovila São Sebastião só resta extinguir a Administração Regional da Cidade e retornar suas funções para a cidade do Paranoá como era no passado.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

I Etapa de Reflorestamento das Nascentes do Morro Azul


No próximo sábado (26), das 8h às 11h, será realizada a 1ª Etapa de Reflorestamento de Nascentes, para a recuperação de áreas degradadas e nascentes oriundas do cerrado, através do plantio de mudas nativas do cerrado.

O evento acontecerá entre a BR e a quadra 12, do Morro Azul, nas nascentes 1, 2 e 3, e será aberto a todos os moradores da região ou Organizações Não Governamentais (ONG’s) ligadas a projetos ambientais.
O ponto de encontro será na Horta Orgânica Comunitária Girassol, na quadra 12, no Morro Azul, a partir das 8h.

Esse evento conta com a parceria do Núcleo de Estudos Agroecológicos (NEA), do Instituto Federal de Brasília (IFB), com o Campus São Sebastião, da Rede Sementes, com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), com a Horta Orgânica Comunitária Girassol e com o apoio cultural do deputado Lira e do Coletivo Alcateia (Amigos Ligados ao Cuidado Ambiental da Terra em Integração Agroecológica).

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Projeto cultural recupera memórias de São Sebastião


“Memórias Oleiras” resgata fotos, arquivos públicos e depoimentos de pioneiros para preservar história da região administrativa. A proposta é construir um museu virtual.

Com o tempo, as recordações de quem ajudou a construir as cidades podem se perder entre as gerações. Para evitar que o passado de São Sebastião seja esquecido surgiu o projeto cultural “Memórias Oleiras”. A proposta dessa iniciativa é reunir fotos, arquivos públicos e depoimentos de pioneiros para construir um acervo que ficará disponível na internet para consulta da população.

A equipe formada por pesquisadores, fotógrafos e cinegrafistas já iniciou o processo de coleta dos materiais e dos relatos. Nesse processo, são priorizados os moradores mais antigos da cidade. Alguns chegaram na região antes mesmo do nascimento de Brasília, em 1960, e trabalharam nas olarias, que forneciam materiais de construção civil para as obras da Capital Federal.

O resgate das memórias é importante para valorizar a história dos moradores mais antigos e também a identidade da cidade, como ressalta um dos idealizadores Paulo Dagomé, 52. “A análise histórica e a preservação do conhecimento e do patrimônio cultural é importante para o exercício da cidadania. É preciso que a comunidade perceba o valor e o significado das experiências e vivências compartilhadas. Cada indivíduo participa, mesmo que de forma indireta, do processo cultural e político da coletividade”. 

Guardiões de memórias – Neste sentido, os agentes culturais atuam como verdadeiros guardiões das memórias e “griôs” da região. Nas comunidades africanas, recebem o nome de “griô” os mestres populares, caminhantes, poetas e contadores de histórias responsáveis por preservar e transmitir a tradição do povo a que pertencem.

Em São Sebastião, o poeta e comunicador social Edvair Ribeiro dos Santos, 55, é um dos que representa essa figura e foi quem inspirou o projeto cultural “Memórias Oleiras”. “A nossa cidade foi construída a muitas mãos. Construir e preservar a memória histórica da nossa cidade e as recordações de personagens, na maioria anônimos, e que se diluíram com o adensamento da cidade é o nosso propósito”, reforça Edvair.
Esse projeto tem o apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal. É possível acompanhar o processo de produção pelo Facebook, na página “Memórias Oleiras” (www.facebook.com/Memoriasoleiras). 

História da R.A – São Sebastião só passou a ser reconhecida como região administrativa no dia 25 de junho de 1993. O nome da cidade é uma homenagem a um dos primeiros comerciantes locais, conhecido como Tião Areia. Neste ano, a R.A completou 23 anos e já abriga mais de 100 mil habitantes, de acordo com a Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). Mais da metade, 53,84%, são imigrantes vindos principalmente da Bahia, do Maranhão e de Minas Gerais.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Com cassetete, PM quebra dedo de mulher que filmava derrubada no DF; veja vídeo



Um policial militar usou golpes de cassetete para atingir uma moradora de São Sebastião, no Distrito Federal, e impedir que ela filmasse uma operação de derrubada de casas irregulares na manhã desta terça-feira (8). Em entrevista ao G1, a mulher afirmou que teve o dedo quebrado e deve ficar uma semana sem trabalhar.
Imagens enviadas à TV Globo mostram quando a doméstica Luciana Firmino, de 42 anos, é atingida pelo primeiro golpe (veja vídeo acima) – segundo ela, foram três pancadas. Além do dedo, ela também ficou ferida no ombro e nas costas. A Polícia Militar diz que o caso será apurado pela corregedoria."Eu estava filmando no exato momento em que uma senhora estava passando mal dentro da casa, durante a derrubada. O filho entrou pra ajudar e começou a levar spray de pimenta. Daí, eu peguei o celular pra registrar e levei a porrada", diz a mulher atingida no vídeo.
Após as agressões, Luciana foi atendida por bombeiros que acompanhavam a operação no local e levada ao Hospital Regional do Paranoá. Exames apontaram uma fratura no dedo anular, e a mulher deve ficar com a mão imobilizada pelos próximos sete dias.
No total, a área que está sendo desocupada tem 66 mil metros quadrados e corresponde às chácaras 40 e 41 do Núcleo Rural Zumbi dos Palmares, que pertence à Terracap. Imagens de satélite apresentadas pela agência mostram o crescimento da área ocupada entre 2014 e 2016 (veja abaixo). A ordem de reintegração de posse foi expedida pela Justiça do DF.
A casa de Luciana seria a próxima na "fila" das derrubadas, mas a operação foi suspensa e deve ser retomada nesta quarta (9). Até as 19h30, a doméstica permanecia no Hospital Regional do Paranoá e não sabia onde passaria a noite.
"Passei a tarde no hospital, meu esposo estava lá retirando os móveis. Minha própria patroa ficou muito chocada, acabou cedendo dinheiro para a gente procurar um aluguel, mas agora, agora, não temos para onde ir", afirmou.
Segundo a Agência de Fiscalização do DF (Agefis), as moradias na região conhecida como Núcleo Rural Zumbi dos Palmares, em São Sebastião, são irregulares. Luciana chegou com o marido e o filho de 8 anos em 2015, após comprar o terreno por R$ 15 mil.
"A pessoa que vendeu disse que tinha comprado de outra, que estava revendendo e que era legalizada, deu documento cessando o direito e a gente acreditou. Nunca mandaram nenhuma notificação, fomos surpreendidos", afirma Luciana.
Em posicionamentos anteriores, a Agefis afirmou que ocupações irregulares recentes, feitas após julho de 2014, podem sem retiradas sem aviso prévio. O G1 entrou em contato com o Paláio do Buriti na noite desta terça, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

OperaçãoDe acordo com a Agefis, as terras do núcleo rural "deveriam ter, no máximo, quatro edificações", mas foram loteadas em uma série de casas de alvenaria de pequeno porte. Alguns contêineres também são usadas como moradia.
As demolições nesta terça começaram às 10h e envolveram cerca de 250 servidores da Agefis, da Polícia Militar, da Companhia Energética de Brasília (CEB), da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), do Corpo de Bombeiros e da Terracap.


Contra derrubadas, moradores fazem manifestação em São Sebastião


O dia começou quente nesta quinta-feira (10/11) em São Sebastião. Contra operação de derrubada no Núcleo Rural Zumbi dos Palmares, moradores atearam fogo em três ônibus da Viação Pioneira. Dois coletivos da empresa tiveram perda total. O terceiro ficou queimado parcialmente.

Em um dos ônibus incendiados haviam três passageiros, mas ninguém ficou ferido. A Companhia Energética de Brasília (CEB) foi acionada para desligar a energia na Avenida Principal, pois há cabos de alta tensão sobre um dos veículos.

Derrubadas
Desde terça (8), a Agência de Fiscalização (Agefis) faz operação na região de São Sebastião para desocupar área pública no Núcleo Rural Zumbi dos Palmares.

Na quarta (9), cerca de 100 pessoas, de acordo com a Subchefia de Ordem Pública e Social, da Casa Militar, entraram em confronto com a Polícia Militar. Elas montaram e incendiaram três barricadas com pneus e pedaço de madeira.

A Agência de Desenvolvimento (Terracap), que se diz dona do terreno, informou que o local tem aproximadamente 66 mil metros quadrados.  A programação da Agefis é terminar a operação até sexta (11).