segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Macaco achado morto em São Sebastião é levado para análise na UnB

Macaco encontrado morto em São Sebastião, no Distrito Federal (Foto: Arquivo pessoal)

Um macaco foi encontrado morto, nesta sexta-feira (26), no acesso ao Jardins Mangueiral, em São Sebastião, no Distrito Federal. Em nota, a Secretaria de Saúde afirmou que fiscais da Vigilância Ambiental recolheram o animal e o encaminharam ao laboratório da Universidade de Brasília (UnB) para que seja feita análise se houve contaminação pelo vírus da febre amarela. O prazo para divulgação dos resultados deverá sair no prazo de 10 a 30 dias.

Com esse caso, agora, a Secretaria de Saúde diz que, em todo o DF, foram encontrados sete macacos em 2018. Segundo a pasta, 12 suspeitas de contaminação por febre amarela em humanos também são investigadas.

Um dos episódios em análise é do vigilante Eronde Silva, de 58 anos, morto há 11 dias em um hospital de Ceilândia. Médicos que atuaram no caso do morador de Planaltina suspeitaram da contaminação, mesmo ele tendo tomado a vacina em 2011. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida.
Ao G1, o médico veterinário da Diretoria de Vigilância Ambiental, da Secretaria de Saúde, Laurício Monteiro, disse que “a população precisa estar atenta ao principal indicador da febre amarela: mortes de macaco”.
Acesso ao Jardins Mangueiral, em São Sebastião, local onde macaco foi encontrado morto (Foto: Arquivo pessoal)


Casos em Goiás
Além das ocorrências no DF, a Vigilância Ambiental de Brasília passou a apurar, na última quarta-feira (24), a morte de um outro macaco encontrado na área urbana de Valparaíso de Goiás – cidade no Entorno do DF. Com isso, já são dois casos investigados na capital federal, vindos do Entorno, por suposta relação com o vírus da febre amarela.

Em todo o estado de Goiás, até esta quinta, havia 29 casos em investigação por suposta relação com a doença. O número inclui três macacos achados mortos em Santo Antônio do Descoberto, em Valparaíso e no Novo Gama. As três cidades fazem divisa com o DF, mas apenas os dois últimos casos foram enviados para análise na capital.


Em caso de morte de macacos, a população do DF deve informar à Vigilância Ambiental pelo número 99269-3673. Nas cidades do Entorno, o cidadão deve acionar a Secretaria de Saúde do município. Especialistas recomendam que o animal não seja manipulado ou retirado do local.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Lançado segundo edital de venda direta de lotes no Ville de Montagne

Ville de Montagne: o primeiro edital disponibilizou 986 imóveis e teve 95% de adesão
Foi lançado, nesta sexta-feira (26/1), o segundo edital de cadastro para moradores do condomínio Ville de Montagne. São 29 terrenos, destinados a pessoas que não tiveram os lotes incluídos na primeira venda direta, que contou com 956 imóveis e adesão de 95%.

A inscrição pode ser feita diretamente na sede da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), no Setor de Diversões Norte, ou pelo site do órgão, em até 30 dias. O cadastro — primeira etapa para a concretização da regularização fundiária — é necessário para garantir os descontos do programa.

Para mais informações, os interessados podem ligar para (61) 3342-2525 ou enviar um e-mail para sac@terracap.df.gov.br.

Confira os documentos necessários para o cadastro
  • RG
  • CPF
  • Comprovante de residência
  • Documento de quitação eleitoral
  • Certidão negativa de débitos de Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e Taxa de Limpeza Pública (TLP)
  • Comprovante de aquisição dos direitos dos imóveis de terceiro, com data anterior a 22 de dezembro de 2016

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Operação contra 'gatos' de água prende cinco em São Sebastião


Uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Distrito Federal e a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) identificou, na tarde desta quarta-feira (17), três pontos de ligações clandestinas de água em São Sebastião. Treze imóveis eram abastecidos de forma irregular. A ação esteve focada em quadras residenciais e em áreas não regularizadas do bairro São Francisco.

Os fiscais flagraram casas sem hidrômetros e "gatos" que distribuíam água para casas vizinhas. "São pontos de furto de água. Além de ser crime, a gente não pode esquecer que eles fomentam a crise hídrica no DF", sustenta o delegado-chefe da 30ª Delegacia de Polícia, João Guilherme Carvalho. Nesta semana, o racionamento de água em Brasília completou um ano.

Se comprovada a prática de desvio de recursos hídricos, a pena prevista é de um a quatro anos de prisão, além de uma multa que pode variar de R$ 1,6 mil a R$ 72 mil. Até as 15h desta quarta, cinco pessoas haviam sido detidas e levadas para a delegacia da região para prestar depoimento.

O empresário Rolando Souza é vizinho de uma das casas autuadas. Ele afirma que há na região famílias que estão há mais de duas semanas sem água.

O morador afirma ter solicitado desde dezembro a ligação regular do abastecimento na Caesb, mas acabou redirecionado à administração de São Sebastião. "Disseram que precisávamos de um abaixo-assinado para colocar água aqui. Tem gente há mais de 20 dias sem uma gota d'água em casa", reclama.


Fiscalização via satélite
A inspeção das áreas irregulares é feita via satélite, por meio de denúncias e por constatação de técnicos da companhia. Segundo a Caesb, 10 pontos de consumo não autorizados são encontrados, em média, por dia no DF. De janeiro a novembro de 2017, foram identificadas 1,8 mil ligações indevidas.

O gerente de fiscalização da companhia, Geraldo Donizetti, afirma que o prejuízo estimado aos cofres públicos é de cerca de R$ 43,5 milhões ao ano — em 2017, a Caesb testemunhou queda de 5% na receita. "Em tempos de crise hídrica, a gente estima que cerca de 727 milhões de litros de água são furtados por ano em ligações clandestinas", afirma.

O morador de Brasília pode denunciar ligações clandestinas de água por meio do telefone 115 e do site da companhia. Também é possível buscar a delegacia da região.


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

São Sebastião pressiona Rollemberg contra fechamento de laboratório


A comunidade e os profissionais de saúde de São Sebastião estão preocupados com a possível transferência do laboratório de exames da cidade para o Hospital Regional do Paranoá (HRPa). O espaço é responsável pela coleta e análise de pacientes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do Centro de Saúde e da Casa de Parto da região. Após pressão da comunidade, a Secretaria de Saúde suspendeu a mudança até o fim do mês, quando ela será reavaliada.

Segundo uma técnica, que não quis se identificar, a notícia de que o laboratório de análises clínicas fecharia e funcionaria no HRPa veio no último dia 12. “Estavam sabendo disso desde o ano passado, mas não informaram para a gente. Aí a chefia disse que não era decisão dela e que estava certo que o laboratório iria em fevereiro. Questionamos, mas disseram que a decisão tinha vindo de cima para baixo”, conta. Com a mudança, a coleta continuaria em São Sebastião, mas a análise seria no HRPa.

Sugestões
Na segunda-feira passada, uma equipe de técnicos de laboratório foi à direção da unidade de saúde do Paranoá para propor soluções. “Sugerimos medidas que beneficiariam as duas cidades, sem que nenhuma fechasse. Mas nada foi aceito. Disseram que não tinha jeito e o que o foco é fortalecer o Paranoá, pois lá é a referência”, critica. Sem resultado, a equipe partiu para a Secretaria de Saúde, para pressionar a pasta, e convocou reunião com a população e o Conselho Regional de Saúde ontem à tarde.


Como resultado, os servidores receberam um boletim que informava que a mudança estava suspensa. “Para mim, quando algo é suspenso é porque é temporário. Não garante que não terá a transferência. A qualquer hora pode ir para lá”, alega a técnica. “Se isso acontecer, o servidor não será tão afetado. O problema é a população que terá um tempo-resposta maior. Mesmo perto, os exames, que são coletados nas unidades de saúde e analisados no postinho, demoram para sair”, completa. A distância do Centro de Saúde 1 de São Sebastião, onde é localizado o laboratório, até o Hospital Regional do Paranoá é de cerca de 20 quilômetros.


Otimismo
Já o presidente do Conselho de Saúde de São Sebastião, Luisvaldo Ferreira, está otimista. Para ele, a possibilidade de fechar o laboratório está descartada. “Não vai ocorrerá o fechamento e há chances de trazer mais profissionais para São Sebastião. Não temos como garantir se a Secretaria de Saúde vai retornar com a possibilidade de transferir o laboratório, então a gente trabalha confiando na gestão. Mas eles não voltam atrás porque sabem que essa é uma luta de toda a população”, aponta.

Condições atuais também são precárias
De acordo com uma servidora do laboratório, as condições atuais do espaço são precárias. A unidade é responsável pelas análises clínicas da UPA, do próprio Centro de Saúde e da Casa de Parto. “O ideal seria é que o laboratório estivesse dentro da UPA. Lá já tem um centro de coleta, mas a análise é feita aqui no postinho. Se estivesse funcionando lá, a demora para o resultado seria de uma hora”, argumenta a técnica do laboratório.


O motorista Valdir Cordeiro, de 43 anos, reclama do sucateamento do sistema de saúde em São Sebastião. “A gente tem perdido muito nos últimos anos. Eles pegam alguns serviços daqui e levam para o Paranoá, porque lá dizem ser a referência da região leste da saúde. Tiraram pediatria, alguns anos atrás tiraram ginecologistas da Casa de Parto, e tudo que vai não volta”, critica.


Para o morador, se a transferência do laboratório for efetivada para o Hospital Regional do Paranoá, a população de São Sebastião perderá mais uma vez. “Se quem faz um exame na UPA já demora para receber o resultado, imagina se transferirem para o Paranoá?! Não tem transporte para fazer esse vaivém de exame”, aponta. “O que está incomodando é que em momento nenhum a comunidade foi consultada. Foi uma ordem de cima para baixo”, completa.


Versão Oficial
De acordo com o superintendente em exercício da Região de Saúde Leste, Leonardo Ramos, a proposta do fechamento do laboratório de São Sebastião está em curso há um mês. “Existe um déficit de servidores nos dois laboratórios. Tentamos segurar, mas vimos que a partir do mês que vem a escala iria apertar. Fizemos a proposta de unificar a análise dos dois laboratórios no Hospital do Paranoá”, explica.

“Então, na segunda-feira, fizemos uma reunião com o secretário-adjunto Daniel Seabra e ele informou que tentaria estabelecer as duas equipes até o fim do mês. Queremos lotar os profissionais nessas duas semanas nos dois laboratórios. Se tudo der certo, não vamos precisar fechar. Mas, se não conseguirmos servidores, vamos precisar juntar as duas análises num mesmo local”, completa.

Para o superintendente, com a unificação das equipes de análise, a população terá ganhos. “O laboratório do Paranoá é maior do que o de São Sebastião. Vamos organizar para que o transporte leve o material para a análise de duas em duas horas. O bom é que o exame só vai precisar chegar, porque o resultado pode ser conferido pelo sistema”, alega. “A gente sabe que tem desgaste, que o servidor não vai querer ir, a população vai dizer que não gosta, que vai prejudicar. Mas estamos estudando saídas para fortalecer a análise dos exames”, conclui.




segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

População do Jardim ABC espanca homem suspeito de ter matado mulher a facadas


Um grupo de moradores do bairro Jardim ABC, em Cidade Ocidental (GO), na Região Metropolitana do DF, espancou um homem e, conforme a Polícia Militar de Goiás (PMGO), impede o acesso da ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A população acredita que ele é o responsável pela morte, a facadas, de Pamela Talia Cardoso de Souza, 20 anos, na última quinta-feira.
A moça foi atacada dentro de casa, por volta das 10h, e faleceu em frente ao filho de dois anos. O irmão da vítima, que estava deitado em um quarto ao lado e preferiu não se identificar, conversou com o Jornal de Brasília sobre o crime. “Não consegui ver a pessoa, ela já estava de costas, correndo, na rua. Voltei e tentei ajudar minha irmã, tentei segurar o sangue, mas jorrava demais”, relatou.
Segundo o cabo Queiroz, da PMGO, cerca de dez viaturas estão no local tentando convencer as pessoas a se afastarem para o serviço médico prestar atendimento, pois o homem “ainda apresenta sinais vitais” e não há confirmação sobre sua identidade. A polícia foi acionada por volta das 15h.