terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

IFB oferece cursos de libras e agricultura familiar no DF



O Instituto Federal de Brasília (IFB) está com as inscrições abertas para o curso de plantio de mudas. Também estarão disponíveis vagas para as formações em libras e horticultura urbana a partir de quarta-feira (28). As aulas acontecem nos campi de Taguatinga e São Sebastião.

Em algumas modalidades, os cursos são voltadas para pessoas com deficiência (veja mais informações abaixo). O objetivo – segundo o professor responsável pelas aulas de horticultura urbana e viveiricultura, Robson Caldas de Oliveira, – é atender pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica.

Quem pode participar
De acordo com o edital, os projetos de horticultura urbana e de plantio de mudas são restritos a moradores ou a estudantes da comunidade de São Sebastião. Já as aulas de libras, ministradas pelo professor deficiente auditivo Leandro Torres, são abertas a toda comunidade de Taguatinga.

De acordo com o docente, os cursos de nível básico e intermediário têm tido uma ampla procura e, somente no último semestre, cerca 2 mil alunos buscaram pela formação. As áreas foram escolhidas a partir de uma demanda da própria comunidade local.

Ainda segundo Torres, os professores da rede pública de ensino são os mais interessados. "Eles procuram as aulas devido às cobranças feitas pelo GDF para a inclusão dos alunos."

Serviço:
Curso de Libras
modalidades Básico e Intermediário para público em geral/Taguatinga


Inscrições: online, pelo site do processo seletivo do IFB, de 28 de fevereiro a 4 de março.

Carga horária: 60 horas (tanto no nível básico como no intermediário)

Aulas: todas as quartas-feiras. De 14h às 17h (básico) e de 9h às 12h (intermediário)

Local: IFB Campus Taguatinga (QNM 40 Área Especial nº 01)

Número de vagas: 40 (nível básico) e 40 (intermediário)

Horticultura urbana - para deficientes/São Sebastião

Inscrições: presencial (no Campus de São Sebastião), de 28 de fevereiro a 16 de março. 

Atendimento: de 9h às 21h

Carga horária: 120 horas

Aulas: ainda não definido, mas será uma turma pela manhã e outra pela tarde

Local: IFB Campus São Sebastião (area Especial 2, S/N, São Bartolomeu, São Sebastião/DF. Ao lado do Centro Olímpico)

Número de vagas: 20

Pré-requisitos: os candidatos com deficiência e/ou necessidade específica devem ser atendidos por alguma instituição das redes públicas de educação, assistência social, esporte e saúde de São Sebastião/DF; ter, no período previsto para matrícula, idade mínima de 16 anos; ter escolaridade mínima de Ensino Fundamental I incompleto; residir e/ou estudar em São Sebastião/DF;

Viveiricultura - para mulheres/São Sebastião

Inscrições: presencial (Campus de São Sebastião, na Coordenação de Assistência Estudantil -- CDAE), de 23 de fevereiro a 15 de março. Atendimento de 8h às 21h. 

Carga horária: 180 horas

Aulas: quartas-feiras e sextas-feiras (manhã ou tarde) e sábados (quinzenalmente)

Local: IFB Campus São Sebastião (area Especial 2, S/N, São Bartolomeu, São Sebastião/DF. Ao lado do Centro Olímpico)

Número de vagas: 40 para mulheres em situação de vulnerabilidade. 

Pré-requisitos: idade mínima de 16 anos e Ensino Fundamental I Incompleto. Apresentar documentos pessoais, comprovantes de residência, renda e escolaridade.


Horticultura urbana - para deficientes/São Sebastião
Viveiricultura - para mulheres/São Sebastião


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Militar aposentado é baleado após reagir a assalto em posto de gasolina da DF-140


Um policial militar aposentado foi baleado na madrugada desta terça-feira (13) em um posto de gasolina na DF-140, em São Sebastião. Segundo a Polícia Civil, ele reagiu a uma tentativa de assalto.

O policial foi atingido no braço e na perna. O carro dele ficou com vidros quebrados e perfurações na lataria. Pela manhã, as cápsulas das balas ainda estavam no chão do posto de combustível.


De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi encaminhada para o Hospital do Paranoá e está fora de perigo.


O criminoso não foi identificado. O caso é investigado pela 33ª DP (Santa Maria).

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Em São Sebastião, as escolas públicas perdem laboratório e refeitório para ampliar número de vagas.

Homem faz reforma em laboratório da Escola Classe Bela Vista, em São Sebastião, no DF, para transformar em sala de aula (Foto: Arquivo Pessoal)

Escolas públicas de São Sebastião, no Distrito Federal, tiveram de abrir mão de laboratórios e refeitório para transformar os espaços em salas de aula adicionais. Segundo os diretores, a medida foi determinada pela Secretaria de Educação para atender à demanda crescente de estudantes.

"O ideal era que fossem construídas novas escolas, mas enquanto isso não acontece, essa foi a solução emergencial", afirma o diretor da Escola Classe Bela Vista, Jair dos Santos Luiz.

A Secretaria de Educação encaminhou uma nota ao G1 nesta sexta-feira (9) em que confirma a realização das obras. No entanto, a pasta não explica os motivos do "reaproveitamento" de espaços dedicados a atividades previstas na grade curricular.

Com a mudança, a Escola Classe Bela Vista terá capacidade para receber 100 novos estudantes, mas vai ficar sem espaço adequado para desenvolver atividades de ciências e de informática. Outra escola, a Vila Nova, vai poder abrir 115 vagas – para isso, as refeições passarão a ser oferecidas dentro de sala. 

Laboratório de ciências na Escola Classe Bela Vista, em São Sebastião, no DF, é transformado em sala de aula (Foto: Arquivo pessoal)

O Centro Educacional São Bartolomeu também substituiu uma sala de informática, um laboratório de ciências e uma sala de leitura por três salas de aula.

Segundo a Secretaria de Educação, os espaços vão abrigar seis turmas – de manhã e à tade – e atender 270 alunos. A escola trabalha com alunos do 6° ano do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio.

Questionada sobre reformas deste tipo em anos anteriores, a pasta informou que "não tem registros de escolas que tenham passado por esta situação em 2015, 2016 e 2017."

Bela Vista
Na Escola Classe Bela Vista, que atende cerca de 1,2 mil crianças de 4 a 10 anos, um dos laboratórios foi refomado em fevereiro do ano passado com a mesma finalidade. O espaço estava inutilizado por falta de manutenção dos computadores e virou sala de aula. Na ocasião, foram abertas 56 novas vagas.

O outro laboratório, de ciências, está em obras há cerca de duas semanas e não tem prazo para terminar, de acordo com o diretor – as aulas começam no próximo dia 15. "Os engenheiros estão aqui trabalhando e não dão prazo para finalizar a obra", diz. A área será dividida em duas salas.

"Pode ficar pronto, mas não sabemos."
Laboratório de ciências da Escola Classe Bela Vista, em São Sebastião, no DF, é transformada em sala de aula (Foto: Arquivo pessoal)

"Estão quebrando as bancadas de concreto, mudando as janelas que são conjugadas, as persianas. Teve que destruir isso tudo para poder dividir a sala em duas", explicou Luiz.

Tira daqui, põe ali


Agora sem laboratórios, a escola acumula outra carência estrutural. A unidade nunca teve uma biblioteca e tampouco quadra de esportes, segundo o diretor. A única sala de leitura foi organizada no ano passado por iniciativa da própria comunidade escolar.


"Nós mesmos fizemos, porque não há espaço destinado na escola para biblioteca. É pequena e tem um acervo razoável. mas que para o porte da escola é insuficiente."


Foto de 2013 publicada em blog da Escola Classe Boa Vista, de São Sebastião, no DF, mostra menino brincando em computador (Foto: Escola Classe Bela Vista/Reprodução)

Sem espaço adequado para a prática de esportes e atividades psicomotoras, a escola usa um "terreno acimentado" de improviso. “Ouvi dizer sobre projeto em 2019, mas nada oficial", disse Jair Luiz.

Refeitório virou sala

Depois de transformar os laboratórios em três salas de aula em 2016, agora é o refeitório da Escola Classe Vila Nova, que também fica em São Sebastião, que vai perder a funcionalidade original. "Agora, as crianças vão lanchar dentro da sala de aula, que não é o ambiente propício", disse um funcionário que não quis se identificar.

Ao G1, a Secretaria de Educação informou que "não há obrigatoriedade das escolas terem o espaço do refeitório em sua estrutura" e confirmou que os estudantes vão fazer as refeições dentro de sala.


Refeitório da Escola Classe Vila Nova, em São Sebastião, no DF, passa por reforma para virar sala de aula (Foto: Arquivo pessoal )
Segundo ele, a Secretaria de Educação mobilizou uma equipe com engenheiro para ir à escola e avaliar os espaços que poderiam virar salas de aula.

"Esse ano, quase levaram a sala de leitura. Querima tirar até a sala da direção."



Fotos da Escola Classe Vila Nova, em São Sebastião, no DF (Foto: Secretaria de Educação/Reprodução)

Apesar das 115 vagas adicionais nos dois turnos de aula, a mudança não é considerada adequada pela equipe pedagógica. "Não vai ter mais um lugar para lanchar com todo mundo, orientar em relação ao lanche, ao desperdício."

A escola atende cerca de 1,2 mil alunos de 4 a 10 anos, do 1º e 2º ano da educação infantil e do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.

Mais alunos ou menos alunos?
 

A justificativa dada aos diretores para aumentar o número de salas de aula entra em contradição com os dados gerais de matrículas na rede pública do DF. Em janeiro, levantamento da própria Secretaria de Educação mostrou que os pedidos de matrícula caíram 10,4% em 2018, na comparação com 2017.

A explicação da Secretaria de Educação para o cenário é que, de 2015 para 2016, houve um aumento de inscrições devido à instituição do ensino obrigatório a partir dos 4 anos de idade. Até 2015, apenas creches atendiam crianças com esta idade – a obrigatoriedade de matrícula no ensino regular se dava a partir dos 6 anos.

"Como atendemos toda a demanda reprimida em 2017, só quem completa 4 anos é que está entrando", afirmou o subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação, Fábio Pereira de Sousa, em entrevista ao G1.

No entanto, o diretor do Sindicato dos Professores do DF, Cláudio Antunes, diz que a "universalização" do ensino às crianças de 4 e 5 anos não é real. "A demanda não é 100% atendida, como diz a secretaria. Muita criança fica fora. Muitas famílias recorrem ao Conselho Tutelar para garantir a educação dos filhos."

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Justiça homologa acordo para regularização do Estância Quintas da Alvorada


O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) homologou o acordo para a regularização do Condomínio Estância Quintas da Alvorada nessa quarta-feira (7/2). O texto estabelece as obrigações para os moradores e para os órgãos do GDF. A homologação é uma das etapas para a venda direta dos lotes.

A Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) terá que desenvolver o projeto de parcelamento do solo contemplando os lotes já edificados, sempre que possível, bem como áreas para equipamentos públicos. Também caberá ao órgão o cadastramento dos moradores, a titulação dos imóveis por licitação pública – com direito de preferência aos ocupantes – e deduzir da venda toda a infraestrutura implantada pelos moradores.

O acordo determina que os moradores terão de pagar pela ocupação da área pública, consentir o acesso dos servidores da Terracap e demais órgãos e empresas contratadas e comunicar a ocorrência de novas edificações. Além disso, não será permitida a venda ou a doação dos imóveis sem a autorização da agência.
Os moradores terão ainda de desistir de todas as demandas judiciais que estavam em andamento contra o GDF, derrubar os muros e as guaritas não autorizados no parcelamento e doar à Companhia Energética de Brasília (CEB) e à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) toda a infraestrutura existente para a adequação do serviço de fornecimento de energia, água e esgoto.
Desocupação tensa
Em 2016, o condomínio no Altiplano Leste foi alvo de um operação de desocupação de área pública. De acordo com o GDF, um terreno de 2.313.122 metros quadrados pertencente à Terracap estava sendo ocupado irregularmente desde 2008. Mais de 200 habitações teriam sido construídas. As imagens de casas de alto padrão sendo derrubadas por retroescavadeiras chamaram atenção. Os moradores protestaram e a operação foi interrompida por decisão do TJDFT. 

A homologação do acordo é um dos passos iniciais para a venda direta dos lotes aos moradores. O condomínio Ville de Montagne foi o primeiro a ser contemplado. Está em andamento o processo de venda dos lotes do Trecho 3 de Vicente Pires. Os condomínios Estância Jardim Botânico, Estância Jardim Botânico II, Jardim Botânico I, Jardim das Paineiras, Mirante das Paineiras e Jardim Botânico também estão em processo de regularização.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Rollemberg deixa estudantes de São Sebastião entre a cruz e a espada



A não construção de nova unidade escolar – e a consequente não garantia do direito ao acesso à educação – por parte do GDF fez com que os estudantes de São Sebastião ficassem em uma situação bem complicada.
“A demanda pela escola pública aumentou bastante, principalmente nesta região. A lógica seria a construção de uma nova escola. Mas o governo Rollemberg optou por um caminho que vai na contramão de tudo o que defendemos e do que a comunidade necessita”, disse o coordenador de Políticas Sociais do Sinpro, Gabriel Magno. Ele faz referência às alternativas propostas pela Regional de Ensino de São sebastião em razão do aumento do número de matrículas no CED São Bartolomeu: ou os estudantes do ensino médio da escola iriam para outras unidades no Cruzeiro (a 40 quilômetros de distância) ou o CED passaria por obras com vistas a construir módulos provisórios como forma de aumentar o número de salas de aula. A segunda opção prevaleceu, de forma equivocada.
O dirigente explica que para construir os tais módulos serão destruídos laboratório, sala multiuso e parte da quadra de esporte do CED São Bartolomeu. “O pior de tudo é que não há garantia de que as obras serão entregues no dia 15 de fevereiro, início do ano letivo. Essas obras só serão concluídas no final de fevereiro ou início de março. Essa atitude do Secretaria de Educação mostra o total despreparo do GDF em dialogar com a comunidade escolar, em buscar soluções razoáveis, sem falar do sacrifício que será imposto ao trabalho pedagógico. No próximo dia 15 os estudantes vão chegar e o que vamos fazer? Onde serão dadas as aulas?”, indaga Gabriel.

Ainda no final de 2017 – após dois atos de protesto -, a regional de ensino recebeu o Sinpro em reunião, que chegou a sugerir como alternativa emergencial o aluguel de espaço que pudesse acomodar os estudantes até a construção de nova escola. A ideia, a que traria menos problemas para a comunidade escolar, não vingou.
Mais problema – O Jardim de Infância Lúcio Costa, ligado à Regional de Ensino do Guará, passa por problema semelhante. Houve aumento de matrículas de crianças de quatro a cinco anos na escola e a saída encontrada pela regional de ensino local foi promover obras na escola.
“A grande questão é que a reforma vai começar nesta segunda-feira [5/2] e a previsão para a conclusão dos trabalhos é de 45 dias, ou seja, o ano letivo só vai começar de fato na segunda quinzena de março, quando deveria se iniciar no dia 15 de fevereiro. O prejuízo será imenso para a comunidade escolar, complicando a vida de pais, estudantes e educadores”, avalia a coordenadora de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro, Vilmara do Carmo.
Ela reforça a desorganização da Secretaria de Educação. “Tão logo fosse detectada essa situação, quando do encerramento das matrículas via 156, em meados de novembro passado, a SEE deveria se mobilizar para fazer as reformas necessárias no Jardim de Infância de forma a termos o início das aulas conforme o calendário aprovado. Isso não aconteceu e o problema recairá, novamente, sobre a comunidade”, destaca a dirigente.