terça-feira, 8 de outubro de 2019

Colisão entre van escolar e caminhão deixa três feridos na DF-140


Um acidente envolvendo uma van escolar e um caminhão deixou, pelo menos, três feridos, na tarde desta segunda-feira (07/10/2019). De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), duas crianças precisaram de atendimento médico. A colisão ocorreu no entroncamento da DF-140 com acesso ao Condomínio Mônaco.


Dentro da van escolar estariam a condutora e três crianças: uma delas foi retirada do veículo por um parente e não tinha ferimentos. As outras duas precisaram do socorro dos bombeiros. A motorista, por sua vez, apresentava suspeita de fratura em um dos braços e deve ser encaminhada a hospital das proximidades.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Aeroporto de São Sebastião será administrado pela ANAC



A Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) assinou contrato com a Infraero para prestação de serviços e gestão no Aeródromo Botelho. O local de pouso, construído irregularmente por um arrendatário em área da Terracap, em São Sebastião, é o segundo maior aeroporto da capital e foi explorada por anos sem autorização legal. A intenção é que, a partir do acordo com a estatal, a pista de pouso possa ser oficializada como um aeroporto executivo e dar vazão à demanda do DF. Em entrevista ao Correio, o presidente da Terracap, Gilberto Occhi, anunciou a novidade.

O documento que sela o contrato foi encaminhado para a publicação no Diário Oficial do Distrito Federal. A Infraero comandará a operação dos voos no espaço até que a Terracap conclua um novo edital para concessão do aeroporto à iniciativa privada. O contrato tem duração máxima de 12 meses, ao custo de R$ 1,8 milhão. A Terracap aguarda que a reintegração de posse seja concluída pela Justiça para a entrada da Infraero no local.

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Occhi explica que não se trata de concessão à Infraero, mas, sim, de um contrato para que a estatal efetue os serviços necessários na área e opere os voos até que seja possível concluir o processo efetivo de concessão. “É importante esclarecer que nós não estamos concedendo aquela área à Infraero, nós estamos contratando a Infraero para a prestação de serviços e fazer as adaptações necessárias. Além disso, ela terá a capacidade de gerir os pousos e decolagens”, explicou.

Local
A área que vai abrigar oficialmente o aeroporto foi alvo de uma longa disputa judicial. A chácara foi arrendada em 1982 para atividades rurais ao produtor José Ramos Botelho. No início dos anos 2000, a família construiu uma pista de pouso destinada a uso próprio, mas começou a receber irregularmente aeronaves. Em 2013, o Correio revelou o problema. Hoje, estima-se que existam mais de 100 hangares para a guarda de mais de 250 aviões de pequeno porte. A pista do terminal tem 1,7 mil metros de comprimento.

Em 2016, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) devolveu a posse à Terracap. Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso dos antigos arrendatários. A decisão da Justiça, de 2016, previa o fim das atividades de voo no local, o que, na prática, nunca ocorreu.

De acordo com a Terracap, hoje,seria inviável cessar as atividades na região e a mudança traria caos para o sistema aéreo do DF, além de gerar desemprego. “A decisão posterior foi de aproveitar o patrimônio que está ali construído — sem nenhum tipo de ressarcimento — e de manter as dezenas de empregos que são gerados. Não fazia sentido a destruição de um patrimônio que agora é da Terracap”, justifica Occhi.

Aeródromo
A Terracap está nesse processo, há alguns anos, buscando a reintegração de posse daquele lugar. Isso é uma demanda judicial que perdurou muito. Vencidos todos os recursos possíveis, agora a Terracap tem condições de tomar posse daquele local. Firmamos o contrato com a Infraero e, para ela entrar no ambiente, precisamos apenas da formalização da reintegração de posse. A comunicação e o mandado estão com um oficial de Justiça para ser entregues à pessoa que estava na área antes. Nós esperamos que isso seja feito nos próximos dias.

Patrimônio
Todas as benfeitorias feitas ali se agregam ao patrimônio da Terracap. Então, para nós, é importante, porque o patrimônio da Terracap teve uma melhoria. Nossa intenção é regularizar aquela situação momentaneamente com a presença da Infraero até que a Terracap possa estabelecer regras de um novo edital de concessão, ao qual poderá concorrer quem tiver expertise no setor aeroviário. Com isso, a Terracap regulariza a situação da área como um todo e estabelece que haverá o funcionamento do aeroporto com legalidade.

Infraero
A Terracap contratou a Infraero diretamente por ser uma empresa pública especializada nesse setor. Ela vai administrar aquela área durante um período que pode chegar até a um ano. Durante esse período, a Terracap vai adotar medidas para a concessão. É importante esclarecer que nós não estamos concedendo aquela área à Infraero. Nós estamos contratando a Infraero para a prestação de serviços, que serão medir, cadastrar, identificar, olhar tudo o que tem ali. Além disso, ela terá a capacidade de gerir os pousos e decolagens, coisa que hoje não ocorre com a devida segurança jurídica.

Todas as pessoas que estão ali, nos hangares, fizeram investimentos sabendo que não havia segurança jurídica. Elas têm plena consciência disso, mas viram ali oportunidade de desenvolver o seu trabalho e de dar emprego a diversas pessoas. Então, se nós todos temos uma preocupação com geração de empregos no Brasil hoje, não faz sentido desempregar. A nossa decisão foi de aproveitar o patrimônio que está ali construído — sem nenhum tipo de ressarcimento — e de manter as dezenas de empregos que são gerados. Não fazia sentido, para nós, defender a destruição de um patrimônio que agora é da Terracap.

Desenvolvimento
É uma área de mais de 900 hectares. Cabem ali diversos outros projetos de investimento. O espaço é na beira de uma BR, que tem fluxo. Então, aquela região pode ser utilizada como um polo logístico, como um projeto imobiliário residencial e comercial, também é possível instalar usinas de energia fotovoltaica para beneficiar o próprio projeto existente. Estamos falando de uma área que vai trazer desenvolvimento para o Distrito Federal. Nós temos que trabalhar para isso, para construir, e não destruir.

PPPs e concessões
Nós temos uma série de projetos em andamento que envolvem direta ou indiretamente a Terracap. Estamos trabalhando com PPP e concessões, como é o caso da ArenaPlex e do que pretendemos fazer com a Torre de TV Digital. Nós temos recebido diversas demandas por realização de eventos na torre. É um equipamento que pertence ao DF, mas está em área da Terracap. Com essas concessões, a ideia é exonerar a Terracap das despesas de manutenção e proporcionar a entrada de recursos que serão utilizados em novos investimentos em obras de infraestrutura, melhorias viárias, o que gera emprego e impostos.

Autódromo
Estamos muito próximos de finalizar o processo da PPP do Autódromo. Está dependendo de um último questionamento do Tribunal de Contas do Distrito Federal. Nós acreditamos que todas as questões apresentadas pelo TCDF foram esclarecidas. O tribunal suspendeu apenas a homologação por questionar aspectos técnicos da obra a ser executada, mas o processo continua, está em fase final e está ocorrendo. Caso o TCDF decida pela viabilidade, acredito que, no máximo, em 30 dias, nós concluímos a licitação, já com o anúncio do vencedor.

Prioridades
A principal prioridade da Terracap atualmente é cumprir o papel dela com relação a ser uma agência de desenvolvimento. Muito mais do que qualquer outra missão que nós tenhamos — de dar a segurança jurídica, de fazer a regularização fundiária, em que somos referência —, nosso maior objetivo é ser uma agência de desenvolvimento, levar a oportunidade de negócios para o setor produtivo. Com isso, gerar empregos e termos uma capacidade de melhorar a condição de vida e de oportunidade da população do Distrito Federal.

Condomínios
A regularização de áreas é muito importante. Nós estamos trabalhando nisso, e é um trabalho árduo, de longo prazo, porque a ocupação é, em todos aspectos, irregular. Primeiro, ocupa-se para depois pensar onde estão as áreas de equipamentos públicos, as áreas de lazer, a infraestrutura. Depois do caos criado é que você entra para avaliar e cada local tem um tamanho, um construiu um mercado, outro uma padaria etc. Esse é o ambiente que a Terracap encontra e, a partir disso, precisa trabalhar para aprovar licenciamento ambiental, projeto urbanístico, reconhecer o direito do cidadão e fazer com que finalmente as pessoas possam ter sua escritura e tranquilidade.

Igrejas
Recentemente, o governador assinou, também, um decreto para regularização de mais de 2 mil templos religiosos no DF e nós estamos trabalhando também para que possa diminuir o valor de pagamento desses espaços no caso de uma concessão ou venda dessas áreas.



quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Sarau das Sebastianas: mulheres ocupam Parque do Bosque


A voz e a palavra agora é só delas. Mulheres de São Sebastião e de outras regiões do DF estarão reunidas neste sábado (14), no 1° Sarau das Sebastianas, uma feira literária criada para valorizar a produção feminina. O evento foi todo organizado por mulheres e será realizado no Parque Ambiental do Bosque, em São Sebastião, entre 14h e 22h. A entrada é franca.

Na programação, muita poesia, roda de conversa sobre literaturas e ainda artesanato, comidas, música, teatro e dança! O objetivo é levar entretenimento para a comunidade e difundir o trabalho cultural de mulheres ao abrir espaço para que apresentem as obras. O que se pretende é tornar São Sebastião uma vitrine cultural. Agora, a partir da atuação de mulheres, servindo como incentivo a outras cidades do Distrito Federal.

Entre as artistas confirmadas para o Sarau Sebastianas estão nomes conhecidos no DF e também em âmbito nacional: como as cantoras Dhi Ribeiro, Martinha do Côco, Carliane Alves e Gabi Viola. A poesia é por conta de Cristiane Sobral, Nanda Pimenta, Seira Beira, Bia Estiano, Priscilla Sena, Xibi Rodrigues, Carli Ayô e Leisa Sasso.

E, tem também, poesia musicada com o espetáculo “Dona dos Ventos” de Limonada e Caramelo (Cristiane Sobral e Dani Vieira). Já o teatro será com Kelly Costy. apresentando “A grande aventura”. A Trupe das Desempregadas leva também para o palco “Brincadeira de Maria”. As obras da exposição, que ficará no local, são de Xibi Rodrigues e Carli Ayô.

Todas as atividades do evento foram feitas, exclusivamente por mulheres: apresentação, atrações artísticas, decoração, registro, direção, assistência, identidade visual e prestação de contas. Esse projeto tem apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC)

Informações – 1° Sarau das SebastianasQuando? Sábado, dia 14 de setembro a partir das 14hOnde? Parque Ambiental do Bosque em São Sebastião, no Bairro Residencial do BosqueAtraçõesMúsica: Dhi Ribeiro, Martinha do Côco, Carliane Alves e Gabi ViolaPoesia: Bia Estiano, Priscilla Sena, Cristiane Sobral, Nanda Pimenta, Seira Beira, Xibi Rodrigues, Carli Ayô e Leisa SassoPoesia Musicada: Limonada e Caramelo (Cristiane Sobral e Dani Vieira) – Espetáculo: Dona dos ventosTeatro: Kelly Costy – A Grande Aventura e Trupe As Desempregadas – Brincadeira de MariaExposição: Xibi Rodrigues e Carli Ayô

domingo, 1 de setembro de 2019

Ônibus escolar tomba com 24 crianças e 2 adultos na Nova Betânia


Um ônibus escolar tombou na área rural de São Sebastião nesta quinta-feira (29/8). De acordo com o Corpo de Bombeiros, pelo menos 26 pessoas — 24 crianças, um monitor e um motorista — estavam dentro do veículo. As imagens mostram o ônibus atravessado na estrada de terra, enquanto as equipes de socorro resgatam as crianças, que estudam no CEF Nova Betânia, localizado em um núcleo rural de São Sebastião. 

Parte dos estudantes saíram do ônibus e ficaram sentados no chão. Até o momento, 13 vítimas precisaram ser transportadas pelos bombeiros. Uma delas foi encaminhada pela aeronave da corporação para o Hospital de Base. Elas foram levados para os hospitais regionais de Paranoá e Sobradinho. Os demais ocupantes não necessitaram de atendimento médico.

Ainda não há informações sobre o que motivou o acidente. O trânsito no local está interditado e, alguns motoristas pararam os veículos na margem da pista.

Rayza Isabela Leite da Silva, 14 anos, é uma das alunas que estava no ônibus. Segundo ela, o motorista estava saindo da escola e seguindo o trajeto que faz diariamente, quando perdeu o controle. "Estava tudo tranquilo até que o ônibus virou. Foi um desespero total. Teve muita gritaria e muitas crianças ficaram machucadas. Eu mesma bati a cabeça e ralei a mão", contou a adolescente.

Ela disse que o motorista ficou com o ombro machucado e, mesmo assim, ajudou as crianças a saírem do transporte. "A maioria delas saiu pela parte de cima do ônibus". A mãe da Rayza, a dona de casa Maria das Graças Martins, 63, recebeu a notícia do acidente pelo telefone. "Eu estava cozinhando quando me ligaram e falaram sobre o acidente. Não pensei duas vezes e vim ver se a minha filha estava bem. Para mim, foi um alívio", afirmou a mulher.



segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Secretaria de Justiça leva serviços itinerantes a São Sebastião


Centenas de pessoas serão contempladas pela ação integrada que vai oferecer vários serviços do Governo do Distrito Federal (GDF) à população de São Sebastião nos dias 16 e 17 de agosto, sexta-feira e sábado, das 9h às 17h. São serviços prestados pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), em parceria com diversos órgãos do DF e a Administração Regional de São Sebastião. O evento acontecerá na sede da administração de São Sebastião, Quadra 101, Área Especial.

Esta ação é a sétima edição do programa Sejus Mais Perto do Cidadão, que já atendeu 22 mil pessoas levando às cidades administrativas do DF cada vez mais serviços. Quem for até o local terá a possibilidade de fazer diversos documentos, como Carteira de Identidade, CPF, Carteira de Trabalho, entre outros. Além disso, a população poderá esclarecer dúvidas relacionadas ao direito do consumidor com o Procon. Os servidores da Secretaria de Saúde estarão presentes para fazer testes de glicemia e aferição da pressão arterial, e a Defensoria Pública prestará informações jurídicas.

A cada edição se ampliam os serviços prestados e o número de pessoas beneficiadas. Além das ações que acontecem na sexta e no sábado, durante toda a semana do evento – de 12 a 17 de agosto – as escolas da região também serão contempladas pela ação. Equipes da Sejus irão até os alunos para estimular o aprendizado por meio de rodas de conversa. As temáticas abordadas serão sobre direitos humanos, inclusão da pessoa com deficiência, desafios do envelhecimento no século XXI, igualdade racial, racismo religioso, LGBTfobia, depressão, bullying, violência, atos infracionais e suas consequências e prevenção ao uso de drogas.

Na Hora – A Subsecretaria de Modernização do Atendimento Imediato ao Cidadão da Sejus (Na Hora) estará no local para fazer carteira de identidade: 1ª via (gratuita), 2ª via (R$ 42,00); carteira de trabalho (no caso de roubo apresentar boletim de ocorrência), CPF (R$ 7,00), emissão de débitos da Secretaria da Fazenda, CEB (R$ 2,92) e Caesb (R$ 4,16). Para facilitar a vida de quem tem débito a pagar, a van de conveniência móvel do BRB ficará próxima ao atendimento.

Procon – O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) atuará para sanar dúvidas dos consumidores, orientar e registrar solicitações. A Defensoria Pública do Distrito Federal realizará orientação jurídica e atendimento psicossocial.

Crianças – Muitas atividades recreativas para crianças e adolescentes, além de aprendizado garantido. Oficinas e apresentações artísticas. Brinquedoteca com atividades para estimular a concentração, exposição sobre erradicação do trabalho infantil e releitura de obras de artes relacionadas à primeira infância. Orientações sobre funcionamento e atendimento do Conselho Tutelar e do Centro Integrado 18 de Maio.

Acolhimento – Pessoas que sofrem atos de violência doméstica, intrafamiliar, psicológica, física, sexual e institucional terão a orientação da Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência da Sejus, através do programa “Pró-Vítima”. A “Feira de Talentos Pró-Vítima” estará no local com produtos das mulheres acolhidas pelo projeto. Um ônibus da Secretaria da Mulher também estará presente realizando atendimentos psicológico e social às vítimas de violência.

Direitos Humanos – Profissionais prestarão orientação e vão distribuir material informativo das subsecretarias de Políticas para Idoso e de Política de Direitos Humanos e de Igualdade Racial, sobre prevenção à violência e direitos da comunidade LGBT, direitos das pessoas com deficiência e população em situação de rua. Apresentações culturais de pessoas da região. No sábado pela manhã será oferecido corte de cabelo gratuito para resgate da autoestima.

Prevenção ao uso de drogas – Oferta de oficina de grafite, apresentação do Hip Hop contra as drogas, aula de jiu-jítsu e museu das drogas.

Funap/Socioeducativo – Com vários projetos de ressocialização, a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (FUNAP) levará a São Sebastião, para exposição e venda, produtos fabricados nas oficinas das unidades prisionais e a Subsecretaria do Sistema Socioeducativo venderá produtos de panificação e hortaliças produzidos no sistema socioeducativo.

DETRAN – O Departamento de Trânsito vai estar no local com óculos virtual de simulação de estar dirigindo com efeitos de álcool e kits informativos sobre leis de trânsito e jogos educativos.

Ouvidoria – As ouvidorias da Sejus e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPTDFT) acolherão manifestações de elogios, reclamações e sugestões dos cidadãos presentes.

A Subsecretaria de Assuntos Funerários da Sejus também estará disponível para prestar informações sobre serviços funerários e cemitérios.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Terracap negocia com Infraero gestão de aeroporto de São Sebastião


Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) negocia com a Infraero a transferência da gestão do Aeródromo Botelho, que funciona na zona rural de São Sebastião. Na prática, isso abre caminho para que a capital federal passe a operar oficialmente com dois aeroportos, sendo o segundo terminal destinado a aeronaves executivas.

Na iminência de retomar a propriedade de uma área de 980 hectares nas redondezas da DF-251, a Terracap tem planos de formalizar a atividade aeroportuária no local onde foi construído informalmente uma pista de pousos e decolagens para aviões de pequeno porte.

No princípio, a pista, com 1.499 metros de comprimento e 18 metros de largura, atendia apenas a uma família abastada. Aos poucos, no entanto, o terreno começou a receber tráfego de outros aviões executivos. A procura de clientes por uma alternativa mais prática e barata de guardar aeronaves de pequeno porte fez movimentar um negócio para atender este mercado. Atualmente, o aeródromo de São Sebastião abriga 260 aviões distribuídos em 110 hangares. O aluguel mensal de um hangar no aeroporto de São Sebastião é de R$ 1,5 mil.

Com decisão favorável na Justiça desde 2016 e na expectativa de retomar a área nas proximidades da DF-251, a diretoria de Novos Negócios da Terracap se encarregou dos estudos para a transferência da gestão do aeródromo à Infraero. A expectativa é de que nos próximos dias o GDF assine um acordo de gestão e operação transitória com o órgão federal. A proposta é que a empresa vinculada ao governo federal ajude o GDF na transferência da administração do aeroporto para a iniciativa privada em um prazo de 12 meses.

Transição
Neste período de mudança, o governo local vai garantir condições para que o aeródromo não deixe de operar. O primeiro sinal de que o GDF pretendia manter o aeroporto de São Sebastião foi dado ainda no governo passado, a partir do lançamento de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), levantamento sobre a destinação da área que precede a concessão à iniciativa privada. Na época, cinco grupos foram habilitados a fazerem os estudos. Apenas dois apresentaram projetos que estão em análise pela Terracap. O espaço deve permanecer atendendo à aviação executiva, sem incluir o trânsito de voos de cargas ou de passageiros.

A Infraero confirmou ao Metrópoles que está em fase de tratativas sobre o empreendimento com o GDF. O governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que o governo buscou uma solução para garantir a permanência da atividade aeroportuária no local, mas repassando a gestão a órgão competente. “Quanto mais rapidamente resolvermos esta situação, melhor será. Aquele local é alvo de grileiros e a ocupação regular do setor ajudará o governo a evitar invasões”, disse Ibaneis.

Há 12 anos, a administração do aeroporto executivo é feita por uma associação que reúne proprietários de aeronaves. Eles tomaram conhecimento das conversas entre a Terracap e a Infraero. E, embora haja uma expectativa sobre os termos do acordo que está sendo desenhado com a Infraero, o presidente da Prossiga, a associação do Aeródromo Botelho, José Rios, acredita que a transição se dará com serenidade: “Não vejo possibilidade de qualquer conflito conosco porque somos a razão da criação do aeroporto executivo”.

Indenização
A família Botelho, que deu o nome ao aeroporto, perdeu na Justiça a posse da área a qual reclamava propriedade em disputa com a Terracap. Com a questão da propriedade superada, tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) recurso sobre pedido de indenização feito pelos herdeiros de José Ramos Botelho que alegam terem construído a infraestrutura para o funcionamento do aeródromo de São Sebastião.

Fontes: Metrópoles

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Novacap começa a construir seis mil metros quadrados de calçadas em São Sebastião


A Administração Regional de São Sebastião, em parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), dá início à construção de seis mil metros quadrados de calçadas nas avenidas dos bairros Bora Manso e Vila do Boa e em frente ao Centro de Ensino Fundamental São Paulo. A obras começaram na manhã desta quarta-feira (17).
Os recursos destinados à obra são provenientes de emenda parlamentar no valor de quase R$ 1 milhão. O montante será utilizado na feitura de 25 mil metros de calçadas até o fim do ano, o que corresponde a cerca de 14 quilômetros de passeio.
Além de ligar dois bairros a uma escola, essas três áreas também foram escolhidas para intervenção devido ao grande risco de acidentes no local, como explica o administrador Alan Valim.
“Como bombeiro militar me preocupo com a segurança dos moradores. Nesses locais há pessoas com dificuldade de locomoção que trafegam no meio dos carros, colocando em risco suas vidas. Além disso, o governador Ibaneis tem solicitado aos órgãos prioridade em relação à infraestrutura nas cidades”, disse.
A equipe da administração mapeou os pontos de maior necessidade de passagens de pedestres. “Todo o projeto já está pronto e entregue à Novacap. Os outros bairros beneficiados serão o Residencial Oeste, a Avenida São Sebastião e Rua da Gameleira”, informa o engenheiro Ataliba Rodrigues.
* Com informações da Administração Regional de São Sebastião

IFB-São Sebastião apresenta pesquisa sobre o uso de faixas de pedestre na cidade


O Instituto Federal de Brasília (IFB) promove, em 29 de julho, o lançamento dos resultados da Pesquisa de Respeito à Faixa de Pedestre em São Sebastião. O evento ocorre das 9h30 às 12h, no auditório do Câmpus de São Sebastião, com a participação de convidados e debate dos resultados obtidos. 

A pesquisa foi coordenada pelo professor Jonas Bertucci e realizada por 4 estudantes do próprio Instituto. Os universitários atuaram, durante 4 meses, na observação de diversas situações e horários para analisar o comportamento de pedestres e motoristas. A pesquisa analisou todas as 56 faixas de pedestres da Região Administrativa de São Sebastião, totalizando 1119 travessias, 2573 pedestres e 2372 veículos contabilizados.
O objetivo do estudo é oferecer subsídios ao poder público para a realização de ações que visem melhorar a política voltada aos pedestres em São Sebastião. Levantamento recente mostrou que mais de 40% dos acidentes com morte no trânsito no Distrito Federal nos cinco primeiros meses de 2019 envolveram pedestres, evidenciando a fragilidade dessas vítimas. Os números são do Departamento de Trânsito (Detran-DF).
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Serviço
Lançamento da Pesquisa de Respeito à Faixa de Pedestre em São Sebastião

Data: 29/07/2019
Local: Auditório do IFB – Câmpus São Sebastião, Área Especial 2-, s/n - São Bartolomeu (São Sebastião), DF
Horário: 9h30 às 12h
Entrada franca

terça-feira, 16 de julho de 2019

Os desafios do planejamento urbano: regularizar terras e combater déficit habitacional

Setor Crixá, em São Sebastião: 1.904 unidades que serão entregues até o fim do ano – Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

Inovar na política de planejamento territorial, ter maior efetividade com a regularização fundiária e combater o déficit habitacional são desafios que precisam ser enfrentados pelo GDF para que a capital federal chegue ao seu centenário atendendo as demandas atuais da população – e, também, as necessidades das gerações futuras. Essas são três prioridades estabelecidas no eixo desenvolvimento territorial do Plano Estratégico do Distrito Federal 2019-2060 (PED-DF), lançado em maio.

A dinâmica territorial do Distrito Federal envolve não apenas a área planejada e reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, mas todas as regiões administrativas e a Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride).

Para atuar de forma efetiva no desenvolvimento territorial, o Estado precisa garantir qualidade na prestação de serviços públicos e reduzir as distâncias sociais e econômicas da população. Para tanto, deve analisar integralmente a oferta de serviços públicos nos territórios, envolvendo habitação, mobilidade e sua infraestrutura, energia e iluminação pública, saneamento básico, até alcançar saúde, segurança, educação.

Pelo  PED-DF, o direito à moradia e regularização fundiária são necessidades básicas que precisam ser supridas pelo governo. E as políticas de regularização fundiária e de acesso à moradia são debates históricos no DF, desde a transferência da capital para a região Centro-Oeste, quando as terras que integram o quadrilátero não foram desapropriadas em sua totalidade.


Proliferação de condomínios
Hoje, um terço da população do DF mora em áreas irregulares, sem escritura das suas casas. Tanto pela proliferação dos condomínios nos anos 90 quanto pela criação de assentamentos promovidos por governos passados – que não os dotavam de toda a infraestrutura e licenciamento ambiental, e que acabaram formando cidades, como São Sebastião, Samambaia e Paranoá.
Desde a construção de Brasília, a busca por oportunidades incentivou fluxos migratórios para o DF, com o consequente adensamento populacional além do planejado. 
O alto custo da habitação na região central e as grandes distâncias entre os centros habitacionais e econômicos motivaram a invasão de terras e a proliferação de moradias precárias, fatores que contribuíram para que o Distrito Federal ocupe a quinta pior posição no déficit habitacional do país, ficando atrás apenas do Maranhão, Amazonas, Roraima e Amapá.
Déficit habitacional
Segundo estudo da Fundação João Pinheiro, publicado em 2018, seria necessário aumentar em 14% a oferta de domicílios no DF para sanar a carência de moradia da população. 
Poley diz considerar como ônus excessivo famílias que ganham até três salários mínimos e gastam mais de 30% com aluguel. “E como o aluguel em Brasília é caro, esse número é alto”, ressalta. “Além disso, o saldo migratório do DF ainda é positivo.”
Até o fim do ano, o GDF vai entregar 2.360 unidades habitacionais. O primeiro projeto será a quadra 700 do Sol Nascente, com previsão de entrega de 132 unidades em agosto e mais 176 em dezembro.
Depois vem o Setor Crixá, em São Sebastião, com 1.904 unidades habitacionais que serão entregues em outubro e novembro; e dois residenciais em Samambaia com previsão de entrega em novembro.
O governo também pretende acelerar as obras do Residencial Vale da Bênção, no Recanto das Emas, que estava parado, e vai oferecer 24 mil unidades habitacionais. Além disso,  famílias já estão sendo chamadas para serem habilitadas para o Itapoã Parque, que, em dois anos, vai oferecer 12 mil apartamentos.
O Plano Estratégico do Distrito Federal 2019-2060 está dividido em quatro etapas temporais. As primeiras ações já devem ser iniciadas este ano e envolvem medidas como redução do desemprego, aumento da competitividade do DF, aumento da disponibilidade de medicamentos para a população e redução de mortes no trânsito. 
A segunda abrangência vai de 2020 a 2023. Nesse período serão destacadas as políticas públicas que estão sendo elaboradas pelo governo. O terceiro foco do plano vai de 2024 a 2030. Nesta fase, a intenção é contemplar a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O foco temporal de longo prazo está delimitado ao período de 2031-2060, englobando as tendências do futuro rumo ao centenário de Brasília.
Assim, até 2023, estão previstas a entrega de 25 mil unidades habitacionais – bem como a implantação do Programa Locação Social, para redução do déficit por ônus excessivo com aluguel, e do o Plano Distrital de Habitação de Interesse Social. 
O GDF também vai realizar melhorias em mil unidades habitacionais de famílias de baixa renda e ampliar em 20 mil unidades a oferta de lotes urbanizados para a Habitação de Interesse Social.
Planejamento territorial
A necessidade de expandir a oferta de habitações pressionará pela alteração dos critérios urbanísticos, o que agravará o adensamento urbano com a verticalização das moradias e a expansão horizontalizada das cidades.
Assim, inovar na política de planejamento territorial é a principal batalha do eixo desenvolvimento territorial. Para a efetividade dessa estratégia, porém, é necessária a integração da gestão eficiente do território, do monitoramento e do controle social, por meio da atualização normativa e do uso de tecnologias.
Dessa forma, a revisão, aprovação e implementação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal – PDOT, bem como a regulamentação dos instrumentos do Estatuto das Cidades, criando instrumentos para viabilizar a ampliação da oferta de habitação de interesse social, além do incremento da plataforma tecnológica de monitoramento territorial, são ações que possibilitarão a inovação das políticas públicas de planejamento territorial.
O PDOT, que será revisado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) até 2021, é o instrumento básico da política territorial e orienta os agentes públicos e privados sobre a gestão das localidades urbanas. 
Ele aponta, por exemplo, para onde a cidade deve crescer e define áreas como urbanas, passíveis de adensamento populacional, e outras como rurais. Sua revisão é indispensável também para a regularização de vários condomínios, especialmente os que saíram do papel ou se consolidaram na última década.
Para o aprimoramento do planejamento territorial, o Plano Estratégico também prevê a modernização do Observatório Territorial, fortalecer o Sistema de Planejamento Territorial e Urbano (Siplan) e aumentar o número de ações fiscais preventivas nas áreas de monitoramento prioritário.
Regularização fundiária
Ter maior efetividade com a regularização e os novos parcelamentos em áreas definidas pelo ordenamento territorial é a 2ª batalha do eixo desenvolvimento territorial – que tem por objetivo a realização de ações de regularização fundiária. 
Isso compreende a redução para 30 dias do tempo de análise dos projetos de regularização fundiária e novos parcelamentos, assim como o aperfeiçoamento da respectiva base legal e o aumento das áreas rurais regularizadas de 30% para 70%.
Para vencer essa batalha, o GDF também vai entregar 100 mil escrituras públicas de Áreas de Relevante Interesse Social (Aris) e 15 mil de Áreas de Relevante Interesse Específico (Arine). Como em Vicente Pires, a maior ocupação irregular de interesse específico do Brasil, com uma população de mais de 80 mil habitantes. 
Para viabilizar a regularização de Vicente Pires, o GDF dividiu o setor habitacional em quatro trechos. Dois deles – o Jóquei Clube e a antiga Colônia Agrícola Samambaia – são propriedade da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) e estão vendidos aos atuais moradores que, depois da venda direta, terão as escrituras dos imóveis.
José Newton dos Santos Morais, 52 anos, mora com a mulher e a filha de 6 anos em um dos condomínios do Jóquei. Ele comprou a casa por R$ 600 mil em 2016 sabendo que o terreno era irregular, mas acreditando na regularização. 
Agora, o lote foi incluído no edital de venda direta publicado pela Terracap e ele aderiu ao processo. Vai pagar R$ 80 mil pelo terreno para ter o imóvel regularizado. “Na época paguei os R$ 600 mil à vista. Depois da escritura, as pessoas poderão financiar caso eu decida vender”, diz. 

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Conferência Livre ressalta protagonismo de crianças e adolescentes em São Sebastião


O Fórum dos Direitos das Crianças e Adolescentes de São Sebastião realizou sua II Conferência Livre* com muita arte, cultura e protagonismo e debateu e aprovou propostas voltadas para as políticas da infância e juventude.


Jovens participantes de projetos sociais de São Sebastião reativaram o FDCA local e realizaram no último sábado (06) A II CONFERÊNCIA LIVRE DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES DE SÃO SEBASTIÃO que teve como objetivo promover e fortalecer estratégias/ações de participação nas políticas públicas e reuniu cerca de 120 pessoas para refletir, debater e elaborar propostas voltadas para a garantia e manutenção dos direitos de crianças e adolescentes. 


A partir de um processo dinâmico de diálogos e sistematização de propostas, voltados para o fortalecimento do protagonismo e da cidadania infanto-juvenil, a Conferência Livre aconteceu no CED São Francisco, das 08:00 as 18:00, e teve a participação dos Deputados Distritais Fábio Félix (PSOL) e Leandro Grass (REDE) e do jovem Pedro Victor (representante da juventude de São Sebastião) que trouxeram pertinentes considerações sobre o sistema de garantia de direitos, Políticas Públicas integradas e de inclusão social, gestão, orçamento, financiamento, participação, comunicação social e protagonismo de crianças e adolescentes no Controle Social das Políticas Públicas e das deliberações de decisões políticas de seus interesses.


A mesa de abertura foi composta por Francisco Beto, representante da Vila da Cidadania, Matheus Costa, vice-diretor do CED São Francisco e 3 jovens representantes dos projetos Ação em Rede, Mais Cidadania e Girassol: Daniel Guedes, Rayca Almeida e Ellen Vitória.


A parte da tarde foi destinada para a elaboração e sistematização de propostas. Destaque para o grupo de crianças que refletiram, discutiram e apresentaram propostas acerca dos mais variados temas como preconceito, segurança, família, saúde, esporte, lazer, cultura etc. Todas as propostas foram aprovadas e serão encaminhadas para o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal – CDCA-DF e apresentadas na Conferência Distrital DCA, com previsão para acontecer no mês de agosto.


O evento foi recheado de atrações culturais, com muita música, poesia, dança e artes circenses. A abertura do evento ficou sob a responsabilidade de Rafaela e Uriel que encantaram a todos com lindas interpretações das músicas Dizeres e Ouvi dizer, seguidos por Daniel Guedes e Isaac Mendes. A primeira parte da conferência finalizou com um aulão de Axé, ministrado, com toda irreverência, por Tonim. Bruna Lima, Juan Silva e Guitarhard também marcaram presença no evento e o Resgate Circense, grupo formado por estudantes do Chicão, paralisou a plateia com uma apresentação mágica de tirar o fôlego.


A Conferência contou com o suporte institucional da OSC Evolução e com o apoio da Cáritas Brasileira, do Movimento Cultural Supernova, da Associação Ludocriarte e com toda a equipe dos projetos Girassol e Mais Cidadania. Diversos outros entes e agentes sociais e culturais atuaram de forma estratégica para a realização desse evento: Projeto Campeão, ASCOM, São Sebastião Esporte Clube, Projeto Vida, Nação Zumbi, ATBR, Instituto Comunidade, Casa de Cultura do Morro Azul etc. Foi um momento importante para sensibilizar e mobilizar a comunidade em favor da promoção e garantia de direitos de crianças e adolescentes que estão estabelecidos na Constituição e no Estatuto da Criança e do adolescente (ECA), mas que, mesmo assim, ainda hoje não são implementados em sua plenitude.



Fonte: Blog do Isaac Mendes
Acesso em: 11/07/2019

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Diretores de escolas públicas são acusados de desvios de recursos públicos




A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) apura a conduta do diretor de uma escola em São Sebastião acusado de desviar recursos públicos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf). Em caso similar, no ano passado, uma servidora foi demitida por ter usado dinheiro do programa para reformar a própria casa.

As irregularidades foram percebidas durante a prestação de contas dos gestores. Somados, os desvios teriam chegado a 78 mil.

Construção irregular
O caso ainda em apuração envolve o diretor do Centro de Ensino Fundamental São José, em São Sebastião. Segundo as investigações, houve apropriação de área que fazia parte da escola e, no local, foram construídos dois imóveis sem relação com a unidade.

As obras teriam sido realizadas por R$ 38 mil e pagas com dinheiro público. No entanto, segundo a Secretaria de Educação, "como o processo ainda não foi concluído, há apenas indícios de que a construção foi realizada com recursos do PDAF e de emenda parlamentar".

O procedimento corre em sigilo. A TV Globo procurou o servidor, mas foi informada de que ele está em licença médica. Já a vice-diretora da unidade informou que, até onde vão os limites da escola, não há imóvel algum.

Reforma de casa
Já o outro episódio foi denunciado em 2016 e teve desfecho mais rápido: no ano passado, a então diretora do Centro Integral de Atenção à Criança e ao Adolescente (Caic) JK, no Park Way, foi demitida por conta das irregularidades.

Segundo as investigações, ela desviou R$ 40 mil do Pdaf para fazer uma reforma na própria casa. A Secretaria de Educação afirma que a servidora atrasou a prestação de contas e até apresentou notas fiscais falsas.

Ela teria ainda forjado extratos bancários da escola para que aparecessem na conta recursos que já não existiam. A TV Globo não conseguiu localizar a diretora.

Além de ter perdido o cargo, ela também é alvo de uma ação judicial movida pelo Ministério Público do DF, que pede a devolução do dinheiro desviado.

Pdaf
Os recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf) são repassados pelo governo diretamente às escolas públicas. O dinheiro pode ser utilizado para compra de materiais, contratação de serviços e realização de reparos, entre outros.

A aplicação dos recursos deve ser definida pelos gestores das escolas. No entanto, os diretores precisam prestar contas da utilização da verba.


sexta-feira, 24 de maio de 2019

VÍDEO: Armados, grileiros agiam como milicianos e extorquiam vítimas em São Sebastião



Grileiros presos em operação da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) da Polícia Civil tinham práticas semelhantes à de milicianos que atuam no Rio de Janeiro. Armados, construíam barricadas nas entradas de um assentamento de São Sebastião, ameaçavam e extorquiam as vítimas. E ainda emitiam boletos para que elas pagassem taxas caso quisessem permanecer em área pública.

A nova fase da operação Grito da Terra foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (20/05/2019). A ação dá sequência à investida da última sexta-feira (17/05/2019), quando sete pessoas foram presas. Um homem está foragido.

De acordo com a polícia, o grupo era tão articulado que chegava a emitir boletos de pagamento para ter o controle das pessoas que pagavam as “mensalidades”. Os criminosos diziam que os valores eram taxas correspondentes a cada lote ocupado no assentamento de São Sebastião.

A primeira fase da operação ocorreu em abril deste ano. Na ocasião, o homem considerado pela Polícia Civil como um dos maiores invasores de terras públicas do Distrito Federal foi preso em São Sebastião. Alexandre Luiz Xavier de Almeida (foto), 49 anos, é apontado como líder da quadrilha investigada pela PCDF e considerado “um criminoso de altíssima periculosidade”.

Além de Alexandre, outros quatro integrantes da associação criminosa foram presos no fim de abril. O líder do grupo responde por homicídio, tráfico de drogas e roubo nos estados de Minas Gerais e Goiás.

Após a primeira fase da operação, as vítimas da quadrilha procuraram a delegacia. Segundo elas, com a prisão de Alexandre, outros integrantes do grupo assumiram a liderança, retornaram ao Assentamento Grito da Terra Aguilhada, localizado na região do Pinheiral, em São Sebastião, intensificando as extorsões e as ameaças.

Ainda de acordo com a Dema, todos os investigados são de alta periculosidade e já se tornaram réus pelos crimes de parcelamento irregular do solo, dano ambiental, extorsão majorada continuada, coação no curso do processo, corrupção de menores e associação criminosa armada.

No Distrito Federal, o grupo é investigado por envolvimento em roubos. Os criminosos também são suspeitos de praticar crimes nos Estados de Goiás e Minas Gerais, onde estão envolvidos em um homicídio.

Memória
O grupo liderado por Alexandre Luiz Xavier de Almeida atuava principalmente em São Sebastião. Os acusados extorquiam os moradores da região do Pinheiral, sob o argumento de que as terras, que são públicas e localizadas na Área de Proteção Ambiental do Rio São Bartolomeu, lhes pertenciam.

De acordo com a delegada Mariana Araújo Almeida, trata-se de um acampamento vinculado a alguns movimentos de luta pela reforma agrária. “Os suspeitos se diziam líderes, tomavam frente da situação e expulsavam as pessoas do local”, disse.

“Eles não atuavam com a venda de lotes, mas no assentamento de grupos relacionados a eles e depois passavam a extorquir pessoas ao cobrar taxas aleatórias para que os moradores pudessem permanecer ali”, acrescentou a delegada.

As investigações apontam que cerca de 200 pessoas ocupavam a área e as taxas mensais variavam de R$ 50 a R$ 100. A delegada Fernanda Lopes, da Dema, responsável por conduzir as investigações, explicou que a maior parte dos componentes do grupo tem diversas passagens por outros crimes.

quarta-feira, 20 de março de 2019

GDF lança Central de Regularização de Terras Rurais


Iniciativa dará celeridade ao processo de legalização das áreas. BRB anunciou novas linhas de crédito no valor de R$ 244 milhões
O governador do Distrito Federal oficializou nesta terça-feira (19), em solenidade no Palácio do Buriti, a criação da Central de Regularização de Terras Rurais, para dar agilidade a mais de 3,8 mil processos pendentes na Secretaria de Agricultura. A iniciativa reunirá o trabalho concentrado de pelo menos outros três órgãos: Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Terracap e Ibram-DF.

“Vamos juntar todas as pontas do processo para entregar os documentos nas mãos daqueles que precisam e merecem valorização, porque não há nada mais importante para o ser humano que se dedica a viver no campo do que ter um documento que garanta a estabilidade”, destacou o governador.

Para dar oportunidade a cerca de 2,2 mil produtores rurais que ainda não ingressaram com o processo de regularização, Ibaneis também assinou projeto de lei que altera o artigo 23 da Lei nº 5.803/2007. O texto, que amplia o prazo para solicitar a regularização rural até 12 de abril de 2020, segue para apreciação da Câmara Legislativa.

Durante a solenidade, o GDF anunciou ainda a ampliação das linhas de crédito do Banco de Brasília (BRB) para o agronegócio. Os valores passarão dos atuais R$ 94 milhões para R$ 244 milhões, referentes ao ano de 2019. “Desses valores, R$ 70 milhões serão destinados a investimentos aos produtores rurais que usarão a CDU (Concessão de Direito de Uso) e CDRU (Concessão de Direito Real de Uso) como garantia”, explicou o secretário de Agricultura, Dilson Rezende.

Primeiros beneficiados
Os produtores rurais Janete e Mércio Oro estão torcendo para que os trabalhos da central comecem logo. Eles devem ser os próximos beneficiados com a regularização dos 308 hectares de terras onde trabalham há mais de 30 anos.

Localizada no Núcleo Rural Cariru, na região do PAD-DF, a fazenda Oro, de propriedade do casal, produz milho, soja e feijão. “Com as condições climáticas favoráveis, já chegamos a 70 sacas de soja por hectare”, contabiliza Mércio. O valor equivale a mais de duas toneladas do grão por colheita.

O casal relata que, desde os anos 1990, entrou com o pedido de regularização na Secretaria de Agricultura. Somente agora, no entanto, com os dois filhos crescidos e os netos nascidos na capital, Janete e Mércio vão poder ficar mais tranquilos. “De governo em governo, nós ficamos à mercê das mudanças de gestão”, conta Mércio. “Nem mesmo um financiamento a gente podia ter. Foi bem difícil tudo, mas agora estou vendo vontade política de mudar essa realidade. O governo está finalmente valorizando o homem do campo. ”

Janete e Mércio vieram de Matelândia, no Paraná. De lá, trouxeram dois filhos, que estudaram em Brasília – a filha é médica veterinária e o filho, engenheiro agrônomo – e, atualmente, também estão no campo. “A gente vê sinais de que o governo está com boas intenções”, comemora Mércio. “A manutenção nas estradas está sempre em dia, e agora, com a Central de Regularização, esperamos que a legalização avance bastante. ”

Acompanhamento
As equipes técnicas da Central de Regularização vão trabalhar na sede da Secretaria de Agricultura. Inicialmente, serão analisados cerca de 3,8 mil processos, alguns iniciados há mais de 40 anos. A demora nem sempre é em função da burocracia do trâmite dos órgãos.

O subsecretário de Regularização Fundiária, Vilmar Rodrigues, explica que, muitas vezes, a lentidão ocorre em função do distanciamento do produtor rural. “Cada um deve acompanhar de perto o processo. Muitas vezes, não conseguimos dar andamento ao processo porque depende da entrega de um documento”, exemplifica.

Vilmar destaca ainda que é necessário que todos os produtores busquem a regularização. “Infelizmente, para mais de 30% de terras, que estão passíveis de regularização, ainda não há pedido de abertura de processo para legalização da situação”, informa.