segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O monstrorista de Porto Alegre


Até agora me pergunto: como alguém aperta o pé direito no acelerador sobre uma centena de ciclistas protestanto pacificamente? O protesto era justamente para chamar atenção contra a bestialidade humana contra as simpáticas “magrelas”, veículos que além de não poluir o ar,  ainda contribuem para a saúde física e mental de seu usuário. 

A notícia já foi bastante divulgada mas ainda pouco debatida. Temos que ser bastante claros e enfáticos contra este “monstrorista”, como foi muito bem apontado o cidadão por Renata Falzoni em seu blog na ESPN. Já começou a aparecer a turma do deixa disso e advogados que tentam apontar o dedo para os manifestantes dizendo tratar-se, acreditem, de um “acidente”. 

Este blog apóia os manifestantes contra o “monstrorismo”! Pela liberdade de compartilharmos com justiça e liberdade o espaço das cidades! 

Amanhã, terça, dia 1, o coletivo Massa Crítica e outras entidades e cidadãos porto alegrenses farão uma manifestação, a pé, por justiça, humanidade e respeito e pelo fim da lei da selva no trânsito!

O ponto de encontro é o Largo Zumbi dos Palmares (Largo da EPATUR), a saída está marcada para as 19h00. Mais informações no site Massa Crítica.
Atenção: cenas de barbaridade explícita


Nas Ruas do Rap

"Nas ruas do RAP" têm como idéia além de divulgar o trabalho dos grupos, mostrar um pouco das quebradas que representam e ao mesmo tempo proporcionar momentos de lazer e cultura para comunidade.
Nesta edição excepcionalmente foi feito uma surpresa para o integrante do grupo Imagem de Rua, Gonágas, que sem saber do evento topou o desafio improvisado e representou pelas ruas de São Sebastião.


Inscreva seu grupo e envie sugestões de grupos para: revistaderole@gmail.com
Veja muito mais em http://www.revistaderole.com/

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Homem mata colega por causa de R$ 10

Pessoal, não sou de colocar notícias tristes sobre o que acontece em São Sebastião. Tenho como objetivo, mostrar o bom do que nos faz bem e melhora a qualidade na comunidade. Mas infelizmente, hoje, nos deparamos com este fato. Meu brother Paulo André foi mais uma vítima do que assusta cada vez mais nossos jovens brasileiros. Brasília é a 4ª cidade em homicídios contra jovens, ficando na frente de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. E o Paulo André, pai de uma filha, aumentou mais o número dessa estástica. Fica aqui meus sentimentos para a família e que Deus possa confortar mãe desse rapaz.


Zeniffer Ferraz Barros, 31 anos, foi preso em flagrante na madrugada deste domingo (27/2) após matar com golpes de canivete o colega Paulo André da Silva, 27 anos. O crime ocorreu na rua 4 da Quadra 12 de São Sebastião, em frente à casa de uma amiga dos dois. Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, Paulo morreu porque não tinha R$ 10 para emprestar para o suposto assassino.


Antes do crime, vítima e algoz jogaram sinuca e beberam na companhia de outros colegas em um bar na mesma quadra onde ocorreu o assassinato. Paulo chegou a ser levado para o hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. Um dos golpes acertou o peitoral da vítima.


Zeniffer é morador de Santa Maria e passou o fim de semana em São Sebastião na casa de um outro amigo. Ele já tinha passagem na polícia por porte ilegal de arma. Ele vai responder por homicídio qualificado - uma vez que o assassinato foi por motivo fútil. Se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.


Via Correio Braziliense

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Um país rico é um país sem pobreza


"O número de pessoas obrigadas a sobreviver com menos de um dólar por dia é duas vezes maior entre a população indígena e negra, comparada à branca. E as mulheres recebem menor salário que os homens ao desempenhar o mesmo tipo de trabalho"...


Frei Betto*
Entre os 15 países mais desiguais do mundo, 10 se encontram na América Latina e Caribe. Atenção: não confundir desigualdade com pobreza. Desigualdade resulta da distribuição desproporcional da renda entre a população. O mais desigual é a Bolívia, seguida de Camarões, Madagascar, África do Sul, Haiti, Tailândia, Brasil (7º lugar), Equador, Uganda, Colômbia, Paraguai, Honduras, Panamá, Chile e Guatemala.

A ONU reconhece que, nos últimos anos, houve redução da desigualdade no Brasil. Em nosso continente, os países com menos desigualdade social são Costa Rica, Argentina, Venezuela e Uruguai. Na América Latina, a renda é demasiadamente concentrada em mãos de uma minoria da população, os mais ricos. São apontadas como principais causas a falta de acesso da população a serviços básicos, como transporte e saúde; os salários baixos; a estrutura fiscal injusta (os mais pobres pagam, proporcionalmente, mais impostos que os mais ricos); e a precariedade do sistema educacional.

No Brasil, o nível de escolaridade dos pais influencia em 55% o nível educacional a ser atingido pelos filhos. Numa casa sem livros, por exemplo, o hábito de leitura dos filhos tende a ser inferior ao da família que possui biblioteca. Na América Latina, a desigualdade é agravada pelas discriminações racial e sexual. Mulheres negras e indígenas são, em geral, mais pobres.

O número de pessoas obrigadas a sobreviver com menos de um dólar por dia é duas vezes maior entre a população indígena e negra, comparada à branca. E as mulheres recebem menor salário que os homens ao desempenhar o mesmo tipo de trabalho, além de trabalharem mais horas e se dedicarem mais à economia informal.

Graças à ascensão de governos democráticos-populares, nos últimos anos o gasto público com políticas sociais atingiu, em geral, 5% do PIB dos 18 países do continente. De 2001 a 2007, o gasto social por habitante aumentou 30%. Hoje, no Brasil, 20% da rendas das famílias provêm de programas de transferência de renda do poder público, como aposentadorias, Bolsa Família e assistência social. Segundo o IPEA, em 1988 essas transferências representavam 8,1% da renda familiar per capita. De lá para cá, graças aos programas sociais do governo, 21,8 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema.

Essa política de transferência de renda tem compensado as perdas sofridas pela população nas décadas de 1980-1990, quando os salários foram deteriorados pela inflação e o desemprego. Em 1978, apenas 8,3% das famílias brasileiras recebiam recursos governamentais. Em 2008, o índice subiu para 58,3%. A transferência de recursos do governo à população não ocorre apenas nos estados mais pobres. O Rio de Janeiro ocupa o quarto lugar entre os beneficiários (25,5% das famílias), antecedido por Piauí (31,2%), Paraíba (27,5%) e Pernambuco (25,7%). Isso se explica pelo fato de o estado fluminense abrigar um grande número de idosos, superior à media nacional, e que dependem de aposentadorias pagas pelos cofres públicos.

Hoje, em todo o Brasil, 82 milhões de pessoas recebem aposentadorias do poder público. Aparentemente, o Brasil é verdadeira mãe para os aposentados. Só na aparência. A Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE demonstra que, para os servidores públicos mais ricos (com renda mensal familiar superior a R$ 10.375), as aposentadorias representam 9% dos ganhos mensais. Para as famílias mais pobres, com renda de até R$ 830, o peso de aposentadorias e pensões da previdência pública é de apenas 0,9%.

No caso do INSS, as aposentadorias e pensões representam 15,5% dos rendimentos totais de famílias que recebem, por mês, até R$ 830. Três vezes mais que o grupo dos mais ricos (ganhos acima de R$ 10.375), cuja participação é de 5%. O vilão do sistema previdenciário brasileiro encontra-se no que é pago a servidores públicos, em especial do Judiciário, do Legislativo e das Forças Armadas, cujos militares de alta patente ainda gozam do absurdo privilégio de poder transferir, como herança, o benefício a filhas solteiras.

Para Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, no Brasil “o Estado joga dinheiro pelo helicóptero. Mas na hora de abrir as portas para os pobres, joga moedas. Na hora de abrir as portas para os ricos, joga notas de cem reais. É quase uma bolsa para as classes A e B, que têm 18,9% de suas rendas vindo das aposentadorias. O pobre que precisa é que deveria receber mais do governo. Pelo atual sistema previdenciário, replicamos a desigualdade.”

A esperança é que a presidente Dilma Rousseff promova reformas estruturais, incluída a da Previdência, desonerando 80% da população (os mais pobres) e onerando os 20% mais ricos, que concentram em suas mãos cerca de 65% da riqueza nacional.

(publicado em 18/02/2011 e retirado do site Mercado Ético)
* Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

São Sebastião intensifica vacinação infantil



Na regional de Saúde de São Sebastião, a mobilização para atualizar cartões de vacinas das crianças será a partir do dia 1º de março, também com a parceria dos agentes comunitários de saúde na busca ativa de cartões em atraso. A vacinação ocorrerá nas equipes do Programa de Saúde da Família do Morro Azul, Vila Nova , Bosque I, Vila da Boa, Setor Tradicional, João Cândido, Morro da Cruz, Residencial Oeste, São Francisco, São José, Bosque II e Nova Betânia.

A atualização dos cartões é uma iniciativa do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunização e do Núcleo de Atenção Primária e Estratégia de Saúde da Família de São Sebastião. Segundo os técnicos em saúde, para que as crianças continuem livres de doenças imunopreviníveis é fundamental que as vacinas estejam em dia e com as doses completas. Entre essas doenças estão a paralisia infantil, sarampo, rubéola, difteria, tétano e outras.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Moradias do Setor Mangueiral sob investigação não podem ser ocupadas


Depois de 10 anos inscrito na lista de espera da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), o contador Ricardo Fernandes, 32 anos, realizou o sonho da casa própria no ano passado. Ele comprou um apartamento para morar com a mulher e com os filhos no Setor Jardins Mangueiral, próximo ao Jardim Botânico. O empreendimento é uma Parceria Público-Privada: o governo local cedeu o terreno e uma empresa está construindo os imóveis, que podem ser financiados pela Caixa Econômica Federal. O apartamento está pronto, mas a família Fernandes ainda vive de favor na casa dos pais de Ricardo, onde todos os pertences do casal estão encaixotados. Apesar da conclusão das obras, a entrega das unidades habitacionais está suspensa desde agosto do ano passado. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, porém, pretende retomar o projeto em até 30 dias.

O Setor Jardins Mangueiral terá 8 mil imóveis, entre casas e apartamentos de dois e três quartos. Pelo menos 1.030 unidades já foram finalizadas, mas continuam fechadas enquanto famílias aguardam a liberação das chaves. A primeira etapa, que tem 615 propriedades, deveria ter sido entregue em agosto de 2010. A segunda, no mês passado. “Não sei se houve fraudes ou irregularidades que justificassem a suspensão da entrega dos imóveis. O que eu posso afirmar é que existem centenas de pessoas de boa fé que estão sendo prejudicadas por essa demora”, afirma Ricardo Fernandes.

A polêmica em torno do Setor Jardins Mangueiral começou depois da Operação João de Barro, deflagrada para investigar denúncias de corrupção nos programas habitacionais do governo. Funcionários da Codhab foram presos por fraudar documentos e por receber propina para alterar a pontuação de inscritos na lista oficial de espera por um lote, reduzindo o tempo de espera.

Cancelamento
Diante dos escândalos e com base nas investigações, o Ministério Público do Distrito Federal recomendou o cancelamento da entrega de imóveis na área. De acordo com a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, foram encontradas irregularidades na documentação dos beneficiados, como falta de comprovação de renda de até 12 salários mínimos, pré-requisito para participar dos programas habitacionais do governo. O MP encontrou indícios de que a Codhab havia favorecido pessoas que sequer estavam inscritas no cadastro habitacional do GDF e também analisou evidências de que laranjas estariam participando do projeto em benefício de terceiros.

Apesar da excelente localização, o terreno onde foi criado o Setor Mangueiral é classificado como área de interesse social. Por isso, a entrega de lotes tem que seguir a legislação do Distrito Federal, que determina, entre outras regras, que 40% dos imóveis sejam destinados aos inscritos na lista da Codhab, 40% a participantes de cooperativas e 20% aos programas do governo. O fato de estar em uma região nobre — um lote no vizinho Setor Jardim Botânico 3 custa mais de R$ 400 mil — fez o Mangueiral virar alvo de fraudadores da lista.

A opção do GDF foi fazer uma Parceria Público-Privada, anunciada como a primeira PPP habitacional do Brasil. A empresa Jardins Mangueiral Empreendimentos Imobiliários, vencedora da licitação, vai entregar os 15 condomínios que compõem o setor com infraestrutura urbana pronta. Os beneficiados que se enquadrarem nas exigências do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, têm acesso a crédito com juros mais baixos para financiar os imóveis.

Sem previsão
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF selecionou os compradores, que fizeram os contratos diretamente com a empresa responsável pelas obras. Cada unidade custou entre R$ 89 mil e R$ 126 mil e muitos tiveram que pagar valores altos como entrada. O analista de sistemas Eduardo Gonçalves, 29 anos, diz que teve oportunidade de comprar outros imóveis, mas destinou todas as suas economias à unidade habitacional que escolheu no Mangueiral. “Já está tudo pronto, não entendo por que não realizam logo essa entrega. Estou morando na casa de parentes, enquanto os apartamentos estão prontos e abandonados”, reclama.

Via Correio Braziliense em 17/02/2011

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Varejo tira as drogas de cena em São Sebastião

As mais importantes lojas populares de eletrodomésticos e calçados do país ocuparam o espaço de bocas de fumo em São Sebastião. A avenida que até cinco anos atrás era ponto de encontro de usuários e traficantes de drogas hoje reúne magazines lado a lado. A movimentação no centro comercial mais badalado da cidade agora é à luz do dia, ao longo da semana. O tráfico e a violência não são problemas resolvidos, mas o dinamismo da economia local ajudou os moradores a conquistar a liberdade de sair às ruas e consumir bens e serviços.

São Sebastião nasceu antes mesmo da capital federal. Naquela região, a 26km do centro de Brasília, foram instaladas as olarias que forneciam os tijolos usados para erguer os monumentos de Oscar Niemeyer. A tímida agrovila ganhou a condição de região administrativa em 1993 e, desde então, passou a crescer ainda mais rápido. Novos bairros surgiram e trouxeram asfalto para as ruelas empoeiradas. O governo criou linhas de ônibus e levou água, esgoto e energia elétrica para as áreas desabastecidas. A infraestrutura atraiu mais gente e a população atingiu a marca de 100 mil pessoas.

O adensamento populacional forçou o desenvolvimento do comércio. Hoje são cerca de 1,2 mil empresas espalhadas pela cidade, com destaque para supermercados, madeireiras e lojas de material de construção. O presidente da Associação Comercial e Industrial de São Sebastião, José Carvalho Pereira Júnior, acredita que, apesar do avanço, há muito espaço para investimentos, principalmente nas áreas de lazer e gastronomia. “Não temos churrascaria, por exemplo. Os moradores passam o fim de semana com dinheiro no bolso, mas não têm onde gastar”, comenta.

A expectativa é que, nos próximos anos, a região se consolide como importante centro econômico do Distrito Federal. Com o lançamento da primeira etapa do Setor Habitacional Mangueiral, até 2014 são esperados 20 mil novos habitantes. “Toda essa gente vai consumir em São Sebastião”, prevê Júnior. O sócio-diretor da Valorum Consultoria em Gestão Estratégica, Marcos André Melo, lembra ainda o potencial consumidor de moradores de condomínios de luxo, como o AlphaVille, que está sendo erguido naquela direção. “Isso também vai mexer com a economia da cidade”, aposta.

Reivindicações
O desenvolvimento fez surgir prédios de até quatro andares, o que era improvável na opinião dos mais antigos. Em geral, a população mostra-se satisfeita com as mudanças ocorridas na última década. “Agora a gente pode comprar de tudo aqui. Quando eu era pequena, precisava descer para o Plano (Piloto)”, compara a professora Elizete Rodrigues, 32 anos, filha do fundador da cidade, o conhecido Tião Areia. “Só que a gente sempre quer mais. Faltam bancos e o atendimento no comércio precisa melhorar”, reclama Elizete, nascida e criada em São Sebastião.

Nos supermercados da cidade, os clientes exigem produtos de primeira linha. “Se colocar marcas ‘tipo dois’ nas prateleiras, não vende”, conta Francisco Guilherme dos Santos, 44 anos, dono da rede que mais cria empregos na região administrativa. Somam-se 200 funcionários nas duas lojas. “Quando abri a segunda unidade, em 2007, muita gente me chamou de louco. Resolvi apostar e deu certo”, comenta ele, filho de pioneiro, que chegou ao DF aos 5 anos. “Vendemos uma fazenda para abrir o comércio na cidade”, conta Santos. O faturamento da empresa cresce a cada ano.

Até outubro, a primeira unidade da rede de supermercados, inaugurada em 1990 como açougue e sacolão, será transferida para um espaço duas vezes maior, de 2 mil metros quadrados. O investimento será de R$ 2,5 milhões. “Acredito nisso aqui”, reforça Santos. “Com o Mangueiral pronto, tenho certeza de que o movimento ficará ainda melhor”, completa. Além dos moradores da cidade, o comércio de São Sebastião atende a demanda dos condomínios do Jardim Botânico e mesmo do Lago Sul. A feira permanente é uma das tradições que atrai centenas de pessoas durante a semana.

Novo bairro
Quando for concluído, o Setor Habitacional Mangueiral terá 8 mil casas e apartamentos e abrigará cerca de 30 mil moradores. O novo complexo possui 200 hectares e se estende ao longo da DF-463, em direção a São Sebastião. Os imóveis serão destinados a pessoas que ganham até 12 salários mínimos, preferencialmente inscritas na Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab).

Agropecuária é o forte da economia
Rodeada por fazendas e no caminho do município mineiro de Unaí — importante polo agrícola do Centro-Oeste —, São Sebastião tem uma agricultura forte, que movimenta o mercado de produtos agropecuários. Apesar de pertencer oficialmente à região administrativa do Paranoá, a área do Programa de Assentamento Dirigido do DF, conhecida como PAD-DF, também impulsiona o consumo de bens e serviços em São Sebastião, por conta da proximidade com a cidade.

O PAD-DF se destaca pelas plantações de soja (uma das maiores do país), milho, feijão, trigo e sorgo. A área possui cerca de 88 mil hectares e abriga 6 mil pessoas espalhadas pelas agrovilas Capão Seco, Lamarão, Cariru, Riacho Frio, Quebrada dos Neris, Café Sem Troco, Jardim I e II, Sussurana, Buriti Vermelho, São Bernardo e Itapeti. Os produtores respondem por mais de R$ 100 mil em impostos por mês, segundo a Cooperativa Agropecuária da Região do DF (Coopa-DF).

O paraibano Francisco Pereira de Souza, 61 anos, conhecido como Chaguinha, chegou à zona rural de São Sebastião em 1980. Começou como vaqueiro em uma chácara e hoje é dono de uma propriedade de 23 mil metros quadrados onde planta e colhe o sustento da família: são seis filhos e 17 netos. “Mas comigo moram só umas 10 pessoas”, conta. Com financiamento de R$ 18 mil, ele se prepara para, em 2011, deixar prontas cinco estufas. Ali serão produzidos pepino, alface, tomate, pimentão, pimenta-de-cheiro, milho e abóbora.

A colheita continuará sendo vendida nas Centrais de Abastecimento do DF (Ceasa) duas vezes por semana e, aos sábados e aos domingos, na Feira de Planaltina. “Parece que está dando certo, né? Comecei no regador e, com o tempo, a gente foi se ajeitando”, comenta Chaguinha. Ele mal sabe escrever o nome, mas não deixa de fazer planos. “Este ano, ainda vou comprar um caminhão para transportar melhor os produtos. O Opala já ficou velho.”

Agricultura
O Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF) começou a ser executado em 1977, com o objetivo de incorporar as terras inexploradas ao processo produtivo. O programa, situado no km 5 da BR-251 — Brasília/Unaí (MG) —, abrange uma área de 61 mil hectares para o plantio de cereais, hortifrutigranjeiros, bovinocultura e avicultura. O local é considerado referência em tecnologia.

Via Correio Braziliense do dia 15/02/2010

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A culpa é da internet?

Navegando pelo meio virtual a fora, me deparei com este post e resolvi publicar aqui. Mesmo não sendo a esse tipo de informação que o blog tenta mostrar, mas achei muito interessante, pois sei que muito jovens visitam esta página. Sugiro que todos leiam com atenção e que fiquem atentos, pois existem muita gente que está usando as informações que vocês inserem nestas redes sociais para o mal.




Acho que a maioria aqui ficou sabendo do caso Bruna Tadim, a menina de 16 anos que morava em Guarulhos e desapareceu depois de receber uma “oferta” de emprego de um antigo colega de escola através da internet. O colega na verdade era um psicopata que já respondia por vários crimes, mas por ser menor de idade estava livre, leve e solto pelas ruas. Bruna marcou um encontro num ponto de ônibus na noite do dia 29 de dezembro pra receber informações sobre o tal emprego e nunca mais voltou. Dias depois o corpo da menina foi encontrado.

Até os mais frios e indiferentes se sensibilizam com um caso desses. Uma menina tão linda tem a vida interrompida por um filho-da-puta que mata por prazer. E o que eu queria falar é exatamente sobre a forma como ela recebeu a proposta de emprego: pela internet. Logo que esse caso saiu na mídia, apareceu muita gente condenando a internet, dizendo que ela é a fonte da maioria dos problemas. Pais atribuem à internet a culpa por muitos acontecimentos. Aí vem a pergunta: a culpa é mesmo da internet?

Eu costumo dizer que a internet é boa, mas pra quem sabe usar. Não vou citar aqui os benefícios da internet pq todo mundo aí sabe. Mas se deve ter a consciência que internet é terra sem lei, pelo menos em partes. O que fazer? Sair da internet? NÃO. Vou usar aqui a música da Cassia Eler: para usar a internet é preciso um pouco de malandragem. Malandragem no sentido de malícia, de saber que você não sabe quem ou o que está do outro lado da tela. Ele pode até falar que é um cara todo “trabalhado na musculação” que mora no Leblon, mas e se não for? Sabe aquela gata que parece estar facinha pra você, e quer marcar um encontro? E se não for uma gata? Era só a Bruna Tadim ter tido um pouco de malícia de saber que nenhuma empresa no planeta marca entrevista de emprego à noite num ponto de ônibus. Se o tal amigo tinha algo a oferecer, por que não foi na casa dela? Ou por que não deu a ela o telefone da loja de perfumes pra que ela ligasse lá e agendasse a entrevista?

Toda vez que vejo esse caso, dá uma vontade de pegar cada adolescente que passa o dia inteiro na internet e falar cara a cara: não acredite em tudo que te falam aí, cacete! “Ai, mas ela é tão legal”. Ninguém vai chegar até você e dizer: “Oi, eu sou um psicopata e quero te matar. Vamos?” Ele era conhecido dela? Tá, era. Mas marcar num ponto de ônibus a noite? Bruna, meu amor! Por que você não teve um pouquinho da malandragem da Cassia Eler?

A culpa não é da internet. Quem a usa deve ter a consciência de que pouco do que está ali é confiável!

Bái! @wesleytalaveira


Seria cômico se não fosse preocupante. Galera fica o alerta, cuidado com o que vocês tuitam e escrevem por aí. Isso é coisa séria. Jesus pediu para dizer isso a vocês hoje.

Centro de reciclagem ajuda comunidade de São Sebastião

Iniciativa de um morador da cidade resulta na criação de um centro de reciclagem que, além de representar uma fonte de renda, ajuda a comunidade a desenvolver a consciência ambiental e a evitar uma série de doenças

O nosso amigo e morador de São Sebastião, Francisco Nery, já havia feito uma entrevista com o senhor Santana. Para ver essa reportagem, clique aqui


O morador de São Sebastião João Ildebrando Santana, 48 anos, mais conhecido como Seu Santana, encontrou no lixo uma forma de ganhar a vida e também de ajudar o meio ambiente. Ao lado de dois amigos, ele fundou, no ano passado, a Eco Vida Recicláveis, uma empresa que ainda não saiu do papel, mas já está fazendo a diferença. Com a ajuda de dois voluntários, os três realizam um trabalho para incentivar as pessoas a separarem o lixo seco do orgânico e depois fazem uma triagem dos materiais que serão reciclados e transformados em novos objetos. Os autores da ideia sonham alto e querem estender o projeto a toda a cidade e, quem sabe, a todo o Distrito Federal.

Todos os dias eles saem às ruas para divulgar esse trabalho. Passam de casa em casa para distribuir as sacolas ecológicas — feitas de material reciclável — nas quais o lixo deve ser separado e recolhem os materiais selecionados que podem ser reciclados. Utilizam dois carrinhos de mão adaptados com duas sacolas para guardar o que for recolhido. “Mas nós precisamos de pelos menos 20 desses (carrinhos) para dar mais dignidade ao trabalho e mais oportunidade para quem quer ajudar. Sem contar que poderíamos aumentar a produção”, acredita Seu Santana. Cada carrinho custa em média R$ 450 e serve também para divulgar o projeto e as parcerias. Todo o dinheiro utilizado nesse investimento vem de parcerias e do próprio bolso dos fundadores.
Quem passa pela casa de Stênio Costa, 58 anos, um dos criadores da Eco Vida, estranha a quantidade de sacolas cheias de lixo que chegam todos os dias. É lá que funciona a sede improvisada da Eco Vida Recicláveis. O material selecionado que será vendido para as empresas de reciclagem fica espalhado pelo jardim até ter o destino confirmado. É também na residência de Stênio que a voluntária Noêmia Faustino, 40 anos, moradora de São Sebastião, faz a triagem do que pode ser reaproveitado. “Gosto do trabalho porque arrumei uma forma de contribuir com a melhora da cidade”, diz. Ela recebe uma ajuda de custo para pagar passagem e alimentação.

PARA SABER MAIS
Cidade antiga

A ocupação da área onde hoje está situada São Sebastião começou em 1957, com as instalações de várias olarias, em função das obras da construção de Brasília. Após a inauguração da capital federal, as olarias foram aos poucos sendo desativadas e deram lugar às primeiras construções ao longo do córrego Mata Grande e do ribeirão Santo Antônio da Papuda. A Agrovila São Sebastião tornou-se a 14ª Região Administrativa em 25 de junho de 1993. O nome da cidade é uma homenagem a um dos primeiros comerciantes locais.

* Fonte: Administração Regional de São Sebastião

Trabalho conjunto
Uma doença incentivou Adriano Freitas Prado, 26 anos, também morador de São Sebastião, a dar vida ao projeto Eco Vida Recicláveis. Ele teve dengue e sabe da importância de não deixar objetos que possam acumular água e contribuir para a proliferação do mosquito Aedes Egypti. “Sei o que uma garrafa PET com água no meio da rua pode fazer com a nossa saúde”, alerta. Ele acredita que, com o trabalho de reciclagem, pode evitar doenças e contribuir com a saúde da cidade.

Já Seu Santana conta que nunca pensou em trabalhar com o lixo e que a ideia surgiu por acaso. Ele era funcionário de uma empresa de locação de contêineres e começou a perceber que muitos objetos jogados fora ainda tinham condições de ser usados. A partir dessa reflexão, ele decidiu se juntar a Stênio e levar adiante a ideia de recolher aquilo que poderia ser aproveitado. “Ainda estamos no início. Temos muito o que aprender e não falta boa vontade. Mas isso só será possível com a ajuda da comunidade e de parcerias”, admite. O próximo passo de Santana é instalar pontos ecológicos, ou seja pontos de coleta, nas escolas da cidade. A regional de ensino já autorizou a ideia.

A iniciativa dos três moradores de São Sebastião chamou a atenção de outras pessoas. Francisco Neri é membro da ONG Centro de Educação Popular de São Sebastião. Eles fazem um trabalho voltado para os jovens e se interessaram pelas atividades desenvolvidas pelo Eco Vida Recicláveis. Neri conta que a ONG estuda meios de ajudar o projeto de Seu Santana e adianta que vão instalar na sede da organização um ponto ecológico para contribuir com a reciclagem. Mas para ele o mais importante é educar os moradores. “Falta a conscientização da comunidade, o trabalho tem que ser feito dentro de casa”, destaca.

Doença
Em janeiro de 2011 foram registrados 246 casos da doença, segundo dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Esse número aponta uma redução de 64% nos registros, que no mesmo período do ano passado chegaram a 692. O DF declarou epidemia de dengue em fevereiro de 2010.

Como colaborar
Quem quiser ajudar o projeto Eco Vida Recicláveis pode ligar para os números 9916-4348, 8131-9129 e 8543-3408.

Contribuição
Depois de fazer a triagem do lixo e separar aquilo que vai para a reciclagem, eles entram em contato com as empresas compradoras do material selecionado. Seu Santana conta que já fizeram negócios com empresários de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas atualmente a maior saída, fora de Brasília, é Goiânia. O preço do quilo pode variar entre R$ 0,05 e R$ 0,90, dependendo do material. Os voluntários recolhem uma média de 2 toneladas por semana. Stênio Costa acredita que poderia triplicar a renda se eles tivessem os 20 carrinhos de mão.

Orgulhoso da profissão que escolheu, Costa acredita que, se cada um dos moradores de São Sebastião fizesse a coleta seletiva em casa e evitasse jogar lixo na rua, a cidade teria outra cara. “Estou dando a minha parcela de contribuição, sei que é um trabalho de formiguinha, mas é assim que se começa.” Ele afirma que o trabalho com lixo é muito gratificante. “Nós amamos o que fazemos. Trabalhava como pintor, mas abandonei o que fazia porque passei a amar a reciclagem. Quando vejo que uma pessoa está mais consciente sobre o destino do lixo, fico ainda mais feliz.”

Reciclando ideias para um ambiente mais sustentável

Um galpão localizado às margens da Avenida São Sebastião, próximo à entrada do setor Morro da Cruz, de longe chama a atenção de quem passa.

Em um primeiro momento, a enorme abundância de lixo concentrado em uma área cuja extensão é de, aproximadamente, a de um campo de futebol, deixa evidente que ali se trata de mais um dos tantos lixões e aterros que se espalham ilegalmente pelos rincões da cidade, certo? Errado.

Quem se aproxima um pouco mais do local, percebe logo que por ali há muito trabalho sendo feito e a fazer. Trabalho sistemático, não tenha dúvida. São dez da manhã e o astro-rei já é abrasador. Em meio a um monturo de papelão,  garrafas pet, latinhas de alumínio e um sem-número de outros objetos, surgem de chapéu na cabeça e de mãos desprotegidas, rostos tremendamente suados, seu Santana, uma mulher  e um garoto, além  de um senhor de cadeira de rodas, seu Manoel. O pequento grupo  estava a fazer a separação de vários resíduos. Material comum, vidro, metal, plástico e papel  passam pelas mãos deles. O trabalho, por demais minucioso, é feito todos os dias, há pelo menos cinco meses.

Com um carrinho improvisado fabricado com pneus de bicicleta e  sucata de geladeira, ladeado por dois banners que tentam "vender" a ideia  do trabalho de coleta seletiva,  seu Santana e os ajudantes percorrem rua a rua, casa a casa e recolhem lixo às pampas e  assim ressignificam o valor e a utilidade daquilo que usamos, abusamos e depois nos desfazemos  sem a menor preocupação, coisas que supostamente não teriam mais a menor serventia para nada. E haja carrinho e disposição do grupo para recolher tanto lixo produzido.

À primeira vista, o trabalho pode até parecer de formiguinha, mas depois de encetarmos uma boa palestra com seu Santana, fica evidente que a iniciativa  é uma intenção muito válida e necessária em tempos como este em que a onda de consumismo desafia afoitamente os limites da natureza e atropela brutalmente os pactos e convenções internacionais,  firmados  em especial pelos países emergentes  em prol de um meio-ambiente social e economicamente mais sustentável e menos poluído para as  presentes e futuras gerações.

Pensando assim, chega a parecer que seria uma questão de tempo para que o ser humano assimilasse a fundamental importância da coleta seletiva e de outras ações ambientalmente corretas, haja vista o estado crítico em que se encontra o planeta. Neste tocante, não ficam de fora algumas áreas de São Sebastião, degradadas predominantemente em conseqüência, dentre outros fatores, da má destinação do lixo. Mas, ao contrário, nem mesmo os horrendos e trágicos cataclismas que pipocam mundo a fora tem alarmado a consciência humana. A qualquer momento, sem hora marcada e sem avisar o dia e o local, a natureza ainda há de expurgar de uma vez por todas suas dores e rancores contra a humanidade, numa fulminante "catarse natural".

No intuito de oferecer a melhor destinação à inesgotável quantidade de resíduos urbanos incessantemente produzidos, seu Santana e mais dois amigos, Stênio e Manoel, criaram a ONG Eco vida Recicláveis. “O projeto de coleta seletiva domiciliar consiste em tirar das ruas justamente os resíduos passíveis de reciclagem. A nossa ideia é não apenas realizar a coleta, mas principalmente dar um destino adequado para ela”, esclarece Santana.

Para seu Manoel, cofundador do projeto, o maior desafio mesmo é conscientizar a população e fazê-la aderir a essa iniciativa. “Nossas ações já tem surtido um certo efeito. As pessoas estão nos ligando e já começam a fazer o processo de seleção do lixo em suas casas”, confirma, otimista.

Apesar das boas ideias e da boa vontade dos responsáveis pelo projeto Eco Vida, sabemos que o apoio e a participação do Poder Público, da iniciativa privada e da comunidade são fatores substanciais e decisivos para que a iniciativa deslanche de vez por aqui. “Estamos lutando com muita dificuldade e sabemos que não é fácil educar quem quer que seja nesse sentido, mas contamos com o apoio de todos para termos uma cidade mais limpa, uma cidade que saiba oferecer a melhor destinação ao lixo que produz”, reconhece Santana. O cuidado com o nosso lixo, mais do que uma questão de consciência, é uma questão educacional.

O projeto está sendo desenvolvido em parceria com várias escolas de São Sebastião-DF e busca o apoio da Administração Regional e de empresas como meio de ampliar o trabalho de coleta seletiva, estendendo-o também para residências e outros espaços sociais, como igrejas, ONGs, órgãos públicos e o comércio. Para participar do projeto e ou/colaborar com o mesmo, basta agendar uma visita e solicitar a instalação de um mini-contêiner no local desejado. Adote um mini-contêiner e contribua para uma cidade mais pura e limpa.


Contato e agendamento:
(61)9916-4348 (Falar com o seu Santana)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Secretaria de Segurança afirma que número de assassinatos no DF caiu

Os dados serão divulgados na manhã desta quinta-feira (3). BDDF acompanhou rotina nas regiões mais violentas. Uma delas foi Sobradinho, onde dois homens foram executados.

Uma população assustada. “Assusta sim, porque têm uns 15 dias que mataram um perto de uma creche onde eu trabalho”, diz a recepcionista Freililena de Souza. Uma guerra com território demarcado. “Se um mora na quadra 101 não pode ir na 102. Se alguém for eles matam”, conta a auxiliar legislativa Maria Divida da Silva.

Esses depoimentos são comprovados em números. Só no mês de janeiro deste ano quatro pessoas foram assassinadas em São Sebastião. E em dois casos os autores eram menores de idade, um de 15 e outro de 17 anos. Os moradores da cidade são obrigados a conviver com um lamentável título de que a cidade é uma das mais violentas do DF. “A polícia só pega trabalhador. Eu mesmo já fui parado duas vezes enquanto estava fazendo entrega”, fala o entregador de pizza Flávio dos Santos.

O delegado chefe da 30ª DP, Maurílio Lima Rocha, responsável por São Sebastião chegou há uma semana e já constatou o que é comum na maioria das cidades, o tráfico de drogas é que financia o crime, e cada vez mais recruta jovens e até crianças. “Temos notícias de crianças de 9, 12 e 13 anos estão envolvidas no tráfico”, afirma.

São os jovens que também tiram o sono e a segurança dos moradores do Itapuã. Na delegacia da cidade a maioria das ocorrências é de pequenos roubos ao comércio, que normalmente é para comprar drogas. “Muitos dos assaltos que registramos por aqui, os criminosos fogem a pé ou de bicicleta. São atitudes desesperadas para conseguir pagar os traficantes”, explica Joás Borges, delegado-chefe da 6ª DP.

No Itapoã a equipe filmou uma patrulha da Polícia Militar fazendo ronda e abordagens. Mas para um grupo de guardas comunitários é apenas uma sensação de segurança. “A gente acaba vendo de tudo. Briga de usuários de drogas”, fala o guarda comunitário Abdias Alexandre. “Também tem muita morte”, completa outro guarda.

Mortes que, apesar da diminuição do número de homicídios em 15% entre 2009 e 2010, ainda se espalham pelo DF. Na noite dessa quarta-feira (2), no polo de cinema em Sobradinho, dois homens foram assassinados, um de 20 anos e outro de 26. Eles moravam em uma invasão e a polícia acredita que o crime tenha sido um acerto de contas.

“Acredito realmente que foi um acerto de contas”, diz o policial militar Clébio de Deus.



Disponível em: Bom Dia DF